Limpeza da Europol não passou em Portugal: pedófilos à margem do Tufão
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Destacou O Público:Rede europeia de pornografia infantil desmantelada e 115 pessoas detidas
Depois de dois anos de investigações, a Operação Tufão - que teve na mira predadores sexuais - saldou-se na detenção de 115 pessoas e na desarticulação de uma rede de pornografia infantil online que se estendia por 18 países europeus.Portugal não consta da lista.
[Restante da notícia AQUI]
Portugal é um "paraíso", até para os execráveis dos pedófilos.
Aniquilando a Humanidade
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Via O Estado de S. Paulo Digital:
Jogo à venda livremente simula violência contra menor
Jogador precisa fotografar vítimas nuas e chorando e obrigá-las a abortar para conseguir vencer
Renato Machado - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - A história começa quando um jogador encontra a mulher em uma estação de metrô e começa a molestá-la. Os estupros acontecem primeiro no trem e depois em um parque da cidade. Se o autor conseguir fotografar a vítima nua e chorando, ele consegue acesso às duas filhas e também as violenta e obriga todas a abortar. Não, não se trata de mais um caso de violência das ruas. Esse é o enredo e objetivo do jogo japonês de computador Rapelay, que está criando polêmica no mundo todo e é vendido livremente na internet e em algumas ruas de São Paulo.
[…]
O Rapelay foi produzido em 2006 pela empresa japonesa Ilusion e no fim do ano passado começou a chegar a outros países. Na maioria, ele foi banido, embora continue sendo oferecido em sites de compartilhamento de dados. O jogo chegou a ser vendido pelo site Amazon, mas depois foi retirado por causa da repercussão negativa.Além de ter como foco a violência sexual, o jogo também choca ao mostrar casos de pedofilia, pois uma das vítimas usa um uniforme de estudante colegial e a outra tem 10 anos de idade, segundo as resenhas publicadas sobre o jogo. O estupro contra a segunda é feito em um quarto com ursos de pelúcia. Após elas engravidarem, o criminoso tem de convencê-las a abortar, ou será jogado por elas nos trilhos do trem.
[…]
Impunidade
[…]
O caso está sendo investigado pelo Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos do MPF, mas alguns fatores impedem um maior combate ao jogo. De acordo com o procurador da República Sérgio Suiama, uma das dificuldades para abrir uma investigação criminal é que a legislação brasileira não tipifica o abuso sexual simulado de crianças, adolescente e adultos. "É um absurdo um jogo em que o objetivo seja um estupro, mas infelizmente não há preceitos legais para analisarmos o caso. Ele faz parte de uma grande discussão jurídica sobre até onde vai a liberdade de expressão e onde começa o crime", diz.O procurador acrescenta que o jogo é vendido somente de maneira ilegal - produtos piratas - e não em estabelecimentos formais. "Se há locais estabelecidos no Brasil vendendo, nós vamos agir contra eles. Mas quase tudo é fruto de pirataria ou está difuso na internet para ser baixado. Os serviços de compartilhamento de dados não estão hospedados no Brasil nem são geridos por brasileiros", diz Suiama.
Ainda há quem diga que não havia ditadura...
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Etiquetas: Direitos humanos, Família, Sem comentários, Via mailAssociação Portuguesa de Deficientes
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COMUNICADO
ORÇAMENTO DE ESTADO 2009
O Sr. Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais afirmou na imprensa, sobre o regime de transição dos benefícios fiscais, e passamos a citar: “Damos agora e tiramos mais tarde aos deficientes com mais rendimentos”. Nós perguntamos: dão o quê Sr. Secretário de Estado?
Ora veja, segundo dados dos últimos estudos realizados em Portugal, 21% das pessoas com deficiência não completou o 1.º ciclo do ensino básico, 5% prosseguiu os estudos além do ensino básico e 2% tem um diploma de ensino médio ou superior.
28% dos agregados familiares dispõe de 403 euros mensais, 49% recebe até 600 euros mensais. A taxa de desemprego das pessoas com deficiência é duas vezes e meia superior à dos restantes cidadãos.
A administração pública portuguesa emprega menos de 1% de pessoas com deficiência e destas, 80% já trabalhava na administração pública quando adquiriu uma deficiência.
