Por acórdão: Vítimas “de facto”
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Neste sistema promíscuo em toda a sua transversalidade, é provável que os vis criminosos não venham a cumprir a sua pena, no entanto, se bem que moralmente a culpa já tivesse sido imposta, faltava esta atribuição jurídica para validar as atrocidades, para auxiliar os jovens a encerrarem este capítulo, se tal for possível, porque a inocência que lhes roubaram, jamais lhes poderá ser restituída.
Na sentença ontem proferida, a justiça foi a exequível nesta moldura penal. Quanto a mim, mesmo que invés do cúmulo fossem 5, 6 ou 7 anos por cada vítima, por cada acto, seja ele de violação, lenocínio ou mesmo por encobrimento, seria leve demais.
Sempre acreditei nestes jovens e louvo-lhes a resiliência, desejando que doravante os dias lhes sejam risonhos, que os seus projectos se concretizem.
Limpeza da Europol não passou em Portugal: pedófilos à margem do Tufão
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Destacou O Público:Rede europeia de pornografia infantil desmantelada e 115 pessoas detidas
Depois de dois anos de investigações, a Operação Tufão - que teve na mira predadores sexuais - saldou-se na detenção de 115 pessoas e na desarticulação de uma rede de pornografia infantil online que se estendia por 18 países europeus.Portugal não consta da lista.
[Restante da notícia AQUI]
Portugal é um "paraíso", até para os execráveis dos pedófilos.
MAIS UM...
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* Menina abusada em pleno jardim
Um homem, de 65 anos, foi visto num jardim do centro da vila de Cabeceiras de Basto a acariciar os órgãos genitais de uma menina. Joana, nome fictício, de 11 anos, foi aliciada pelo sexagenário com algumas moedas.O homem foi detido pela PJ de Braga na passada segunda-feira. Ontem, após ter sido ouvido por um juiz em primeiro interrogatório judicial, no Tribunal de Cabeceiras, o arguido foi libertado. Tem de se apresentar duas vezes por semana no posto da GNR e está proibido de se aproximar da menina, de quem é vizinha.
Joana, de uma família muito humilde, foi abusada na passada sexta-feira à tarde, quando regressava de mais um dia de aulas. O homem, conhecido dos pais da menina, deu-lhe algumas moedas antes de a levar até ao jardim público, no centro da vila de Cabeceiras de Basto.
Alheio a quem passava, o abusador não conteve os seus instintos. Acariciou a menina repetidamente para espanto de alguns transeuntes que ali passavam.
E foram os populares que assistiram incrédulos aos actos do sexagenário que alertaram a GNR local.
A Polícia Judiciária de Braga foi de imediato contactada, acabando por deter o indivíduo na segunda-feira.
O homem, ao que o CM apurou, não tem antecedentes criminais e não terá oferecido resistência aquando da sua detenção.
Segundo fonte policial, esta terá sido a primeira vez que o sexagenário abusou da menor.
A menina foi sujeita a exames de perícia médico-legal e estará a receber acompanhamento psicológico. O inquérito decorre em tribunal. *
Mais uma vez, as alterações ao Código Penal em prol da defesa dos abusadores mais que conhecidos do caso Casa Pia, tem as suas repercursões.
Mais uma vez, e quantas outras não surgirão, em que o abusador, mesmo a sol descoberto, sai em liberdade!!!
Não tenho outra palavra: ABOMINÁVEL!
“Embalagem” sem rótulo
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Se atentarmos por exemplo às características estereotipadas do género feminino, acções beneméritas ou profissão religiosa, é provável que se constate que muitas são o perfeito escudo para o agressor, pois em última análise são pessoas “acima de suspeitas”. Creio que o ancestral compartimentar dos abusadores sexuais em grupos tendenciais, por exemplo género masculino ou homossexuais, resulta do foco das primeiras denúncias, cujo amplo crescendo contribui para a desmistificação disto mesmo, em resumo, a “embalagem bonitinha" disfarça o veneno.
Não há expiação que restitua a candura das vítimas
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La Iglesia admite que miles de menores irlandeses sufrieron abusos de sacerdotes
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EFE. 09.04.2009 - 20:52h
Miles de menores fueron objeto de abusos sexuales en Irlanda durante más de 30 años, advirtió este jueves el arzobispo de la diócesis de Dublín, Diarmud Martin, como anticipo de un informe "horroroso" que se dará a conocer la próxima semana.
