Estado do Sócrates/Fumador
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Num tempo em que alguns abdicam de princípios para se associarem àqueles que, sistematicamente, nos enxovalharam com a sua arrogância e com medidas atentatórias da nossa dignidade profissional, eis que nos chega, do Agrupamento Vertical de Escolas de Azeitão, um magnífico exemplo de verticalidade, coerência de princípios e coragem. Esta colega é devedora da nossa admiração e solidariedade.
Um exemplo a seguir por aqueles que não se revêem na postura desta equipa ministerial e na substância gravosa do seu chorrilho legislativo.
Pedido de demissão entregue ao Presidente da Assembleia do Agrupamento Vertical de Escolas de Azeitão:
"Vai para três anos que, culminando um processo democrático amplamente participado, tomou posse este Conselho Executivo. Assumimos, então, o compromisso de 'cumprir com lealdade' as funções que nos eram confiadas, funções que decorriam de um quadro legislativo bem diverso do actual.
Neste exercício, democratizámos as relações inter-pares, gerámos expectativas e esperanças, fomentámos a iniciativa e a criatividade, quisemos aprofundar a relação pedagógica, libertando os professores de tarefas menores, para benefício dos alunos. Respeitando as pessoas e dignificando a Escola.
Porém, as regras mudaram a meio do jogo. É agora bem diferente o enquadramento legal que regula a nossa acção.
Uma incontinência legislativa inexplicável minou e desvirtuou os compromissos que assumíramos: não nos propusemos asfixiar os professores em tarefas burocráticas sem sentido, alheias ao objecto da sua missão; não nos propusemos fragilizar o estatuto dos profissionais da educação; não nos propusemos submergir os docentes em relatórios, planos, projectos, registos, sem que daí resultassem vantagens ou benefícios para os alunos; nem nos propusemos liquidar o espaço de participação democrática na escola.
Com a actual publicação do Dec. Lei nº 75/2008 suprime-se tudo o que de dinâmico, criativo e participado existia na gestão das escolas.
A opção por um órgão unipessoal - o director, a sua selecção num colégio eleitoral restrito, as nomeações dos responsáveis pelos cargos de gestão intermédia pelo director, são medidas que não têm em conta os princípios de uma gestão assente na separação de poderes entre os vários órgãos. Este diploma potencia riscos de autocracia e não reconhece o primado da pedagogia e do científico face ao administrativo.
Encerra uma lógica economicista e empresarial adversa à verdadeira missão da escola. Não valoriza nem reconhece a diversidade de opiniões e a consequente construção de consensos como motores privilegiados da mudança e da promoção de uma escola de qualidade. Não permite que a instituição escolar se constitua como um espaço privilegiado de experiências de cidadania.
Em suma, passados 34 anos sobre o 25 de Abril, o modelo democrático de gestão chegou ao fim.
E aos órgãos democraticamente eleitos, convertidos em comissão liquidatária, é 'encomendada' a tarefa de, negando a sua própria natureza, abrirem caminho a um ciclo de autoridade não sufragada, de centralismo, e até de governamentalização da vida das escolas.
Por considerar que o novo modelo de gestão atenta contra valores e princípios que sempre defendi, e por não querer associar-me à sua implementação, eu, Maria Leonor Caldeira Duarte, apresento o pedido de demissão do cargo de Vice-presidente do Conselho Executivo do Agrupamento Vertical de Escolas de Azeitão.
Com os melhores cumprimentos,
Maria Leonor Duarte
Azeitão, 28 de Abril de 2008”
Lei do tabaco não se aplica a todos os cidadãos: “situações de excepção”
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«Assunto foi comentado durante o voo por empresários que viajavam no mesmo aparelho
Sócrates e Pinho violaram proibição de fumar a bordo do voo de Lisboa para Caracas
13.05.2008 - 13h33 Luciano Alvarez, em Caracas
O primeiro-ministro, José Sócrates, o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, e vários membros do gabinete do chefe do Governo violaram a proibição de fumar no voo fretado da TAP que ligou Portugal e Venezuela e que chegou às cinco horas da manhã de ontem a Caracas (hora de Lisboa, 23h30 na capital venezuelana). O assunto foi muito comentado durante o voo por membros da comitiva empresarial que acompanha Sócrates e causou incómodo a algum pessoal de bordo.