Olhe à sua volta Sr. Secretário de Estado. Veja a total inacessibilidade das ruas, dos transportes. Veja equipamentos essenciais como escolas, centros de saúde, repartição de finanças, centros de emprego que são inacessíveis a pessoas com mobilidade reduzida. Tente conhecer a realidade dos apoios aos alunos com necessidades educativas especiais nas escolas. Sabe o Sr. que há pessoas com deficiência que não conseguem votar nas eleições? Atreva-se a saber, Sr. Secretário de Estado.
Perante esta crua realidade, o Sr. ainda tem o despudor de afirmar que está a dar alguma coisa aos trabalhadores com deficiência? Que fez este Governo para garantir o exercício dos direitos das pessoas com deficiência? Nada, mas não teve qualquer pejo em acabar com as poucas contrapartidas fiscais que a lei previa.
Continuam a manter a decisão de nivelar por baixo. De tornar mais pobres os menos pobres e menos pobres os mais pobres. Em suma, não retiraram quaisquer ensinamentos da crise mundial criada por um sistema desumano, que concentrou a riqueza em meia dúzia e deixou sem poder de compra a esmagadora maioria dos cidadãos.
A única medida específica, em termos fiscais, direccionada para as pessoas com deficiência que o Orçamento de Estado para 2009 contempla, é a redução da taxa do IVA para 5% nas prestações de serviços de manutenção ou reparação de próteses. Esqueceu-se o Governo de baixar o IVA na aquisição de ajudas técnicas, porque ainda há muitas sujeitas a 20% de IVA. Uma medida miserabilista face à dimensão dos problemas que afectam as pessoas com deficiência.
Quanto à sua afirmação de que este gesto “magnânimo” não tem qualquer carácter eleitoralista, as pessoas com deficiência pedem-lhe que tenha a cortesia de não insultar a sua inteligência.
Lisboa, 25 de Outubro de 2008
Português despedido por denunciar pedofilia protesta frente ao Parlamento suíço
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Tristemente, a Pedofilia é encoberta aos mais variados níveis em imensos países - veja-se este exemplo na Suíça e os acontecimentos em Portugal -, sendo de louvar e de apoiar quem corajosamente age contra esta ignomínia, em salvaguarda das crianças. Divulgue este caso, assine a Petição.Emigrante obrigado a sair da rádio onde trabalhava
Português despedido por denunciar pedofilia protesta frente ao Parlamento suíço
02.08.2008 - 14h52 Lusa
O português residente na Suíça demitido após denunciar um caso de pedofilia na rádio onde trabalhava vai processar a empresa por despedimento ilegal e iniciar um protesto diário frente ao Parlamento suíço a partir do final do mês.
Emigrante há 18 anos, Jorge Resende trabalhava como administrador de sistemas informáticos na Rádio Suisse Romande (RSR), uma das principais rádios helvéticas, quando em 2005 descobriu ficheiros de carácter pedófilo no sistema de um alto quadro da empresa, tendo sido demitido após denunciar o caso e ajudar a polícia nas investigações.
"No final de Agosto vou iniciar um protesto diário em frente ao Palácio Federal, o Parlamento suíço, para distribuir folhetos com informação sobre o meu caso e sensibilizar os políticos do país", afirmou Jorge Resende. Paralelamente, o emigrante vai intentar em tribunal uma acção contra a rádio por despedimento ilegal, tendo ainda o projecto de criar na Suíça uma fundação destinada a ajudar pessoas que são demitidas ou alvo de outro tipo de represálias por denunciarem crimes ou irregularidades no interior das empresas onde trabalham.
Numa luta que se prolonga há vários meses, estes não são os primeiros protestos levados a cabo por Jorge Resende. Durante um mês viveu dentro do carro, estacionado à porta da empresa, em Lausanne, e até fez uma greve de fome, iniciada em Junho e que se arrastou por 32 dias.
A greve foi interrompida no final do mês passado, quando um tribunal decretou que o emigrante português não podia aproximar-se da rádio nem circular num perímetro de 800 metros à sua volta. A ordem judicial foi solicitada pelo órgão de comunicação social, depois de Jorge Resende ter entrado nas instalações da rádio, apesar de ter sido proibido de o fazer, com o intuito de falar com o director.