El clérigo efectuó esas declaraciones durante la tradicional misa de los jueves celebrada en Dublín, en la que aseguró que la investigación "hará más humilde a la iglesia", la que, según dijo, no ha reconocido aún todo el horror de años de "abusos físicos, sexuales y de torturas psicológicas".
El arzobispo, una de las voces más críticas con la institución católica irlandesa, aseguró que la diócesis de Dublín, foco del citado documento, afronta, en consecuencia, una serie de retos que no ha experimentado en muchos años".
[…]
A propósito deste artigo, recordei-me do documentário da BBC “Sexo, Crime e Vaticano” (01/10/2006), sobre o qual desconheço a sua passagem em Portugal e que parece ter escandalizado as hostes italianas:
Se não conseguir visualizar esta lista de reprodução (39:31 mn), click Parte I, Parte II, Parte III e Parte IV.
Estimativas? Só no final do Processo.
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Estimativa atrás de estimativa, diz que sim diz que não quiçá talvez, enfim… Um chorrilho de adiamentos sem data marcada. Desta feita, a 26 de Fevereiro voltou-se a adiar, mais provas e tal, uma sessão por mês até Maio, uns dizem que lá para o inicio do Verão, outros para o Outono, só resta saber: de que ano?
Com tantos duques e cenas tristes, prevejo que até ao final, ainda saem da cartola mais umas quantas medidas legislativas e umas reformas do CPP, em que, se o processo não prescrever (Milagre! Milagre!!) as penas são ser nulas.
Não cheira mal, FEDE.
“Crimes contra crianças e violência doméstica no registo criminal por 20 anos”
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Concordo com esta legislação, no entanto, se bem que vá ao encontro da Convenção de Protecção da Criança contra o Abuso e Exploração Sexual, importa analisar como terá uma efectiva implementação neste país tão habituado a medidas propagandísticas, que rematam fatalmente na sua exiguidade.
Nesta senda, transcrevo a acutilante análise da notícia avançada pela Lusa, que Ceridwen expõe n’ Um blog que seja seu:
"Crimes contra crianças e violência doméstica vão permanecer no registo criminal por 20 anos", escreve hoje o Público, a propósito de uma recém aprovada proposta de lei que obriga à manutenção do registo de crimes de pedofilia e de violência doméstica, no cadastro criminal. Acrescenta o jornal que o registo dos referidos crimes podia permanecer activo, no máximo, até 15 anos.
Redondo engano o do jornal e da Lusa (fonte da notícia). Basta dar um olhinho no artigo 15º, da lei da Identificação Criminal 57/98 para se perceber que não há vigências de 15 anos. O máximo é 10 anos:
"1 - São canceladas automaticamente, e de forma irrevogável, no registo criminal:
a) As decisões que tenham aplicado pena principal ou medida de segurança, decorridos 5, 7 ou 10 anos sobre a extinção da pena ou medida de segurança, se a sua duração tiver sido inferior a 5 anos, entre 5 e 8 anos, ou superior a 8 anos, respectivamente, e desde que, entretanto, não tenha ocorrido nova condenação por crime".
Como se pode perceber pela leitura da lei, a decisão de cancelamento nada tem a ver com o crime, mas com o tipo e duração da pena aplicada. Por exemplo, nos casos de violência doméstica, em que as penas são multas ou penas suspensas, a contagem do tempo faz-se a partir da data do trânsito em Julgado da condenação ou, no caso de multa, a partir da data da sua liquidação. Na prática, significava que, alguém condenado em 28 de Março de 2006, a dois anos de prisão suspensa por dois anos, verá o seu registo criminal cancelado a 28 de Março de 2011 (sob condição de não ter praticado mais crimes entretanto, naturalmente).
