O golpe do telefone - ALERTA
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Jorge Monteiro
(Inspector)
Área Técnica Profisional
Instituto superior de Polícia Judiciária e Ciências Criminais
Quinta do Bom Sucesso, Barro - 2670 - 354 LOURES
Telf: 219844265 E-mail: jorge.monteiro@pj.pt
Ligam para a sua casa, empresa ou telemóvel, dizendo que é do Departamento Técnico da empresa telefónica local, ou da empresa que trabalha para a mesma.
Perguntam se o seu telefone dispõe de marcação por 'tons'.
A marcação de um telefone pode ser por impulsos (pulse), ou por tons (tone).
Hoje em dia, todos os telemóveis dispõem da marcação por tons, o mesmo acontecendo com a maioria dos telefones fixos.
Com o pretexto de que estão a testar o seu telefone, pedem-lhe para discar 90#.
Uma vez executada esta operação, a pessoa informa que não há nenhum problema com o seu telefone, agradece a colaboração e desliga.
Terminado este procedimento, você acaba de habilitar sua linha telefónica como receptora a quem lhe acabou de lhe telefonar; isto chama-se 'CLONAGEM', ou seja, uma copia fiel da sua linha telefónica.
Daí em diante, todas as ligações feitas por aquela pessoa que lhe telefonou inicialmente, serão DEBITADAS NA SUA CONTA DE TELEFONE.
Isto está a ocorrer com telefones fixos e com telemóveis.
Nunca digite 90 # no seu telefone.
Até agora as companhias telefónicas não sabem como parar, detectar ou evitar esta fraude.
Por isso, É IMPORTANTE QUE ESTA INFORMAÇÃO SEJA PASSADA AO MAIOR NÚMERO POSSÍVEL DE PESSOAS.
Rock in Rio: emissão em directo
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À publicação deste post (agendado) devem estar a finalizar a actuacção os finlandeses Apocalyptica, num Metal sem guitarras, apenas violoncelos e bateria, precedidos pelos portugueses Moonspell e sucedidos por Machine Head (22h) e finalmente Metallica (23h45m) que de certo darão um espectáculo de 3h à semelhança do que fizeram o ano passado (a salvação da péssima organização) no SuperBock SuperRock.
Amanhã ainda se pode ver Orishas (18h45m), Kaiser Chiefs (20h15m), Muse (21h45m), The Offspring (23h15m) e Linkin Park (1h) no Palco Mundo, AQUI na INTERNET se não for ao Parque da Bela Vista.
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Pós-texto (04:40 de 06/06/2008): não pude ver os concertos de hoje, mas segundo informações duns amigos que foram, os Metallica ficaram-se por 2h de concerto em que a surpresa foi não haver novidades e todas as bandas estarem muito mais sóbrias que Amy Whitehouse (piada oficial do festival), de resto gostaram bastante.
Episódio III – Escola: inicio atribulado
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Uma vez, fui dar ao centro de um musseque, o Cazenga, que distava da nossa casa cerca de 500m, mesmo no extremo da rua onde morávamos. Perdi-me... tentei regressar pelo mesmo caminho, mas não consegui!... Andava às voltas e vinha dar sempre ao mesmo sítio. Deixei-me ficar ali... a minha mãe havia de dar pela minha falta.
Estranhando ver uma menina branca perto do musseque, uma senhora, preta, acercou-se de mim e perguntou-me de onde eu era. Mas se eu nem sabia!!
Apenas sabia que morava no Bairro Adriano Moreira, e porque tinha ouvido falar aos meus pais.
Ela pegou-me pela mão e levou-me de volta. Felizmente entrou na minha rua... a minha mãe andava a bater de casa em casa, perguntando se me tinham visto ... Mal a vi corri para ela e abracei-a! Ao ver-me acompanhada pela senhora preta, olhou para mim, questionando-me com o olhar quem era...
“É a senhora que me salvou!” - disse eu.
“Está bem.” - disse a minha mãe, voltando-se para a tal senhora para lhe agradecer - “Vamos para casa e lá conversamos”.
Eu toda contente por ter reencontrado a minha mãe, depois de tamanho susto, mal sabia que a conversa seria uma valente surra... seguida de uma conversa sobre os perigos que tinha corrido.