Entretanto, um grupo de colaboradores da RSR lançou uma petição on-line ( http://www.petitionresende.ch/ ) pela reintegração do emigrante na empresa, tendo já reunido mais de duas mil assinaturas.
Caminhada contra a Fome
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Candido Portinari, Criança Morta (Criatura muerta), 1944Entre Lisboa, Porto, Coimbra e Hangra do Heroismo, juntaram-se 10 100 pessoas na caminhada contra a fome, contribuindo com 10€ cada. A verba recolhida em Portugal, permitirá alimentar mais de 3 000 crianças durante 1 ano.
Para saber mais sobre o evento, click AQUI.
Crianças: dialogar e informar é preciso
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Na Declaração dos Direitos da Criança, o Princípio 7.º diz-nos que “[…]Deve ser-lhe ministrada uma educação que promova a sua cultura e lhe permita, em condições de igualdade de oportunidades, desenvolver as suas aptidões mentais, o seu sentido de responsabilidade moral e social e tornar-se um membro útil à sociedade. O interesse superior da criança deve ser o princípio directivo de quem tem a responsabilidade da sua educação e orientação, responsabilidade essa que cabe, em primeiro lugar, aos seus pais. […]”, salientando claramente as práticas educativas que devem preparar a criança para o futuro.
Numa época em que a gravidez na adolescência dispara, em que o abuso sexual e a pedofilia estão na ordem do dia, considero importantíssima a educação sexual. Há um ano, precisamente no Dia Mundial da Criança, a RTP2 teve a feliz audácia de passar o filme pedagógico "Então é assim!” – uma co-produção dinamarquesa e canadiana, numa dobragem em português de Portugal – dirigido a crianças dos 7 aos 12 anos, que foca a sexualidade, a reprodução, o abuso sexual e também a afectividade, numa linguagem muito acessível às crianças.
Na altura estalou polémica, provavelmente hoje seria o mesmo, ficando provado que o problema não reside em falar de sexualidade às crianças, nem alertá-las para o abuso sexual. O problema reside sim nos adultos, quantas vezes "mal resolvidos", que preferem o prolongamento de metáforas enclausurando o diálogo, que pode conduzir tanto a falhas de comunicação como de desenvolvimento.
Se bem que o “Então é assim!” possa parecer exagerado e controverso, de certo que cabe aos adultos, contextualizar devidamente o seu visionamento pelas crianças. Assisti quando passou e já foi útil na minha família, pelo que o recomendo e aqui o reproduzo (via JPG, Apdeites):
Poema de uma criança
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Tenho 3 anos
Os meus olhos estão inchados,
Não consigo ver.
Eu devo ser estúpida,
Eu devo ser má,
O que mais poderia pôr
o meu pai em tal estado?
Eu gostaria de ser melhor,
Gostaria de ser menos feia.
Então, talvez a minha mãe
Me viesse sempre dar miminhos.
Eu não posso falar,
Eu não posso fazer asneiras,
Senão fico trancada todo o dia.
Quando eu acordo estou sozinha,
A casa está escura,
Os meus pais não estão em casa.
Quando a minha mãe chega,
Eu tento ser amável,
Senão eu talvez levaria
Uma chicotada à noite.
Não faças barulho!
Acabo de ouvir um carro,
O meu pai chega do bar do Carlos.
Ouço-o dizer palavrões.
Ele chama-me.
Eu aperto-me contra o muro.
Tento-me esconder
Dos seus olhos demoníacos.
Tenho tanto medo agora,
Começo a chorar.
Ele encontra-me a chorar,
Ele atira-me com palavras más,
Ele diz que a culpa é minha,
Que ele sofra no trabalho.
Ele esbofeteia-me e bate-me,
E berra comigo ainda mais,
Eu liberto-me finalmente
E corro até à porta.
Ele já a trancou.
Eu enrolo-me toda em bola,
Ele agarra em mim
E lança-me contra o muro.
Eu caio no chão
Com os meus ossos quase partidos,
E o meu dia continua
Com horríveis palavras...
"Eu lamento muito!", eu grito
Mas já é tarde de mais
O seu rosto
Tornou-se num ódio inimaginável.
O mal e as feridas mais e mais,
"Meu Deus por favor, tenha piedade!
