“Crimes contra crianças e violência doméstica no registo criminal por 20 anos”
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Concordo com esta legislação, no entanto, se bem que vá ao encontro da Convenção de Protecção da Criança contra o Abuso e Exploração Sexual, importa analisar como terá uma efectiva implementação neste país tão habituado a medidas propagandísticas, que rematam fatalmente na sua exiguidade.
Nesta senda, transcrevo a acutilante análise da notícia avançada pela Lusa, que Ceridwen expõe n’ Um blog que seja seu:
"Crimes contra crianças e violência doméstica vão permanecer no registo criminal por 20 anos", escreve hoje o Público, a propósito de uma recém aprovada proposta de lei que obriga à manutenção do registo de crimes de pedofilia e de violência doméstica, no cadastro criminal. Acrescenta o jornal que o registo dos referidos crimes podia permanecer activo, no máximo, até 15 anos.
Redondo engano o do jornal e da Lusa (fonte da notícia). Basta dar um olhinho no artigo 15º, da lei da Identificação Criminal 57/98 para se perceber que não há vigências de 15 anos. O máximo é 10 anos:
"1 - São canceladas automaticamente, e de forma irrevogável, no registo criminal:
a) As decisões que tenham aplicado pena principal ou medida de segurança, decorridos 5, 7 ou 10 anos sobre a extinção da pena ou medida de segurança, se a sua duração tiver sido inferior a 5 anos, entre 5 e 8 anos, ou superior a 8 anos, respectivamente, e desde que, entretanto, não tenha ocorrido nova condenação por crime".
Como se pode perceber pela leitura da lei, a decisão de cancelamento nada tem a ver com o crime, mas com o tipo e duração da pena aplicada. Por exemplo, nos casos de violência doméstica, em que as penas são multas ou penas suspensas, a contagem do tempo faz-se a partir da data do trânsito em Julgado da condenação ou, no caso de multa, a partir da data da sua liquidação. Na prática, significava que, alguém condenado em 28 de Março de 2006, a dois anos de prisão suspensa por dois anos, verá o seu registo criminal cancelado a 28 de Março de 2011 (sob condição de não ter praticado mais crimes entretanto, naturalmente).
Mais, todos os candidatos a empregos na função pública (como é o caso dos docentes) já tinham que pedir o registo criminal. Contudo, o mesmo ia sempre negativo, (art.º 11.º da mesma lei) isto é, sem quaisquer condenações existentes, uma vez que uma das variáveis de análise da análise criminal (AC) é o efeito para o qual se está a pedir o registo. No caso de emprego para a função pública o registo criminal obriga à NÃO declaração das condenações, o que não significa que se apague o cadastro, porque o mesmo estará activo se a polícia ou um tribunal o solicitar à DGAJ. No entanto, uma vez eliminado um cadastro este deixará de existir para sempre - artº 29º - (excepto em caso de reactivação devido à condenação de novo crime que encadeie com os anteriores, daí que haja dois anos de espaço entre o cancelamento e a eliminação informática - ou manual - do cadastro). O registo criminal irá também negativo (independentemente das condenações existentes) se o efeito do pedido for, por exemplo, pedido de licença para abrir um lar de idosos..... no entanto, já há certos crimes (nem todos) que devem constar no caso de o efeito ser obtenção de carta de taxista, ou segurança privado. E outra variável a ter em conta é o grau de reincidência da pessoa: isto é, se é primário, ou não.
O espírito da lei é o de que tod@s têm o direito à reabilitação e a uma nova oportunidade. Assim, após a condenação e cumprimento da pena decidida pelo tribunal como justa, existe um prazo (que ia de 5 a 10 anos) considerado o suficiente para a reintegração d@ cidad@o. Esqueceram-se de clarificar como é que vão fazer com as Medidas Tutelares Educativas (MTE), já que os cadastros d@s menores são eliminados após el@s atingirem os 21 anos. E sim, eu vi cadastros de menores acusados e condenados por abuso sexual de crianças e por violação.
