UM SEM FIM DE TI EM MIM
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Podes nunca vir a ler isto, ou até podes ler, mas não me importo!
Há sentimentos que nascem apenas de um olhar ou de um simples momento ou gesto, de um mar de emoções que sentimos sem saber bem como, mas que nunca esquecemos!
Já conheci muitas pessoas, já fiz muitas asneiras, já cresci também, mas nunca imaginei que pudesse encontrar alguém como tu!
A verdade é que aprendi a respeitar, a conhecer, a admirar e a amar a pessoa maravilhosa que és: o teu jeito inocente, o teu sorriso lindo, que tão bem conheço, o teu carinho, a tua força, o teu coração, vou guardar tudo como o meu bem mais precioso.
Continuo com a minha alma viva de ti e para ti, tenho tantas saudades tuas, do tempo que passou e do que já passamos. Estás sempre aqui e no peito guardo todos os nossos momentos, as tuas palavras enternecedoras de amor, as nossas gargalhadas e sorrisos... Coisas nossas, que tento perpetuar nos meus sonhos!
Sim, guardo, e sim tenho saudades!
Talvez um dia, quem sabe, nos voltemos a encontrar! Talvez tu me procures ou eu não aguente mais de saudades e te procure... talvez, aí, seja tudo melhor e diferente.
Apeteceu-me escrever tudo isto para tentar lavar a alma, para não chorar mais e dizer-te tudo o que tu até já sabes de cor.
Apeteceu-me pura e simplesmente, porque dói estar sem te ver, sinto-me só sem o teu toque, os teus dedos entrelaçados nos meus, o calor do teu corpo, o teu abraço quente, o teu olhar doce, o teu sorriso, o teu cheiro...
Apeteceu-me apenas e só desabafar para dentro de mim!!!!!!
Ricardo Reis
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Nada teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Ricardo Reis
É uma Chuva que cai
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Talvez!
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Em bicos dos pés sonhei em ti,Tal era a minha vontade de ser.
Ser eu verdadeira para ti,
Apenas e simplesmente eu.
Não sei porque me julguei capaz,
Mas senti que te ia mostrar a lua!
Fazer sentir-te a força do mar,
Mostrar-te as cores do sol.
Sonhei fazer-te feliz,
Com as minhas poesias pobres.
Mas com o calor do meu beijo,
O abraço fechado e cúmplice!
Falhei como sempre falhei,
As empreitadas do amor.
Talvez o meu jeito desajeitado,
O meu medo dos equilíbrios!
Não serei o que esperavas,
Pior, não serei o que julgava ser!
Serei talvez uma sombra de mim,
Que por vezes a luz trespassa!
Continuarei presa em mim,
Refém do que não fui capaz.
Uma luz apagada e triste!
Porque continuo a Acreditar em ti!
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Apesar de tudo, continuo a gostar muito de ti e sei que um dia, tal como o Peter Pan, conseguirás voar e transformar os teus sonhos em realidade!
Há momentos e palavras inesquecíveis. É isso que guardamos para toda a Vida... O Tempo não os apagará!
Um beijo muito grande,
Alberta
APRENDI...
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Aprendi...
"Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a Vida faça o resto.
Aprendi que não importa o quanto certas coisas são importantes para mim, há pessoas que não ligam e eu jamais conseguirei convencê-las.
Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos, que posso usar os meus atractivos por apenas 15 minutos, mas depois disso é preciso saber do que estou a falar.
Eu aprendi que posso fazer algo num minuto, mas depois ter que responder por isso o resto da vida.
Aprendi que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência, mas que também posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.
Aprendi que é preciso escolher entre controlar os pensamentos ou ser controlado por eles e que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem.
Aprendi que perdoar exige muita prática e que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.
Aprendi que nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.
Aprendi que posso ficar furiosa, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel.
Eu aprendi que jamais posso dizer a uma criança que os seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o Mundo se eu conseguisse convencê-la disso.
Eu aprendi que o meu melhor amigo vai magoar-me de vez em quando, e que eu tenho que me acostumar com isso e que não basta ser perdoado pelos outros, é preciso eu perdoar-me primeiro.