Faz com que isto acabe por favor!"
E finalmente ele pára,
e vai para a porta,
Enquanto eu fico deitada,
Imóvel no chão.
O meu nome é "Sara"
Tenho 3 anos,
Esta noite o meu pai...
*matou-me*.
Desconheço o autor deste poema...
Sobre a terra, e sobre o mar...
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- O Parlamento Europeu diz que sim, talvez, mas... investiguem, investiguem, investiguem...
- Sócrates nega autorização, e segundo Ana Gomes, o Governo mandou "esquecer" Paulo Portas e Figueiredo Lopes;
- Carlos César admitiu nunca ter visto provas, mas não exclui que tenha acontecido;
- No entanto, no Parlamento Europeu, o relatório sobre os voos da CIA é aprovado pela maioria.
Tibete
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"Invadido pela República Popular da China em 1949, o Tibete tem vindo a sofrer a perda de vidas, liberdades e direitos humanos, num autêntico genocídio cultural e étnico.
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Pena suspensa a abusadores sexuais condenados: a violação dos direitos das crianças pelos Tribunais
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Estas decisões judiciais não respeitam a NECESSIDADE DE SEGURANÇA das crianças, nem as protegem contra o PERIGO DE REVITIMIZAÇÃO, pois o abusador permanece em liberdade, apesar de condenado, nem garantem a RECUPERAÇÃO PSICOLÓGICA da criança vítima de crimes, direito consagrado no art. 39.º da Convenção dos Direitos da Criança.
- Chamar a atenção da comunidade para a importância do bem jurídico violado;
Que Estado é este que respeita mais a liberdade dos abusadores condenados do que o direito da criança ao livre desenvolvimento, à segurança e à recuperação psicológica?
FONTE: Estatísticas da Justiça, Condenados em processos crime na fase de julgamento findos, segundo as penas ou medidas aplicadas, por tipos de crimes, Dados provisórios apurados a 06/06/2006.
Site: http://www.gplp.mj.pt/estjustica/pdfs/dado%2020004, pág. 10
Natal dos pequeninos
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Flavia, Vivendo em Coma...
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59 anos depois...
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10 de Dezembro
Vamos ajudar o Zimbabwe! Vá lá!! Não custa nada!!!
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Desde 1982 que lidera o país sozinho, após ruptura com a coligação de Unidade nacional de dois anos, pondo termo a uma ligação que imperava desde 1976 com a União do Povo Africano do Zimbabwe (Zapu) de Joshua Nkomo.
Este processo de desunião despoletou violentos confrontos entre as duas facções originando uma onda de repressão contra os membros da ZAPU. Passando a centralizar o poder e obtendo cada vez mais autoridade termina com o sistema parlamentar instaurando um sistema com um maior pendor presidencialista.
É eleito presidente em 1984, 1990, 1996 e 2002 em eleições consideradas, por muitos, ilegais e fora do controlo democrático habitual de um estado de direito. A derrota no referendo de 2000, que possibilitaria uma revisão constitucional, foi um dos únicos reveses do regime ditatorial de Robet Mugabe contudo isso não impediu o seu governo de concretizar em pleno os seus objectivos de Reforma Agrária por ele preconizados. Actualmente, estima-se que Zimbabwe seja o país com maior número de pessoas a viverem abaixo do limiar de pobreza.
Durante os seus mandatos, Mugabe, embora sendo um marxista que se afastou ligeiramente dos seus ideais com o fim da URSS, deu seguimento a um conjunto de politicas de carácter socializante , nacionalizando várias industrias ao mesmo tempo que expropriava várias terras dos seus proprietários originais ("brancos") e tem seguido os seus planos de aumento de impostos e de controlo de preços alastrando assim o controlo do estado sobre os diversos sectores da economia. Com o grave declínio da economia e o descontentamento da população severamente afectada pelo desemprego, fome e pela Sida, a oposição ao regime cresceu consideravelmente. Surgem, ainda hoje, vários casos de violência e de intimidação perpetuados contra os opositores políticos de Robert Mugabe. O seu governo é considerado um dos mais corruptos de todo o continente africano sendo suspeito de vários esquemas paralelos de venda de diamantes e outros minerais do país. Governando sob um regime de carácter autoritário e antidemocrático Robert Mugabe, um exacerbado nacionalista, é responsabilizado por aprovar polémicas restrições ao direito de voto e uma lei que permite o afastamento dos observadores independentes além de uma severa perseguição à imprensa interna. Da mesma forma vai limitando os direitos civis dos cidadãos do seu país.