Mais, a notícia não esclarece o essencial: uma vez que a vigência do cadastro não é suficiente para que os crimes apareçam nos cadastros, será que a partir de agora, todos os crimes de pedofilia e/ou de violência contra cônjuge ou equiparado irão ser de obrigatório registo? Mesmo os que tenham tido como pena apenas uma multa/Admoestação/Dispensa de pena ou pena suspensa? E mesmo para os que se estejam a candidatar a um emprego na função pública, como é o caso dos docentes? E será que @s juíz@s vão poder decidir da não transcrição da decisão, como actualmente (art.º 17.º)? E os MTE irão permanecer activos após o seu 21.º aniversário? E já agora, porque é que crimes como lenocínio, violação, acto sexual de relevo e/ou estupro também não estão contemplados na nova lei?
ESPERANÇA
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Talvez a minha vida, sem ti, seja isso mesmo, uma vida sem sonhos nem crenças.
Talvez a minha vida seja cinzenta, da cor do casaco de malha que eu visto quando tenho frio, mesmo quando faz sol.
Tu conheces o gelo que me percorre a espinha, aquele que me estremece e abala a alma, virando-a do avesso, fazendo de mim um furacão e transformando os meus dias num tsunami, quando menos espero, acordando repentinamente à bruta, mudando-me consoante o estado do céu e do tempo... sou uma marca temporal.
Eu sou assim, fruto da minha instabilidade, de vez em quando digo que o céu é verde e tu, às vezes, aceitas a minha loucura e acabas concordando com as cores que eu vejo.
A minha vida sem ti não faz sentido, é azeda e muito amarga, porque lhe faltas tu, falta-lhe a dimensão da tua doçura, o equilíbrio do teus olhos, a paz que me consegues transmitir quando o meu universo das coisas tortas desaba, quando as pernas perdem as forças e se cansam de vaguear por caminhos tortuosos repletos de armadilhas, com trilhos escondidos e sem nome.
É assim a minha vida sem ti...
E é disso que tu tens mais medo, do que partilho e do que escondo, da pergunta e da resposta, do meu lado inteiro e sóbrio ou do meu lado mais vácuo e sombrio. Nem eu sei por vezes do que sou feita, se sou a teia que se desfaz na trama ou se não passo de uma agulha, escondida no palheiro. Não tenho nome quando acordo gelada, e fico esquecida do Mundo, e nem sequer penso em ti como parte deste vazio que me assombra a vida.
Sem ti é isto mesmo, uma profunda confusão... ora me sinto viva, ora murcha...
Lamento a agonia e o desespero, mas são elas que me devolvem à escrita, dissipando-se entre as linhas que vou escrevendo.
Eu sou isto... sou mais que uns cabelos e olhos castanhos, mais do que uma cor branca, mais do que meros reflexos dos meus momentos de fúria e alegria, essências e cheiros, amor e desamor... Sou apenas partículas do que me corre no sangue, vulgares sinais de pontuação que me descodificam os sentimentos, revelando o meu lado mais perverso, que só a mim pertence, e o quanto me sinto perdida quando a minha vida está sem ti...
Talvez eu seja, um dia, maior do que as estrelas, vendo o mundo com a perspectiva que tu vês através dos teus olhos, ou quando me mostras o universo das coisas certas.
"Vai tudo abaixo"
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O motivo assenta no pénis que Michelangelo ousou pintar no fresco “Creazione di Adamo”, e que durante séculos passou despercebido a olhos incautos.
IN JUSTIÇA
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Pornocracia
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Perante a diligência do(s) indivíduo(s) – ou agia a Autoridade ou agiam eles – a PSP elaborou o Auto, mas “Tendo-se verificado que o livro reproduz uma obra de arte e não havendo fundamento para a respectiva apreensão, foi determinado o envio de uma comunicação ao Ministério Público, para considerar sem efeito o respectivo auto".
Com tal comunicado oficial, fica patente que o revés da apreensão, após tamanho burburinho, se deve ao quadro famoso, mas que mal pergunte: se o quadro fosse da autoria do Ti Manel o desfecho seria outro? Ou em ultra análise, o livro em causa, por si só, não é uma obra de arte? Não é de censura que se trata?
T2 a la Tuta e meia
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Pequeno T2 (álbum Prefácio) de Ricardo Azevedo
Temos folião. Oh se temos!!!