“Mas a senhora até me trouxe para casa... ela não me ia fazer mal nenhum, Mãe!”
“Ouve o que te digo e obedece. É a última vez que fazes isto.”
Meti-me no meu quarto, com as lágrimas a correrem pela cara abaixo... Ainda com as nádegas a fumegarem do castigo físico, revi tudo o que se tinha passado...
O meu medo... que proeza... nunca mais faria aquilo, mesmo que a minha mãe não me tivesse castigado.
Até ao inicio das aulas não me atrevi a avançar para além daqueles muros... nem saía do portão para a rua. O meu território era aquele quintal... entretinha-me a subir pelo tronco acima do mamoeiro, com cerca de 4 a 5 metros de altura!!
Dia 20 de Setembro... o primeiro dia de aulas!!! O meu Pai foi-me levar ao Colégio da Cuca. Entregou-me à sra. D. Maria Augusta, a professora que a partir daquele dia se ia encarregar de me dar instrução.
Entrei para a sala de aulas e a professora destinou-me um lugar. Sentei-me, mas ficar quieta não era comigo... passava a vida a virar-me para trás ou para o lado, para falar com os colegas.
A D. Maria Augusta advertia-me para ficar calada... mas qual quê... ficar calada como?! Impossível !
Após muitos avisos, a professora chamou-me perto da secretária e pediu-me para estender a mão. Confiante, estendi a mão direita. Repentinamente, a professora pegou na régua e abateu-a sobre a minha mão, desferindo 4 reguadas... à quinta desviei a mão e a régua bateu-me numa falange do dedo polegar da mão... Ainda hoje conservo a sequela do acontecido e sempre que dobro o dedo essa lembrança volta...
Quando cheguei a casa, a minha mãe, vendo-me pesarosa, perguntou-me o que tinha acontecido... contada a minha versão sumária, obtive como resposta: ”Bem feito!, Para a próxima comporta-te bem!!”
No dia seguinte, quando o meu pai me voltou a deixar ao portão da escola, nem o deixei afastar-se!... Desatei a correr atrás do carro, a gritar que não queria ficar ali.
Frequentei a primeira classe nesse Colégio. Mas nunca me consegui integrar!
Na segunda classe, após pedido de transferência, fui para outro local: Colégio Dr. Adriano Moreira.
Mas no inicio, também aí, a minha adaptação foi algo penosa!
Relembro com muita saudade aqueles anos naquele colégio, onde fiz duas amiguinhas: a Mercês (portuguesa) e a Judite (angolana, pretinha de gema).
Não há cartel...
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imagem do RAIM'S BLOG
«No dia em que o Ministro da Economia pediu aquele relatório à Autoridade da Concorrência, se o meu amigo me tivesse chamado aqui, eu tinha-lhe dito o que a Autoridade da Concorrência hoje ia dizer».
Palavras de Mira Amaral (presidente do BIC e ex Ministro da Industria) no programa “Negócios da Semana” de ontem na SIC Notícias, conduzido por José Gomes Ferreira, contando também com a participação de João Duque (economista e professor no ISEG) e Augusto Mateus (economista e ex Ministro da Economia).
Roseira Brava
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Nota: o vídeo tem um irritante zumbido de fundo - é o que está disponível - mas vale a pena ver.
Os perigos da SIC: a distorção pública do que é um blogger
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De facto, o programa revelou um péssimo profissionalismo, quer do Rodrigues Guedes de Carvalho quer do serviço que a SIC presta, denotando-se em todo ele a emanação duma sintonia no discurso que apela à legislação e censura na internet, camuflando isso com os casos de injúria, violação de privacidade, entre outros, que não deixam de existir, mas que apenas foram um pretexto mal debatido, soando a tom ressabiado. Como disse, e muito bem, José Gameiro, provavelmente a única pessoa daquele painel com plasticidade mental e que tem a capacidade de compreender diferentes modos de estar na vida, «isso é outro baralho».
