Jantar de Aniversário
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Não é uma tarefa fácil, visto eu ainda ser caloira, nestas andanças.
Não estive na excitação, das primeiras horas, enfim nas primeiras emoções
Mas foi para mim, uma honra e uma grande alegria o convite da Curiosa e da Alberta.
Aqui estou para escrever umas linhas, sobre o nosso jantar no dia 5 de Agosto.
Algures na Capital, vindas de sítios diferentes do país, em frente ao Tejo, num sítio paradisíaco, com uma vista soberba, com um fim de tarde, quente, soalheiro, convidativo, para uma amena conversa.
Com uma luz magnífica, laranja, rosa, azul, mágica que só sinto, vejo em Lisboa.
Um sítio lindo de morrer, um espaço grande, amplo, com uma decoração barata demais, demasiado "desmontável", para a beleza do espaço.
É sempre uma emoção rever as Comadres, aquele abraço, sem ser virtual…
Lá nos sentamos, um serviço estranho, com múltiplas hierarquias, difíceis de acertar no empregado certo, com a categoria de servidor de bebidas, depois de alguma confusão, lá fomos buscar as bebidas, nous mêmes.
Depois das primeira bebidas e emoções do reencontro, subimos para jantar, o serviço continuou fechado, antipático, difícil de entender…
Concluímos rapidamente, que os nossos "amigos" da Asae devem ser "aconselhados" a manterem-se longe dali.
Também compreendemos se ali fossem, teriam tanto que fazer, que poriam em risco a saúde pública, visto que teriam que ficar por lá uns tempos.
Rimos de nos termos "metido" na boca do lobo, comentamos a dita flor de entulho que lá ia chegando, ciente da sua importância social, mas provavelmente sem espelho e sem "família", de chinela mais refinada, com um brilhantezeco, ou debrume tido como chique. Parolos!
Apreciamos um homenzinho cheio de tiques e niques, pernoca para cá, pernoca para lá, o que iria naquela mente? Diante do rio esforçava-se para manter a aparência de macho, aguardando a “sua” lady, que lá chegou…uns quilitos a mais toda apaixonada, ele sempre esforçado lá ia dando uns beijos repenicados com um ar deveras enjoado.
Fomos falando de tudo, descobrindo que a exaustão não tinha ali chegado, a falta de arcas refrigeradoras, enfim acabamos por chegar, infelizmente, ao mesmo sítio, tantas vezes falamos e escrevemos, corrupção, falta de critérios, abusos, cunhas e mais que tais.
Lamentamos a falta de resposta do Senhor Presidente, a má condução de este assunto pelo qual tanto lutamos, com tanta Gente boa e anónima, que soube estar ao nosso lado.
Um sitio lindo, cheio de falhas, fundamentais para a qualidade e segurança alimentar exigível, no ano de 2008, como mínimo.
Foi bom este reencontro, naquele sítio, é bom sentir que temos os mesmos princípios, que acreditamos nos mesmos valores, que a nossa vontade de lutar pelas nossas Crianças ainda se entrelaçou mais, e que de nós podem esperar que não nos farão parar. Que não nos conseguirão calar!
Seja necessário fazer mais uma Petição, mais mil textos, o que for!
A tanta Gente que nos ajudou, de todas as idades, algumas dessas Pessoas sexualmente abusadas, o nosso compromisso que continuaremos a lutar.
Disney Tuga
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Mal amanhece, dia um, e Portugal transforma-se, veste-se de gala, chinela e ouro.
O povo sai para a estrada, chinela em riste, cartão de crédito ainda meio rafado da Páscoa, pascoela, baptizados de Maio e afins!
Tiram os camuflados dos veículos, as tangas dos roupeiros, as bóias, as bolas de promoção danone, cadeiras e banquitos, e vamos fazer de conta que nada se passa.
Vamos esquecer que temos um desgoverno, com um Primeiro que mais devia ser o último, um Presidente que já nos vende “gato por lebre”, um dia inteiro à espera de declarações que 90% dos portugueses não entenderam sequer do se estava a falar…
Fazem-se à estrada, carros atafulhados, famílias inteiras, discussões imensas, crianças aos gritos, estações de serviço cheias, a vender um café a um preço exorbitante.
Filas intermináveis, loucuras ao volante, travagens súbitas, “vinganças” dos carros mais potentes, nessa maneira mesquinha de conduzir se vê que nos transformamos num povo mesquinho, mauzinho e ressabiado.
Um povo de direitos sem deveres, um povo que tudo exige, sem nada dar em troca, assim o tentam educar e formar, para que não pensem, nem exijam, a quem de direito.