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Veja-se bem o bailinho que Júlio Monteiro dá à investigação do caso Freeport: "Advogado de tio de Sócrates põe cão a ajudar investigações
Do advogado de Júlio Monteiro, Sá Leão, o JN recebeu o seguinte comunicado que transcrevemos na íntegra:"Freeport Napoleão, o Bulldog francês do engº Júlio Monteiro foi encontrado, Finalmente há resultados no caso Freeport. O apelo feito na TV, no final do depoimento do Engº Júlio Monteiro, para que fosse encontrado o seu bulldog francês foi ouvido. Cerca das 23h de ontem, o cachorro voltou a casa. Nesta tristíssima cabala, divertida e ridícula, não fosse o caso de, em especial, se pretender atingir a honra do Primeiro-Ministro de Portugal e de transformar este país num lugar frequentado por corruptos, finalmente temos um resultado feliz e que se espera tenha deixado o país quase tranquilo. O bulldog francês do Engº Júlio Monteiro regressou a casa e vai, com certeza, colaborar nas investigações".
O comunicado foi enviado por fax e tem origem na sociedade de advogados NGS - Leão e Associados.
O próprio advogado Sá Leão confirmou ao JN o envio do mesmo."
Fonte: Jornal de Notícias
Ai, ai, ai… Ai, ai!
Solidão Sem Abrigo!
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Eu e os meus botões concluímos que há vários tipos de solidão, vários graus, uns escolhidos e outros empurrados.
O extremo será aqueles que se abandonam, se desprendem de tudo e de todos, que vagueiam na rua, os “Sem Abrigo”!
Muitos por não terem outra hipótese, outros porque desistem e se entregam.
Hoje dei por mim sentada num banco de um centro comercial triste, há dias em que nos sentimos mais sós, mais tristes, mais perdidos, mais feios e gordos, como estivéssemos sujos por dentro e por fora.
Sempre passei muito tempo só, ou só e fechada em mim, em criança era calada, sossegada e metida comigo. O meu melhor amigo era um panda depois um cão lindo, chamado Kim.
Tinha muitos sonhos que oscilavam entre a morte e o encontro com o amor, um abraço, um colo, uma história na cama, alguém que me embalasse, num sono tranquilo com sabor a mel.
Tantas vezes sonhei, tantas vezes desejei ficar doente, para ter esse colo, esse….o tal!
Infâncias tristes deixam-nos buracos negros, falhas de amor, espaços indefinidos de vazios….
Dores fortes que deixam marcas, que condicionam o nosso futuro, inclusivamente nos levam a más escolhas.
Escolhemos pessoas parecidas com aquelas que nos marcaram pelo mau ou pelo menos bom.
Já passei natais sozinha, passagens de ano, não me custou, não sofri com isso, dói é sentirmo-nos sós no meio de muitos.
Quantos desses que acabaram na rua terão desistido por se ter alojado dentro deles, essa solidão amarga e esse abandono insuportável!
Já ajudei muita gente, orgulho-me de ser generosa, reconhecendo que nem sempre realmente ajudei quem precisava mesmo, e que já vou tendo idade para dizer não.
A experiência da vida que supostamente vou acumulando, não me serve de muito no momento de dizer não. Pena por vezes…
Há cada vez mais gente só, triste, desiludida, nessa vida de hoje, em que o conta mais é a aparência, o carro, as nuances e mais que tais.
Enfim dias!
Quanto mais me mentes...
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Etiquetas: Estado da Nação, Figuras Públicas, InternetDias Loureiro
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"BPN: Dias Loureiro mentiu à comissão de inquérito, revela "Expresso"
14.02.2009 - 13h39 PÚBLICO
O ex-ministro Dias Loureiro disse no passado dia 27 de Janeiro à comissão de inquérito ao caso BPN, não saber da existência da Excellence Assets Fund, que permitiu uma compra ruinosa de duas empresas tecnológicas em Porto Rico, da qual resultou um prejuízo de 38 milhões de dólares. O semanário “Expresso”, garante, porém, na sua edição de hoje, que o Dias Loureiro assinou dois contratos onde esse fundo é parte.
“Ou seja, além de ter participado em todo o negócio”, como semanário já tinha divulgado na semana passada, Dias Loureiro “não disse a verdade ao Parlamento, o que é considerado grave, uma vez que as Comissões de Inquérito funcionam com a mesma dignidade que os inquéritos da Justiça”, avança a edição de hoje do “Expresso”.
