O lifting do estado de humor
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Imagens retiradas AQUI e ACOLÁ.
Pós-texto: post emendado às 00:24 de 31/03/2008
Pós-texto 2 (02:04 de 31/03/2008): José Sócrates finaliza dominicalmente o "Governo Presente" de Viseu, acompanhando a comoção com expiação - «Sei bem o que custa aos 50 anos, ou aos 55 como o João Carlos, reconhecer socialmente e publicamente, que preciso de estudar mais, que preciso de saber mais, e até reconhecer que se calhar cometi um erro há uns anos atrás na minha vida, e que devia ter prosseguido os estudos, eu sei bem que é preciso coragem para isso» - ao entregar computadores a deficientes integrados no programa Novas Oportunidades, tornando-se este o fim-de-semana das revelações "introspectivas".
Tibete
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"Invadido pela República Popular da China em 1949, o Tibete tem vindo a sofrer a perda de vidas, liberdades e direitos humanos, num autêntico genocídio cultural e étnico.
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The world needs a tape like this...
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Como nos informa o Portugal Diário, este é o título da recente campanha de fitas adesivas da TESA elaborada pela agência brasileira HEADS, merecedora de prémio por este trabalho que pretende levar a Cannes, desconhecendo-se, se o produto será publicitado em Portugal desta forma.
Freud impulsionado pela sua auto-análise, publica o “Psicopatologia da vida quotidiana” em 1904 (ou será 1901? Também não importa para o caso…), no qual, entre de mais conceitos, teoriza o célebre fehlleistung, ou acto falhado ou acto falho ou parapraxis ou act manqué ou lapso freudiano ou “fugiu-lhe a boca para a verdade", dependendo do autor da tradução.
Ora, dada a importância das condições motivacionais inconscientes, o acto falhado – falhas da memória, palavra ou acção – é manifestação de um desejo angustiante, presente mas que se esconde, como organização dum compromisso entre a intenção consciente e o recalcado. Quer isto dizer, o desejo inconsciente recalcado, consuma-se em acto falhado, na sua forma manifesta.
“Irá colocar essa questão com os óculos-de-sol postos? Para a assistência não está sol.”George W. Bush, dirigindo-se a um repórter cego durante uma conferência de imprensa.
"Eu sou o melhor líder político na Europa e no mundo."Silvio Berlusconi, anterior Primeiro-ministro de Itália, durante uma conferência de imprensa.
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Há dias...
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Há dias - Luca Mundaca
O Mundo não pára...
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Que futuro?
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Uma esperança!?
Quantos seremos?
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Um só que fosse, e já valia a pena
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!
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Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.
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E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.
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O Sonho
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Quantos anos esperei ter-te, Sonho da vida inteira!!
Tardaste tantos anos!
Como dizem, mais vale tarde do que nunca, senti que ias chegar nesse dia, cama lavada, pijama novo, fechei os olhos... Comecei por sentir o teu cheiro, um odor agradável a maresia, um ruído ao longe das tuas ondas, fortes, cheias de força.
Lembras-me as torradas de pão da Avó com manteiga, acúçar e canela. O frango com natas da Tia Isabel, o cheiro do mar no molhe, o pôr-do-sol entre uma SuperBock e um charro. A mãe cheirosa que sempre sonhei, com o seu beijo, no meio do sono, o seu sorriso, a contemplar-me durante o sono.
Lembras-me o cheiro da terra, da relva cortada pelo Tio, de Barcelos, seguramente o período mais feliz da minha infância.
A vida foi correndo!
Teimavas não chegar só para mim. Como sempre imaginei, como sempre me fizeram crer que tinha direito.
Passaram muitos figurantes...
Como esperei por ti toda a vida!
Vieste num dia frio de Inverno, num dia que me deitei cansada, mas pensando, agora suavemente animada. Adormeci embalada por um bom jantar, dois copos de planalto, uma boa lareira.
Chegaste devagar, terno, embalador, entrelaçaste-te no meu sono, abraçaste-me. Não sei definir bem a tua cor, o teu cheiro, mas embalaste-me numa esperança doce e segura, que jamais me voltaria a sentir sozinha e triste.
Senti-me menina outra vez, mas protegida, segura, feliz mesmo!! Não a menina desesperada da vida inteira...
Como me senti bem, encostada ao teu peito, o colo que procurei desde sempre!...