Considero também ser outro baralho, e no que respeita ao Do Portugal Profundo, porque José Sócrates não foi alvo deste blogue, foi alvo sim dos seus rabos-de-palha, e continuará a ser alvo de crítica de vários portugueses conscienciosos (de alguns fala barato iguais a si, também, depende da conveniência), não exclusivamente do António Balbino Caldeira, como se pretendeu transmitir, a meu ver, sendo exemplo os processos que José Sócrates e Paulo Pedroso lhe moveram.
Efectivamente nesse programa baralharam os diversos baralhos, fazendo por esquecer o poder que uma má informação provoca em quem assiste. Talvez o propósito tenha sido mesmo esse, caso contrário não tinham "trocado os pés pelas mãos" da forma como o fizeram, pois creio que o jornalista, o advogado e o criminologista (ou autarca, ou comentador profissional ou lá o quê) têm inteligência suficiente para não se prestarem a tais papéis, salvo se os quiserem representar.
Moita Flores no seu sincronismo verbal com Rogério Alves, cheirando a rosas, lá se sentiu escudado e disfarçou a sua gaguez intelectual quando contraposto por José Gameiro – não basta ler uns relatórios, uns artigos de psiquiatria ou psicologia forense ou outra, para sermos entendidos na área, quanto mais para se debitar generalizações sobre pensamentos, comportamentos ou emoções das pessoas que têm ou comentam em blogues.
Parafraseando novamente José Gameiro, «acho que as pessoas que escrevem blogues têm a oportunidade na internet de finalmente expor, de escrever coisas que não seriam publicadas provavelmente, ou que dificilmente seriam. Acho que é um direito que elas têm. Acho que é uma boa partilha com as outras pessoas. Acho que não podemos transformar isto numa coisa negativa. A internet tem muita coisa negativa, mas isto, acho que é uma possibilidade infinita de mostrarem aquilo que escrevem a milhares de pessoas».
Os perigos na internet são imensos, as injurias e calúnias são a rodos por esse mundo fora, tal não se confina a blogues, basta mau carácter. O direito que me assiste a criticar este programa é o mesmo que assiste qualquer um dos seus intervenientes nos seus comentários, e mesmo que eu escreva com um pseudónimo (coisa que até foi utilizada por diversos escritores e jornalistas de gabarito, não que eu lhes seja comparável no engenho, pois não tenho para tanto) pelo menos não sou paga para debitar opiniões. Faço-o porque me apraz, e isto nada tem de cobardia, falta de escrúpulos, frustração, solidão ou narcisismo. Lê-me quem tiver na disposição, comenta quem quiser, concordando ou não.
Costuma-se dizer que “cada caso é um caso” e as “opiniões valem o que valem”, e esta é a minha, mesmo que fique aquém do muito que queria dizer, mesmo que inserida «num mundo de devassa e de violentação» como lhe chamou Rogério Alves e Moita Flores, pois o maior estrago da internet foi feito por este programa baralhado, este sim «violador e o principal destruidor dos direitos que a constituição nos dá», na medida em que foi tendenciosamente parcial e nada didáctico.
Episódio II – Cidade magnífica, muitos contrastes
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Com a aproximação do navio ao cais de Luanda, a cidade ia tomando forma... Primeiro à nossa esquerda, um morro enorme e, bem em cima, um majestoso Forte da Barra (Fortaleza, como lhe chamavam), que defendeu no tempo dos conquistadores, com os seus grandes canhões virados para a entrada da baía... a marginal, ainda hoje o ex-libris da cidade.
Em frente a cidade com os seus lindos e altos edifícios de lindas cores.
À nossa direita, bem dentro da cidade, plantado em cima de um brutal monte de terra, a Fortaleza de São Miguel, local que dava para ver a cidade e as praias da Ilha, quer de dia quer de noite, como miradouro, que proporcionava uma beleza nunca vistas.
Muito lentamente o navio lá se foi aproximando do cais e as pessoas iam-se tornando cada vez mais visíveis. Nós, na ânsia de vermos as pessoas que procurávamos, íamos gritando e ouvindo “estão ali!”, “não... ali!”, “não, não é... está além de camisa branca!”...
Até que, por fim, lá conseguímos ver quem queríamos!
