Diplomata americano preso por pedofilia nos EUA
Postado por
Curiosa Qb
em quarta-feira, 13 de agosto de 2008
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Vídeo do "Jornal das Dez" da Globo a 11/07/2008
Para comparar e reflectir...
CONTO (I) - Não te posso ter...
Postado por
Anónimo
em terça-feira, 12 de agosto de 2008
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Olhei-te, com infinita ternura, à transparência das vidraças da alma e emudeci rendida. A voz, fortemente embargada pela comoção… Foi surpreendente a forma, como me tocaste. Absolutamente indescritível e arrebatadora!Levaste-me muito para além de mim e de todos os limites… Por ti desobedeci e transgredi, ultrapassei regras e convenções, superei, até, as fronteiras físicas do meu corpo.
Permaneço, agora, a planar entre o Céu e a Terra, algures no meio de coisa alguma, na proximidade do lugar onde pressinto que estejas, de sorriso franco e braços abertos, para me receber.
E subitamente, como num simples passe de mágica, tudo em volta, se transforma. Os dias, habitualmente baços, ganham a cor e o brilho únicos dos instantes de felicidade. Os rostos anónimos e sempre fechados dos transeuntes tornam-se expressivos e afáveis. Os detalhes mais insignificantes, aqueles a que vulgarmente não se presta atenção, tornam-se distintos e imbuídos de assombro. E até a própria vida, que antes se perfilava monótona e pardacenta, parece despertar de um feitiço, agitando-se e fervilhando de paixão, numa sucessão de momentos inenarráveis e sublimes.
O simples reflexo da tua existência aconchega-me o espírito. Pacifica-me. Traz-me energia positiva. Sacia-me a sede e a fome. Concilia-me comigo mesma e com a natureza humilde das coisas.
Sem o saberes, és o meu refúgio secreto. Noite e dia. Minuto a minuto. Desde que acordo até que adormeço. Estás no mais breve sopro do ar que respiro. Em cada pequeno fio urdido na complexa teia dos meus pensamentos. Na distância dos sentidos. Na ausência dos abraços… Os nossos dias dourados! Dias de encontro, de dádiva, de entrega. Dias de eternizar Espírito e matéria. Os nossos dois mundos, inconcebivelmente tão díspares mas liminarmente tão próximos!
Sem o saberes, és a força anímica de todas as horas, no duro confronto que faço com a realidade. O porto de abrigo das minhas emoções. O local recôndito e sagrado onde ancoro, em silêncio, para retemperar as forças, agradecer a Deus e buscar um novo alento.
Sem o saberes, és o mais belo e precioso presente com que a vida me brindou, desde que te conheci!
Sem o saberes, lentamente, entregaste-me a tua emoção e com ela coloriste o meu mundo com as tuas cores quentes... Trouxeste contigo o calor do teu amor.
AMO-TE, mas não te posso ter...
SÊ inteiro
Postado por
Curiosa Qb
em domingo, 10 de agosto de 2008
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Para ser grande, sê inteiro
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim, em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
................................Ricardo Reis
Etiquetas:
Artes e letras
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim, em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
................................Ricardo Reis
O desespero
Postado por
Maria Sá Carneiro
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O desespero
É uma onda que te invade sem pedir licença, é algo superior a ti. Uma angústia que aparece, timidamente, que entra na tua alma, deita-se contigo. Devagar, devagarinho, vai-te fazendo cócegas no coração, vai-te sussurrando palavras tristes ao ouvido, como se fosse um mosquito.
Tentas afastar, empurrar…Até que o cansaço se apodera de ti, vais-te deixando levar, deixas de resistir.
Aquilo que começou por ser um incómodo, passa a ser uma dor. Uma ténue angústia transforma-se num medo do escuro, as cócegas passam a picadas na alma, queres que o dia amanheça rápido, que o sol apareça, que aquela noite acabe, antes que o desespero acabe contigo.
Tudo aquilo que elaboraste como um plano infalível para venceres os teus problemas durante o dia, desmorona-se!
Como é que ias mesmo fazer? Parecia tão fácil, tão simples de resolver, serás que estás a ter um pesadelo? Ou era um sonho durante o dia?