Amada, desejada, protegida, feliz!
Deste-me, nessa noite tudo, o que sempre sonhei, os meus desejos da vida inteira.
Paz, segurança, colo, amor, esperança, dormi, "vivi", nessa noite, uma paz...
Se não for pedir demais, visita-me antes de eu partir.
Gato Fedorento
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O Gato Fedorento, cada vez mais, está a torna-se na "verdadeira oposição", onde andam os ditos cujos Partidos Politicos supostamente oposição ao Governo?
Será que estão de férias, reformaram-se?
Amor e Solidariedade
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Vivemos numa época de doidos, de corridas. E-mails, encontros e desencontros, preocupados com um país que está de tanga, com um Estado que nos tira, nos leva, nos rouba, e que nem sequer assegura o mínimo de condições para os nossos filhos.Vivemos numa total insegurança. É certo que tudo isto nos afecta, mais do que nos damos conta, e para os impostos que pagamos, pura e simplesmente estamos a ser explorados e roubados.
Mas será que apesar de tudo isto, que é muito grave, não poderemos ter algum tempo para o outro?
Sinto, acho que estamos a perder os valores humanos mínimos para uma vivência decente, cada vez estamos a distanciar-nos mais do que é importante, fulcral, para dar significado à nossa vida, enquanto seres humanos.
No início do ano, Descrevi numa caixa de comentários, aqui no blog, como foi o meu primeiro dia do ano. Trágico!
Comecei o ano com uma cena de violência doméstica, álcool... agressões... uma Mulher alcoolizada, a cair de bêbada, a escorrer sangue por todo o lado...
Uma criança, com seis anos, que assistiu a tudo... branco como a cal... só me pedia que tratásse da Mãe.
Hoje, essa Mulher está há 44 dias sem beber!! A tratar-se num Centro, a viver sozinha com os filhos.
Estive lá hoje a ajudá-la a preparar uma apresentação para o centro, nessa mesma casa, onde vivi tantos momentos de medo, de dor. Que dor senti! Nunca mais a vida foi normal, tão segura como era...
Percebi, que eu, também deixara aquela Mulher sozinha, que a culpa também era minha, ela tinha chegado àquele ponto de abandono, de solidão, de desleixo, de se abandalhar, ao ponto de se deixar espancar.
Estivemos três horas a preparar a apresentação, que ternura, que texto bonito. Comoveu-me, tocou-me, e fez-me pensar porque raio não hei-de apelar ao Amor, à Amizade.
Senti e vivi, com a recolha de assinaturas da Petição, a falta de solidariedade, o quão difícil foi a falta de solidariedade, a ingratidão, os julgamentos pela rama...
Deixo, aqui, apenas algumas palavras, que me fizeram parar, reflectir no sorriso daquela Mulher, com a sua apresentação em Power Point.
Processo crime contra denunciante de violações de Direitos Humanos nas prisões portuguesas
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"[...] Na verdade, o Cidadão António Pedro Dores, investigador, Sociólogo, Professor Universitário (dos propriamente ditos) e militante dos Direitos do Homem, tem bem presente o universo das normas internacionais em vigor que se mostram violadas ou ignoradas nas queixas que recebeu e tornou públicas, quanto às normas cujo modo de revelação assenta na actividade da Organização das Nações Unidas [...] E isto dá bem a noção do que discutiremos depois deste processo e independentemente da natureza e alcance da sua decisão (seja tal decisão o que for), porque, como bem se sabe, em Janeiro de 2007 (ano da decisão instrutória) Portugal fora repetidamente condenado no Tribunal de Estrasburgo porque não demonstrara a necessidade em contexto democrático da condenação penal por alegada injúria ou difamação através da Comunicação Social (e ainda em Janeiro foi publicado o relatório do Conselho da Europa sobre as prisões portuguesas que, embora lacunar, é globalmente confirmativo das queixas recebidas pelo Prof. António Pedro Dores e que este, no estrito cumprimento dos deveres que o Direito lhe fixa, trouxe ao conhecimento público [...] este pronunciamento traduz a liberdade de expressão, sim, com o matiz da sua forma qualificada da liberdade de imprensa, claro, mas com a intensificação especialíssima da liberdade de consciência quanto ao sujeito que fala, em defesa da Dignidade Humana ofendida contra norma expressa [...]"
