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Guardo!
Postado por
Maria Sá Carneiro
em segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
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Presa nessa cadeira de rodas da vida aguardo com ansiedade a tua chegada. Recordo não sei se com dor, se com mágoa, se com saudade desses dias que já tive quase tudo. Tudo perguntas-me?
Sim tudo que é admirado e que leva a que os “outros” te respeitem e que te dediquem atenção.
Não sei se fui mais feliz nesses tempos de abundância de tudo ou de quase nada. Tive muita coisa mas agora olhando para trás, não vejo quase nada que realmente tenha semeado. Houve tempos idos que qualquer data que fosse digna de assinalar toda a gente ligava, ninguém queria ficar para último.
Agora o tempo corre lento e silencioso. Ainda te lembras quando eu era capaz de ajudar quem precisava? Ao menos nessas alturas essa ajuda alivia-me a dor, essa dor de criança de quem teve que regatear um carinho e um abraço.
O tempo encarregou-se de mutilar essa minha parte saudável e activa, aqui me plantou à beira do nada, apenas com uma esperança. Que chegues, me abraces, me atenues essa agonia de ainda ser gozada das minhas incapacidades.
Julgo que se esquecem da roleta viva que nunca pará e que lhes pode bater à porta, também nessas alturas em que cismo de mim, recordo-me sempre das tuas sábias palavras…
Se realmente gostassem de mim, gostariam independentemente da roupa que sou capaz de adquirir, da teimosia do meu corpo em não se mexer, e nesse abraço que ainda sou capaz de dar.
Sabes? Guardo esse abraço só para ti!
Maria
Até lá...
Postado por
Curiosa Qb
em sábado, 31 de julho de 2010
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António Feio, 1954-2010
VOAR
Postado por
Curiosa Qb
em terça-feira, 3 de março de 2009
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República Democrática do Congo. Um país assolado por uma guerra, funesta como todas são, mas considerada como a mais mortífera desde a 2ª Guerra Mundial, onde a missão de paz da ONU tem um contingente de 17.000 soldados que não evita as 45.000 mortes mensais.
Por entre tantos infortúnios, da morte à falta de cuidados de saúde primários e à fome, passando por desrespeitos inimagináveis aos Direitos Humanos, desconhecendo o que é estar deprimido e sobre-endividado, existe algo intrínseco neste sofrido povo que não o deixa resignar às vicissitudes da vida e que lhe dá asas ao espírito. A Orquestra Sinfónica de Kinshasa é uma das provas disto mesmo.
Por entre tantos infortúnios, da morte à falta de cuidados de saúde primários e à fome, passando por desrespeitos inimagináveis aos Direitos Humanos, desconhecendo o que é estar deprimido e sobre-endividado, existe algo intrínseco neste sofrido povo que não o deixa resignar às vicissitudes da vida e que lhe dá asas ao espírito. A Orquestra Sinfónica de Kinshasa é uma das provas disto mesmo.
Vídeo recebido por mail
Uma relíquia...
Postado por
Anónimo
em quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
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Anos 60... Recordam-se?
O que quero partilhar com vocês, não é só para quem tem 40-60 anos, ou para quem anda lá perto... é para todos!
Vale sempre a pena ver, ouvir e recordar os Beatles ["Get Back"].
Reza a lenda que a letra desta música, que manda alguém voltar para o lugar de onde veio, foi escrita pelo Paul McCartney em 'homenagem' à Yoko Ono, companheira de John Lennon.
O vídeo, achado nos escombros da antiga gravadora dos Beatles (Abbey Road Studios), mostra a sessão de gravação dessa música em estúdio, já no crepúsculo do grupo.
As trocas de olhares entre as personagens são muito interessantes.
Mais histórico, vêem-se dois artistas individuais na gravação hoje consagrados.
O grande pianista Billy Preston (que, posteriormente, faria uma carreira solo brilhante); e assistindo à gravação, o líder de um grupo que já começava a fazer sucesso, um tal Mick Jagger...
Divirtam-se...
Adão Barata
Postado por
Curiosa Qb
em terça-feira, 2 de setembro de 2008
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Recebi hoje a triste notícia do falecimento, a 30 de Agosto, de Adão Barata que padecia de doença prolongada. À sua família, os meus sentidos pêsames.Lamento profundamente a sua partida. Se há pessoas que me marcaram positivamente e que considero meus mestres, Adão Barata é sem dúvida uma delas.
Cruzámo-nos profissionalmente há uns bons anos e não por muito tempo. Com rumos diferentes, foram poucas as vezes que nos voltamos a ver, mas a cada encontro dava-me sempre o seu largo sorriso e a tradicional pancadinha no ombro acompanhada com “então miúda, que tens feito?”.
Nunca me fez propaganda partidária, acima da sua ideologia política estava a sua postura humana que preferia unir esforços assentes no respeito pela individualidade, sempre com o seu trato afável mas sabendo impor-se quando necessário. São inúmeras as situações em que o vi agir com rectidão, honestidade, coragem e disponibilidade, sobressaindo o Homem de bem que era.
Mergulhada em saudade, recordo-o e presto-lhe esta singela homenagem.
Benazir Bhutto
Postado por
Clara Sousa
em segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
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Mesmo no final do ano de 2007, um acontecimento trágico marcou a história: o assassinato de BENAZIR BHUTTO, ex. Primeira Ministra do Paquistão, que fez da sua vida uma luta pela Democracia e pelo Povo. É em homenagem à sua coragem e determinação, que escrevo esta mensagem, para que ela e outras mulheres excepcionais, que sempre existiram ao longo da história, sejam os nossos modelos.
