A passagem
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I wish…
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To Touch
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«Como o coração de qualquer um é de certa maneira como um deus...»
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Personal Jesus no álbum Violator (1989), dos Depeche Mode
Sua vida de
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The Siren Songs, no álbum "The Opiates - Revised" de Thomas Feiner & Anywhen
Vinicius de Moraes - SOLIDÃO
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Phill Collins - Take me Home
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O que há em mim é sobretudo cansaço!
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O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos
Ui Ui
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Robert Palmer, Bad Case of Loving You (Doctor, Doctor)
De olhos bem fechados (Eyes Wide Shut)
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Realizador: Stanley Kubrick (1999)
Para os que o viram, recordem. Para os que não viram ainda, não percam.
Eu adorei.
Querida… Mudei o Fado
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Ouvi os 9 temas reformulados pelos Hoje. Gostei, pelo arrojo, pela nova orquestração e interpretação dos poemas e pela descoberta de ouvir o Fernando Ribeiro num registo que me surpreendeu agradavelmente.
Mas a bem da verdade, não se trata de FADO nem som que se assemelhe. É de POP que se fala, como os próprios participantes caracterizam este álbum. Não é concebível reinventar o Fado, a sê-lo perderia a sua identidade, deixaria de o ser. Fado é Fado, é único, é genuíno, é português.
Não faltam as reinterpretações de Fados de Amália, de Dulce Pontes, Mariza a Gonçalo Salgueiro entre tantos outros, cada qual canta com o seu cunho, com o seu sentimento.
Também Amália cantou o que não era seu, ao seu jeito, sem deixar de ser aplaudida.
"Yes, we can!"
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«Nunca foi nossa intenção visar alguém especificamente. Não fizemos nada tendo em vista este Governo, mas um estado de coisas que nos revolta. Quando se fala em engenheiro não queremos dizer que seja o engenheiro José Sócrates, mas quem manda.»
"As letras são apenas alertas sociais" , afirma Zé Pedro, um dos elementos da banda.
Junto a minha voz à vossa!
MESMO QUE O TEMPO PASSE!
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Não há nada que me faça dormir hoje!
Deixo de resistir...
Volto para o PC, ponho uma música a tocar, coloco os auscultadores, acendo um cigarro... e escrevo, numa tentativa absurda de te afastar...
Eu não te queria. Que direito tinhas de quebrar todas as barreiras? De invadir todos os espaços e, depois de os fazeres teus, me deixares aqui sozinha? Dou por mim a começar a odiar-te...
Agarro-me a todas as coisas boas, mas elas acabam por não me satisfazer e tornam-se ainda piores. E tu regressas de novo, tu a quem me rendi desde o início. E essa recordação é mais forte do que eu. Ou tu é que és, porque voltas sempre... ainda com mais força.
Eram tantas as certezas. Envolvi-me em cada gesto de ternura, em todas as palavras imensas que proferias, fiquei sem argumentos perante esse jeito sereno e seguro. E acreditei...
Disseste-me um dia, dependência maldita, que só te sentias tranquila quando eu estava nos teus braços. Que só assim não te preocupavas se eu estava bem ou não, porque estava contigo! Pergunto-te então, onde estás tu agora? Agora que preciso e que me dói. Onde estás tu agora que preciso de sentir o teu abraço, que só aí me sinto bem?
Dou por mim a encontrar-te em todo o lado... A toda a hora... Em qualquer lugar! "Vejo-te" nos teus pequenos pormenores, no cheiro do gel de banho e do champô que usas, na maciez da tua pele de veludo, nas músicas que oiço e me falam de ti, até nesta maldita música, que me acompanha neste momento em que escrevo, e que oiço até a exaustão.
Dou por mim à espera. Toca o telemóvel e penso que és tu... tens que ser tu. Só podes ser tu. Mas não és. Cada vez menos és... Já não me ligas como antes o fazias... Não queres ouvir-me... e quando me ligas nem uma palavra de amor, tantas vezes repetidas, e que agora já nem sequer são pronunciadas... Talvez nem sequer sentidas! E dói. Dói tanto!!!
Eu tento, sabes, eu juro que tento, viver um dia a dia normal, sorrir e fazer sorrir alguém, tento continuar e não pensar em ti, porque tudo passa, é o que dizem, e eu sei que tudo passa.
E no entanto sei que não há nada que possa fazer. Porque tu não vais embora! Vais ficar sempre...
Sei que tenho que aceitar porque os sentimentos não se pedem nem se obrigam. Eu sei. Mas em determinado momento, já não me interessa o que sei.
Se adiantasse eu pedia-te que te fosses embora! E dizia-to com as lágrimas nos olhos e com uma profunda dor indescritível... Dizia-te que já não te quero nem te amo mais, não como já te amei!