Taxa Multibanco
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Os bancos preparam-se para nos cobrarem 1,50 Eur por cada levantamento nas caixas ATM. Isto é, de cada vez que levantar o seu dinheiro com o seu cartão, o banco vai almoçar à sua conta . Este "imposto" (é mesmo uma imposição, e unilateral) aumenta exponencialmente os lucros dos bancos, que continuam a subir na razão directa da perda de poder de compra dos Portugueses. Este é um assunto que interessa a todos os que não são banqueiros e não têm pais ricos. Quem não estiver de acordo e quiser protestar, assine a petição e reencaminhe a mensagem para o maior número de pessoas conhecidas. Já vai para cima de 200 000! http://www.petitiononline.com/bancatms/ DIVULGUEM ESTE EMAIL, PF. JÁ CHEGA DE SERMOS ROUBADOS PELA BANCA AO COBRO DA LEI. Avaliação de professores e a comparação à Alemanha e Suíça
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Os professores portugueses no estrangeiro encontram-se, a meu ver, ainda num estado de inacção que me custa compreender, apesar de desde 1998 terem sido penalizados de todos os modos possíveis pelo ME, a título de uma falaciosa e irreal "poupança".
Conheço bem os sistemas de ensino da Alemanha e da Suíça, os dois países em que trabalhei longos anos. Por isso, envio-vos aqui várias informações sobre os docentes e o ensino nos dois países, informações estas que poderão usar do modo que vos for mais útil, e onde poderão ver que os professores mais explorados da Europa, são, sem sombra de dúvida, os docentes portugueses.
Alemanha
Avaliação dos docentes:
Têm, de 6 em 6 anos, uma aula ( 45 minutos) assistida pelo chefe da Direcção escolar. Essa assistência tem como objectivo a subida de escalão.
Não existe nada semelhante ao nosso professor titular. Sempre gostava de saber onde foi o ME buscar tal ideia. Existem, claro, quadros de escola.
Não existe diferença entre horas lectivas e não lectivas. Os horários completos variam entre 25 e 28 horas semanais.
As reuniões para efeito de avaliação dos alunos têm lugar durante o tempo de funcionamento escolar normal,nunca durante o período de férias. Sempre achei um pouco preverso os meninos irem de férias e os professores ficarem a fazer reuniões…
Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas! Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria! Os alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias. Não existe essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.
As escolas não são centros de recreio nem servem para "guardar" os alunos enquanto os pais estão a trabalhar.
Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13 ou 14 horas.
Nos outros níveis começam às 8 .00 ou 8.30 e terminam às 16.00 ou, a partir do 10° ano,às 17.00.
Total de dias de férias por ano lectivo : cerca de 80 ( pode haver ligeiras diferenças de estado para estado)
Alunos:
Claro que existem problemas de disciplina. Mas é inaudito os alunos , ou os pais dos mesmos, agredirem os professores. A agressão física de um professor por um aluno pode levar à expulsão do último.
Os trabalhos de casa existem e são para serem feitos. Absolutamente inconcebível que um encarregado de educação declare que o seu filho/filha não tem nada que fazer trabalhos de casa, como acontece, ao que sei, em Portugal.
É terminantemente proibido os alunos terem os telemóveis ligados e utilizarem-nos durante as aulas. As penas para tal são primeiro aviso aos pais, depois confiscação do telemóvel e por fim multa.
Suíça
Tal como na Alemanha, os professores só são assistidos durante o período de formação e para subida de escalão.
Durante os períodos de férias as escolas encontram-se, como na Alemanha, encerradas.
Os horários escolares são semelhantes aos da Alemanha. Até ao 4° ano de escolaridade, inclusive, não há aulas de tarde às quartas-feiras, terminam cerca das 11.30.
No início das aulas os alunos cumprimentam o professor apertando-lhe a mão e despedem-se do mesmo modo. Claro que não há 28 ou 30 alunos numa classe, mas no máximo 22.
O telemóvel tem de estar desligado durante as aulas.
É dada grande importância aos trabalhos de casa. A não apresentação dos mesmos implica descida de nota final.
Total de dias de férias : cerca de 72 ( pode haver diferenças de cantão para cantão) .
