Não há cartel...
Postado por
Curiosa Qb
em quinta-feira, 5 de junho de 2008
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... mas há paralelismo de preços, segundo o Relatório da Autoridade da Concorrência sobre o Mercado dos Combustíveis em Portugal (em PDF), apresentado no Parlamento à Comissão de Assuntos Económicos, Inovação e Desenvolvimento Regional (em PDF).
imagem do RAIM'S BLOG
«No dia em que o Ministro da Economia pediu aquele relatório à Autoridade da Concorrência, se o meu amigo me tivesse chamado aqui, eu tinha-lhe dito o que a Autoridade da Concorrência hoje ia dizer».
Palavras de Mira Amaral (presidente do BIC e ex Ministro da Industria) no programa “Negócios da Semana” de ontem na SIC Notícias, conduzido por José Gomes Ferreira, contando também com a participação de João Duque (economista e professor no ISEG) e Augusto Mateus (economista e ex Ministro da Economia).
Roseira Brava
Postado por
Curiosa Qb
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Discurso de Manuel Alegre na festa/comício "Agora Aqui", a 3 de Junho, que provocou muito azedume nas hostes do partido socialista:
Nota: o vídeo tem um irritante zumbido de fundo - é o que está disponível - mas vale a pena ver.
Os perigos da SIC: a distorção pública do que é um blogger
Postado por
Curiosa Qb
em terça-feira, 3 de junho de 2008
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Vi e revi esse “Aqui e agora” de 29 de Maio na SIC, sobre os “Perigos da Internet”, apesar de ainda não me ter pronunciado sobre ele, e já ser largamente debatido na blogosfera. Pois bem:
De facto, o programa revelou um péssimo profissionalismo, quer do Rodrigues Guedes de Carvalho quer do serviço que a SIC presta, denotando-se em todo ele a emanação duma sintonia no discurso que apela à legislação e censura na internet, camuflando isso com os casos de injúria, violação de privacidade, entre outros, que não deixam de existir, mas que apenas foram um pretexto mal debatido, soando a tom ressabiado. Como disse, e muito bem, José Gameiro, provavelmente a única pessoa daquele painel com plasticidade mental e que tem a capacidade de compreender diferentes modos de estar na vida, «isso é outro baralho».
Considero também ser outro baralho, e no que respeita ao Do Portugal Profundo, porque José Sócrates não foi alvo deste blogue, foi alvo sim dos seus rabos-de-palha, e continuará a ser alvo de crítica de vários portugueses conscienciosos (de alguns fala barato iguais a si, também, depende da conveniência), não exclusivamente do António Balbino Caldeira, como se pretendeu transmitir, a meu ver, sendo exemplo os processos que José Sócrates e Paulo Pedroso lhe moveram.
Efectivamente nesse programa baralharam os diversos baralhos, fazendo por esquecer o poder que uma má informação provoca em quem assiste. Talvez o propósito tenha sido mesmo esse, caso contrário não tinham "trocado os pés pelas mãos" da forma como o fizeram, pois creio que o jornalista, o advogado e o criminologista (ou autarca, ou comentador profissional ou lá o quê) têm inteligência suficiente para não se prestarem a tais papéis, salvo se os quiserem representar.
Moita Flores no seu sincronismo verbal com Rogério Alves, cheirando a rosas, lá se sentiu escudado e disfarçou a sua gaguez intelectual quando contraposto por José Gameiro – não basta ler uns relatórios, uns artigos de psiquiatria ou psicologia forense ou outra, para sermos entendidos na área, quanto mais para se debitar generalizações sobre pensamentos, comportamentos ou emoções das pessoas que têm ou comentam em blogues.
Parafraseando novamente José Gameiro, «acho que as pessoas que escrevem blogues têm a oportunidade na internet de finalmente expor, de escrever coisas que não seriam publicadas provavelmente, ou que dificilmente seriam. Acho que é um direito que elas têm. Acho que é uma boa partilha com as outras pessoas. Acho que não podemos transformar isto numa coisa negativa. A internet tem muita coisa negativa, mas isto, acho que é uma possibilidade infinita de mostrarem aquilo que escrevem a milhares de pessoas».
Os perigos na internet são imensos, as injurias e calúnias são a rodos por esse mundo fora, tal não se confina a blogues, basta mau carácter. O direito que me assiste a criticar este programa é o mesmo que assiste qualquer um dos seus intervenientes nos seus comentários, e mesmo que eu escreva com um pseudónimo (coisa que até foi utilizada por diversos escritores e jornalistas de gabarito, não que eu lhes seja comparável no engenho, pois não tenho para tanto) pelo menos não sou paga para debitar opiniões. Faço-o porque me apraz, e isto nada tem de cobardia, falta de escrúpulos, frustração, solidão ou narcisismo. Lê-me quem tiver na disposição, comenta quem quiser, concordando ou não.
