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Fonte: Educação Infantil
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Recorde a Declaração dos Direitos da Criança, adoptada pela Assembleia das Nações Unidas
Never Ending Story
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O julgamento do Processo Casa Pia e a actuação do Estado Português sobre as crianças da mesma Instituição, prosseguem... prosseguem... prosseguem... e continuam a prosseguir... tal qual uma Never Ending Story que salvaguarda a Corja de abusadores sexuais e continua a negligenciar as vítimas.
NOTA: Bagão Félix
A verticalidade de Pedro Namora II
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Se não conseguir visualizar o vídeo, clique "PEDRO NAMORA SOBRE CASA PIA"
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Palavras-chave: Casa Pia, Coragem, Denúncia de crimes sexuais, Pedofilia, Pedro Namora
A verticalidade de Pedro Namora
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Rosto de denúncia dos abusos sexuais na instituição em 2002, Pedro Namora tem novos dados que o levam a acreditar que a pedofilia não acabou. “Há uma rede que opera na Casa Pia”, disse ontem ao CM. Pedro Namora explicou que “são duas a três pessoas da provedoria que operam em colaboração com funcionários de colégios no sentido de aliciarem crianças com idades entre os 12 e 14 anos”.
A denúncia do ex-casapiano surge depois de a ex-provedora Catalina Pestana ter enviado um relatório para o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, no qual, segundo apurou o CM, revelava a alegada existência de uma nova casa, na região de Lisboa, onde adultos se encontram com crianças para práticas sexuais, entre os quais um arguido que está a ser julgado no mega processo de pedofilia.
Pedro Namora acredita que há uma relação entre o ex-aluno que angaria crianças para essa casa e os novos dados que obteve sobre funcionários da Casa Pia, que diz serem “os mesmos que roubaram fotografias e documentos à ex-provedora”.
Perante a gravidade da situação, Pedro Namora critica o Governo e a Procuradoria-Geral da República por ter sido desmantelada a equipa de investigação que conduziu o mega processo e levou ao julgamento de sete pessoas, incluindo Carlos Silvino (‘Bibi’), Carlos Cruz, o embaixador Jorge Ritto e o médico Ferreira Diniz.
Na sequência da denuncia de Catalina Pestana, o Presidente da República, Cavaco Silva, exigiu uma investigação “até ao fim”, enquanto a actual dirigente da instituição, Joaquina Madeira, disse desconhecer a existência de pedofilia na Casa Pia.
Com base na experiência que levou à mega-investigação, Namora lamenta que o procurador não tenha já nomeado uma equipa especial. Em comunicado, a Procuradoria revelou “que não foi nomeada nenhuma equipa por tal não se justificar”. A informação é de sexta-feira, o dia em que Pinto Monteiro recebeu a dirigente da Casa Pia, Joaquina Madeira. A Procuradoria reitera que o inquérito foi entregue “à secção do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa”, de crimes sexuais, coordenada pelo procurador João Guerra, que liderou o primeiro processo da Casa Pia.”
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=263459&idCanal=10
João Saramago
In Correio da Manhã
28-10-2007
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Temos todas e todos muito a agradecer ao Pedro Namora e à Dra Catalina Pestana pela coragem e pela fidelidade a um ideal. A maior parte da população está do lado deles e sente o que eles sentem. Só os cobardes se encostam a quem tem poder e fecham os olhos ao sofrimento das crianças e à injustiça.
INSULTO ÀS VÍTIMAS
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Maria Clara Sottomayor
In Notícias Magazine
28 de Outubro de 2007
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Palavras-chave: Abuso sexual, Abuso sexual de crianças, Crime continuado, Direitos humanos, Lei, Novo Código Penal, Retrocesso, Tribunais
Estarão os portugueses adormecidos?
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9 de Outubro de 2007 - chegada do primeiro-ministro José Sócrates à Covilhã, sob protestos de mais de uma centena de pessoas ( na véspera dois agentes da polícia visitaram a delegação da Covilhã do Sindicato de Professores da Região Centro pedido informações sobre se havia algum protesto em preparação).
18 de Outubro de 2007 - 200.000 portugueses (trabalhadores e desempregados) rumaram Parque das Nações em Lisboa, para protestar contra a flexisegurança, o aumento da precariedade no trabalho e a redução dos salários. Foi considerada a maior manifestação dos últimos anos.
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Pós-Texto: Post alterado em 28/10/2007 com texto introdutório aos vídeos.
A troco de goluseimas e artigos de mercearia...