Mais, todos os candidatos a empregos na função pública (como é o caso dos docentes) já tinham que pedir o registo criminal. Contudo, o mesmo ia sempre negativo, (art.º 11.º da mesma lei) isto é, sem quaisquer condenações existentes, uma vez que uma das variáveis de análise da análise criminal (AC) é o efeito para o qual se está a pedir o registo. No caso de emprego para a função pública o registo criminal obriga à NÃO declaração das condenações, o que não significa que se apague o cadastro, porque o mesmo estará activo se a polícia ou um tribunal o solicitar à DGAJ. No entanto, uma vez eliminado um cadastro este deixará de existir para sempre - artº 29º - (excepto em caso de reactivação devido à condenação de novo crime que encadeie com os anteriores, daí que haja dois anos de espaço entre o cancelamento e a eliminação informática - ou manual - do cadastro). O registo criminal irá também negativo (independentemente das condenações existentes) se o efeito do pedido for, por exemplo, pedido de licença para abrir um lar de idosos..... no entanto, já há certos crimes (nem todos) que devem constar no caso de o efeito ser obtenção de carta de taxista, ou segurança privado. E outra variável a ter em conta é o grau de reincidência da pessoa: isto é, se é primário, ou não.
O espírito da lei é o de que tod@s têm o direito à reabilitação e a uma nova oportunidade. Assim, após a condenação e cumprimento da pena decidida pelo tribunal como justa, existe um prazo (que ia de 5 a 10 anos) considerado o suficiente para a reintegração d@ cidad@o. Esqueceram-se de clarificar como é que vão fazer com as Medidas Tutelares Educativas (MTE), já que os cadastros d@s menores são eliminados após el@s atingirem os 21 anos. E sim, eu vi cadastros de menores acusados e condenados por abuso sexual de crianças e por violação.
Mais, a notícia não esclarece o essencial: uma vez que a vigência do cadastro não é suficiente para que os crimes apareçam nos cadastros, será que a partir de agora, todos os crimes de pedofilia e/ou de violência contra cônjuge ou equiparado irão ser de obrigatório registo? Mesmo os que tenham tido como pena apenas uma multa/Admoestação/Dispensa de pena ou pena suspensa? E mesmo para os que se estejam a candidatar a um emprego na função pública, como é o caso dos docentes? E será que @s juíz@s vão poder decidir da não transcrição da decisão, como actualmente (art.º 17.º)? E os MTE irão permanecer activos após o seu 21.º aniversário? E já agora, porque é que crimes como lenocínio, violação, acto sexual de relevo e/ou estupro também não estão contemplados na nova lei?
Coitado! Veio da Lapónia e...
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Etiquetas: Abuso sexual, Casa Pia, Humor, PedofiliaSeis crianças abusadas = dois anos e meio de pena suspensa
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"Pedofilia em externato de Carcavelos
Tribunal troca pena de prisão por tratamento psiquiátrico
Um pedófilo foi hoje condenado a dois anos e meio de prisão por abusar sexualmente de seis crianças. Mas a pena foi suspensa pelo Tribunal de Cascais e trocada por um tratamento psiquiátrico. [realce meu]Ficou provado o abuso sexual a seis crianças com idades entre os seis e os dez anos. Só agora foi conhecida a sentença dos crimes cometidos no ano lectivo de 2004/2005.
João Sarmento Pereira, hoje com 22 anos, na altura tinha 18, fica obrigado a um tratamento psicológico depois de suspensa a pena de dois anos e meio de prisão. Nenhuma das partes recorreu da sentença.
Os abusos eram feitos às escondidas num externato em Carcavelos, quando o réu era estagiário.
O homem tem curso de professor primário e poderá exercer profissão, assim que o prazo da pena que está suspensa terminar."
Princípio sem fim
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Das crianças abusadas durante décadas nesta instituição, dez delas têm a coragem de relatar e enfrentar a atroz violência de que foram alvo e fazem questão de estarem presentes aquando da leitura da sentença, as outras, saberá Deus quantas, seguem a sua vida como só elas sabem, pois a quem nunca sentiu na pele os abusos que se cravam na alma jamais poderá vislumbrar tamanho sofrimento, resta a compreensão, a empatia, a disponibilidade, o auxilio.
Dos apontados como abusadores, apenas sete respondem como arguidos, os outros escaparam-se nos meandros das leis e decisões judiciais, nas prescrições dos crimes cometidos, no silêncio compadrio que os escuda, nas relações sociais, na cobardia de quem sabe, no medo paralisante de quem sofre.
Há quem diga que ontem começou o princípio do fim. Discordo. Não há Estado que vele pelas crianças que tem à sua guarda. Não há justiça que penalize todos os culpados. Não há condenação que ponha fim ao sofrimento das vítimas. Não há como devolver a inocência roubada.