Costuma-se dizer que “cada caso é um caso” e as “opiniões valem o que valem”, e esta é a minha, mesmo que fique aquém do muito que queria dizer, mesmo que inserida «num mundo de devassa e de violentação» como lhe chamou Rogério Alves e Moita Flores, pois o maior estrago da internet foi feito por este programa baralhado, este sim «violador e o principal destruidor dos direitos que a constituição nos dá», na medida em que foi tendenciosamente parcial e nada didáctico.
De facto, o programa revelou um péssimo profissionalismo, quer do Rodrigues Guedes de Carvalho quer do serviço que a SIC presta, denotando-se em todo ele a emanação duma sintonia no discurso que apela à legislação e censura na internet, camuflando isso com os casos de injúria, violação de privacidade, entre outros, que não deixam de existir, mas que apenas foram um pretexto mal debatido, soando a tom ressabiado. Como disse, e muito bem, José Gameiro, provavelmente a única pessoa daquele painel com plasticidade mental e que tem a capacidade de compreender diferentes modos de estar na vida, «isso é outro baralho».
Considero também ser outro baralho, e no que respeita ao Do Portugal Profundo, porque José Sócrates não foi alvo deste blogue, foi alvo sim dos seus rabos-de-palha, e continuará a ser alvo de crítica de vários portugueses conscienciosos (de alguns fala barato iguais a si, também, depende da conveniência), não exclusivamente do António Balbino Caldeira, como se pretendeu transmitir, a meu ver, sendo exemplo os processos que José Sócrates e Paulo Pedroso lhe moveram.
Efectivamente nesse programa baralharam os diversos baralhos, fazendo por esquecer o poder que uma má informação provoca em quem assiste. Talvez o propósito tenha sido mesmo esse, caso contrário não tinham "trocado os pés pelas mãos" da forma como o fizeram, pois creio que o jornalista, o advogado e o criminologista (ou autarca, ou comentador profissional ou lá o quê) têm inteligência suficiente para não se prestarem a tais papéis, salvo se os quiserem representar.
Moita Flores no seu sincronismo verbal com Rogério Alves, cheirando a rosas, lá se sentiu escudado e disfarçou a sua gaguez intelectual quando contraposto por José Gameiro – não basta ler uns relatórios, uns artigos de psiquiatria ou psicologia forense ou outra, para sermos entendidos na área, quanto mais para se debitar generalizações sobre pensamentos, comportamentos ou emoções das pessoas que têm ou comentam em blogues.
Parafraseando novamente José Gameiro, «acho que as pessoas que escrevem blogues têm a oportunidade na internet de finalmente expor, de escrever coisas que não seriam publicadas provavelmente, ou que dificilmente seriam. Acho que é um direito que elas têm. Acho que é uma boa partilha com as outras pessoas. Acho que não podemos transformar isto numa coisa negativa. A internet tem muita coisa negativa, mas isto, acho que é uma possibilidade infinita de mostrarem aquilo que escrevem a milhares de pessoas».
Os perigos na internet são imensos, as injurias e calúnias são a rodos por esse mundo fora, tal não se confina a blogues, basta mau carácter. O direito que me assiste a criticar este programa é o mesmo que assiste qualquer um dos seus intervenientes nos seus comentários, e mesmo que eu escreva com um pseudónimo (coisa que até foi utilizada por diversos escritores e jornalistas de gabarito, não que eu lhes seja comparável no engenho, pois não tenho para tanto) pelo menos não sou paga para debitar opiniões. Faço-o porque me apraz, e isto nada tem de cobardia, falta de escrúpulos, frustração, solidão ou narcisismo. Lê-me quem tiver na disposição, comenta quem quiser, concordando ou não.
Costuma-se dizer que “cada caso é um caso” e as “opiniões valem o que valem”, e esta é a minha, mesmo que fique aquém do muito que queria dizer, mesmo que inserida «num mundo de devassa e de violentação» como lhe chamou Rogério Alves e Moita Flores, pois o maior estrago da internet foi feito por este programa baralhado, este sim «violador e o principal destruidor dos direitos que a constituição nos dá», na medida em que foi tendenciosamente parcial e nada didáctico.
Episódio II – Cidade magnífica, muitos contrastes
Postado por
Anónimo
em segunda-feira, 2 de junho de 2008
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(... continuação)
Episódio II – Cidade magnífica, muitos contrastesCom a aproximação do navio ao cais de Luanda, a cidade ia tomando forma... Primeiro à nossa esquerda, um morro enorme e, bem em cima, um majestoso Forte da Barra (Fortaleza, como lhe chamavam), que defendeu no tempo dos conquistadores, com os seus grandes canhões virados para a entrada da baía... a marginal, ainda hoje o ex-libris da cidade.