Uns contra os outros, tornamo-nos vulneráveis, à mercê das taxas de tudo e de nada, da falta de um sistema razoável de segurança social, de um sistema de educação que é um verdadeiro parque de diversões da Milu, de sermos explorados pelas negociatas da banca, pelas companhias de seguros que cada vez mais escrevem cláusulas em letra ilegível e de entendimento ininteligível.
“Encarneiramos” rumo a umas férias acima das nossas posses, para dentro do nosso país em fila, em auto-estradas que custam uma pequena fortuna, que por acaso estão sempre em obras, mas que pagamos na mesma na íntegra, onde tudo custa os “olhos da cara”.
Não valerá a pena parar para pensar?
O CC&Cª está de parabéns...
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Hipocrisia transvestida de moralidade
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AVISO: o STRIP que se segue, pode ser impróprio para pessoas susceptíveis a ofensas em geral, e ressabiadas no particular.
Como se não bastasse processarem autores de blogues porque opinam, ou encerrarem blogues colectivos porque o retratado se queixa em tribunal (dum colaborador em particular) por ofensas, agora a moda é “Flagar” sem mais nem quê os blogues alojados no Blogger, e toma lá com o aviso de conteúdo reprovável à porta.
Eles vão somando. Não é o raio do aviso que me faz deixar de visitar os blogues que levam com o carimbo da censura gratuita, mas ando a remoer na hipócrita saga de “assinalar blogue” – como nos explica JPG no Apdeites (AQUI, AQUI e AQUI) a coisa é facílima e o bloguista que se aguente ou que mude de plataforma.
O tal do aviso em certos blogues (aqueles que os especialistas falam que são terroristas e tal) até compreendo se incitarem a actos que violam os direitos humanos, mas aí outras medidas se devem aplicar; noutros (género de sátira, roçando o humor negro) já faço um valente esforço para entender, mas pronto, nem toda a gente alcança certos humores; mas há aqueles (lúdicos, criticos ou opinativos) que não assimilo mesmo, nem que a vaca tussa.
Sinceramente, esta cena à Pilatos do Blogger deixar os blogues (mesmo que num serviço gratuito) à mercê de qualquer ressabiado armado em vigilante, anda-me a moer o juízo e já penso que o CC&Cª devia mudar de “morada". Quer-se dizer, caso o bloguista não ajuíze o seu blogue como tendo conteúdos para maiores de idade ou que são da cor da maioria vigente, lá aparece um qualquer guerrilheiro da moral e dos bons costumes e espeta-lhe com o selo da devassa, mesmo que ela não exista. Basta que uns quantos considerem que o CC&Cª tem «conteúdos passíveis de objecções» e o Blogger restringe, apaga, zás trás. Mas que porra vem a ser isto?
E perguntam vocês: e o vídeo lá de cima vem a que propósito? Se aqui reproduzo esse trabalho artístico, que tenta transmitir a noção de que as “aparências enganam” mas mostra mais do que o pudor vitoriano permite, tem tudo a ver. Se nestes parágrafos já escrevi algumas pretensas ofensas como “strip”, "roçando", “vaca”, “pincel”, “espeta-lhe”, "devassa", "zás trás", “porra” e outras que me escapam, vem mesmo a jeito. Qualquer um de nós ao publicar seja lá o que for, sujeita-se a que um outro alguém, mais que não seja pelas frustrações que lhe toldam o entendimento, pela ressabiada vingança, pelo desejo de silenciar vozes discordantes, entre sei lá mais o quê do porque lhe apetece, nos castre o blogue.
A esses hipócritas, sempre prontos a censurar o alheio mas que tantas vezes ocultam a própria perversidade, num relâmpago insano, apetece-me gritar:
Que se bana a obra de Carlos Drummond de Andrade porque escreveu “A Puta”; que se destruam todos os Kama Sutra porque tem ilustrações de sexo; que se detonem todas as estátuas da fertilidade porque mostram seios desnudados, e a Capela Sistina porque Michelangelo lá pintou o pénis de Adão; queimem-se os quadros de Picasso, porque desenhou mulheres menstruadas, masturbações e penetrações; encarcerem os livros do Eça, porque escreveu sobre um padre que engravida a paroquiana, e já agora os do José Rodrigues dos Santos também, ou escapou-vos no Codex o «chupar-lhe o mamilo saliente»?
Pronto, a trovoada vai passando, mas isto da censura deixa-me chateada. Agora vou saltar para o próximo post, que hoje o CC&Cª está de parabéns.
A labuta de ensinar e o trauma de aprender
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Tendo em mente o supremo bem-estar dos estudantes, e como «cada um socorre-se do que quer, cada um faz as suas escolhas...», há já quem pense que o próximo ano lectivo será assim:




