Who knows?
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Only time...
Enya
Infâncias Traídas
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Num, o julgamento de um dos abusadores, que não compareceu, com paradeiro desconhecido, cuja pena lhe foi reduzida vá-se lá entender porquê.
No outro caso, a criança foi abusada num parque infantil por um pedófilo, já anteriormente condenado por abuso sexual de menores, que foi colocado ali como forma de reinserção na sociedade.
ARRE...
A reinserção social de pedófilos é feita colocando-os num parque infantil?
Mas que raio de bestas tomam decisões destas?
Petição em defesa das crianças outra vez na comunicação social
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"Petição que pede clarificação da lei para as crianças conta já com 12 mil assinaturas
Perto de doze mil pessoas já assinaram uma petição em defesa das crianças vítimas de crimes sexuais promovida por um grupo de cidadãos que defende, por exemplo, que seja proibida a repetição de exames, interrogatórios e perícias psicológicas
Na petição é ainda exigido o direito da criança à audição por videoconferência sem «cara a cara» com o arguido assim como o direito a se fazer acompanhar por pessoa da sua confiança sempre que tiver que prestar declarações. Catalina Pestana, ex provedora da Casa Pia, é uma das subscritoras do documento assim como professores universitários como Ana Nunes de Almeida, do Instituto Ciências Sociais da Universidade Lisboa, António Pedro Dores do Instituto Superior Técnico e o psiquiatra Jaime Milheiro, do Porto. Maria Clara Sottomayor, docente universitária especialista em direito da família e uma das promotoras da iniciativa explicou à agência lusa que a petição apela ao «estabelecimento de medidas sociais, administrativas, legais e judiciais que realizem o dever de protecção do Estado em relação às crianças confiadas às instituições».Por outro lado, a petição apela também que seja assegurado o respeito pelas necessidades especiais das crianças vítimas de crimes sexuais. «Somos um grupo de cidadãs e cidadãos, apartidário e não confessional, que se sente afectado pela gravidade e frequência dos crimes de abuso sexual de crianças, pelo sofrimento silenciado das vítimas, pela fraca capacidade de resposta do sistema social e judicial de protecção e pela impunidade de que gozam os autores destes crime», acrescentou Maria Clara Sottomayor, docente da Faculdade de Direito da Universidade Católica do Porto. Clara Sottomayor entende que «a luta contra este fenómeno exige colaboração de todas as entidades competentes, órgãos de soberania e de toda a sociedade». Os promotores da iniciativa aguardam ainda a resposta a uma carta, enviada no início de Janeiro ao presidente da República, dando conta da iniciativa, do tema da petição e solicitando uma audiência. Na petição os subscritores pedem ao Presidente da República que num discurso solene, dirigido às crianças, assuma, para com elas, estes compromissos, prestando uma manifestação de solidariedade para com o sofrimento das vítimas. Os signatários da petição afirmam que estão unidos por «um sentimento de profunda e radical indignação contra a pedofilia e abuso sexual de crianças», de acordo com a noção do artigo 1 da Convenção dos Direitos da Criança, que define a criança como todo o ser humano até aos 18 anos de idade.Por outro lado, os signatários consideram que não há Estado de Direito sem protecção eficaz dos cidadãos mais fracos e indefesos, nomeadamente, das crianças especialmente vulneráveis, a viver em instituições ou em famílias maltratantes. «Somos um conjunto de cidadãos e de cidadãs, conscientes de que o abuso sexual de crianças não afecta apenas as vítimas mas toda a sociedade», e de que «a neutralidade ajuda o opressor, nunca a vítima», explicam no documento."
Lusa/SOL
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=82791
Olissipo: a odisseia continua
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Álvaro de Campos
Ouvi nas notícias o "problema" que é o Cemitério de Carnide, tantas vezes apregoado como o maior vá se lá saber de quê. A noticia focou que o solo ao invés de auxiliar à decomposição dos corpos conserva-os, também referiu que se tratou de um projecto de Krus Abecassis.
Ficou por focar o facto de Krus Abecassis enquanto presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) ter tido vários projectos em estudo e análise, entre os quais o Cemitério-Jardim de Carnide, mas que muitos desses mesmos projectos foram conduzidos por outros que o sucederam no cargo, como é o caso deste.
O nível freático e o género de solo argiloso - laboraram antigamente na zona diversas fábricas de tijolos - de Carnide, sempre foram inconvenientes à construção do Cemitério nesse local. Pensaram que o problema seria resolvido através da instalação dum sistema de drenagem - inferior ao ângulo de inumação - e também pela rectificação das particularidades do solo, conseguida através da remoção do existente e da colocação de outro no local. Abecassis cogitou na década de 80 e a obra iniciou-se com Jorge Sampaio nos idos 90, sendo o Cemitério inaugurado no início de 1996 já com João Soares ao leme da capital.
Francisco Sá Carneiro... Saudade...
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“ – Maria, lembro-me como se fosse hoje, sofri tanto, nesse dia eu...”
“ – Maria, lembro-me da cara dos meus Pais, sofreram tanto, aquelas imagens queimadas… Que horror, Maria!”
Gente.
Ouvi isso milhões de vezes!!...
Apenas gostaria de prestar uma homenagem ao meu Tio Chico. A esse Homem maravilhoso, que tanto nos amou, que tanto nos deu em crianças. O seu sorriso mágico, o seu olhar! Que olhar!! Entrava dentro de mim...
