Balanço
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Férias passamos o ano a sonhar com elas! Safadas passam num ápice…Um ano inteiro a pensar nelas, elas são como aquele Chocolate bom de morrer que escolhemos para quebrar a “famosa” dieta e vida super saudável e que quando vamos a pegar no último delicioso quadrado, já acabou.
Eu como sempre cheguei ao dia da partida a arrastar-me, anestesiada mas contente por partir com a minha Chica.
Infelizmente a Pepa este ano já é uma Senhora Enfermeira muito ocupada, e não nos acompanhou, estranho, é a vida a correr.
Depois de algumas hesitações quanto ao destino, entre sossego e praia inocente, uma aparente seca, decidimo-nos pelo Senegal, apesar de algumas manifestações de inquietação dos mais próximos, esse foi o nosso destino.
Lá partimos cheias de recomendações, vacinas, repelentes e afins.
Na bagagem levava uma ânsia muito grande de parar, de reflectir, no fundo aquilo que todos nós procuramos, nós próprios.
Têm sido anos sempre corridos, apressados, uma canseira.
Foi uma viagem atribulada, com muita dificuldade enorme em manter-me acordada.
Chegamos a Dakar, a um aeroporto, que mais parecia uma paragem de autocarros. Um calor sufocante.
Lá nos esperavam, o motorista do hotel e Edmond, o nosso guia...uma simpatia!
Iniciamos a nossa “aventura” no dia seguinte, visitamos Dakar, vimos um mercado, em que a Asae deixaria de existir, pura e simplesmente fechavam, e dedicavam-se à pesca.
O Senegal é um país lindo, com paisagens deslumbrantes, mas em que o tempo parou, as estradas são só buracos, o edifício onde está instalado o Governo tem os vidros partidos, os hospitais dão-nos vontade de “rezar” só de pensar que podemos ficar doentes por aquelas paragens. Mas aquilo que realmente me marcou foi que as pessoas estão paradas, esperando, um milagre.
Parecem apáticas e indiferentes à miséria que as rodeia, pacificamente sentadas nas bordas das pseudo estradas, esperando que alguém lhes compre o mesmo que toda a gente vende: um vende mangas e todos os outros também...
Senti-me bem, no meio daquela beleza natural, senti uma paz enorme, “No pasa nada, tranquilito!”
Consegui parar, relaxar, aperceber-me de tantas correntes que me amarravam a um passado que já devia ser mais distante, mais diluído, e não tão marcante.
Aqui estou de volta, mais leve e pronta para viver o presente.
Có có ró có có
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Se bem me lembro, depois das crianças violentadas terem enunciado esses dois socialistas "de topo", o PS ganhou as últimas legislativas por maioria absoluta, pelo que não percebo a onde está a mossa da cabala, nem sequer de que raio de cabala se trata já que quem a apregoa não sustenta o que diz. Esquece-se Ana Gomes, que a repetição das perícias psicológicas veio reforçar a veracidade do testemunho das vítimas - para não falar dos processos perdidos por esses “topos” face às crianças que os indiciaram -, logo a teoria da manipulação não pega. É pena que Ana Gomes não fale com a mesma veemência em relação à justiça que deve ser feita às crianças que foram (que são) violadas, muitas delas sistematicamente, e que o Estado não defende, demitindo-se da sua função de zelar pelas mesmas.
Declarações como estas, as de José Sócrates, Manuel Alegre, Ferro Rodrigues e companhia Ltda., só reforçam o conceito empresarial em que os partidos se tornaram, neste caso o PS, sempre preocupados com as suas "figuras", com a imagem do partido, como se o sistema feudal tenha que vigorar e os comuns portugueses sejam os vassalos ao senhor politico de carreira.
É por estas e por outras que nenhum partido recebe a minha simpatia, e tristemente reconheço o quão tolos são os portugueses que continuam a votar neles (e incluo todos os partidos). Este sistema não serve, poucos o negam, Portugal precisa de renovar a acção política, muitos o defendem, mas creio que a mudança de mentalidade dos que continuam a eleger esta pandilha é a que mais urge. Enquanto se privilegiar a conveniente memória curta, mais amestrados ficam os cidadãos e a presente conjectura nacional é "pão com mel" face ao que se avizinha.
Diz que é uma espécie de Estado de espírito
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Primeiro-ministro: não comento.
Enquanto tal: comento.
Primeiro-ministro: não quero fazer comentários.
Enquanto tal: repito, comento.
Curiosa: separação de poderes? Quem? Pode repetir? Onde?
Decisão Pedregosa
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Se bem entendi, numa atitude absolutamente sem precedentes, o Estado português (poder judicial) acaba de condenar o Estado português (poder executivo) por “erro grosseiro” na aplicação da Justiça (poder judicial).
Parece-me um excelente precedente - já que fará com certeza jurisprudência - para que as vítimas do Processo Casa Pia processem o Estado português (poderes legislativo, executivo e judicial) por “erro grosseiro” na condenação de inocentes a longas penas de prisão e a todo o tipo de sevícias, em instituições oficiais decadentes e absolutamente inadequadas, expondo-os a toda a sorte de perigos, incluindo o das suas próprias vidas.
Aliás, esta tese do precedente já foi reconhecida por um alto dirigente socialista, acima citado, dizendo esperar que esta decisão judicial “sirva de exemplo para o futuro”. Nem mais.
Quaisquer 100.000 Euros de indemnização a cada uma dessas vítimas - incluindo as que não se queixaram até hoje - seria uma sentença bastante razoável e, pelos vistos, perfeitamente espectável.
Adenda: UFA...
Adão Barata
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Recebi hoje a triste notícia do falecimento, a 30 de Agosto, de Adão Barata que padecia de doença prolongada. À sua família, os meus sentidos pêsames.Lamento profundamente a sua partida. Se há pessoas que me marcaram positivamente e que considero meus mestres, Adão Barata é sem dúvida uma delas.
Cruzámo-nos profissionalmente há uns bons anos e não por muito tempo. Com rumos diferentes, foram poucas as vezes que nos voltamos a ver, mas a cada encontro dava-me sempre o seu largo sorriso e a tradicional pancadinha no ombro acompanhada com “então miúda, que tens feito?”.
Nunca me fez propaganda partidária, acima da sua ideologia política estava a sua postura humana que preferia unir esforços assentes no respeito pela individualidade, sempre com o seu trato afável mas sabendo impor-se quando necessário. São inúmeras as situações em que o vi agir com rectidão, honestidade, coragem e disponibilidade, sobressaindo o Homem de bem que era.
Mergulhada em saudade, recordo-o e presto-lhe esta singela homenagem.