Vencimentos
Só uma pequena comparação … na Suíça um professor do pré- primário no topo da carreira recebe 5.200 francos mensais líquidos ( cerca de 3.400 euros),mais ou menos o dobro do que vence um professor em Portugal no topo da carreira…
Caras / Caros colegas:
Espero não ter abusado da vossa paciência com a minha exposição. Porém, acho que ficou claro que, se o ensino em Portugal se encontra em péssimo estado, a culpa não é dos professores, mas sim de um ME vendido aos empresários, que tem como objective actual a quase extinção da escola pública, para que a mesma produza analfabetos funcionais, que trabalharão sem caixa médica e sem subsídio de férias , porque nem sabem o que isso é, e se souberem, não poderão reclamar porque não saberão escrever uma carta em termos… Isto para não mencionar as massas que se entregarão à criminalidade, prostituição, etc.
Um grande abraço para todas /todos da colega
Teresa Soares"
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Sócrates
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Paulo Pedroso e o Estado
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Documento de Catalina desviado
Governo colabora na acção de Pedroso contra o Estado
Um documento de Catalina Pestana apareceu misteriosamente nas mãos do advogado de Paulo Pedroso. E quem o passou foi o chefe de gabinete do ministro Vieira da Silva. A juíza já participou ao Ministério Público. O caso prova as ligações entre o Governo e Paulo Pedroso, num caso em que este processa o Estado.
Trata-se de um rascunho pessoal, manuscrito, que foi elaborado em 2006 por Catalina Pestana, para servir de guião a uma reunião com o ministro da Segurança Social. No dia 31 de Janeiro passado, foi apresentado por Celso Cruzeiro, advogado de Pedroso, numa das audiências do julgamento da acção contra o Estado. Instado pela juíza do processo a explicar como obtivera o documento, o advogado informou que lhe fora dado por Gabriel Basto, então chefe de gabinete do ministro Vieira da Silva. A juíza mandou extrair certidão para o DIAP de Lisboa averiguar.
A acção em que Paulo Pedroso pede 800 mil euros ao Estado, por alegada prisão ilegal, está a ser julgada desde o dia 7 de Janeiro na 10.ª Vara Cível de Lisboa. O julgamento decorre à porta fechada, por decisão da juíza Amélia Loupo, que considerou necessário proteger a privacidade de todos os envolvidos. Pedroso tenta provar que os magistrados que decidiram prendê-lo, em 21 de Maio de 2003, por suspeita de 15 crimes de abuso sexual, erraram «grosseiramente» na apreciação da prova. Indicou cerca de 20 testemunhas, entre as quais, Vieira da Silva, Augusto Santos Silva (ministro dos Assuntos Parlamentares), Ferro Rodrigues (ex-líder do PS) e António Costa (presidente da Câmara de Lisboa).
Explicações de Catalina
A 31 de Janeiro, a ex-provedora da Casa Pia foi prestar declarações no julgamento. Foi-lhe então pedido pelo advogado Celso Cruzeiro que contasse como soubera dos primeiros testemunhos contra Pedroso. Catalina Pestana recordou, mais uma vez, que as acusações tinham-lhe sido reveladas por um dos jovens (considerado o ‘braço direito’ de Carlos Silvino), mas que não acreditara.
Contou que era amiga pessoal de Pedroso e que, após este ser preso, o irmão, João Pedroso, estivera em sua casa, onde conversaram longamente. Uma das provas que os jovens tinham então a seu favor era a descrição de certos sinais físicos de Pedroso. Como João Pedroso lhe garantia que o irmão não tinha tais sinais, Catalina respondeu-lhe que, então, nada tinham a temer: bastava pedir uma junta médica para o comprovar. E combinou com João Pedroso que ela própria escreveria aos procuradores que conduziam a investigação, sugerindo a realização dessa perícia. O exame médico só acabou por ser realizado após a saída de Pedroso da prisão.
Entrevista com...
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A manifestação de protesto que os professores realizaram hoje é um dos exemplos destas manobras: impedir o livre direito à liberdade de manifestação, de opinião...
Em teu nome, Ricardo
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A vida dá voltas e reviravoltas, tantos anos para chegarmos a uma relação equilibrada.
Nunca fui o que esperavas, provavelmente, nem sabes o que esperavas de mim.