O supervisor do voo, a segunda autoridade a bordo logo após o comandante, disse não ter dúvidas de que era proibido fumar a bordo e, embaraçado, falou em “situações de excepção”. Um assessor do primeiro-ministro disse que “é costume” e que as pessoas [que iam a bordo] “não se importaram”.
O Airbus A 330 da TAP saiu de Lisboa às 21h00 de segunda-feira. O filme de segurança foi claro a explicar que aquele era um voo de não-fumadores, as luzes de proibição de fumar mantiveram-se acesas durante todo o percurso de oito horas e no folheto de segurança era também claro e explicado em letras garrafais a proibição.
Pelas 23h00, servida a refeição, alguns membros do gabinete do primeiro-ministro, que seguiam na traseira do avião, onde estavam também os jornalistas, começaram a dirigir-se para a frente da aeronave com maços de tabaco na mão. Falavam entre si no facto de “já se poder fumar”.
O local escolhido era a zona de serviço de pessoal de bordo, na parte da frente do avião que dividia a classe executiva, onde seguia o primeiro-ministro, os ministros e os secretários de Estado, da classe económica. Uma cortina junto à porta de emergência escondia os fumadores dos restantes passageiros. No local o cheiro a fumo era intenso. Um membro do pessoal de bordo aconselhava os fumadores a levarem copos com água para apagar os cigarros.
Atrás das cortinas
Embora escondidos atrás da cortina, os empresários que seguiam mais à frente podiam ver tudo. Pelas 23h30 foi a vez do próprio primeiro-ministro se esconder atrás da cortina e acender um cigarro. Voltaria lá mais uma vez, como o PÚBLICO pode ver, cerca de meia hora mais tarde. Entre alguns dos empresários ouvia-se em surdina frases de espanto e de crítica. “O primeiro-ministro que restringiu e bem o fumo em Portugal devia dar o exemplo. Isto é uma pouca-vergonha”, disse ao PÚBLICO, ao abrigo do anonimato, um dos empresários que se mostrava mais agastado com a situação, explicando que estava ali “para tentar fazer negócios e não arranjar problemas”.
Com o avançar da noite as coisas acalmaram junto à “zona de fumo”. Pelas duas da madrugada o primeiro-ministro, membros do seu "staff" e alguns empresários reuniram-se em conversa junto à “zona” fumo, apesar de nesse momento e durante cerca de uma hora estarem acesas as luzes de obrigatoriedade de os passageiros se encontrarem sentados e com os cinto de segurança apertados. Nessa altura, alguns já nem se escondiam atrás da cortina para fumar. Pelas 3h05 o próprio primeiro-ministro, que nesse momento falava com alguns gestores da industria farmacêutica, acendeu um cigarro à frente de todos, desta vez também sem se esconder atrás da cortina.
João Raio, supervisor do voo TAP, contactado pelo PÚBLICO ainda durante o voo, começou por dizer que aquele era “um voo fretado” e que “às vezes” aquelas situações aconteciam. Questionado pelo PÚBLICO se era ou não proibido disse não ter dúvidas, que era. “Às vezes há estas situações de excepção”. Contou então como as coisas aconteceram. “Algumas horas depois de o voo ter partido o ministro Manuel Pinho foi fumar. Ninguém me tinha perguntado se, se podia ou não fumar. Fui falar com o comandante que não gostou da situação, mas que disse para arranjar uma zona para fumar, se não ainda acabariam a fumar no 'cockpit'”.
Repetiu depois que nem ele não o comandante tinham dúvidas de que era proibido e revelou saber que já em outras ocasiões o primeiro-ministro tinha fumado em voos TAP: “Acho que até já li nos jornais.” Alguns jornalistas que habitualmente acompanham as viagens do primeiro-ministro confirmaram ao PÚBLICO que já não é a primeira vez que José Sócrates fuma nos voos.