Acaba noite, some-te…Não quero sofrer mais, não quero chorar mais, prometi que tudo ia ser diferente. Tantos planos infalíveis, vida nova, não era?
Não quero esta vida de sofrimento, não tenho ninguém para partilhar esta dor, este desânimo. Vai-te noite e leva contigo este pesadelo.
Vem dia, embrulha-me na tua luz, aquece-me a alma, tira-me deste filme mau, quero paz, esperança, algo que me faça acreditar, que não sou assim tão má e triste que mereça sofrer assim, sem sequer conseguir explicar à minha almofada que carrego desde criança, a razão de a apertar com tanta força!
Finalmente oiço o despertador, tão cega de dor e cansaço nem me apercebi da luz do sol, fraca, embrulhada em nuvens cinzentas, mas dia…
Levanto-me para mais um dia de luta de mim contra mim, tento recompor-me, manter a imagem tonta, que construí de mim, que apenas me empurra mais para o abismo…
Mais um dia, e o desejo que a noite venha longe.
É uma onda que te invade sem pedir licença, é algo superior a ti. Uma angústia que aparece, timidamente, que entra na tua alma, deita-se contigo. Devagar, devagarinho, vai-te fazendo cócegas no coração, vai-te sussurrando palavras tristes ao ouvido, como se fosse um mosquito.
Tentas afastar, empurrar…Até que o cansaço se apodera de ti, vais-te deixando levar, deixas de resistir.
Aquilo que começou por ser um incómodo, passa a ser uma dor. Uma ténue angústia transforma-se num medo do escuro, as cócegas passam a picadas na alma, queres que o dia amanheça rápido, que o sol apareça, que aquela noite acabe, antes que o desespero acabe contigo.
Tudo aquilo que elaboraste como um plano infalível para venceres os teus problemas durante o dia, desmorona-se!
Como é que ias mesmo fazer? Parecia tão fácil, tão simples de resolver, serás que estás a ter um pesadelo? Ou era um sonho durante o dia?
Acaba noite, some-te…Não quero sofrer mais, não quero chorar mais, prometi que tudo ia ser diferente. Tantos planos infalíveis, vida nova, não era?
Não quero esta vida de sofrimento, não tenho ninguém para partilhar esta dor, este desânimo. Vai-te noite e leva contigo este pesadelo.
Vem dia, embrulha-me na tua luz, aquece-me a alma, tira-me deste filme mau, quero paz, esperança, algo que me faça acreditar, que não sou assim tão má e triste que mereça sofrer assim, sem sequer conseguir explicar à minha almofada que carrego desde criança, a razão de a apertar com tanta força!
Finalmente oiço o despertador, tão cega de dor e cansaço nem me apercebi da luz do sol, fraca, embrulhada em nuvens cinzentas, mas dia…
Levanto-me para mais um dia de luta de mim contra mim, tento recompor-me, manter a imagem tonta, que construí de mim, que apenas me empurra mais para o abismo…
Mais um dia, e o desejo que a noite venha longe.
Jantar de Aniversário
Postado por
Maria Sá Carneiro
em sábado, 9 de agosto de 2008
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Bem, fiquei de escrever umas palavras, sobre o aniversário do Comadres e Compadres…
Não é uma tarefa fácil, visto eu ainda ser caloira, nestas andanças.
Não estive na excitação, das primeiras horas, enfim nas primeiras emoções
Mas foi para mim, uma honra e uma grande alegria o convite da Curiosa e da Alberta.
Aqui estou para escrever umas linhas, sobre o nosso jantar no dia 5 de Agosto.
Algures na Capital, vindas de sítios diferentes do país, em frente ao Tejo, num sítio paradisíaco, com uma vista soberba, com um fim de tarde, quente, soalheiro, convidativo, para uma amena conversa.
Com uma luz magnífica, laranja, rosa, azul, mágica que só sinto, vejo em Lisboa.
Um sítio lindo de morrer, um espaço grande, amplo, com uma decoração barata demais, demasiado "desmontável", para a beleza do espaço.
É sempre uma emoção rever as Comadres, aquele abraço, sem ser virtual…
Lá nos sentamos, um serviço estranho, com múltiplas hierarquias, difíceis de acertar no empregado certo, com a categoria de servidor de bebidas, depois de alguma confusão, lá fomos buscar as bebidas, nous mêmes.