Confrontado pelo semanário, o ex-ministro da Administração Interna negou ter mentido quando disse desconhecer o Excellence Assets Fund. "Disse aquilo de que me lembro", disse. "Toda a operação definitiva não fui eu que tratei. Estive envolvido na fase inicial. Quem terá depois tratado da compra foi Jorge Vieira Jordão, o mesmo que já havia dito à comissão", indicou ainda ao jornal.
Dias Loureiro sublinhou ainda, confrontado com as perguntas do "Expresso": "Não me lembro dos contratos, posso ter assinado, se vocês o dizem, mas não tenho memória. Foram dois actos isolados. Não tenho arquivo nenhum. Sei que assinei o memorando de entendimento no início do contrato e mais nada".
Quando questionado acerca do Excellence Assets Fund, na tarde do dia 27 de Janeiro, Dias Loureiro disse taxativamente: "Nunca ouvi falar nesse fundo". "E tem ideia de o BPN ou a Sociedade Lusa de Negócios (SLN) alguma vez terem adquirido este fundo?" - perguntaram ainda os deputados. "Não, não tenho", voltou a responder o ex-administrador da SLN, avança o "Expresso".
O semanário teve, porém, acesso a dois documentos com a assinatura do actual Conselheiro de Estado e nos quais fica provado que foi usado esse fundo para fazer a compra de duas empresas tecnológicas de Porto Rico, a Biometrics e a Nova Tech, que vieram a revelar-se duas "tecnológicas-fantasma" . "No início do negócio foi neste fundo que ficou estacionada a participação do BPN em Porto Rico e o fundo voltou a ser parte no contrato que encerrou o negócio em 2002", escreve o jornal.
"O contrato de promessa de compra de 2626 acções do Excellence (com sede nas Ilhas Caimão) por parte da SLN, foi assinado por Dias Loureiro e Oliveira Costa em 30 de Novembro de 2001. O encerramento foi assinado em 22 de Julho de 2002, deixando um prejuízo de 38 milhões de dólares no grupo BPN", pode ainda ler-se no semanário.
"Não cometi nenhuma ilegalidade. Esse é o meu sentimento profundo. Acreditava em quem me dizia que as coisas eram feitas daquela maneira", disse ainda.
Questionado pelo semanário se, face à documentação, sente alguma necessidade de ir prestar novos esclarecimentos ao Parlamento diz que não. "Não lhes menti em nada. Falei da estrutura do negócio e expliquei tudo. Nunca menti na comissão, disse aquilo de que me lembro"."
Fonte: Público
Mário Crespo vs Maria José Morgado: Caso Freeport
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SERÁ CULPA DOS PODERES OCULTOS?
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PEDIDO DE ESCLARECIMENTO
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Reportando-me às notícias publicadas pelos Jornais em epígrafe, em 31.01.2009, sobre o processo FREEPORT, venho pedir a algúem, mais esclarecido que eu, que me explique como é isto possível, pois com os elementos facultados, a minha confusão é enorme. Refiro-me à mãe do sr primeiro-ministro, D. Maria Adelaide de Carvalho Monteiro, nascida em 1931:
Jornal 24 Horas:
- Divorciada nos anos 60 de Fernando Pinto de Sousa, “viveu modestamente em Cascais como empregada doméstica, tricotando botinhas e cachecóis…”.
Correio da Manhã:
- Admitamos que, na sequência do divórcio ficou com o chalet (r/c e 1º andar) cuja fotografia se reproduz.
- Admitamos ainda, que em 1998, altura em que comprou o apartamento na Rua Braamcamp, o fez com o produto da venda da vivenda referida, feita nesse mesmo ano de 1998. Ainda nesse mesmo ano, declarou às Finanças um rendimento anual inferior a 250€, o que pressupõe não ter qualquer pensão de valor superior, nem da Segurança Social nem da CGA.
Jornal 24 Horas:
Entretanto morre-lhe o marido, Júlio Araújo Monteiro, pai de José Sócrates, que lhe deixa “uma pequena fortuna, de cujos rendimentos em parte vive hoje”.