Já em Caracas, o PÚBLICO confrontou Luís Bernardo, assessor do primeiro-ministro que acompanhou a viagem, sobre o facto e sobre as críticas que alguns empresários fizeram. “Já é costume. Já aconteceu em outras viagens. Ouvimos as pessoas que não se importaram”, afirmou. O PÚBLICO não viu, nem ouviu em nenhuma ocasião durante as oito horas de voo algum membro do gabinete do primeiro-ministro questionar fosse quem fosse sobre a possibilidade de se fumar a bordo, num voo onde foi sempre claro que tal era proibido.
O PÚBLICO viaja num avião fretado pelo gabinete do primeiro-ministro.»
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Flexibilização e mobilidade a la Simplex
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Maria de Lurdes Teixeira Gonçalves, tendo lá os seus motivos, pediu para para ser dispensada do cargo de secretária do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, ao seu superior, esse mesmo, o Secretário. Ele, João Titterington Gomes Cravinho, não recusou tal pedido e exonerou-a.
Alta corrupção sem castigo
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Saliento os “números da corrupção”, divulgados no artigo de Diana Ramos e Miguel A. Ganhão no CM, relativos aos (apenas) 449 casos denunciados nesse período:
- 2 terços das denúncias são de corrupção, 26% de peculato e 5% de participação económica em negócio (alta corrupção);
- 55,5% dos casos foram arquivados, 7,3% foram julgados e 6,5% acusados (será condenados???);
- 32% dos denunciantes identificaram-se, enquanto 26% preferiram o anonimato;
- 67% dos denunciantes agiram no cumprimento do seu dever profissional e 1% moveu-se pela vingança;
- 50% das denúncias recaem em câmaras municipais e juntas de freguesia, 29,8%, referem-se à Construção Civil e 19,4 % incidem em serviços funerários;
Estes "números", apesar de interessantes, não são mais que um appetizer, face ao título da notícia do CM, que fica por explicar - a passo que dá relevo a um caso que ainda transita em julgado (António Morais e outros), não elucida sobre casos que (e como) ficaram impunes. No que se refere aos media e corrupção, Luís de Sousa e João Triães, em Corrupção e Ética em Democracia: O Caso de Portugal, rematam certeiramente:
"os portugueses apoiam-se fortemente nos media para a construção dos seus julgamentos sobre o fenómeno da corrupção. A morosidade e dificuldade da justiça em mostrar resultados e a opacidade dos próprios actos corruptos, acabam por conferir uma importância acrescida ao papel dos media nesta matéria, não só pelos escândalos que pontualmente revelam, mas também pela manutenção do tema na agenda pública. [...] O que é certo é que a centralidade conferida aos media deveria ser acompanhada por um aumento na qualidade do seu trabalho nesta matéria, nomeadamente através da aposta de um jornalismo de investigação em detrimento do recurso continuado a cabeçalhos sensacionalistas."
Sobre o combate à corrupção, não é de esquecer que Portugal já teve uma Alta Autoridade Contra a Corrupção, finda em 1992 (Lei 26/1992, que teve aprovação do CDS-PP, PS, PSD e PSN, em Comissão de especialidade) era então Primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva, mas «o facto de esta estrutura ter “começado a investigar a esfera política” aliada à “eterna questão” da falta de meios “teve um peso determinante no seu fim”», refere, e bem, Luís de Sousa (coordenador do estudo Corrupção Participada em Portugal, entre 2002 e 2003), que defende «a criação de uma agência anti-corrupção independente com poderes de investigação e competências em matéria de prevenção e educação».
Não conheço o estudo em causa sem ser pelos media, mas aparte do conteúdo pertinente que expõe, creio que a falta de punição, principalmente da alta corrupção, premeia pela extinção dos organismos que funcionam, mas que quando se aproximam do cerne do problema, são dissolvidos. Depois a legislação, é elaborada à força das conveniências.
Rafaela - a força de acreditar
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Tenho 4 aninhos e preciso de ti para me ajudares a transformar a minha história de esperança numa simples história de encantar.* Fazendo um donativo, numa das 2 contas à disposição;
..........-» Caixa Geral de Depósitos
NIB: 003507350005352890063
IBAN: PT50003507350005352890063
BIC: CGDIPTPL
..........-» RAFAELA FILIPA CORDEIRO AGUIAR (conta CUBA)
NIB: 0038 0074 01400311771 20
IBAN: PT50 0038 0074 01400311771 20
BIC: BNIFPTPL
* Comprando um dos objectos feitos pela mãe da Rafaela, Tânia Cordeiro, que estarão à venda no Shopping 8ª Avenida, em São João da Madeira, nos próximos dias 9 e 10 de Maio;
* Divulgando o mais possível.