Pedi-te que me aceitasses com todos os meus defeitos, com as minhas teimosias e inseguranças, com as minhas incoerências e incertezas, com o meu egoísmo e os meus extremos, com a minha carência de ti, porque foi tudo isto que te entreguei juntamente com a minha alma... como realmente sou e só sei ser! Não como querias que eu fosse!
Mas tudo não passaria de uma mentira, porque o que eu realmente quero é que voltes, só que não como és agora... se já não me amas!
Queria que voltasses como eras outrora, como te conheci!
TALVEZ SEJA TARDE DEMAIS (Conto)
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Foi um acaso que fez com que te encontrasse e os nossos caminhos se cruzassem... Um olhar cruzado num segundo e aquela música, no ar, bastaram para que eu estremecesse. Senti-me presa!As tuas palavras tocaram-me cá dentro, bem no fundo, e eram todas feitas de ti, davas-me, a cada instante, pedacinhos da tua essência. Recolhia-os e confortavam-me, faziam-me ganhar confiança, trouxeram-me a esperança de ter encontrado realmente alguém... Alguém muito especial, único e genuíno, como tu és!
Entregaste-me o teu olhar, a tua confiança, o teu abraço, o teu gostar de uma maneira especial e que, de tão especial, passei a trazer no coração como único.
Foste capaz de coisas que mais ninguém ousou alguma vez dizer-me ou fazer-me sentir.
Comecei a amar-te, guardando-te dentro de mim.
Fiquei atordoada naquele misto de sentimentos, já quase esquecidos e, ao mesmo tempo, sem jeito... Surgiu o medo de te perder, apoderou-se de mim, e eu não fui capaz de ver o que era óbvio: deixei-me vencer pelas inseguranças, pelo sentimento de posse, por questões e situações... e até pelo ciúme, confesso.
E por ser assim, estar a viver num sonho, atrapalhei-me, confundi tudo e só consegui magoar-te mais e mais... sobretudo a ti!!
Magoei-te. Muito. Magoei-te tanto que sinto que não encontraste, ainda, dentro de ti, espaço suficiente para me perdoares, para acalmar a tua e a minha dor. Sim, porque me vai doer sempre o facto de te ter magoado tanto!
Pedi-te, muitas vezes, calma quando quem precisava dela era eu. Pedi-te tantas vezes perdão! Pedi-te tempo!
Devia ter tido consciência de que apesar de dizeres sempre que estava tudo bem, nada podia estar bem... e eu não consegui ver os sinais do abismo que se ia instalando entre nós!
E tu foste-te remetendo ao silêncio, para poderes sofrer sozinho...
Gastei palavras, entre soluços e lágrimas... Gastei-as por não saber o que dizia e grito, hoje, entre as minhas quatro paredes, a dor que sinto por te ter feito sofrer assim...
Agora, custa-me aceitar não ter sido capaz de te fazer feliz... a ti que dizias ter encontrado, em mim, o teu porto seguro, a tua felicidade, a tua coesão e plenitude!
Meu Deus, o quanto te desiludi!!
Nada mais posso dizer ou pedir, apenas sei que, no fundo, tens medo de mim, das minhas reacções, contrárias aos meus actos.
Foi um olhar e um desejo que fez cruzar os nossos caminhos...
Senti em ti essa força que dizes não ter e tens, a emoção com que vives as coisas mais simples, e esse coração tão grande que possuis... Sim, acredita em mim pelo menos uma vez... Foi tudo isto que vi em ti e me fez admirar-te, nos aproximou e me fez amar-te tanto!
Só que aquele “segundo” e o brilho daquele olhar perderam-se, já não os tenho nem encontro em ti.
Restará agora, para ambos, apenas a sua recordação, a recordação de todos os bons momentos que passamos juntos.
Creio que agora já não é possível voltar atrás, mas viverás para sempre em mim!
Sobre e vive
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Renaissance por Jean Luc Ponty, Al Di Meola e Stanley Clarke.
Nota: ouvi pela primeira vez esta agradável melodia no Blips by Apdeites.
VOAR
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Por entre tantos infortúnios, da morte à falta de cuidados de saúde primários e à fome, passando por desrespeitos inimagináveis aos Direitos Humanos, desconhecendo o que é estar deprimido e sobre-endividado, existe algo intrínseco neste sofrido povo que não o deixa resignar às vicissitudes da vida e que lhe dá asas ao espírito. A Orquestra Sinfónica de Kinshasa é uma das provas disto mesmo.
Vídeo recebido por mail
Es tu pendo
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Holding on to you, no álbum Vibrator (1995), de, à época, Terence Trent D’Arby, reconhecido a partir de 2001 como Sananda Maitreya:
"The fear of not living right, or not living healthily, or not living according to the laws of God - still translates into the fear of living. To live too cautiously is to die slowly."