Correio da Manhã:
Porque neste momento, aufere do Instituto Financeiro da Segurança Social, organismo público que faz a gestão do orçamento da Segurança Social, uma pensão superior a 3.000€, seria lícito deduzir, caso não tivesse tido outro emprego a partir dos 65 anos, e que considerando a idade normal para a pensão de 65 anos, a mesma lhe teria sido concedida em 1996.
Só que, porque em 1998 a dita pensão não consta dos seus rendimentos, forçoso será considerar que a partir desse mesmo ano (1998) desempenhou um lugar que acabou por lhe garantir uma pensão de 3.000€, valor mínimo.
Abstraindo a aplicação da formula de cálculo actual, a pensão teria sido calculada sobre os 10 melhores anos de 15 anos de contribuições, com um valor de 2%/ano e uma taxa global de pensão de 80% ...
POIS... É A PARTIR DAQUI QUE ME PERCO!...
* porque o I.F.S.S. não funciona como entidade bancária que paga dividendos face a investimentos ali feitos (depósitos);
* porque em 1998 o seu rendimento foi de 250€;
* para poder usufruir em 2008 de uma pensão de 3.000€, será porque [ainda que considerando que já descontava para a Segurança Social como empregada doméstica e perfez os 15 anos para poder ter direito a pensão], durante o período (pós 1998), nos ditos melhores 10 anos, a remuneração mensal foi tal que deu uma média de 3.750/mês para efeitos do cálculo da pensão final?!
Ora:
» Como em nenhum dos jornais se fala em habilitações que a senhora tenha adquirido, nem frequentado nenhum programa "Novas Oportunidades", que lhe permitisse ultrapassar o tal serviço doméstico remunerado, parece poder depreender-se que as habilitações que tinha nos anos 60 eram as mesmas que tinha quando ocupou o tal lugar que lhe rendeu os ditos 3.750€/mês.
Será possível que informem quais foram as funções desempenhadas pela referida senhora, que lhe permitem, AGORA, receber tal pensão?
Eu só queria entender...
Alberta
Enamoramento
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A nossa casaA nossa casa, Amor, a nossa casa!
Onde está ela, Amor, que não a vejo?
Na minha doida fantasia em brasa
Constrói-a, num instante, o meu desejo!
Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa?
Sonho... que eu e tu, dois pobrezinhos,
Andamos de mãos dadas, nos caminhos
Duma terra de rosas, num jardim,
Num país de ilusão que nunca vi...
E que eu moro - tão bom! - dentro de ti
E tu, ó meu Amor, dentro de mim...
Florbela Espanca
Nota: São Valentim na Wikipédia
Mais uma "negociata"!
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“Setúbal: iniciado abate de sobreiros, Quercus inconformada
A promotora imobiliária Pluripar iniciou, esta quarta-feira, o abate de 1.331 sobreiros no Vale da Rosa, em Setúbal, apesar da providência cautelar interposta segunda-feira pela Quercus no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, refere a Lusa.
Por volta das 9h00, uma dezena de homens munidos de auto-serras iniciaram o abate de sobreiros devidamente autorizado pela Autoridade Florestal Nacional, perante o olhar atento da GNR e dos dirigentes da Quercus, Domingos Patacho e Francisco Ferreira.
«Para a Quercus é uma batalha perdida porque o objectivo era que não se cortassem estes sobreiros, que têm dezenas, nalguns casos centenas, de anos», disse o vice-presidente da Quercus, Francisco Ferreira, lembrando que o tribunal «tem 48 horas para se pronunciar sobre a providência cautelar».
«Os sobreiros que hoje estão a ser abatidos correspondem à área de um centro comercial (a ser construído no futuro) que teve imprescindível utilidade pública à custa de um despacho, feito um mês antes das eleições autárquicas de Dezembro de 2001, dos então ministros do Ambiente, José Sócrates, e da Agricultura, Capoulas Santos», frisou o vice-presidente da Quercus.
A urbanização do Vale da Rosa, com 7.500 fogos, um centro comercial e um complexo desportivo, inclui também inclui o futuro estádio municipal, que a autarquia já se comprometeu a ceder ao Vitória de Setúbal."