Aprendi que, não importa o quanto o meu coração esteja a sofrer, o Mundo não vai parar por causa disso.
Eu aprendi que muitas circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou hoje, mas não pelas escolhas que eu faço como adulto.
Aprendi que numa zanga preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não me quero envolver, e que quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem ou se amem quando não discutem.
Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão magoar-se e eu também. Isso faz parte da vida.
Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.
Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.
Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério.
Aprendi que os amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas que é preciso mostrar que são amigos.
Aprendi que o amor de certas pessoas se vai embora da nossa vida, mesmo que desejemos retê-los para sempre.
Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.
William Shakespeare, adaptado por mim
Já tinha lido este texto em diversos sítios da Web, várias vezes, e sempre o achei bonito, mas nunca como agora me fez tanto sentido!
Elogio à Amizade
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Na nossa vida em sociedade temos que conviver com pessoas, ou ter vários tipos de relacionamentos com as pessoas, relacionamentos mais próximos ou mais distantes, em que encontramos receptividade ou não.
Há pessoas que, sem nos conhecerem bem fazem juízos precipitados sobre nós, outras que interpretam de forma errada tudo aquilo que fazemos, e até mesmo tudo aquilo que não fazemos.
Outras que não cobram as nossas atitudes, porque é mais cómodo formar esses tais juízos e acreditam que somos apenas aquilo que é mais visível, é mais cómodo pensar que somos sempre piores porque, de contrário, atormentamos as suas consciências.
Encontramos, por outro lado, pessoas que nos cobram a perfeição, como se fosse possível alguém ser perfeito e que só sabem ver o que há de negativo em nós, como se apenas um erro, uma falha ou um deslize, anulasse quaisquer das nossas boas acções ou das nossas qualidades, vendo só os nossos defeitos e por mais que tentemos fazer o nosso melhor, tentam sempre rebaixar-nos, colocando-se numa posição de superioridade e de valores morais, erroneamente, acima dos nossos.
A satisfação desta Vida é que no meio de todas estas pessoas, encontramos outras que nos oferecem uma palavra amiga, um ombro ou um abraço, e que conseguem enxergar muito além, pela abertura que demonstram no bem e que não se importam com a “roupa” que vestimos, interessadas apenas em nos olhar bem dentro dos olhos e saber através deles o que estamos a sentir naquele momento, demonstrando-nos que sentimentos de fraternidade podem surgir de quem menos esperamos.
Já me enganei em relação a muitas pessoas, mas a Vida encarregou-se de me dar grandes lições. Em algumas ocasiões, vi que as pessoas que eu considerava como mais amigas me davam “facadas pelas costas” e que aquelas que eu considerava como menos amigas, me comoveram, dando-me a mão quando eu precisei, sem que necessitasse de o pedir.
Aprendi com isso que um amigo de verdade não é aquele com o qual temos mais afinidades ou que está mais próximo de nós... É aquele que está ali inesperadamente onde menos contamos, ou aquele que sabe ser amigo mesmo quando não é, propriamente, o nosso melhor amigo.
A amizade não é um rótulo, mas traduz-se em acções e gestos de carinho e entrega desinteressada. Não depende de conhecermos bem o outro, mas do querer bem, sem a intenção de receber algo em troca ou esperar uma oportunidade para sobressair, por interesse de reconhecimento.
Essas sim, podemos considerar amizades inesperadas e muito especiais, daquelas que ficam nos nossos corações. As outras, que antes se intitulavam de especiais, essas, lamentavelmente, não passam de meras desilusões.
A Vida é uma aprendizagem constante e é bom sentirmo-nos acarinhados e mimados nos piores momentos, com um ombro ou uma palavra amiga por pessoas que se desdobram para nos dar amor, independentemente dos problemas por que estejam a passar, não se votando à indiferença e ao silêncio, que nestas alturas só nos magoam porque esquecidos, quando mais precisamos!
Àquelas, a minha gratidão e um bem-haja eterno. Não esquecerei!
Poema de despedida
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Te digo adiós y acaso, te quiero todavía.Quizá no he de olvidarte, pero te digo adiós.
No se si me quisiste...No se si te quería...
O tal vez nos quisimos demasiado los dos.