Tanta gente que não aproveita a vida, não vibra, não ama, não luta, não deseja, não grita, não ri, não chora, não berra, bolas…….Porquê tu ainda tão novo, tão cheio de ânsia de viver, de amar, de ver, de ser feliz?
Se soubesses como fiquei zangada, por me obrigares a tomar decisões, sempre a pensar no que seria melhor para ti. Bolas, eras tão forte, tão invencível, como é que podia imaginar que eras capaz de morrer... Já não chegava, o Tio Chico, ter partido... Porquê?
Tive que cumprir as tuas instruções, até depois de teres morrido, eu continuei a cumprir ordens. Pediste-me o impossível, não chorar no teu enterro... Carreguei te aos ombros, levei te ao inferno do fogo, vi te entrar naquele forno, sem deitar uma lágrima. Assim tu mandaste. Porque foste sempre tão grande, tão forte, tão invencível?
Como foste capaz de me deixar aqui... sem ti!? Não achas que já bastavam todas as mortes... todas as zangas. Era a altura de eu te poder apreciar... Poder estar perto de ti, ver-te ficar mais Humano, disponível. Nunca tiveste tempo, agora tinhas tudo. Sonhei todos os dias da minha vida, puder estar contigo, com tempo, conversarmos, conheceres me melhor. Tantos anos estivemos longe.
Às vezes eras tão duro, tão distante, mas o teu olhar, sempre me encheu a alma, a tua força, as tuas certezas, as tuas atitudes radicais... Estou a ver te de jeans, de socas, de camisola interior do Ameal, a quem pomposamente chamavas de T'shirt... E de toga!
Não consigo deixar te partir. As pessoas olham para mim como se fosse tola, quando eu falo de ti... Acham que já passaram muitos anos, a mim parece-me uma mentira GROSSEIRA!
Éramos tão amigos, como eu te amava, como eu ainda te amo. Dava tudo para te puder dar um abraço. Ouvir-te chamar “meu amor”, “Cotas”. Sonho, tantas vezes, que me vens cobrir, que me vens dar um beijo. Deixaste-me muita coisa boa... muita. Algumas certezas importantes... que sou inteligente, que sou boa mãe, que fui uma boa filha...
Bem sabes, que se pudesses tinha trocado contigo, deste-me a certeza que acreditavas nisso, porque eu tinha ido no teu lugar....
Sete anos passaram... Continuo sem querer acreditar, que partiste, como passaste a chamar à morte, desde que ela te começou a chamar. Onze meses passamos, na esperança de vencer a doença, eras tão bonito por dentro, tinhas tanto cuidado com os outros. Eras tão humilde, querias fazer tudo sozinho, não querias incomodar, dar trabalho.
Fiz tudo o que sabia para te ajudar a vencer os efeitos devastadores dos tratamentos, que sempre enfrentas-te com tanta coragem, os enjoos, a perda de cabelo, a Dor!...
Queríamos tanto vencê-la!... Essa doença má, tão má, que te fez sofrer tanto... Foi-te consumindo, brincando contigo, até te pôs melhor uns dias antes, de te obrigar a ir para o hospital, querias tanto adormeçer na Pesqueira. Merecias tanto adormecer naquele lugar lindo como tu. Sei que te desiludi, mas eu tinha que te levar ao hospital. Não podia deixar-te na Pesqueira, ias sofrer muito. Desculpa, mas teve que ser.
Sabes Riqui, eu não podia fazer mais, não sabia, tentei pensar por ti, tentei fazer o melhor, mas não fui capaz de vencer e de te ajudar a vencer essa maldita doença, estou aqui a escrever, as lágrimas malditas não param de correr pela minha cara abaixo. Sabes é a dor de não te ter perto de mim, é revolta de coisas que te fiz passar, é revolta de ver a minha vida passar, a minha incapacidade de ser feliz.
Sabes, claro que sabes, sempre soubeste tudo, que entrei para a Católica, vinte e cinco anos depois. E sabes que até aí continuo presa a ti.... Tenho medo de começar o curso, uma mistura complicada, entre realizar um sonho, e medo de ao realiza-lo, me aconteça alguma coisa. Medos de viver, ou melhor, sempre foram sinceros um com o outro, medo de morrer.
Já não tenho nada a provar a ninguém, mas sabes que perder nem a feijões... Mas a má noticia é que me sinto a definar, aos poucos, estou A DEIXAR-ME ABATER. Sabes acho que no fundo, tenho medo de realizar o meu sonho.
