Comissão Parlamentar ...
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Ricardo Rodrigues (Coordenador) – PS
José Pedro Aguiar Branco – PSD
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* GRUPO DE TRABALHO DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL
Ricardo Rodrigues (Coordenador) – PS
Nuno Teixeira de Melo – CDS-PP
Francisco Madeira Lopes – PEV
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Algum destes ilustres deputados, me pode explicar (e já agora ao resto dos portugueses também) o trabalho que fizeram?
Novo Código Penal
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As crianças desaparecidas, não podem ser esquecidas
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Consultando o site da Policia Judiciária (PJ), pode-se aceder a fotos e a informações complementares que auxiliem na descoberta de crianças e adultos dados como desaparecidos.
Constato que apesar de existirem no mercado uma panóplia de programas informáticos, as fotos expostas não sofreram qualquer tratamento que lhes desse melhor qualidade. Sem falar noutros programas que podem predizer o envelhecimento, tornando-as mais actuais, o que facilitaria a identificação dos desaparecidos.
Considero que tem bons profissionais, mas será que a PJ (e restantes forças policiais) não merece um investimento, quer em termos de informática quer em termos de técnicos para o efeito?
Em tudo o que é Comunicação Social, não se fala noutro assunto que os McCann. O desaparecimento de Madeleine deve ter toda a atenção, mas perante tal aparato de conferências de impressa, intervenções de Ministros e Embaixadores, recepções do Papa, etc, pergunto:
Não estou a minorar de forma alguma a situação de Maddie, mas, tal como ela, há também mais 8 crianças desaparecidas em Portugal por encontrar.
A dor e o sofrimento de quem procura um filho é inexplicável. O pavor de uma criança afastada à força do seu ambiente, torna obscuro o seu futuro.
As palavras de ordem são: não perder a esperança, idealizando que todas as crianças sejam encontradas e retornem aos seus lares.
- Coloque no seu blogue ou site (pessoal ou outro) um dos vários cartões (como o que vê no topo da barra lateral deste blogue – DESAPARECEU) criados pelo Projecto Esperança;
"ESTÃO DESAPARECIDAS
CONTRIBUA PARA QUE NÃO SEJAM ESQUECIDAS"
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Jorge Manuel Duarte Lopes Sepúlveda
Natural de: Massarelos - Porto
Desapareceu a 15/08/1991
Sinais particulares: Um sinal castanho junto ao umbigo.
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Cláudia Alexandra Silva e Sousa ("Carricinha")
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Data de nascimento: 01/03/1982
Natural de: Câmara de Lobos
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Data de nascimento: 28/01/1987
Desapareceu a 04/03/1998 de Paredes
Sinais particulares: Orelhas salientes e abertas.
Rui Manuel Correia Pereira
Data de nascimento: 25/09/1985
Natural de: Vila Nova de Famalicão
Desapareceu a 02/03/1999
Sinais particulares: Uma pequena cicatriz junto do olho esquerdo, outra entre o lábio superior e a narina direita e um grande sinal de nascença nas costas.
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Data de nascimento: 08-02-2002
Nacionalidade: Guineense
Data de nascimento: 05/06/1998
Desapareceu a Maio de 2005
Informações complementares: Foi considerada como desaparecida em Maio de 2005. Foi “adoptada” por um casal com a concordância da mãe. Viajou para Portugal em Maio de 2004 com o casal. Porém, cerca de um ano depois, em Maio de 2005, a mãe adoptiva passou a informação que a menor tinha por si sido entregue a uma outra pessoa, ainda em 2004, e que a menina tinha falecido depois algures na zona de Badajoz/Espanha, em acidente de viação.
Ana Patrícia da Conceição Santos 
Data de nascimento: 25/03/1990
Desapareceu a 15/06/2005
Residência: Sarilhos Grandes, Montijo
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Desapareceu a 03/05/2007, pelas 22H40, do Ocean Club, Praia da Luz, Lagos, local onde passava férias com os pais. O desaparecimento ocorreu numa altura em que a criança estava sozinha no apartamento.
AO REENCAMINHAR, JÁ ESTÁ A AJUDAR.
Ciao Maestro
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imagem retirada daquiSob a fúria dos críticos, retirou a coroa aos elitistas, ao pedir nas suas actuações, que o público cantasse consigo.
Despertou o interesse por este género musical em milhares de pessoas, ao convidar enumeras estrelas do Pop e do Rock para cantar consigo em prol de causas humanitárias (Pavarotti & Friends), conferindo um toque de sonoridade arrepiante a canções por si belas, como é exemplo Miss Sarajevo com os U2.
Estreou-se como Rodolfo em La Bohème de Giacomo Puccini, e a sua interpretação de Nessun Dorma - Turandot (do mesmo autor) é inegualável, tornando-se esta ária a sua marca.
Grazie per tutti Luciano!...