Este cariño triste y apasionado y loco,
me lo sembré en el alma para quererte a ti.
No se si te amé mucho...No se si te amé poco.
Pero si se que nunca volveré a amar así.
Me queda tu sonrisa dormida en mi recuerdo,
y el corazón me dice que no te olvidaré;
pero al quedarme solo; sabiendo que te pierdo,
tal vez empiezo a amarte como jamás te amé.
Te digo adiós y acaso en esta despedida
mi más hermoso sueño muere dentro de mí...
Pero te digo adiós para toda la vida,
aunque toda la vida siga pensando en ti.
José Angel Buesa
Sempre contigo e para ti!
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Pepa:
Há palavras que só dizemos a pessoas muito especiais, que amamos muito, mas as palavras são relativamente fáceis de pronunciar, mas demonstrar esse amor incondicional, de uma forma que te faça sentir melhor, não é uma tarefa tão acessível.
Lembro-me da sensação única de te pegar ao colo, um mar de emoções, fortes, intensas, lindo demais.
Tentei acompanhar-te sempre, pegar-te ao colo e amparar-te, no meio do mar revolto que foi, e é a minha vida. Nunca sabemos se estamos a fazer o melhor, ou da melhor maneira, vamos fazendo com todo o amor. Amor esse único, amor de Mãe!
Ontem acordar com a tua sombra na penumbra do meu quarto, o teu cheiro, aí senti-te.
Foi mesmo bom acordar com esse teu cheiro e doce, acordar com as tuas festas.
A distância é difícil de gerir, fazes-me muita falta, até a cinza que vais espalhando com essa profunda falta de jeito para fumares, terá sido pelos anos de criticas durante a infância cheia do fumo do meu SG filtro?
Mas estou e estarei sempre contigo, o tempo voou depressa demais, cresceste num ápice, queria que voltasses a caber nos meus joelhos, onde sorrias com um olhar atento, sereno e feliz!
Apenas uns kms nos separam, não exijas tanto de ti, caminha devagar, enche o peito de ar, junto ao mar, deixa-te embalar pelo maior desejo que tenho na vida, é que tu e a Mana sejam felizes. Vive um dia de cada vez, tenta procurar a força do mar, o brilho do sol, espreita a beleza da lua, não deixes que gente mesquinha te amarrote, és nova, tens um caminho na frente a percorrer.
Tens muita gente que te ama e que te quer ver feliz, esquece algumas pessoas que infelizmente todos “levamos” com elas, no fundo o que as move é a inveja, por nós nos movermos por outros valores e princípios.
Sentada aqui no jardim, sonho que uma estrela cheia de magia me invada e inspire, para que tu sintas todo o meu amor, toda a minha força, para que sintas mais forte!
Com todo o meu amor.
Beijo grande
Mãe
Ténue linha da Vida
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Helena, minha querida Amiga, estas palavras são para ti.
Há 25 anos que te conheço!
Não sei por onde começar, estou confusa com os últimos acontecimentos. Não estava a contar ver-te assim já sem forças, ainda “ontem”, há uma semana, estavas bem.
Ontem pareceu-me ouvir as tuas gargalhadas... Quantas vezes passavas horas a falar comigo, desabafando as tuas queixas da vida, tão injusta e dura, mas sempre com coragem de vencer as contrariedades.
Ai, minha cara amiga... Como a vida é tão injusta!
Agora, os teus olhos perderam o brilho que tantas vezes demonstravas ter nas tuas gargalhadas, na tua alegria e no optimismo que tinhas estampado no rosto e nesses olhos esverdeados.
Sofreste sempre ao lado de um homem, alcoolizado, que nunca te deu qualquer carinho, egoísta, que só te trouxe desgostos, que te agrediu, magoou e, durante todos estes anos não soube dar-te o que merecias e de quem, apesar de tudo, nunca quiseste separar-te, por pena e por vergonha.
Tudo fizeste para criar teus filhos, sozinha, com os parcos e míseros tostões que ganhavas ao serviço dos outros. Pelo menos, os teus filhos amam-te, acarinham-te, mimam-te.
Já não nos olhas de frente, com aquele teu habitual olhar limpo, tens medo de ver pena e comiseração nos nossos, pelo que estás a passar.
