Boicote
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Casa Pia: julgamento interrompido para ver a bola
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“Carlos Cruz entregou, esta quarta-feira, no julgamento do processo Casa Pia vários documentos e até uma bola de futebol para provar que não participou em abusos sexuais de menores legadamente ocorridos em Elvas a 20 de Março de 1999.
Face aos novos documentos entregues pelo arguido, e após a análise sumária da bola ter suscitado dúvidas a José Maria Martins, advogado do principal arguido, Carlos Silvino (Bibi), a juíza presidente Ana Peres decidiu suspender a sessão e retomar a audição de Carlos Cruz dia 17 de Junho, dando às partes um prazo de dez dias para se pronunciarem sobre os documentos e outros requerimentos feitos na audiência. [...]"
“[…] O advogado de Carlos Silvino, José Maria Martins, pediu, em sequência, uma perícia à bola. Isto porque a bola contém uma inscrição, que José Maria Martins diz não ser a data de 20 de Março de 1999. Aos jornalistas, à saída do tribunal, Carlos Cruz esclareceu que a inscrição na bola não é uma data mas sim "USA 99", reportando-se à equipa de futebol feminino dos Estados Unidos que assinou a bola dada à sua filha Marta.
O apresentador de televisão disse não ter "nenhuma fotografia desse jogo", ao qual terá acompanhado a filha, e desconhecer também se existe algum registo de imagem seu no mesmo evento.
Lamentando mais este atraso no processo, Carlos Cruz salientou, porém, que considera que "não houve intenção de atrasar o julgamento", já que "é perfeitamente legítimo que, perante novos documentos, não se prescinda do tempo legal para os avaliar".
A próxima sessão de depoimentos de Carlos Cruz decorrerá no dia 17 de Junho. O apresentador de televisão adiantou aos jornalistas que não apresentará mais documentos.”

Não ocorre a alguma daquelas alminhas, que a análise da dita inscrição não adianta seja para o que for, já que a bola não prova rigorosamente nada?
Mas está tudo parvo? Esquecem-se das vítimas que esperam há anos por justiça?
Já agora, se pretendem que o julgamento seja (ainda) mais prolongado, arrolem como testemunhas toda a equipe norte-americana que participou no Mundialito de 99, incluindo o resto do staff, árbitros e fiscais de linha, a equipe adversária, os “apanha bolas”, todos os media que cobriram o evento e demais espectadores, os vendedores de bilhetes e os cozinheiros dos couratos, a seguir peçam perícias para todos eles. Assim pode ser que o processo termine quando as vítimas forem bisavós e os arguidos já terem falecido.
Raios partam!!!
"O fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"
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"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"
João Pereira Coutinho
A escola como um divã de psicanalista.
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Como contar?
Um dia acordei, ou melhor deitei-me a pensar na minha vidinha…. Uma seca, um sucesso aparente, a esconder um insucesso… Que fazer da minha vida?
Alguns anos de psicanálise ajudaram a resolver alguma coisa do passado, as pazes com a Mãe, as mortes, as partidas fora de época, os amores e desamores. A noção da absoluta falta de jeito na escolha da pretensa pessoa certa, de facto, um mar de incertos, com muito pouco de certo.
Melhoraram, relativizaram a culpa, tipo, Be Happy, sem culpa nem desculpa…mas, e o futuro???
Foi verdadeiramente aí que a ideia de estudar passou na minha confusa cabeça. Acto de desespero? Vontade de fugir à representação que criei da Maria.
A procura da verdade e o confronto comigo mesma. Serei capaz? Serei inteligente?
Em tom de desafio, à pessoa errada, conforme irão verificar, contei a uma amiga minha. Bem, Maria o que foste tu fazer?
Quatro dias depois, eu estava de mochila, colocada disfarçadamente de lado, rumo à escola. Mais eficiente do que ela……não há.
Sem saber bem para onde olhar, nem o que falar, dei por mim enfiada numa aula de economia, numa turma de 10º ano.
Gostei deste ano, fez-me parar, pensar, rir, sorrir, desesperar por não ter tempo, entender como o tempo é relativo, fez-me sonhar outra vez.
Auto intitulei-me de Mary, mais próximo da realidade escolar, sim eu sei, sempre a capa, mas aceitem por favor a idade vai avançando…
Foi muito interessante conhecer pessoas mais novas, senti-me mais próxima das minhas filhas, entendi algo, que até aí tinha sido sempre para mim um mistério. Sempre as vi satisfeitas com uma nota alta, mas logo apreensivas, com a nota seguinte. De facto não é muito difícil tirar uma boa nota, mas mantê-la, já é um caso mais sério.
Não foi fácil ser avaliada, senti a minha auto-estima abalada, por vezes até vontade de pedir parte do dinheiro investido na psicanálise, brinco, como sempre. Mas falar diante dos colegas, com uma enorme possibilidade de errar, sentir as pessoas a olhar para mim, voltei a ter medo de corar, de me engasgar.
Aproximou-me da verdade, da realidade, da minha permanente fuga em frente, de viver numa correria desenfreada, pânico de parar, de pensar. Talvez mesmo medo de morrer; quem vive a correr, foge da morte.
Este confronto abalou-me, esta conclusão, fez-me sair de uma aula de geografia, sentar nas escadas geladas num dia de chuva miudinha, bem à Porto, acender uma cigarrilha, e ver uma sucessão de caras daqueles que tanto amei, e já partiram. Aí senti o meu medo de morrer, como eles.
Senti o meu coração bater mais forte, a minha vontade de viver, senti que não quero fugir mais, quero ter tempo para mim, quero viver, quero acreditar em mim.
Viver por mim, para mim, ser feliz, quero continuar a procurar a verdade, seja Marie, seja Mary, seja elas todas, eu serei todas, à vez, uma de cada vez.
Quero estudar, fazer o meu curso de Direito, projecto interrompido, por um amor que não deu certo, mas que me deu duas filhas maravilhosas, e quero ser Avó….Claro.
Avó de mochila às costas, mas deliciosamente Avó.
Enfim, voltar a estudar devolveu-me o que tinha perdido, paixão, pela verdade, pela procura da mesma vontade de aprender, e acreditar em mim, nas minhas capacidades.
Criança desaparecida
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Este menino foi raptado no Alentejo, por favor passem este e-mail a todos os que conhecem.
Catarina Teixeira de Carvalho
Sociedade de Advogados
Rua de Grijó, nº 26, salas 1 a 3
4150 - 384 Porto
Tel.: 225322966/7 - Fax: 226174003
Para informações contactar com a
Câmara Municipal de Viana do Alentejo.
Pensem que se vos acontecesse algo de género, gostariam de ser ajudados.
Maria Lua
P.S.: enviem para todos os vossos contactos com a maior urgência!