Vídeo via JPG no Apdeites V2, que disponibiliza uma playlist sobre a “Casa Pia”
Ilhas em Movimento: base de dados para identificar pedófilos
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"Uma base que contenha os dados de todos aqueles que foram acusados e condenados pelo crime de abuso sexual de crianças. Este é móbil da petição que dentro em breve irá circular pelos Açores.
A ideia nasceu da associação açoriana "Ilhas em Movimento", e tem como objectivo afastar de creches, escolas, jardins-de-infância, ATL e alas de pediatria dos hospitais, pessoas condenadas pela prática de pedofilia.
Habituado às lides jurídicas, "o advogado é uma pessoa que tem uma grande vocação para a intervenção social porque lida directamente com temáticas sociais", Ricardo Pacheco, da associação "Ilhas em Movimento, e mentor deste projecto inédito em Portugal, explica, ao ´Diário dos Açores´, a importância desta iniciativa.
"As pessoas, se calhar, desconhecem. Eu conheço porque trabalho nos tribunais e já tive vários casos desses. A verdade é que semanalmente há casos de abusos sexuais de menores a serem julgados nos Açores", afirma o advogado. E continua "nós não temos uma mão de pessoas acusadas e condenadas pela prática de pedofilia. Temos largas dezenas de pessoas sentenciadas por este crime", confessa o responsável pelas "Ilhas em Movimento". Questionado acerca da necessidade de estas pessoas serem reintegradas pelo crime que cometeram e de a existência de uma base desse género pôr em risco a privacidade dos condenados, Ricardo Pacheco salienta que a finalidade deste banco de dados não é tornar público quem são essas pessoas. O propósito é, acima de tudo, proteger as crianças de potenciais reincidentes. O advogado sublinha que é imperiosa a criação de um banco de dados contendo essas informações para que, em determinadas áreas da nossa sociedade, "os possíveis empregadores saibam que estas não são as pessoas mais indicadas para desempenhar estas mesmas funções". Ricardo Pacheco defende que os condenados por abuso sexual de menores, depois de cumprida a pena, devem ser reintegrados. Contudo nunca em áreas que envolvam crianças, (como creches, escolas, colégios, ATL, e jardins-de-infância), pois o perigo dos pedófilos voltarem a cometer o mesmo crime é elevado. De acordo com o presidente da associação "Ilhas em Movimento", esta base de dados vem, sobretudo, proteger as crianças e "livrá-las" de situações cujas marcas ficam para sempre.
Ricardo Pacheco explicou ao nosso jornal que, no caso de vir a concretizar-se, esta base de dados é pioneira em Portugal. Em França, o presidente Nicolas Sarkozy lançou esta medida há alguns anos e a mesma revelou-se um sucesso, adianta Ricardo Pacheco.
[…]"
Considero que a criação de semelhante base de dados é importantíssima para a salvaguarda das crianças e que os crimes de abuso sexual deveriam constar perpetuamente no cadastro dos que por tal foram condenados, contudo, e sem disprimor a esta acção, não me parece que esta luta se deva delimitar a regiões.
Compreendo que acções mais localizadas têm muitas vezes resultados mais efectivos e que o importante é dar o primeiro passo, mas a pedofilia não tem rosto quanto mais regiões, pelo que uma intervenção nacional - talvez em parceria com associações (?) que incidem na infância e/ou neste flagelo do abuso sexual – urge, já ontem era tarde.
Arguademos a referida Petição.
Diplomata americano preso por pedofilia nos EUA
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Vídeo do "Jornal das Dez" da Globo a 11/07/2008
Para comparar e reflectir...
Pedofilia na Casa Pia em documentário
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Trecho do documentário sobre a pedofilia na Casa Pia (The Scandal of "Casa Pia"), que George Kouvaras, realizador grego, disponibiliza no youtube entre outros trabalhos seus.
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Infelizmente não entendo uma palavra grega, provavelmente muitos de vós também não, mas sendo este caso sobejamente conhecido entre nós, na falta das legendas em português, os testemunhos gritam além fronteiras.
Pós-texto: se encontrarem a versão completa do documentário ou surgir alguma tradução em português, avisem-me se fizerem favor ;)
Jornal O Metro/Porto- Pedofilia
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Etiquetas: Abuso sexual, Crianças, PedofiliaA Petição em Prol das Crianças Vítimas de Crimes Sexuais FOI ENTREGUE
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Posto o tempo de espera, que não pode ser indefinido, as acções urgem.