Nunca ninguém me olhou assim, daquele jeito só dele. Lembro-me de ir para o liceu, no eléctrico, a treinar o olhar. Era a única pessoa que eu não conseguia manter o olhar.
Então treinava no eléctrico - fixava uma pessoa até ela desviar os olhos. Mas não se animem... nunca o consegui com o meu Tio!
A melhor recordação que tenho da minha infância é das férias na quinta em Barcelos. O Tio arranjava para nós n actividades: as idas ao rio, os passeios de barco, a pesca que nunca dava nada, os jogos de futebol, as medalhas que o Tio comprava no Porto, para ser tudo mais real!
Éramos sete: os Primos, eu e a minha Irmã. A paciência que a Tia tinha! Éramos muitos. Tudo organizado - cada um tinha um número, uma cor, uma toalha de banho, uma argola do guardanapo com a sua cor - eu era o sete! A caçoula.
Ainda me vêm as lágrimas aos olhos, de pensar como fui feliz, com eles.
Tinha seis anos a primeira vez que fiz a minha mala branca, com uma pega dourada. Cheguei à sala, a arrastar a minha maleta, e participei que queria ir viver com os Tios. Senti-me uma princesa que ia viver para o reino da felicidade... fiquei de castigo!!!
Nos Natais, o Tio era o motor do riso (os presentes dele eram os maiores!); nas Páscoas, os ovos escondidos pela quinta.... Nos Verões, todos sentados na borda da piscina - à espera do minuto certo, duas horas depois da refeição - para poder entrar na água. Que pachorra tinham!
Depois veio a politica... Os comícios, os “banhos de multidão”, as bandeiras, colar cartazes, vender propaganda no colégio.
O Tio foi-se afastando... Aparecendo menos... A separação... A Snu.
Ia conhece-la naquele dia 4, que alegria teria tido o Tio.
Uma tempestade, um mundo virado ao contrário... Noticias nos jornais, confusões, ninguém se entendia, nos entendia ou explicava nada! Um abismo... lá se foi Deus, a família, o colégio, passamos a viver na confusão, na contra-informação....
Mas o Tio aparecia, com o seu sorriso, tentava explicar o inexplicável, mas tentava.
E eu lá ia às escondidas dos Pais, fazer o norte.
Nunca tinha aulas quando o Tio vinha ao Porto. Dava-me a mão na rua, mão entrelaçada na mão, ensinou-me a amar, a acreditar.
Não sei, nem consigo, contar mais... SEI que, naquele dia, parte de mim sufocou, perdeu-se, morreu...
46 Anos tinha o meu Tio...... 5 filhos...... Muito para dar a este País....... E a nós, Família!
Pergunto-me sempre o que fez este País para descobrir a Verdade???



ASAE 0 - Espanha 1
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Vídeo via BAFORADAS, o Blog do Sítio do Fumador
"O maior embuste no ensino desde a 1ª. República"
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As novas medidas do Ministério, tendo como corolário este novo e maquiavélico processo de "avaliação do desempenho" dos professores, que mais não é do que uma forma encapotada de perseguição à classe docente, farão com que muitos professores, sentindo em perigo a sua carreira profissional, se vejam obrigados, repito, a dar positivas a quem as não merece. Isto, para além de escandaloso, é ridículo e imoral. Outro tanto se passa com as chamadas "NOVAS OPORTUNIDADES" — outra panaceia. Com este rótulo pomposo, pretende-se certificar "competências", sem ter em conta os conteúdos. Aos “alunos” bastará demonstrarem “competências”, mesmo que não dominem nenhum conhecimento escolar em concreto. Ao que nós chegámos! Desta maneira, passaremos de um país com elevado nível de iliteracia a um país de superdotados. E com esta visão messiânica, temos um processo que mais não é do que uma panóplia salvadora para as nossas estatísticas. Mais uma vez as estatísticas! Será que O PAÍS NÃO VÊ QUE O REI VAI NU? O nosso governo está a promover a incompetência ao estatuto de missão patriótica! E a forçar a classe docente a participar nesta mentira, sob pena de ver comprometidos alguns dos seus objectivos, os tais que passam a contribuir para a dita “progressão na carreira”! Dá vontade de dizer: “Tirem-me deste filme!”, à semelhança do que dirão muitos dos nossos jovens, a propósito do novo contexto tão sabiamente criado: “Eh pá, tás a ver a cena? Bué da louca! Fixe, meu, agora é que está a dar! Tu até nem precisas de ir às aulas. Os mangas dos setôres têm que nos dar positiva, para não terem problemas. Baril!”
Estas medidas do nosso Ministério parecem ter saído de um concurso de anedotas!
Mas, se o lúdico acaba forçosamente, mais cedo ou mais tarde, por desembocar no risível, já o mesmo se não pode dizer das ameaças veladas, encapotadas, disfarçadas deste novo iluminismo político, cavalgando um espírito de cruzada de falsos cavaleiros da Távola Redonda, que brandem cem cessar a espada “Excalibur” sobre as cabeças pensantes dos professores que ousem tornar-se rebeldes, isto é, “discordantes”. Processos inovadores? Nem por isso. Isto, afinal, não passa de um “déjà vu”. A perseguição, a admoestação, a criação de um clima de insegurança e medo já eram utilizados pelos esbirros do anterior regime. Mas esses ao menos não se diziam de esquerda!!!
José Colaço – Prof. Efectivo na Escola Secundária de Cascais
23/02/2008"