Em frente a cidade com os seus lindos e altos edifícios de lindas cores.
À nossa direita, bem dentro da cidade, plantado em cima de um brutal monte de terra, a Fortaleza de São Miguel, local que dava para ver a cidade e as praias da Ilha, quer de dia quer de noite, como miradouro, que proporcionava uma beleza nunca vistas.
Muito lentamente o navio lá se foi aproximando do cais e as pessoas iam-se tornando cada vez mais visíveis. Nós, na ânsia de vermos as pessoas que procurávamos, íamos gritando e ouvindo “estão ali!”, “não... ali!”, “não, não é... está além de camisa branca!”...
Até que, por fim, lá conseguímos ver quem queríamos!
Feitas as manobras de atracagem do navio, começaram as formalidades de desembarque já com as autoridades a bordo. Tudo com muita lentidão, à mistura com empurrões de um lado e do outro... todos a quererem ser os primeiros...
Finalmente chegou a nossa vez de sair e pela primeira vez pisávamos solo africano... com uma sensação muito estranha de sons, cheiros e vozes e, à mistura, uma embriaguez que nos pôs tontos e sem reacção. Estávamos a milhares de quilómetros de distância de casa... numa terra desconhecida... com um sonho a caminho de ser realizado!
O senhor Veloso, e esposa, que nos tinham vindo esperar, dirigiram-se ao nosso encontro... Abraços e cumprimentos com desejos de boas-vindas, saímos do porto de Luanda... malas no carro... encetamos a viagem para a morada nova!
Com os olhos muito abertos olhando numa ânsia desmedida de querer mirar tudo numa só vez, marginal fora... Que encanto!! Uma avenida ladeada do lado direito por palmeiras, junto ao mar, formando a tal famosa Baía de Luanda, um dos locais que muito me marcaria para o resto da minha vida!!
Deixamos para trás a avenida e seguimos por outras ruas... muito poucas com asfalto - a maioria eram picadas em terra vermelho-ocre, levantando uma poeira que, à mistura com o suor que nos começava a escorrer pelo corpo sujando a roupa e a ele se colava, tornando-nos indolentes... fazia um calor infernal, comparado com as temperaturas a que estávamos habituados...
Algumas picadas continham somente os sulcos que os carros deixavam ao passar... isto sem contar com os grandes buracos que, segundo o sr Veloso, quando chovia, formavam grandes lagos - eram a alegria de muitos miúdos negros que aí chafurdavam nesses lagos de tons de castanho-avermelhados, e que serviam de piscinas.
Essas lagoas atraiam, faziam nascer e criavam milhões de mosquitos, considerados uma praga... o que cedo nos obrigou a tomar comprimidos contra o paludismo.
As águas tinham de ser fervidas e passadas pelo filtro (um bonito aparelho de louça com uma vela também em louça por onde a água teria de passar, filtrada, saindo através de uma torneira metálica - era uma água fresca e saborosa!)
Fomos conduzidos para casa do sr. Veloso, onde permanecemos alguns dias, até que se pudesse arranjar uma casa para morarmos.
Descarregadas as malas, e depois de instalados, a esposa do sr. Veloso presenteou-nos com o famoso “churrasco angolano”!
O meu Pai, que adora novidades, e por indicação do nosso anfitrião, retirou da travessa uma coxa e “abocanhou-a”... mas logo a deixou cair de novo no prato...
Começou a bufar e a esticar os lábios, qual macaco!...
Espantadas pela sua reacção repentina ficámos a olhar para ele, para percebermos o que se estava a passar...
O Pai só bufava e entre dentes ia dizendo que aquilo não se podia comer, que sentia os lábios inchados... e bebia, bebia, molhando-os na borda do copo para apaziguar o efeito do piri-piri!!!
Recordo que o sr. Veloso ria a bandeiras despregadas, com a "partida"... E todos nos rímos dos trejeitos e caretas que o meu Pai fazia, que olhava para nós furibundo...
Recordo que o sr. Veloso ria a bandeiras despregadas, com a "partida"... E todos nos rímos dos trejeitos e caretas que o meu Pai fazia, que olhava para nós furibundo...
Durante muito tempo não comeu churrasco... depois lá se foi habituando aos poucos...
Hoje, não consegue comer churrasco sem lhe colocar uma dose boa de piri-piri... diz que não tem sabor!!!