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Apesar de entregue, esta acção cívica ainda não terminou. Há que acompanhar a tramitação da Petição para o “estabelecimento de medidas sociais, administrativas, legais e judiciais, que realizem o dever de protecção do Estado em relação às crianças confiadas à guarda de instituições, assim como as que assegurem o respeito pelas necessidades especiais da criança”.
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Agradecemos profundamente a TODOS os que de coração aberto se uniram nesta causa, contribuindo de diversas formas na sua divulgação e recolha de assinaturas.
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As crianças merecem.
Abuso sexual de menores
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Transcrevo o artigo de opinião da jornalista Patrícia Pires, sempre atenta a esta temática, e com o qual me identifico:
..Crimes sexuais contra menores triplicaram entre 2002 e 2007..
Os números não enganam, mas eu preferia que fosse o algodão. O mesmo algodão que usamos para tratar as feridas das nossas crianças. Mas há feridas que o algodão não limpa e os números, longe dos reais, são assustadores..
Esta semana foram conhecidas as conclusões de um relatório elaborado pelo Grupo de Prevenção do Abuso e do Comércio Sexual de Crianças Institucionalizadas, dirigido por Maria José Morgado e criado por decisão do procurador-geral da República, Pinto Monteiro. Entre 2002 e 2007 os crimes sexuais contra menores triplicaram..
Outra conclusão terrível: o número de crimes envolvendo crianças menores de 5 anos tem vindo sempre a aumentar..
Portugal foi abalado há cinco anos com o escândalo da Casa Pia, mas mesmo assim parece não ter acordado para o drama do abuso sexual de menores e da pedofilia. Mas não estamos sós. O caso de Mari Luz, a menina assassinada em Huelva, Espanha, revelou que os outros sistemas judiciais também não estão preparados para lidar com este tipo de crimes e predadores..
Quem os protege? Como podemos agir? Fechar em casa, às sete chaves, todas as crianças? Não. O maior perigo está aí. Dentro de casa. Na família e naqueles que lhes são mais próximos. E, agora, também no computador, com a internet..
A pedofilia é dos crimes com maior nível de reincidência. Pode a Justiça fazer mais? Pode e deve. Pode, principalmente, não perder de vista quem já foi condenado por este tipo de crime..
Os crimes sexuais triplicaram, mas a maioria não apresenta queixa. E este fenómeno não é exclusivo de países, sociedades ou religiões. É, de facto, mundial. Ter consciência deste drama pode ser o primeiro passo para o caminho..
Mas o mundo ainda não acordou."
- O que dizem as crianças abusadas? (click em notícia)
Infâncias Traídas
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Num, o julgamento de um dos abusadores, que não compareceu, com paradeiro desconhecido, cuja pena lhe foi reduzida vá-se lá entender porquê.
No outro caso, a criança foi abusada num parque infantil por um pedófilo, já anteriormente condenado por abuso sexual de menores, que foi colocado ali como forma de reinserção na sociedade.
ARRE...
A reinserção social de pedófilos é feita colocando-os num parque infantil?
Mas que raio de bestas tomam decisões destas?