Fonte: IOL Diário
Violência Doméstica
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Fonte: Diário de Notícias“Violência doméstica já matou mais este ano
CÉU NEVES e RODRIGO CABRITA
Balanço. Observatório regista 31 homicídios conjugais em 2008 e 23 em 2007A detenção, ontem, de um homem em Oliveira do Bairro, que ameaçou a esposa com uma caçadeira durante uma discussão eleva para 35 as tentativas de homicídio ocorridas este ano na área da violência doméstica. E, em mais 31 casos, essas tentativas foram concretizadas, o que faz com que já existam mais oito vítimas mortais até Agosto deste ano do que em 2007.
"Um retrocesso" que Artemisa Coimbra, responsável pelo Observatório de Mulheres Assassinadas, tem dificuldade em explicar, até porque o ano passado o número de vítimas mortais tinha baixado para as 23 (39 em 2006 e outras tantas em 2005). E questiona a relação que poderá existir entre a crise económica e os homicídios conjugais, lembrando o ditado popular: "Em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão!"
É que muitas das vítimas e dos agressores estavam desempregados quando ocorreu o homicídio. E, este ano, não se verifica uma maioria de homicídios conjugais nos meses de Julho e Agosto, meses de férias, como nos dois anos anteriores, o que reforça a tese de que o desemprego terá contribuído para um aumento de vítimas mortais.
Os dados dos primeiros oito meses de 2008 indicam que as vítimas de violência doméstica e os agressores são cada vez mais novos, quando nos anos anteriores as idades etárias se situavam claramente acima dos 50 anos. E, além das mulheres continuarem a ser vítimas dos maridos e companheiros ou "ex", estão a sê-lo cada vez mais dos namorados ou "ex". Os homens não aceitam um pedido de divórcio, a maioria dos casos, o fim da união ou do namoro.
Os dados do Observatório, estrutura criada pela UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta), são contabilizados a partir dos casos divulgados na imprensa. Números que para Elza Pais, presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), devem ser vistos com cautela. Mas, acrescenta, os estudos que fez em 1996 comparados com registos de 2006 mostram que a violência doméstica "está a ser mais violenta, mais grave", o que é motivo de preocupação, além de que agora há uma maior visibilidade das situações.
A percentagem de homicídios conjugais entre os homicídios em julgamento aumentou de 15% para 16% em dez anos. "Estamos a apostar na prevenção e vamos realizar uma campanha nacional em Novembro 'Contra a violência no namoro'. E também estamos a preparar um concurso nas escolas secundárias para os jovens trabalharem esta temática", anuncia Elza Pais.”
Ó sr. Primeiro-Ministro não se enerve tanto... Faz-lhe mal!!
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Hoje, foi assim, na Assembleia da República, como Primeiro-Ministro...
Outrora era assim, na Assembleia da República, como deputado...
** Nota pessoal dirigida à minha querida comadre Maria: desculpa repetir o teu vídeo. Beijinho para ti.
Alberta
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Como é possível tanta mentira, como é possível mentir desta maneira?
Sempre com um sorriso cínico, sempre com um ar de quem dá lições de moral a tudo e todos, mesmo quando é a primeira página em toda a comunicação social, como suspeito de corrupção.
Mas como é o projecto da Freeport foi aprovado de um dia para outro, quando nós lojistas demoramos três anos a conseguir os respectivos alvarás?
A Dr.ª Manuela Ferreira Leite que tenha a decência de sair de cena, alguém que lhe lembre que muitas das políticas que as empresas estão a ser vitimas, foram da sua autoria, a senhora já "morreu" e não deu conta….
O Dr. Paulo Rangel que de facto é um homem inteligente, que seja agressivo com o Socrétes, não se deixe levar em jogos sujos de cinismo.
O País precisa de um rumo, assim acabaremos mal, muito mal!
Por favor, senhora Drª!!...
Os dons dos portugueses
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Assim, mandou ao seu anjo-secretário que anotasse quais seriam os dons :
- Aos Suíços, os fez estudiosos e respeitadores da lei.
- Aos Ingleses, organizados e pontuais.
- Aos argentinos, chatos e arrogantes.
- Aos Japoneses, trabalhadores e disciplinados.
- Aos Italianos, alegres e românticos.
- Aos Franceses, cultos e finos.
- Aos Portugueses, inteligentes, honestos e socialistas.
O anjo anotou, mas logo em seguida, cheio de humildade e de medo, indagou:
- Senhor, a todos os povos do mundo foram dadas duas virtudes, porém, aos portugueses foram dadas três! Isto não os fará soberbos em relação aos outros povos da terra?
