Revista de Imprensa
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Natal dos pequeninos
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BOAS FESTAS
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Nunca deixem de acreditar nos vossos sonhos, mesmo que pareçam impossíveis de realizar..
Por uma sociedade em que vença a solidariedade e o amor,
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Feliz Natal e um óptimo Ano Novo!
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Clara Sousa
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Sonhei a Paz.
Era um sonho branco como a Paz
Era um sonho d'ouro como a luz.
Era um sonho imenso
Qu'envolvia todos os espaços.
Era um sonho vivo
Feito de mãos dadas e de abraços.
E li no meu sonho
A palavra Esperança
Ouvi no meu sonho
Risos de Criança.
E era a Verdade
A única lei da nossa voz.
E era a Amizade
A regra de vida entre nós.
E os que acreditaram
Quando eram meninos
No poder das fadas
Traçando os destinos,
Sabem que este sonho
Não está nas varinhas de condão
Sabem que este sonho
Começa no nosso coração.
BOAS FESTAS Será que eles sabem que é Natal?
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É Natal, não é preciso ter medo.
No Natal, enchemo-nos de luz e banimos as sombras.
E no nosso Mundo de abundância, podemos espalhar um sorriso de alegria.
Abrace o mundo no Natal!
Mas diga uma oração, ore pelos outros.
O Natal é um momento difícil, mas enquanto você se diverte:
Há um mundo do lado de fora da sua janela,
É um Mundo de horrores e medo,
Onde a única água que flui, é a amarga dor das lágrimas.
E os sinos de Natal que lá tocam, ressoam as badaladas da desgraça.
Dê graças a Deus, que hoje são eles ao invés de si.
Neste Natal, não haverá neve em África,
Este ano, o maior presente que terão é a vida.
Onde nada jamais cresce,
Nem há chuva nem os rios correm,
Será que eles sabem que é Natal?
A si: brinde a todos;
A eles: sob (domínio) o sol que queima,
Será que eles sabem que é Natal?
Alimente o mundo…
Deixe-os saber que é Natal…
"Noite Branca"
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Se não conseguir visualizar o vídeo, click OPERAÇÃO "NOITE BRANCA"
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Ortorexia
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O objectivo dos ortorécticos é ingerirem alimentos que contribuam para o bom funcionamento do organismo e libertem o corpo e a mente de impurezas, para alcançarem um corpo saudável. Evitam tudo o que consideram patogénico e defendem que tudo tem de ser asséptico e estéril, porque pensam que a higiene e a pureza originam saúde. É um quadro, ou uma condição, que não se encontra definida academicamente, nem no DSM-IV ou mesmo no CID-10.
A evolução:
Segundo Steven Bratman, a doença começa, inocentemente, com o desejo de curar as doenças crónicas e de melhorar o estado de saúde. Requer, para tal, uma considerável autodisciplina e auto-controle, para adoptar uma “dieta” pretensamente saudável, que difere radicalmente dos hábitos alimentares adquiridos na infância e que nada têm a ver com o estilo de vida da sociedade ocidental e da cultura que os rodeia.
A ideologia seguida pelos ortorécticos leva a que, na procura de um corpo saudável, se elimine tudo o que é nefasto ou artificial, o que passa a ser uma preocupação central no seu dia-a-dia. Chegam a consumir diariamente apenas seis ou sete qualidades de alimentos, por repudiarem todos os produtos que acham menos puros, que impedem o alcance de um corpo saudável. Na procura da pureza alimentar, os indivíduos podem tornar-se muito restritivos em relação aos alimentos que escolhem para consumir. Por exemplo, evitam os alimentos que contêm sal, os que contêm açúcar, bem como aqueles que contenham corantes, conservantes, etc...
Desta forma, os indivíduos acabam por adoptar comportamentos nutricionais cada vez mais restritivos que podem levar à carência de determinados nutrientes, colocando a saúde destes indivíduos em risco. Com uma pequena variedade de alimentos, os ortorécticos acabam por ter dificuldade em satisfazerem as suas necessidades nutricionais. Embora o comportamento adoptado vise a obtenção de plena saúde, este pode acabar por levá-los ao oposto – a doença.
Com o tempo, a maior parte do dia dos ortorécticos é dedicado a planear, comprar, preparar e confeccionar os alimentos que vão consumir.
Dedicam, também, muito tempo ao acto de comer. É a chamada “espiritualidade da cozinha”.