Apenas queria dizer-te que te amo, que sempre te amei, e que te vou amar sempre, não, não penses que me estou a despedir de ti, estou a desabafar contigo, e a tentar convencer-me que vou ultrapassar tudo isto.
Vou tentar prestar-te a verdadeira, e a única, homenagem que te posso prestar, a que te devo em honra do nosso amor, vou tentar ser feliz, como te prometi, vou tentar tirar esse curso, por mim, Ricardo, mas vou levar-te sempre no meu coração.
Beijo grande, Pai...
Como me disseste, até sempre, meu grande amigo!!!
Crianças e Adolescentes com Necessidades Educativas Especiais
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Infâncias Traídas
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Num, o julgamento de um dos abusadores, que não compareceu, com paradeiro desconhecido, cuja pena lhe foi reduzida vá-se lá entender porquê.
No outro caso, a criança foi abusada num parque infantil por um pedófilo, já anteriormente condenado por abuso sexual de menores, que foi colocado ali como forma de reinserção na sociedade.
ARRE...
A reinserção social de pedófilos é feita colocando-os num parque infantil?
Mas que raio de bestas tomam decisões destas?
Petição em defesa das crianças outra vez na comunicação social
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"Petição que pede clarificação da lei para as crianças conta já com 12 mil assinaturas
Perto de doze mil pessoas já assinaram uma petição em defesa das crianças vítimas de crimes sexuais promovida por um grupo de cidadãos que defende, por exemplo, que seja proibida a repetição de exames, interrogatórios e perícias psicológicas
Na petição é ainda exigido o direito da criança à audição por videoconferência sem «cara a cara» com o arguido assim como o direito a se fazer acompanhar por pessoa da sua confiança sempre que tiver que prestar declarações. Catalina Pestana, ex provedora da Casa Pia, é uma das subscritoras do documento assim como professores universitários como Ana Nunes de Almeida, do Instituto Ciências Sociais da Universidade Lisboa, António Pedro Dores do Instituto Superior Técnico e o psiquiatra Jaime Milheiro, do Porto. Maria Clara Sottomayor, docente universitária especialista em direito da família e uma das promotoras da iniciativa explicou à agência lusa que a petição apela ao «estabelecimento de medidas sociais, administrativas, legais e judiciais que realizem o dever de protecção do Estado em relação às crianças confiadas às instituições».Por outro lado, a petição apela também que seja assegurado o respeito pelas necessidades especiais das crianças vítimas de crimes sexuais. «Somos um grupo de cidadãs e cidadãos, apartidário e não confessional, que se sente afectado pela gravidade e frequência dos crimes de abuso sexual de crianças, pelo sofrimento silenciado das vítimas, pela fraca capacidade de resposta do sistema social e judicial de protecção e pela impunidade de que gozam os autores destes crime», acrescentou Maria Clara Sottomayor, docente da Faculdade de Direito da Universidade Católica do Porto. Clara Sottomayor entende que «a luta contra este fenómeno exige colaboração de todas as entidades competentes, órgãos de soberania e de toda a sociedade». Os promotores da iniciativa aguardam ainda a resposta a uma carta, enviada no início de Janeiro ao presidente da República, dando conta da iniciativa, do tema da petição e solicitando uma audiência. Na petição os subscritores pedem ao Presidente da República que num discurso solene, dirigido às crianças, assuma, para com elas, estes compromissos, prestando uma manifestação de solidariedade para com o sofrimento das vítimas. Os signatários da petição afirmam que estão unidos por «um sentimento de profunda e radical indignação contra a pedofilia e abuso sexual de crianças», de acordo com a noção do artigo 1 da Convenção dos Direitos da Criança, que define a criança como todo o ser humano até aos 18 anos de idade.Por outro lado, os signatários consideram que não há Estado de Direito sem protecção eficaz dos cidadãos mais fracos e indefesos, nomeadamente, das crianças especialmente vulneráveis, a viver em instituições ou em famílias maltratantes. «Somos um conjunto de cidadãos e de cidadãs, conscientes de que o abuso sexual de crianças não afecta apenas as vítimas mas toda a sociedade», e de que «a neutralidade ajuda o opressor, nunca a vítima», explicam no documento."
Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=82791