- Muito bem observado, bom anjo! - exclamou o Senhor- Isso é verdade! Façamos então uma correcção! De agora em diante, os portugueses, povo do meu coração, manterão esses três dons, mas nenhum deles poderá utilizar mais de dois simultaneamente, como os outros povos!
Assim:
- O que for socialista e honesto, não pode ser inteligente.
- O que for socialista e inteligente, não pode ser honesto.
- E o que for inteligente e honesto, não pode ser socialista !!!!
Um espelho dava jeito!
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Ajuste
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Restos do que ficou!
Finalmente o fim do nada,
O regresso da dignidade!
A paz merecida, a minha,
Hoje adormeço em mim,
Mais eu, mais livre,
Acabou! Não te devo nada!
Dei-te o melhor de mim!
Sem pedir esse retorno,
Que sempre me cobraste,
Não aprendo a não dar tudo.
Não aprendo a ter-me em conta,
Desprezo-me, desprendo-me.
Hoje sei que não me mereceste,
Já posso voar em paz, em mim.
Adormeço em paz!
Já não me podes voltar a cobrar
Contigo aprendi para sempre,
Que para ser amada, basto eu!
DEVEMOS BAIXAR OS BRAÇOS?
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O caso de alegada corrupção que estará por trás do “Freeport”, em que poderá estar envolvido um ex-ministro de um governo português, actualmente nosso primeiro-ministro, merece de todos nós uma intervenção muito mais activa do que permanecermos como meros ouvintes das notícias que têm vindo a público.Sendo assim, por se tratar de um caso de corrupção ou de tráfico de influências, factos a que já nos habituamos (relembro a licenciatura do senhor “Enquanto-tal”), qualquer cidadão pode intervir de forma mais directa no processo ora em curso e que, para vergonha nossa, já se encontra em fase de instrução há cerca de 4 anos.
E como é que pode, cada um de nós, intervir?
Apresentando-se como assistente do processo.
Para se constituir assistente basta pagar uma taxa de justiça e ter um advogado.
Nesta qualidade, pode, cada português, tornar-se colaborador do Ministério Público e fazer parte da investigação do caso, após ter requerido ao Juiz de Instrução a sua admissão ao processo como assistente, adquirindo assim o direito de consultar o processo, saber o que foi feito e os procedimentos que se irão desenrolar ao longo do mesmo.
Pode mesmo, e ainda, deduzir acusação, mesmo que o MP arquive o processo.
Eu não sei se houve corrupção ou tráfico de influências, nem sei quem é corrupto ou exerceu influências, mas todas as notícias que têm vindo a público fazem acreditar que sim!
Portugal é um país onde a Justiça, para além de morosa, deixa sempre “rabos de palha” nos processos ditos mais mediáticos (caso Casa Pia, que se arraaaassta, o tal caso de uma dita licenciatura..., e outros que vierem!) ficam sempre umas nuvens negras a pairar... nada é esclarecido convenientemente.
E depois, no cerne de tudo isto, existem sempre autoridades (as mesmas) que estão envolvidas em tais processos... neste caso a Dra. Cândida Almeida, que tal como defendeu o sr. “Enquanto-tal”, é agora a responsável também pelo processo Freeport, num “show” de amizade e (in)competência.
Talvez nunca ou nada se deslinde, tendo em conta as declarações que já fez na imprensa... disse e contradisse.
Outro facto miseravelmente “engraçado” é que neste caso, o assunto Freeport, envolve também familiares de sua Excelência, que alegadamente se “entusiasmaram” pelo oportunismo de uma “negociata” familiar.
Estranha é também a letargia em que o nosso Povo vive... absorvido em pagar as suas dívidas, a tentar conservar o seu emprego, a sua habitação e resolver as suas próprias crises.
E o que dizer dos empresários que investiram as suas vidas, muitos deles, no Freeport?
Talvez quando os inspectores britânicos forem realmente despedidos, de que já estão ameaçados, por incompetência. Aí o assunto fica encerrado por falta de provas acusatórias e de novo fica tudo abafadinho, “comme il fault”!
Estará este nariz a ficar cada vez mais comprido??!!!