A vida dos ortorécticos passa a ser dominada por esforços para resistir às tentações e quando um deslize é cometido, que pode passar pela ingestão de um biscoito ou uma fatia de pizza, eles têm que executar actos de penitência. Actos esses que envolvem dietas ainda mais rigorosas e jejuns.
A idealização de um estado de saúde perfeito faz com que se tornem obsessivos.
Esta característica da Ortorexia apresenta semelhanças com dois bem conhecidos distúrbios alimentares: a Anorexia Nervosa e a Bulimia Nervosa.
Não foi ao acaso que a palavra foi escolhida pelo autor.
Enquanto os anorécticos e os bulímicos têm uma obsessão pela quantidade de alimentos que ingerem, o ortoréctico torna-se obcecado pela qualidade dos alimentos que ingere. Não está em causa, a quantidade dos alimentos ingeridos, mas a sua qualidade. Em vez de se regerem pelo número de calorias, organizam as suas refeições, em função da pureza dos alimentos consumidos.
Uma outra consequência é o afastamento da sociedade, porque se sentem na obrigação de esclarecer, elucidar e convencer familiares e amigos do mal que causam os produtos processados e dos perigos dos pesticidas e fertilizantes artificiais. Isto gera conflitos e dificuldades de relacionamento, arriscando-se o ortoréctico a ficar “sozinho na sua luta”.
Sentem o seu comportamento como algo bom e virtuoso, se algo é difícil de concretizar, então é porque é virtuoso. Quanto mais extremistas forem em relação à sua alimentação, então mais virtuosos se sentem.
Todos nós sabemos que ter uma alimentação saudável é fundamental para possuirmos um óptimo estado nutricional e consequentemente ter saúde. Somos hoje bombardeados com mensagens para optar pelos produtos da agricultura biológica, evitar produtos processados… Mas, até que ponto ser demasiado saudável, é aconselhável para nós?? Será que este distúrbio existe de facto?
Vários nutricionistas dizem desconhecer o termo e que sem investigação científica não se pode provar que a ortorexia é, sem sombra de dúvida, um distúrbio alimentar obsessivo ou compulsivo, nem sequer incluí-lo na mesma classe da anorexia e da bulimia.
O próprio autor do conceito, Steven Bratman, refere não ter realizado estudos sobre a Ortorexia Nervosa, porque o seu interesse não é criar um novo diagnóstico, mas pôr as pessoas a pensar no tipo de alimentação que fazem. Segundo o autor, a Ortorexia Nervosa pode até não ser tão séria como outros distúrbios, mas acha que este assunto deveria ser discutido na comunidade científica. Contudo, vários especialistas no assunto condenam Bratman por estar a lançar falsos alarmes e que não deveria aconselhar o público no livro que escreveu.
Assim, e resumindo, apesar de se tratar de um conceito, ainda desconhecido ou aceite por grande da comunidade científica ou médica (ainda para mais partiu de uma experiência pessoal do autor da obra, e como tal sem fundamento), os Nutricionistas, bem como outros profissionais de saúde, devem estar atentos a mais este comportamento alimentar, particularmente, na falta de ainda mais orientações científicas, à identificação de carências nutricionais específicas e à sua correcção, através da orientação destes “pacientes” para escolhas alimentares saudáveis, aos olhos das Ciências da Nutrição e não só aos olhos dos ortorécticos.
Venha ou não a definir-se e aceitar-se este comportamento como um distúrbio e a integrar-se ou não no DSM-IV ou outro manual, o facto é que obsessões para com alimentos, que tenham como resultado final dietas/comportamentos alimentares, nutricionalmente desequilibrados, merecem toda a atenção e o aconselhamento alimentar adequados.
Tratando-se de um direito de cada um de nós - a busca de uma alimentação que não induza ao aparecimento de doenças - será justo alargar este conceito a todos aqueles que procuram somente uma vida saudável e livre de perigos?
Não estará a elevada taxa de doenças do foro digestivo relacionada com as mixórdias que nos colocam, diariamente, na frente, como que indicando-nos a toca do lobo, para a qual contribui a industria alimentar?
Será obsessivo preocuparmo-nos com a nossa alimentação, quando morrem diariamente pessoas vitimas de doenças cardio-vasculares ou acidentes vasculares cerebrais (AVC)?
Eu creio que não... e generalizar ou englobar esta nossa preocupação no quadro de uma obsessão é o mesmo que nos levarem mais cedo para o fundo do túnel - a doença ou a morte anunciada!!
A este propósito encontra-se a decorrer um Fórum, onde pode ser discutido o assunto, para além de mais informações.
Flavia, Vivendo em Coma...
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