Eu e a minha Mãe, acauteladas com o sucedido, retiramos a pele ao frango e lá comemos um bocado... só para provar... confirmando que, de facto, para quem não estava habituado àqueles sabores, era difícil gostar logo assim do tal “churrasco”!
Hoje, não consegue comer churrasco sem lhe colocar uma dose boa de piri-piri... diz que não tem sabor!!!
Eu e a minha Mãe, acauteladas com o sucedido, retiramos a pele ao frango e lá comemos um bocado... só para provar... confirmando que, de facto, para quem não estava habituado àqueles sabores, era difícil gostar logo assim do tal “churrasco”!
Passados à sobremesa, o casal apresentou-nos um cabaz de frutas tropicais: goiabas, bananas, mamão... O meu Pai, sempre aberto a novidades e esquecido do episódio do picante, resolveu comer uma banana com a casca... Mal deu a primeira trincadela, “cuspiu” logo a dentada, fazendo uma careta de arrependimento pela aventura... Ainda hoje não é muito apreciador deste fruto...
Condicionamentos que lhe ficaram na memória!...
Lembro-me de uma outra: quando o meu pai comeu, pela primeira vez, mamão (fruto idêntico à papaia, de maiores dimensões, mais arredondado e muito mais doce e suculento). O mamão contém dentro da polpa, uma cavidade oca que contém umas sementes muito semelhantes a excrementos de coelho. Também aí, meu Pai, quis experimentar o seu sabor e toca de comer as ditas... Bem... aprendeu de vez que a curiosidade matou o rato! Eu e a minha mãe deliciamo-nos com o seu sabor e o seu suco...
Três dias depois, e após muitas peripécias, nova viagem até ao outro extremo da cidade... em direcção à casa que tinha sido alugada pelo sr. Veloso, e onde iríamos morar: nº 132 do Bairro Adriano Moreira, mesmo por trás da fábrica de cerveja da Cuca, muito perto da zona de implementação da fábrica de botões que o meu Pai ia montar e administrar.
Lá chegamos, finalmente, à casa que iria ser nossa!
A nossa excitação - mais a minha, claro - era enorme!! Era um andar-moradia... por baixo íamos ter vizinhos. Também portugueses, eram naturais de Oliveira de Azeméis. Extremamente simpáticos e hospitaleiros, ajudaram-nos logo a descarregar as malas, dando-nos as boas-vindas ao Bairro.
O acesso ao interior da casa fazia-se através de um lance único de escadas e ao lado das mesmas havia uma espécie de corredor, exterior e cimentado, que fazia a ligação com as traseiras da mesma. Ao fundo, existiam outras escadas para acesso à casa, nas traseiras.
Comecei a correr pelo pequeno quintal, louca para conhecer tudo!... Aquele espaço era só para mim... e no centro do mesmo existia um mamoeiro!!
(... a continuar)
Exames
Postado por
Maria Sá Carneiro
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Deixo-vos um vídeo que achei o máximo, eu nasci em 1965.
O tempo passa rápido demais, voa, sem nos apercebermos. A vida passa a correr. Sempre corri.
Vou hibernar por um tempo. Preciso de estudar, de pensar e de voltar a estudar.
Os exames estão à porta…
Este semestre ainda não deu para abrir os livros.
Mas, a ver vamos.
Beijo
Maria
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Diversos
O tempo passa rápido demais, voa, sem nos apercebermos. A vida passa a correr. Sempre corri.
Vou hibernar por um tempo. Preciso de estudar, de pensar e de voltar a estudar.
Os exames estão à porta…
Este semestre ainda não deu para abrir os livros.
Mas, a ver vamos.
Beijo
Maria
Caminhada contra a Fome
Postado por
Curiosa Qb
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Candido Portinari, Criança Morta (Criatura muerta), 1944.
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Ontem, Dia Mundial da Criança, ocorreu pela 2ª vez em Portugal a iniciativa "Fight Hunger - Walk the World", organizada pelo Programa Alimentar contra a Fome das Nações Unidas e pela empresa TNT.
Entre Lisboa, Porto, Coimbra e Hangra do Heroismo, juntaram-se 10 100 pessoas na caminhada contra a fome, contribuindo com 10€ cada. A verba recolhida em Portugal, permitirá alimentar mais de 3 000 crianças durante 1 ano.
Para saber mais sobre o evento, click AQUI.
Entre Lisboa, Porto, Coimbra e Hangra do Heroismo, juntaram-se 10 100 pessoas na caminhada contra a fome, contribuindo com 10€ cada. A verba recolhida em Portugal, permitirá alimentar mais de 3 000 crianças durante 1 ano.
Para saber mais sobre o evento, click AQUI.