Na Antiguidade, na Idade Média, no Renascimento e na Idade Moderna, sempre houve mulheres artistas, escritoras e filósofas que criaram, em termos científicos e literários, ideias ainda, hoje, inovadoras, e que lutaram, mesmo à custa da sua vida, pela igualdade de direitos entre homens e mulheres. Vejam-se, para citar, apenas, alguns exemplos, o caso de Débora, juíza do Antigo Testamento, Públia Hortênsia de Castro, filósofa portuguesa, Joana d'Arc, heroína francesa e santa católica, Christine de Pizan, escritora medieval, criadora da ideia moderna de que a diferença entre os géneros é uma construção cultural, Mary Wollstonecraft, autora da obra “Vindication of the Rights of Woman” (1792), em que criticou a moral dupla da sociedade, em relação ao comportamento sexual do homem e da mulher, crítica ainda hoje, tão pertinente, e todas as sufragistas, que lutaram pelo direito de voto.
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É graças a elas que temos, hoje, a igualdade legal, na família e na sociedade, o direito de voto, o acesso à educação, a punição da violação dentro do casamento e da violência doméstica. Mas ainda há muito por fazer, porque não chega que as mudanças sejam legais, é necessário transformar a sociedade e a cultura. Este trabalho é o da nossa geração.
É graças a elas que temos, hoje, a igualdade legal, na família e na sociedade, o direito de voto, o acesso à educação, a punição da violação dentro do casamento e da violência doméstica. Mas ainda há muito por fazer, porque não chega que as mudanças sejam legais, é necessário transformar a sociedade e a cultura. Este trabalho é o da nossa geração.
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O facto de Benazir Buttho ter surgido, numa sociedade islâmica, em que as mulheres estão sujeitas a um sistema político e religioso de subordinação, demonstra que esta subordinação é apenas, uma construção legislativa, moral e religiosa das sociedades patriarcais, de domínio masculino, que nós podemos transformar e ultrapassar. Também nós, na Europa, vivemos num patriarcado implícito, que não vigora nas leis, mas que está vivo, nas práticas sociais e nos costumes. Pensemos nas crianças e nas mulheres vítimas de violência doméstica e de crimes sexuais, perpetrados maioritariamente por indivíduos do sexo masculino, para percebermos que muitas mulheres ocidentais vivem uma guerra todos os dias e algumas são assassinadas, na sua luta pela igualdade: são mortas, em Portugal, pelos maridos ou companheiros, 60 mulheres por ano, vítimas de violência doméstica.
O facto de Benazir Buttho ter surgido, numa sociedade islâmica, em que as mulheres estão sujeitas a um sistema político e religioso de subordinação, demonstra que esta subordinação é apenas, uma construção legislativa, moral e religiosa das sociedades patriarcais, de domínio masculino, que nós podemos transformar e ultrapassar. Também nós, na Europa, vivemos num patriarcado implícito, que não vigora nas leis, mas que está vivo, nas práticas sociais e nos costumes. Pensemos nas crianças e nas mulheres vítimas de violência doméstica e de crimes sexuais, perpetrados maioritariamente por indivíduos do sexo masculino, para percebermos que muitas mulheres ocidentais vivem uma guerra todos os dias e algumas são assassinadas, na sua luta pela igualdade: são mortas, em Portugal, pelos maridos ou companheiros, 60 mulheres por ano, vítimas de violência doméstica.
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Um BOM ANO significa um Ano, em que a luta pelos DIREITOS das MULHERES e das CRIANÇAS avance, no mundo! Um Ano em que haja mais JUSTIÇA e mais AMOR!
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Um BOM ANO significa um Ano, em que a luta pelos DIREITOS das MULHERES e das CRIANÇAS avance, no mundo! Um Ano em que haja mais JUSTIÇA e mais AMOR!
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Palavras-chave: Benazir Bhutto, Coragem, Democracia, Igualdade, Mulheres excepcionais, Sufragistas
Ciao Maestro
Postado por
Curiosa Qb
em sábado, 8 de setembro de 2007
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imagem retirada daqui1935 - 2007
Luciano Pavarotti, aparte de ser um excelente tenor, elevou o canto lírico a um novo patamar.
Sob a fúria dos críticos, retirou a coroa aos elitistas, ao pedir nas suas actuações, que o público cantasse consigo.
Despertou o interesse por este género musical em milhares de pessoas, ao convidar enumeras estrelas do Pop e do Rock para cantar consigo em prol de causas humanitárias (Pavarotti & Friends), conferindo um toque de sonoridade arrepiante a canções por si belas, como é exemplo Miss Sarajevo com os U2.
Sob a fúria dos críticos, retirou a coroa aos elitistas, ao pedir nas suas actuações, que o público cantasse consigo.
Despertou o interesse por este género musical em milhares de pessoas, ao convidar enumeras estrelas do Pop e do Rock para cantar consigo em prol de causas humanitárias (Pavarotti & Friends), conferindo um toque de sonoridade arrepiante a canções por si belas, como é exemplo Miss Sarajevo com os U2.
Estreou-se como Rodolfo em La Bohème de Giacomo Puccini, e a sua interpretação de Nessun Dorma - Turandot (do mesmo autor) é inegualável, tornando-se esta ária a sua marca.
Grazie per tutti Luciano!...


