"We all have wings, but some of us don't know why"
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Never tear us apart, dos australianos INXS
Uma questão de técnica
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No passado dia 10, com o debate sobre o Estado da Nação, o governo e o parlamento entram oficialmente na silly season antes de irem a banhos, na prática, parece-me que sempre lá estiveram.
Num debate em que os partidos emanam campanha eleitoral, o Primeiro-ministro para além de adocicar os portugueses com o “fizemos muito e ainda faremos mais” da praxe, esforça-se nos tecnicismos da arte de falar em público. O que sobressai não é a sua qualidade de governante, que aliás nem existe, mas sim a técnica como declara sê-lo, para a qual contribuem a oratória estudada e o preparado reforço de "especialistas", que não deixa de salientar a menor prestação da oposição.
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Isto há coisas…
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Alguém me explica como se eu fosse burra, mas mesmo muito burra, para que serve o aumento de vagas no ensino superior, se a taxa de desemprego para os licenciados (num emprego correspondente ao curso, não conta o “caixa de supermercado” nem o “call center”) cresce de ano para ano?
Já agora, como se eu não tivesse um pingo de entendimento, alguém me explica o aumento progressivo nas vagas em medicina, quando há cada vez mais médicos espanhóis (ou que falam espanhol) no Serviço Nacional de Saúde?
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"O roubo continua"
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Reparem nestas duas facturas.
Com oito dias de diferença, com a descida do iva o preço a pagar é o mesmo.
É ou não é roubar...?
Divulguem pelos vossos contactos, porque como este caso há muitos mais.
Temos que dar a conhecer estes casos e escrever no livro de reclamações!!! Só assim conseguiremos alterar a mentalidade dos nossos "empresários"…
Lisboa: mais um devoluto que sucumbe
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O incêndio despoletou ao final da noite de ontem no nº 23 da Av. Da Liberdade, próximo ao Palácio Foz, estendendo-se ao topo do nº 21 adjacente e do nº 6 da Rua da Glória. Felizmente, graças ao alerta atempado e intervenção célere dos bombeiros, não há comparação alguma com o desastre no Chiado, tanto que os acessos são bem mais fáceis e a zona ser mais habitacional apesar de ter comércio.
A autarquia vai abrir um inquérito às causas do incêndio, sendo um prédio devoluto (entre 4600 que populam por Lisboa), não é de espantar que afiram uma vela acesa por um qualquer toxicodependente. Todavia, este era um prédio onde se iniciavam obras nas traseiras, estando alegadamente projectado a construção dum hotel, situado na freguesia mais rica do país, onde o m2 atinge valores elevadíssimos. Resta saber se outros valores imobiliários se levantam.
Cartão laranja
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José Raúl dos Santos, deputado do PSD, é mais uma figura da burlesca política nacional, adepto das teorias da cabala.Dos tempos em que foi presidente da Câmara Municipal de Ourique (das autarquias mais endividadas do país), deixou um rasto de contas por justificar, que engloba despesas de representação consideradas ilegais e “oferendas pessoais” que não inventariou, sendo que as contas desta autarquia já têm a atenção do Ministério Público e do Ministério da Administração Interna.
Em Dezembro passado embateu na traseira dum veículo na zona do Príncipe Real em Lisboa, mas chamadas as autoridades pelo outro automobilista, recusou-se a efectuar o teste de alcoolemia alegando imunidade parlamentar e zarpou no seu carro do local. Apesar do Ministério Público o acusar de desobediência às autoridades e fuga de local de crime, José Raúl dos Santos conseguiu a suspensão do processo em que era arguido no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa em troca de serviço comunitário nos Bombeiros Voluntários de Ourique (13 horas por semana, 50 horas no total).
José Raúl dos Santos descreve-se como um «cidadão comum a cumprir um dever cívico», mas se assim fosse nunca teria puxado dos seus galões de deputado e teria obedecido às autoridades, cumpriria a "pena" num local em que não tenha sido presidente da Assembleia-Geral e dava bons exemplos enquanto representante do povo.
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Em Portugal grassa a demagogia e a permissividade, num rol de penas suspensas e serviços cívicos para quem se mexe nas altas esferas nacionais, conferindo uma sensação de impunidade. Enquanto for permitido que se fareje bem demais os escapes legislativos e judiciais, dizer-se que a justiça é cega não é mais do que atirar areia para os olhos dos reais comuns cidadãos.
Undercover
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Segundo o Diário de Notícias, o envolvimento de um agente da PJ, constitui uma surpresa neste caso, particularmente por este agente pertencer ao Departamento Central de Prevenção e Apoio Tecnológico. Pessoalmente não vejo motivo de espanto, não digo que tal acto seja sempre esperável ou que todos cometem ilegalidades, apenas que “a ocasião faz o ladrão” se a pessoa estiver predisposta e que na PJ também há pecadilhos, tal qual na PSP, GNR ou outra, quer tenham por motivo o baixo vencimento, a ganância de querer ter mais, ou simplesmente sentir a adrenalina undercover, só quem o faz sabe o porquê.
Com ou sem ruídos estranhos no telemóvel, com ou sem investigações (i)legais, não me admiraria se (no geral) o serviço de detectives/espiões se estender para além das quezílias entre casais. Anda por aí muita concorrência, muito rabo preso, muita gente ressabiada, capaz daquelas tantas coisas que vemos em filmes, ou não sejam estes inspirados na realidade.