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*Tribunal julga pai por forçar filhas à prostituição*«Duas jovens de Celorico de Basto acusam o pai de abuso sexual e de terem sido por ele obrigadas a prostituir-se a troco de guloseimas e artigos de mercearia. A história de Cátia e Natália, passada em Queiriz, na freguesia de Agilde, leva o povo a querer a prisão de António Pinto, acusado de ter sujeitado as filhas a uma orgia com sete homens e obrigado a abortar. Hoje, no Tribunal de Celorico de Basto, serão proferidas as alegações finais deste caso que senta no banco dos réus o pai e a mãe, acusada de cumplicidade.As vítimas - Natália, de 22 anos e Cátia, de 17 - depõem contra o pai no processo. Abandonaram a casa onde foram abusadas entre 1999 e 2004. Quanto aos pais, aguardam o resultado do julgamento em liberdade com termo de identidade e residência. A primeira denúncia, feita há sete anos, partiu do dono do café vizinho, "O Chaves". José Jorge alertou a GNR, depôs na Polícia Judiciária de Braga e na Segurança Social, "quer pessoalmente, quer por escrito". Também a população de Queiriz protestou e um abaixo-assinado foi posto a circular na aldeia a repudiar a "casa de prostituição".Nas contas de José Jorge, terão vindo "trezentos clientes, talvez mais", vindos de um "raio de 40 quilómetros", de Braga ao Porto. "Vinham várias vezes por semana, em bons carros, e faziam fila às duas da manhã, era uma loucura", conta ao DN. "Ao sair da casa, gabavam-se, no café, dos abusos e poucas-vergonhas. Até as miúdas já tinham dinheiro para comprar gelados e comiam doces deles", recorda o dono do café.O comerciante quer, todavia, deixar claro que nunca foi à casa ou viu lá "pagar por sexo; mas ouviu chapas a mexer, gritos, vozes.O pai [António Pinto] dizia-me que 'comia' as filhas as vezes que queria, sobretudo a mais velha, porque tinha sido ele que as fez e eram boas". José Jorge afirma, ainda, ter visto uma das jovens envolvida com um homem num carro, no monte adjacente. Chamou logo a GNR, que "não tinha jipe para a ocorrência, porque havia festa em Gandarela".As investigações nada concluíram na altura e os populares falam em negligência do Estado, pois "as miúdas eram adolescentes e evitava-se estragar-lhes a vida". "Isto fica longe de tudo e ninguém liga a nada", reforça Jorge Leite, morador em Queiriz. Há três anos, o Ministério Público acusou António Pinto de lenocínio - ficou oito meses em prisão preventiva em Vila Real, pelo "perigo de continuação de actividade
perigosa" - e de tráfico de armas, graças às três pistolas achadas sob o colchão da cama do casal."Vai matar-se se for preso."António Pinto "está doente e com tonturas", na sequência de um acidente de viação ocorrido há alguns meses, explica a esposa. Rosa Cardeal nega que o marido tenha abusado das filhas e as tenha obrigado à prostituição ou a "desmanchos" (abortos). "É mentira. Ele prefere morrer do que tocar-lhes e quer matar-se se voltar para a cadeia, já o tentou fazer com garrafão de lixívia quando esteve preso na cadeia de Real", assume Rosa, à porta de sua casa, onde a degradação salta à vista. Até 2004, altura em que as filhas mais velhas saíram de casa, viviam ali oito pessoas, mantendo-se graças a apoios da Segurança Social.Com cinco filhos, três netos e casada há 24 anos, Rosa Cardeal "nada" tem a apontar ao marido. "Este caso é vingança da Natália, dormia cá com um homem que a engravidou, quis sair de casa apesar de ninguém a querer expulsar e abortou em Paços de Ferreira, onde está casada com outro e tem um filho", revela.Rosa Cardeal acredita que a única altura em que as filhas poderão ter-se envolvido com homens dentro de casa era ao fim-de-semana, em que ela trabalhava como vendedora ambulante: "Nunca vi nada, esta é uma casa digna", insiste, antes de sublinhar: "As miúdas estão na idade, podem ter namorados, e se por acaso não forem sérias, a culpa não é do pai."Cátia foi "violada" por um idoso já falecido, conta Rosa, que não fez queixa "porque foi coisa pouca e ele era boa pessoa, dava dinheiro e mercearia". Cátia, de 17 anos, está numa valência da Segurança Social de Braga, com o filho de 2 anos, cujo pai é Flávio Silva. Este seu namorado, de 26 anos, vive na casa de António Pinto. "No tribunal depus pelos pais dela, que me prometeram no fim disto poder casar pelo civil", declarou Flávio ao DN.As análises realizadas no Hospital de Guimarães, em 2004, no âmbito do processo judicial, confirmaram que as duas filhas mais novas - agora com 19 anos (e 11 anos à época dos factos) e nove anos - eram virgens, ao contrário de Natália e Cátia, que depuseram contra os pais.»