Reconhecendo a crise global que grassa no seu país, onde a inflação atinge os 1800%, Mugabe coloca a culpa dos problemas nacionais no bloqueio económico, sobretudo aos ingleses, e a George Bush, tentando justificar a inflação de 1.730% ao ano (um dólar já vale 260 dólares zimbabuanos), 80% de desemprego e o pior: 34% da população entre 15 e 49 anos contaminada pelo HIV.
ZIMBABWE - Parte I
ZIMBABWE - Parte II
Sr. Mugabe, o sr. Presidente Cavaco Silva apadrinhou o banquete, que foi pago por todos os portugueses. Mas se calhar foi mal pensado... Devia ter depositado todo o dinheiro gasto no banquete e ter-lho entregue para minimizar os problemas do seu país!!!
Foi falta de lembrança.
O sr. primeiro-ministro, José Sócrates afirmou que a Cimeira excedeu as expectativas, apesar do boicote de Gordon Brown, ausente. Não o cumprimentou à chegada ao nosso solo, porque andava muito atarefado com os preparativos, mas depois todos foram recebidos à altura!! Queira perdoar-lhe a indelicadeza.
A Srª Merckel também foi injusta consigo. Desculpe-a!! Ela não sabe minimamente o que se passa no seu país.
Mas nós, os restantes portugueses, vamos todos ajudá-lo, esteja descansado!!! Quanto mais não seja com cartazes de boas-vindas cá na nossa terra!!!
Pós-texto 1:
Mugabe mandou construir um palácio sumptuoso e a sua actual mulher, Grace Marufu Mugabe, gasta milhões de dólares.
Assim vive o amigo de um povo africano que “está a sofrer com adversidades económicas e precisa da ajuda da comunidade internacional”, e que já anunciou a sua recandidatura nas eleições presidenciais de 2008.
Página pessoal de Robert Mugabe: http://mugabe.netfirms.com/
POST TEXTO 2:
A nossa petição continua disponível em :
Caso Esmeralda
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Uma extensa e profunda luta
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25 de Novembro
Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres
Em 1948 é adoptada e proclamada, pela Assembleia Geral das Nações Unidas na sua Resolução 217A (III), a Declaração Universal dos Direitos do Homem, mas apenas na década de 90 a Onu começa a dar relevância às preocupações sobre a violência contra as mulheres.
Portugal também despertou para esta realidade, criando-se a Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres. Em 1994 a Universidade Católica organiza um Seminário sobre Direitos Humanos, no qual Marta Santos Pais enfoca a violência contra as mulheres relembrando que "a violência contra a mulher é reconhecida como uma manifestação da desigualdade histórica da relação de poder entre sexos, da tradicional concepção de subordinação e de inferioridade da mulher face ao homem, em suma como uma forma de discriminação", realçou neste contexto, a motivação da acção das Nações Unidas na defesa dos direitos da mulher:
"— o VIII Congresso das Nações Unidas para a Prevenção do Crime e o Tratamento dos Delinquentes aprova, em Setembro de 1990, uma Resolução sobre a Violência Doméstica;
— em 1992, o Comité para a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres adopta uma Recomendação sobre Violência contra as Mulheres, no quadro da aplicação da Convenção de 1979 (Recomendação 19);
— em Junho de 1993, a Conferência Mundial de Direitos Humanos, segunda na história das Nações Unidas, sublinha a importância de estudar e eliminar as situações de violência contra as Mulheres, que qualifica de contrárias à dignidade e ao valor da pessoa humana (parágrafo 18);
— em Dezembro de 1993, a assembleia geral aprova, sob proposta inicial da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, uma Declaração sobre a Eliminação da Violência contra as Mulheres (Resolução 48/104);
— e no início deste mês a Comissão de Direitos Humanos, reunida em Genebra, decide estabelecer um Relator Especial sobre violência contra as Mulheres, incluindo as suas causas e consequências (Resolução 1994/45)".