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Tânia Cordeiro, encontra-se ao dispor para qualquer esclarecimento:
Telemóvel - 912 433 738Mail - taniaraq@gmail.com.
Em defesa da língua portuguesa
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Ex.mo Senhor Presidente da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Primeiro-Ministro de Portugal
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Os signatários,
Ana Isabel Buescu
António Emiliano
António Lobo Xavier
Eduardo
Lourenço
Helena Buescu
Jorge Morais Barbosa
José Pacheco Pereira
José da Silva Peneda
Laura Bulger
Luís Fagundes Duarte
Maria
Alzira Seixo
Mário Cláudio
Miguel Veiga
Paulo Teixeira Pinto
Raul Miguel Rosado Fernandes
Vasco Graça Moura
Vítor Manuel Aguiar e
Silva
Vitorino Barbosa de Magalhães Godinho
Zita Seabra
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Caso pretenda adicionar a sua assinatura a este Manifesto, CLICK AQUI
Dia da Mãe
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Infelizmente já não tenho Mãe desde os 28 anos.
Mas tenho duas filhas lindas, e transcrevo para aqui, partilho o texto que a minha filha mais velha me enviou.
A Chi ofereceu-me um lindo ramo de flores, e o seu sorriso encantador.
Obrigado Filhas!
Mãe... é um nome que estamos tão habituados a pronunciar, um dos primeiros que começamos a ouvir e talvez um dos primeiros que começamos a conseguir palrear.É engraçado que no inicio da nossa vida a nossa Mãe é o nosso mundo e, devagarinho vamo-nos tornando independentes e vamos explorando o que temos em redor conquistando cada dia mais um pedaço da nossa independêndia e alargando os nossos horizontes para além do nosso amor e da nossa relação com a nossa Mãe deixando gradualmente de pronunciar o nome Mãe tantas vezes... mais tarde, quando a nossa Mãe envelhece e necessita dos nossos cuidados voltamos a criar uma relação de maior dependência, satisfazendo as suas necessidades e cuidado dela com o maior amor e carinho e voltando a pronunciar o seu nome mais e mais vezes numa tentativa e na ânsia de lhe pedir que não parta... que fique connosco...
A separação dos meus pais foi um processo complicado, como é para qualquer criança, mas as crianças facilmente se adaptam às situações e superam as dificuldades.Na altura não compreendi os motivos da minha Mãe.Hoje compreendo, aceito e respeito.Não posso deixar de referir a força que a minha Mãe teve neste processo todo, saiu de casa comigo e com a minha irma que so tinha 2 anos. Não tinhamos dinheiro, fomos viver para um apartamento alugado, a minha Mãe fartava-se de trabalhar e foram tempos muito complicados... Mas, tambem foram tempos que serviram para nos unirmos muitos, para criarmos a cumplicidade que hoje temos as três!Ainda me lembro de acordarmos mais cedo, fazermos e embrulharmos sandes que deixavamos na bomba de gasolina que vendiamos para la... e depois iamos para a escola....Estas dificuldades juntaram-nos, fizeram-nos crescer e fizeram de nos as três a familia que somos hoje..
A verdade é que neste momento olho para a Minha Mãe e vejo uma pessoa maravilhosa, vejo uma pessoa com muitas qualidades do meu Avô, nomeadamente a honestidade, frontalidade, hombridade, humildade, força interior, altruísmo, bondade... Vejo outras qualidade como a capacidade de amar os outros....Eu sei que sou suspeita, mas eu não vejo outras pessoas assim como a minha Mãe... Não vejo mesmo.... Acredito que não há...Claro que se a minha Mãe melhorasse a teimosia era bom! lol!Se a minha Mãe trabalhasse menos e se dedicasse mais a ela.... se a minha Mãe voltasse a ler o que escreveu o blog dela em "Cobardia de viver" eu ficava muito feliz....