Petição em defesa das crianças outra vez na comunicação social
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"Petição que pede clarificação da lei para as crianças conta já com 12 mil assinaturas
Perto de doze mil pessoas já assinaram uma petição em defesa das crianças vítimas de crimes sexuais promovida por um grupo de cidadãos que defende, por exemplo, que seja proibida a repetição de exames, interrogatórios e perícias psicológicas
Na petição é ainda exigido o direito da criança à audição por videoconferência sem «cara a cara» com o arguido assim como o direito a se fazer acompanhar por pessoa da sua confiança sempre que tiver que prestar declarações. Catalina Pestana, ex provedora da Casa Pia, é uma das subscritoras do documento assim como professores universitários como Ana Nunes de Almeida, do Instituto Ciências Sociais da Universidade Lisboa, António Pedro Dores do Instituto Superior Técnico e o psiquiatra Jaime Milheiro, do Porto. Maria Clara Sottomayor, docente universitária especialista em direito da família e uma das promotoras da iniciativa explicou à agência lusa que a petição apela ao «estabelecimento de medidas sociais, administrativas, legais e judiciais que realizem o dever de protecção do Estado em relação às crianças confiadas às instituições».Por outro lado, a petição apela também que seja assegurado o respeito pelas necessidades especiais das crianças vítimas de crimes sexuais. «Somos um grupo de cidadãs e cidadãos, apartidário e não confessional, que se sente afectado pela gravidade e frequência dos crimes de abuso sexual de crianças, pelo sofrimento silenciado das vítimas, pela fraca capacidade de resposta do sistema social e judicial de protecção e pela impunidade de que gozam os autores destes crime», acrescentou Maria Clara Sottomayor, docente da Faculdade de Direito da Universidade Católica do Porto. Clara Sottomayor entende que «a luta contra este fenómeno exige colaboração de todas as entidades competentes, órgãos de soberania e de toda a sociedade». Os promotores da iniciativa aguardam ainda a resposta a uma carta, enviada no início de Janeiro ao presidente da República, dando conta da iniciativa, do tema da petição e solicitando uma audiência. Na petição os subscritores pedem ao Presidente da República que num discurso solene, dirigido às crianças, assuma, para com elas, estes compromissos, prestando uma manifestação de solidariedade para com o sofrimento das vítimas. Os signatários da petição afirmam que estão unidos por «um sentimento de profunda e radical indignação contra a pedofilia e abuso sexual de crianças», de acordo com a noção do artigo 1 da Convenção dos Direitos da Criança, que define a criança como todo o ser humano até aos 18 anos de idade.Por outro lado, os signatários consideram que não há Estado de Direito sem protecção eficaz dos cidadãos mais fracos e indefesos, nomeadamente, das crianças especialmente vulneráveis, a viver em instituições ou em famílias maltratantes. «Somos um conjunto de cidadãos e de cidadãs, conscientes de que o abuso sexual de crianças não afecta apenas as vítimas mas toda a sociedade», e de que «a neutralidade ajuda o opressor, nunca a vítima», explicam no documento."
Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=82791
Pedofilia na Casa Pia: quarta sentença de um processo autónomo
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Os pormenores da sentença a Arlindo Teotónio:
Se não conseguir visualizar o vídeo click AQUI
O Telejornal da RTP1 (18/Fev/08 - 2ª parte, link provisório) também focou esta condenação, onde Pedro Namora (05' 27'' - 2ª parte, link provisório) refere e bem:
«Este homem que hoje foi condenado, pode aguardar, vai... Pode agora continuar 2 ou 3 anos à espera, em liberdade, da decisão do Supremo, e vamos ver se entretanto não continua a cometer outros crimes. Quem é que acautela, agora, a liberdade das crianças?»
A "ligeireza" da justiça e os crimes de abuso sexual de crianças
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A justificação para a punição de 32 crimes como uma unidade (a discutida aplicação da figura do crime continuado nos crimes contra as pessoas) alegadamente por não terem ficado determinadas as datas exactas de cada um dos factos é uma desculpa fraca, que não existiria se tivéssemos Tribunais especializados em violência doméstica e crimes sexuais. A erosão das memórias, quanto a datas, das vítimas de abusos repetidos, é uma reacção normal de quem está sujeito a práticas de tortura, sendo possível determinar, para efeitos de prova, a ocorrência dos factos, sem margem para dúvidas. Juízes com formação especializada em abusos sexuais e maus-tratos conseguem obter prova segura dos factos mesmo sem datas certas. Provar crimes de abuso sexual não é o mesmo que provar a celebração de um contrato ou a data do não pagamento ao Fisco…
Parece tudo calculado ao milímetro: o cálculo da medida da pena de forma a permitir o recurso à pena suspensa, mantendo o condenado em liberdade; a absolvição da directora do Instituto por omissão. Não me falem em falta de provas. Isto é IGNORÂNCIA e IRRESPONSABILIDADE! Os funcionários públicos são obrigados a denunciar os crimes de que têm conhecimento no exercício das suas funções. Não denunciar é ser conivente, é crime de encobrimento. Em Espanha, os Tribunais já condenam, com alguma frequência, funcionários de instituições e familiares das crianças vítimas que não denunciam os crimes cometidos contra crianças à sua guarda. O estado da justiça em Portugal, amigos e amigas, é muito mais triste do que o atraso económico! E contra isto são poucos os que reclamam… Juntem-se a nós, e protestem assinando e divulgando a petição em prol das crianças.