Ontem, à noite, quando vieste ter comigo ao Hospital, já não vi a luz daquele sorriso de outrora, este estava apagado... tive até a sensação que pairavas no ar e nem me vias à tua frente, caminhavas a meu lado, como se alguém te impelisse, empurrando-te por trás para te obrigar a avançar e a mover os pés um à frente do outro arrastando-os como que a tactear o caminho.
Até uma simples infecção urinária tinha que te chatear, nesta altura!
Não sabes nem imaginas como me senti.
Saber que dentro em breve vou ter de me despedir de ti porque esse mal te está a consumir, dói cá dentro e dói a todos os que gostam de ti.
Resignaste à tua sorte e ao teu destino... até nisso, o sofrimento de uma vida inteira já não te dá forças para te revoltares, para lutares mais ainda pela vida... fechaste-te ao Mundo, enfias-te entre as quatro paredes desse quarto, não queres ver ninguém.
Sabes que a linha entre a vida e a morte se aproxima, já te desenganaram... é tarde demais... não há nada a fazer.
Nunca pensaste que tal coisa te podia acontecer... pois... quem vive para os outros e em função dos outros, esquece-se de si próprio.
Porque te esqueceste assim de ti? Porque não estiveste atenta a essas dores que já te incomodavam há tanto tempo e não desconfiaste que essa ***** te estava a invadir? Porque não me disseste pelo menos o que estavas a sentir? Porque deixaste que isso te acontecesse? Sabes que podias contar comigo... eu estava aqui e tu nunca me disseste nada.
Não me querias incomodar!? Tudo teria feito para que não tivesses encontrado essa porta sem saída na qual te encontras agora. Sabes que tudo teria feito para te ajudar. Tudo teria feito. Nem vendo o exemplo da minha Mãe, cuidaste de ti!
Ai, minha amiga, sinto-me impotente para te ajudar como tanto gostaria e merecias.
Há quem diga que o nosso destino está traçado mas eu não sei se é bem assim. Podemos estar pré-destinados para tal, mas cabe-nos lutar sempre para o contrariar, pelo menos tentar.
Sei que, em breve, terei que me despedir de ti, mas custa-me aceitar isso, não quero... ainda é cedo... gosto muito de ti. Já tenho saudades das tuas gargalhadas.
Estás a passar aquela fase em que é preciso ordenar ideias e a energia que aí gastas derruba-te.
“Já não há remédio. Dentro em pouco irei. Ele... ele pouco me importa, mas os meus netos, os meus filhos! Vocês...”
Não vi revolta, apenas uma tristeza profunda, a resignação na inevitabilidade, do querer de Deus, como dizes.
Não consegui dizer nada... Apenas te abracei.
... tous ont besoin d'Amour...
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Etiquetas: Afectividade, Estados de alma, Sem comentários, Sociedade, Via mailGrande Lição!
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Senti-me além de emocionada, rente ao chão!
Grande exemplo!
Para ti Chica!
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Com um grande beijo da Mãe, pelo que és e pelo que lutas por ser melhor ser humano!
Procuro por ti!
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Não sei de ti, onde paras, que fazes, que pensas…Sinto a tua falta, perco-me, desoriento-me, não sei para onde ir, nem o que pensar!
Às vezes és assim, isolas-te de ti e de mim, precisas de tempo, de espaço, falo de ti ou de mim?
Sinceramente não sei de quem falo, provavelmente de mim e de ti, talvez não tenhamos sabido fazer um espaço comum, o tal de nós!
Tempos bons, preenchidos de bocados de céu, bocados de sonho salgados e doces, num banho de corpos unidos e suados.
A tua boca na minha testa, a tua mão na minha alma, a partilha do bom da vida, da recordação dos sorrisos de criança, as diabruras, os passeios na quinta, as idas ao circo e ao cinema.
Essa partilha da alma e do coração de uma vida cheia de amores e de emoções quentes com cheiro a torradas e mel.
A felicidade contida na esperança de uma vida com futuro sorridente e cheio de amor para dar e receber, a crença de a continuação dessa serenidade. Talvez a recusa em embarcar numa paixão assolapada, numa viagem perto da loucura, onde haveria nem o meu nem o teu, apenas o nosso!