Finalmente chegou a nossa vez de sair e pela primeira vez pisávamos solo africano... com uma sensação muito estranha de sons, cheiros e vozes e, à mistura, uma embriaguez que nos pôs tontos e sem reacção. Estávamos a milhares de quilómetros de distância de casa... numa terra desconhecida... com um sonho a caminho de ser realizado!
O senhor Veloso, e esposa, que nos tinham vindo esperar, dirigiram-se ao nosso encontro... Abraços e cumprimentos com desejos de boas-vindas, saímos do porto de Luanda... malas no carro... encetamos a viagem para a morada nova!
Com os olhos muito abertos olhando numa ânsia desmedida de querer mirar tudo numa só vez, marginal fora... Que encanto!! Uma avenida ladeada do lado direito por palmeiras, junto ao mar, formando a tal famosa Baía de Luanda, um dos locais que muito me marcaria para o resto da minha vida!!
Deixamos para trás a avenida e seguimos por outras ruas... muito poucas com asfalto - a maioria eram picadas em terra vermelho-ocre, levantando uma poeira que, à mistura com o suor que nos começava a escorrer pelo corpo sujando a roupa e a ele se colava, tornando-nos indolentes... fazia um calor infernal, comparado com as temperaturas a que estávamos habituados...
Algumas picadas continham somente os sulcos que os carros deixavam ao passar... isto sem contar com os grandes buracos que, segundo o sr Veloso, quando chovia, formavam grandes lagos - eram a alegria de muitos miúdos negros que aí chafurdavam nesses lagos de tons de castanho-avermelhados, e que serviam de piscinas.
Fomos conduzidos para casa do sr. Veloso, onde permanecemos alguns dias, até que se pudesse arranjar uma casa para morarmos.
Descarregadas as malas, e depois de instalados, a esposa do sr. Veloso presenteou-nos com o famoso “churrasco angolano”!
O meu Pai, que adora novidades, e por indicação do nosso anfitrião, retirou da travessa uma coxa e “abocanhou-a”... mas logo a deixou cair de novo no prato...
Recordo que o sr. Veloso ria a bandeiras despregadas, com a "partida"... E todos nos rímos dos trejeitos e caretas que o meu Pai fazia, que olhava para nós furibundo...
Hoje, não consegue comer churrasco sem lhe colocar uma dose boa de piri-piri... diz que não tem sabor!!!
Eu e a minha Mãe, acauteladas com o sucedido, retiramos a pele ao frango e lá comemos um bocado... só para provar... confirmando que, de facto, para quem não estava habituado àqueles sabores, era difícil gostar logo assim do tal “churrasco”!
Passados à sobremesa, o casal apresentou-nos um cabaz de frutas tropicais: goiabas, bananas, mamão... O meu Pai, sempre aberto a novidades e esquecido do episódio do picante, resolveu comer uma banana com a casca... Mal deu a primeira trincadela, “cuspiu” logo a dentada, fazendo uma careta de arrependimento pela aventura... Ainda hoje não é muito apreciador deste fruto...
Condicionamentos que lhe ficaram na memória!...
Lembro-me de uma outra: quando o meu pai comeu, pela primeira vez, mamão (fruto idêntico à papaia, de maiores dimensões, mais arredondado e muito mais doce e suculento). O mamão contém dentro da polpa, uma cavidade oca que contém umas sementes muito semelhantes a excrementos de coelho. Também aí, meu Pai, quis experimentar o seu sabor e toca de comer as ditas... Bem... aprendeu de vez que a curiosidade matou o rato! Eu e a minha mãe deliciamo-nos com o seu sabor e o seu suco...
Três dias depois, e após muitas peripécias, nova viagem até ao outro extremo da cidade... em direcção à casa que tinha sido alugada pelo sr. Veloso, e onde iríamos morar: nº 132 do Bairro Adriano Moreira, mesmo por trás da fábrica de cerveja da Cuca, muito perto da zona de implementação da fábrica de botões que o meu Pai ia montar e administrar.
Lá chegamos, finalmente, à casa que iria ser nossa!
O acesso ao interior da casa fazia-se através de um lance único de escadas e ao lado das mesmas havia uma espécie de corredor, exterior e cimentado, que fazia a ligação com as traseiras da mesma. Ao fundo, existiam outras escadas para acesso à casa, nas traseiras.