Depois das primeira bebidas e emoções do reencontro, subimos para jantar, o serviço continuou fechado, antipático, difícil de entender…
Concluímos rapidamente, que os nossos "amigos" da Asae devem ser "aconselhados" a manterem-se longe dali.
Também compreendemos se ali fossem, teriam tanto que fazer, que poriam em risco a saúde pública, visto que teriam que ficar por lá uns tempos.
Rimos de nos termos "metido" na boca do lobo, comentamos a dita flor de entulho que lá ia chegando, ciente da sua importância social, mas provavelmente sem espelho e sem "família", de chinela mais refinada, com um brilhantezeco, ou debrume tido como chique. Parolos!
Apreciamos um homenzinho cheio de tiques e niques, pernoca para cá, pernoca para lá, o que iria naquela mente? Diante do rio esforçava-se para manter a aparência de macho, aguardando a “sua” lady, que lá chegou…uns quilitos a mais toda apaixonada, ele sempre esforçado lá ia dando uns beijos repenicados com um ar deveras enjoado.
Não é uma tarefa fácil, visto eu ainda ser caloira, nestas andanças.
Não estive na excitação, das primeiras horas, enfim nas primeiras emoções
Mas foi para mim, uma honra e uma grande alegria o convite da Curiosa e da Alberta.
Aqui estou para escrever umas linhas, sobre o nosso jantar no dia 5 de Agosto.
Algures na Capital, vindas de sítios diferentes do país, em frente ao Tejo, num sítio paradisíaco, com uma vista soberba, com um fim de tarde, quente, soalheiro, convidativo, para uma amena conversa.
Com uma luz magnífica, laranja, rosa, azul, mágica que só sinto, vejo em Lisboa.
Um sítio lindo de morrer, um espaço grande, amplo, com uma decoração barata demais, demasiado "desmontável", para a beleza do espaço.
É sempre uma emoção rever as Comadres, aquele abraço, sem ser virtual…
Lá nos sentamos, um serviço estranho, com múltiplas hierarquias, difíceis de acertar no empregado certo, com a categoria de servidor de bebidas, depois de alguma confusão, lá fomos buscar as bebidas, nous mêmes.
Depois das primeira bebidas e emoções do reencontro, subimos para jantar, o serviço continuou fechado, antipático, difícil de entender…
Concluímos rapidamente, que os nossos "amigos" da Asae devem ser "aconselhados" a manterem-se longe dali.
Também compreendemos se ali fossem, teriam tanto que fazer, que poriam em risco a saúde pública, visto que teriam que ficar por lá uns tempos.
Rimos de nos termos "metido" na boca do lobo, comentamos a dita flor de entulho que lá ia chegando, ciente da sua importância social, mas provavelmente sem espelho e sem "família", de chinela mais refinada, com um brilhantezeco, ou debrume tido como chique. Parolos!
Apreciamos um homenzinho cheio de tiques e niques, pernoca para cá, pernoca para lá, o que iria naquela mente? Diante do rio esforçava-se para manter a aparência de macho, aguardando a “sua” lady, que lá chegou…uns quilitos a mais toda apaixonada, ele sempre esforçado lá ia dando uns beijos repenicados com um ar deveras enjoado.
Fomos falando de tudo, descobrindo que a exaustão não tinha ali chegado, a falta de arcas refrigeradoras, enfim acabamos por chegar, infelizmente, ao mesmo sítio, tantas vezes falamos e escrevemos, corrupção, falta de critérios, abusos, cunhas e mais que tais.
Lamentamos a falta de resposta do Senhor Presidente, a má condução de este assunto pelo qual tanto lutamos, com tanta Gente boa e anónima, que soube estar ao nosso lado.
Um sitio lindo, cheio de falhas, fundamentais para a qualidade e segurança alimentar exigível, no ano de 2008, como mínimo.
Foi bom este reencontro, naquele sítio, é bom sentir que temos os mesmos princípios, que acreditamos nos mesmos valores, que a nossa vontade de lutar pelas nossas Crianças ainda se entrelaçou mais, e que de nós podem esperar que não nos farão parar. Que não nos conseguirão calar!
Seja necessário fazer mais uma Petição, mais mil textos, o que for!