A chegada dessa idade malandra, nem para trás nem para a frente, que nos deixa exauridos de estacionados. Talvez rendidos em nome do eventual sucesso dos filhos, mas não é só isso que queremos, não!
A nossa alma reclama o sonho de volta, o coração emana desejos de beijos e abraços, o corpo implora pela nossa não rendição, e nós estamos assim de estacionados, quebrados pelos desgostos e contratempos, mas será que não valerá a pena, continuar a lutar, contra essa maré que nos turva a força de amar?
Assim sigo sonhando com esse “sonho” de te voltar a encontrar, seja em que corpo for, seja em que dia for, assim te busco na cama ainda quente desde o dia em que te foste. Embalada nessa recordação meiga, desse beijo salgado e doce, que despertava o meu corpo, apesar do sonho pesado, de um dia longo e cansativo.
Despertavas-me apenas com um leve toque ao longo de meu corpo, esse arrepio fantástico na minha espinha, embrulhando-me na união do meu corpo ao teu corpo, perdia-me de mim na loucura do desejo dessa entrega da alma, corpo e coração. Tu sorrias com serenidade de tanto amor impossível, tornado realidade naquele momento único, ao lusco- fusco apenas adivinhava os contornos do teu corpo imponente ao render da minha entrega, o teu sorriso preenchia-me a alma, fazia-me sentir que era tua e para ti.
Momentos bonitos de entrega total terão sido apenas um sonho em que te desejei?
Sei que não, sei que a nossa verdade amada perdura em mim, e em ti, também! Não sei se o nome certo é nós, também pouco me importa, o que realmente conta é esse bocado conquistado à dureza da vida, esse pedaço de algodão doce roubado à lua, com sabor a mar, essa recordação doce que me faz procurar-te na cama, na busca desse sorriso sereno e doce.
A vida segue impiedosa sem hesitar na contagem do tempo, à nossa volta, para além de nós tudo se modifica, uns crescem, outros partem, e cá continuamos meios rendidos a todas estas transformações.
Mas no fundo seguimos sonhando porque temos uma réstia de esperança de voltar a viver um amor, ainda que seja mais sereno mas que seja puro e verdadeiro!
Um dia numa noite de lua cheia e temperatura amena quem sabe?
Murmúrio!
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O meu corpo colado no teu corpo, o meu ouvido ao teu dispor, e tu a dispor dele, através dele comandas o meu corpo, aquele toque leve e profundo, que me faz despertar, do sono profundo… noite dentro embalada pelo murmúrio que serei para sempre tua e nua de todos ao preconceitos e conceitos de independência e interdependência, do sexo forte, fraco, seguro…
Nada mais me consigo lembrar perante o desmoronar de o meu corpo perante aquele murmúrio que sempre procurei…aquela última resistência de independência na loucura de ser…para ti!
De viver mulher viva, ardente…aquele murmúrio quente que me leva a querer despir de hábitos de comer de boca fechada… limpar boca antes de beber, para me desbocar toda de boca aberta, ouvido seduzido, naquele murmúrio.
Sim é verdade quero mesmo, fazer isso tudo e tudo isso, não tenho vergonha de ser essa toda tua, de seguir cegamente esse murmúrio quente, que me manda fechar a porta….e dar-me sim, embalada por esse grande sonho, dar-te muito mais que o meu corpo, sim….dar-me ao murmúrio de corpo alma e coração….
Sim leva-me, quero ir contigo para sempre, deixar de ser essa cheia de medo, para ser essa tua nossa!
Tu!
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Parece que nós só nos sentimos bem quando nos sentimos entrelaçados com alguém que amamos. Esse amor dá-nos força, alento e vontade de viver.
São muitas figuras, personagens que nos vamos entrelaçando desde pequenos, na busca desse amor forte, incondicional, aquele abraço fechado!
Pré-destinados ao amor, seja ele de que forma for, mas que nos embale nas noites de frio, que nos faça sentir vivos, queridos, desejados.
O amor é talvez, quando vivido na plenitude, a força do mar dentro de nós, o laranja do por do sol, aquela planície verde linda de morrer!