Consciência feminista
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Dão-nos um lírio e um canivete
e uma alma para ir à escola
mais um letreiro que promete
raízes, hastes e corola
Dão-nos um mapa imaginário
que tem a forma de uma cidade
mais um relógio e um calendário
onde não vem a nossa idade
Dão-nos a honra de manequim
para dar corda à nossa ausência
Dão-nos um prémio de ser assim
sem pecado e sem inocência
Dão-nos um barco e um chapéu
para tirarmos o retrato
Dão-nos bilhetes para o céu
levado à cena num teatro
Penteiam-nos os crâneos ermos
com as cabeleiras das avós
para jamais nos parecermos
connosco quando estamos sós
Dão-nos um bolo que é a história
da nossa historia sem enredo
e não nos soa na memória
outra palavra que o medo
Temos fantasmas tão educados
que adormecemos no seu ombro
somos vazios despovoados
de personagens de assombro
Dão-nos a capa do evangelho
e um pacote de tabaco
dão-nos um pente e um espelho
pra pentearmos um macaco
Dão-nos um cravo preso à cabeça
e uma cabeça presa à cintura
para que o corpo não pareça
a forma da alma que o procura
Dão-nos um esquife feito de ferro
com embutidos de diamante
para organizar já o enterro
do nosso corpo mais adiante
Dão-nos um nome e um jornal
um avião e um violino
mas não nos dão o animal
que espeta os cornos no destino
Dão-nos marujos de papelão
com carimbo no passaporte
por isso a nossa dimensão
não é a vida, nem é a morte
Natália Correia, in "O Nosso Amargo Cancioneiro"
Carta a meus filhos
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«Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso.
[Jorge de Sena]
Diante da Lei
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Vem um homem do campo e pede para entrar na Lei. Mas o guarda diz-lhe que, por enquanto, não pode autorizar-lhe a entrada. O homem considera e pergunta depois se poderá entrar mais tarde.
— "É possível…" – diz o guarda. — "Mas não agora!"
O guarda afasta-se então da porta da Lei, aberta como sempre, e o homem curva-se para olhar lá dentro.
Ao ver tal, o guarda ri-se e diz:
— "Se tanto te atrai, experimenta entrar, apesar da minha proibição. Contudo, repara sou forte. E ainda assim sou o último dos guardas. De sala para sala estão guardas cada vez mais fortes, de tal modo que não posso sequer suportar o olhar do terceiro depois de mim".
O homem do campo não esperava tantas dificuldades.
“A Lei havia de ser acessível a toda a gente e sempre”, pensa ele.
Mas, ao olhar o guarda envolvido no seu casaco forrado de peles, o nariz agudo, a barba “à tártaro”, longa, delgada e negra, prefere esperar até que lhe seja concedida licença para entrar.
O guarda dá-lhe uma banqueta e manda-o sentar ao pé da porta, um pouco desviado.
Ali fica, dias e anos. Faz diversas diligências para entrar e com as suas súplicas acaba por cansar o guarda. Este faz-lhe, de vez em quando, pequenos interrogatórios, perguntando-lhe pela pátria e por muitas outras coisas, mas são perguntas lançadas com indiferença, à semelhança dos grandes senhores… no fim, acaba sempre por dizer que não pode ainda deixá-lo entrar.
O homem, que se provera bem para a viagem, emprega todos os meios custosos para subornar o guarda. Esse aceita tudo mas diz sempre:
— "Aceito apenas para que te convenças que nada omitiste…"
Durante anos seguidos, quase ininterruptamente, o homem observa o guarda. Esquece os outros e aquele afigura-se-lhe ser o único obstáculo à entrada na Lei.
Nos primeiros anos diz mal da sua sorte, alto e bom som, e depois, ao envelhecer, limita se a resmungar entre dentes. Torna-se infantil e como, ao fim de tanto examinar o guarda durante anos lhe conhece até as pulgas das peles que ele veste, pede também às pulgas que o ajudem a demover o guarda. Por fim, enfraquece-lhe a vista e acaba por não saber se está escuro em seu redor ou se os olhos o enganam. Mas ainda se apercebe, no meio da escuridão, de um clarão que eternamente cintila por sobre a porta da Lei. Agora a morte está próxima. Antes de morrer, acumulam-se na sua cabeça as experiências de tantos anos, que vão todas culminar numa pergunta que ainda não fez ao guarda. Faz lhe um pequeno sinal, pois não pode mover o seu corpo já arrefecido. O guarda da porta tem de se inclinar até muito baixo porque a diferença de alturas acentuou-se ainda mais em detrimento do homem do campo.
— "Que queres tu saber ainda?", pergunta o guarda. — "És insaciável!".
— "Se todos aspiram a Lei" - disse o homem. — "Como é que, durante todos estes anos, mais ninguém, senão eu, pediu para entrar?!
O guarda da porta, apercebendo se de que o homem estava no fim, grita-lhe ao ouvido quase inerte:
— "Aqui ninguém mais, senão tu, podia entrar, porque só para ti era feita esta porta. Agora vou me embora e fecho-a".
assistindo impávida e serena ao escarcéu sem manifestar o mínimo interesse em indagar da legalidade do grupo em questão. Esta força de segurança só actuou após se ter verificado a destruição do cultivo.
Não se trata aqui de discutir as questões legais que envolvem a autorização oficial para tal cultura.
O que deve ficar registado é que, independentemente de este tipo de cultura estar ou não legalizado, e quais os riscos que envolvem este tipo de cultivo em Portugal, actos destes são dignos de uma população do terceiro mundo, e não num país que se pretende afirmar como democrático.
Veremos agora como vai actuar a justiça perante tudo isto, já que foi instaurado um processo-crime contra o “Verde Eufémia” e os populares que se aliaram a esta acção absolutamente condenável.
Será a justa aplicação da lei célere ou o “homem do campo” terá de esperar até morrer? Ou será que existem também meandros obscuros nesta história?