A 15 de Setembro de 1995 foi adoptada, pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres, uma Declaração (de Pequim) de Acção para Igualdade, Desenvolvimento e Paz, sobre a violência contra as mulheres, da qual se destacam os seguintes compromissos:
Geral - Prevenir, investigar e castigar actos de violência contra as mulheres cometidos pelo Estado ou por particulares
Cultura, mudança de mentalidade - Adoptar medidas, especialmente no âmbito da educação, para modificar os modelos de conduta das mulheres e dos homens, eliminar o assédio sexual e outras práticas e preconceitos baseados na ideia de inferioridade ou superioridade de um dos sexos.
Recursos financeiros - Garantir recursos suficientes no orçamento do Estado e mobilizar recursos comunitários para actividades relacionadas com a eliminação da violência contra as mulheres.
Mudanças na legislação - Introduzir sanções penais, civis, trabalhistas e administrativas com a finalidade de castigar os agressores e reparar danos causados às mulheres e às meninas por qualquer tipo de violência, no lar, no local de trabalho, na comunidade ou sociedade e revisar, periodicamente, a legislação para assegurar sua eficácia, enfatizando a prevenção.
Mulheres em situação de vulnerabilidade - Adoptar medidas especiais para eliminar a violência contra as mulheres especialmente as jovens, as refugiadas, as portadoras de necessidades especiais e as trabalhadoras migrantes.
Coerção de mulheres e meninas - Abordar as origens do tráfico para fins de prostituição e outras formas de sexo comercializado, bem como os matrimónios e o trabalho forçado e castigar as(os) autoras(es) pela via penal e civil.
Posteriormente em 1999, a Organização Nações Unidas definiu oficialmente o dia 25 de Novembro como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, sendo no entanto, a data relembrada desde 1960, quando os órgãos de segurança ligados ao ditador Rafael Trujillo, da República Dominicana, assassinaram barbaramente três irmãs - Patrícia, Minerva e Maria Teresa Mirabal - conhecidas como "Las mariposas" pelo seu activismo na luta contra a ditadura.
A coragem das mulheres em rasgar o silêncio dos abusos sofridos e presenciados, alerta cada vez mais para a superabundância das agressões, que o Conselho da Europa define como "qualquer acto, omissão ou conduta que serve para infligir sofrimentos físicos, sexuais ou mentais, directa ou indirectamente, por meio de enganos, ameaças, coacção ou qualquer outro meio, a qualquer mulher, e tendo por objectivo e como efeito intimidá-la, puni-la ou humilhá-la, ou mantê-la nos papéis estereotipados ligados ao seu sexo, ou recusar-lhe a dignidade humana, a autonomia sexual, a integridade física, mental e moral, ou abalar a sua segurança pessoal, o seu amor próprio ou a sua personalidade, ou diminuir as suas capacidades físicas ou intelectuais".
Esta é uma luta todos nós, em que as estratégias de combate à violência doméstica devem ter uma implementação eficaz tendo presente que a violência contra as mulheres é uma violação dos direitos humanos. Citando Kofi Annan:
"A Violência contra as Mulheres é talvez a mais vergonhosa violação dos direitos humanos. Não conhece fronteiras geográficas, culturais ou de riqueza. Enquanto se mantiver, não poderemos afirmar que fizemos verdadeiros progressos em direcção à igualdade, ao desenvolvimento e à paz".
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Links Úteis:
Associação Portuguesa de Apoio à Vítima
Guia de Recursos na área da Violência Doméstica
Violência Doméstica – uma iniciativa da Fundação da Juventude
Associação de Mulheres Contra a Violência
Protecção das Vítimas de Crimes Violentos
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Pós-texto: este post foi actualizado às 19:35
Petição promovida pela Associação de Juízes pela Cidadania
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Fonte: Educação Infantil
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Recorde a Declaração dos Direitos da Criança, adoptada pela Assembleia das Nações Unidas
INSULTO ÀS VÍTIMAS
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Maria Clara Sottomayor
In Notícias Magazine
28 de Outubro de 2007
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Palavras-chave: Abuso sexual, Abuso sexual de crianças, Crime continuado, Direitos humanos, Lei, Novo Código Penal, Retrocesso, Tribunais