A tanta Gente que nos ajudou, de todas as idades, algumas dessas Pessoas sexualmente abusadas, o nosso compromisso que continuaremos a lutar.
Disney Tuga
Postado por
Maria Sá Carneiro
em quarta-feira, 6 de agosto de 2008
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O mês de Agosto no nosso país mais parece uma autentica Disney!
Mal amanhece, dia um, e Portugal transforma-se, veste-se de gala, chinela e ouro.
O povo sai para a estrada, chinela em riste, cartão de crédito ainda meio rafado da Páscoa, pascoela, baptizados de Maio e afins!
Tiram os camuflados dos veículos, as tangas dos roupeiros, as bóias, as bolas de promoção danone, cadeiras e banquitos, e vamos fazer de conta que nada se passa.
Vamos esquecer que temos um desgoverno, com um Primeiro que mais devia ser o último, um Presidente que já nos vende “gato por lebre”, um dia inteiro à espera de declarações que 90% dos portugueses não entenderam sequer do se estava a falar…
Fazem-se à estrada, carros atafulhados, famílias inteiras, discussões imensas, crianças aos gritos, estações de serviço cheias, a vender um café a um preço exorbitante.
Filas intermináveis, loucuras ao volante, travagens súbitas, “vinganças” dos carros mais potentes, nessa maneira mesquinha de conduzir se vê que nos transformamos num povo mesquinho, mauzinho e ressabiado.
Um povo de direitos sem deveres, um povo que tudo exige, sem nada dar em troca, assim o tentam educar e formar, para que não pensem, nem exijam, a quem de direito.
Uns contra os outros, tornamo-nos vulneráveis, à mercê das taxas de tudo e de nada, da falta de um sistema razoável de segurança social, de um sistema de educação que é um verdadeiro parque de diversões da Milu, de sermos explorados pelas negociatas da banca, pelas companhias de seguros que cada vez mais escrevem cláusulas em letra ilegível e de entendimento ininteligível.
“Encarneiramos” rumo a umas férias acima das nossas posses, para dentro do nosso país em fila, em auto-estradas que custam uma pequena fortuna, que por acaso estão sempre em obras, mas que pagamos na mesma na íntegra, onde tudo custa os “olhos da cara”.
Não valerá a pena parar para pensar?
Mal amanhece, dia um, e Portugal transforma-se, veste-se de gala, chinela e ouro.
O povo sai para a estrada, chinela em riste, cartão de crédito ainda meio rafado da Páscoa, pascoela, baptizados de Maio e afins!
Tiram os camuflados dos veículos, as tangas dos roupeiros, as bóias, as bolas de promoção danone, cadeiras e banquitos, e vamos fazer de conta que nada se passa.
Vamos esquecer que temos um desgoverno, com um Primeiro que mais devia ser o último, um Presidente que já nos vende “gato por lebre”, um dia inteiro à espera de declarações que 90% dos portugueses não entenderam sequer do se estava a falar…
Fazem-se à estrada, carros atafulhados, famílias inteiras, discussões imensas, crianças aos gritos, estações de serviço cheias, a vender um café a um preço exorbitante.
Filas intermináveis, loucuras ao volante, travagens súbitas, “vinganças” dos carros mais potentes, nessa maneira mesquinha de conduzir se vê que nos transformamos num povo mesquinho, mauzinho e ressabiado.
Um povo de direitos sem deveres, um povo que tudo exige, sem nada dar em troca, assim o tentam educar e formar, para que não pensem, nem exijam, a quem de direito.
Uns contra os outros, tornamo-nos vulneráveis, à mercê das taxas de tudo e de nada, da falta de um sistema razoável de segurança social, de um sistema de educação que é um verdadeiro parque de diversões da Milu, de sermos explorados pelas negociatas da banca, pelas companhias de seguros que cada vez mais escrevem cláusulas em letra ilegível e de entendimento ininteligível.
“Encarneiramos” rumo a umas férias acima das nossas posses, para dentro do nosso país em fila, em auto-estradas que custam uma pequena fortuna, que por acaso estão sempre em obras, mas que pagamos na mesma na íntegra, onde tudo custa os “olhos da cara”.
Não valerá a pena parar para pensar?