Podemos ter muitas coisas materiais, muitos números de telefone, muitos programas engatados, mas faltará aquele alento, aquele abraço, o sorriso e o brilho dos olhos, que vejo, ou sonhei ver nos teus olhos azuis da cor do mar, verdes da cor do rio, pretos lindos numa noite de luar.
No fundo sempre te esperei, e sempre te esperarei.
O resto?
Um dia vais-me contar!
PARABÉNS
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É uma honra para mim constar da tua lista de amigos e poder assinalar esta data tão especial para ti, com todo o carinho e amizade que mereces.
Desejo-te um dia feliz, pois hoje realmente é um grande dia!
É o teu dia!
Faz dele o mais feliz da tua vida, único, exclusivo e especialmente teu!
Afinal de contas mais 365 dias se passaram na tua vida e com eles novos sonhos, novas conquistas e também novos projectos de vida.
Desejos sinceros de muitos momentos de glória, satisfação e alegria, com um sorriso no rosto e que esta data possa trazer-te boas recordações.
Um beijo e um grande abraço.
Alberta
Amores de Criança!
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Muita gente passa pela nossa vida, conhecemos muita gente, na família, fora da família, amigos dos nossos Pais, pessoas no colégio, no liceu, enfim um mar de gente.
No meio dessa gente toda, há gente que nos marca muito, que nos toca, são os amores de Criança, que nos acompanham pela vida fora, no bom e no mau.
Pessoas que se distinguiram no meio de muitas, e que em determinada fase foram capazes de nos ajudarem, de nos fazer ver aquilo que estava à nossa frente, e outras Especiais que sempre estiverem por perto, que nos deram uma atenção especial, no bom e no mau, que nos souberam amparar, assim como ralhar, chamar a atenção, no fundo, cortando caminho, que pura e simplesmente nos amaram, cuidaram de nós!
Algumas dessas pessoas infelizmente já partiram, perdas que ainda hoje me doem!
Uma dessas pessoas está doente, fui com ela ao hospital, nas últimas semanas, custou-me muito.
Ver aquela Senhora entrar naquele corredor, que comprido me pareceu, quanta dor naquele rosto, quanta incerteza…
Pareceu-me tão frágil, tão triste, alguns corredores de alguns hospitais mais parecem corredores para a morte, para quem os percorre e para quem fica cá fora à espera.
Mas quem é Especial, é-o sempre, virou-se para trás, mandou-me um beijo e um sorriso.
Que bonito sorriso! Que coragem!
Andamos por aqui tantas vezes a queixarmo-nos de tudo e de todos, e quando passamos por estes momentos, de repente lembramo-nos de quem realmente somos, e de quem nos tanto nos inspirou!
O Cancro
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Uma? Não, a de toda essa família!
As alternativas para te combater, são sempre dolorosas, implicam imenso sofrimento para alguém que já condenaste à morte, seja a morte física, seja ao imenso desespero dos enjoos, dores, cansaços, falta de forças…e tantas dores mais.
Quando entras na vida de alguém, nada volta a ser o mesmo! É uma espada sempre pronta a cair, a destruir, uma insegurança, entre os valores das análises de cada tratamento, entre o estado das veias, as queimaduras da radioterapia, enfim….
Chegamos à lua, chegamos a tanto lado, avançamos tanto…e tão pouco em relação a ti!
Há casos de sucesso, casos de isto e aquilo, mas não me calham esses.
Estou cansada de ti, farta de ti, sai desaparece!
Deixa de matar aos bocados, deixa de para além de roubares a vida, de roubares a dignidade.
És cobarde, cresces na sombra, apoderas-te de cada bocado de corpo, apoderas-te do sorriso, da força, levas tudo, deixas um rasto de dor e de cansaço.
Aparentemente o prazo que dás é de cinco anos, mas no fundo apareces e desapareces quando bem te apetece.
E afinal ao fim de tantos anos, o que realmente sabemos de ti?
Pouco, ou quase nada, aprendemos a empatar-te um bocado…
E tu continuas a roubar-nos aqueles que mais amamos!
A matá-los aos bocados, a fazê-los sofrer, e a nós a assistirmos impotentes, para fazer seja o que for.
Maldito sejas!






