In-group
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A base do futebol é a competição e as claques agem de igual forma, surgindo, como em qualquer outro grupo, a categorização “nós” e “eles”. Ora, esta categorização parte da coesão em “nós” e como em grupo tudo é mais fácil (cooperação), provocar o conflito com “eles” é pão com manteiga quando os interesses são objectivos em determinadas situações, sejam elas o grito mais forte, a “curva” mais colorida ou a pilhagem, assistindo-se a atitudes competitivas que atingem formas elevadas de hostilidade e agressão com vista à superioridade. Quando a prática de tais atitudes tem avaliação positiva, as estratégias refinam-se e a prática criminal é legitimada no grupo desde que este subsista. Os comportamentos são desviantes, mas nada pesam face ao sentido de pertença interiorizado.
Tu/em Mim
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Será isso ou apenas tentas curar-te em mim?
Usas-me como eu fosse um espelho,
Inventas histórias semelhantes às minhas.
Se choro, choras também,
Se rio, cobras-me o riso.
Se sopro, sopras por tabela,
Se te amo, amas-me mais.
Queres que afinal seja quem?
Será que apenas queres ser eu em ti?
Usufruis da minha força, mas apoderas-te dela,
Inventas-te em mim, para teres vida própria.
Vive por ti, e não através de mim,
Nunca te escondi a minha solidão.
Sou um bicho-do-mato, uma concha fechada,
Não te apoderes de mim, eu sou do mundo!
Pedaços vividos...
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Todos acreditamos em alguma coisa, e eu acredito em muitas coisas,talvez um tanto loucas e estapafúrdias, para muitos... Mas, são as minhas coisas!...
É curiosa a fragilidade humana face a situações que parecem avassaladoras... e é suposto sermos cada vez mais fortes, consoante vamos passando por elas, mas na prática somos sempre surpreendidos numa curva, e a nossa capacidade de resistência não é tão sólida quanto suponhamos, e pensamos em desistir porque nos cansamos de lutar...
O caminho que tentamos percorrer tem destas coisas!
Desistir será o melhor? Ou devemos continuar a lutar na esperança de um dia sairmos vitoriosos porque alcançamos a felicidade que tanto almejamos?
Fico sempre nesta dúvida, mas creio que desistir é cobardia... E embora às vezes me sinta tentada a fazê-lo, jurei que não o ia fazer.
Porquê?!
Um grito de revolta!
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Uma das muitas razões que se organizou o Magusto, foi para ajudar quem precisa de apoio, de um sorriso, de amor e de amizade. Ele ajudou uma das pessoas que mais amo na vida.
Era um rapaz humilde, amigo, simpático, tinha sempre um sorriso, uma piada.
Uma das últimas vezes que estive com ele, foi cá em casa, jantamos, e fomos ver uma Amiga minha cantar, que ele adorou ouvi-la, ela canta e encanta.
A última vez que o vi foi no Magusto, rimo-nos como sempre, mas achei-o com um olhar triste.
Não consigo evitar as lágrimas, tanta gente comentou que cinco euros era caro! Será tão difícil entender que um momento mau, um caminho errado, um vício, seja ele qual for, droga, álcool, jogo, podem acontecer a todos, em qualquer família, extracto social, com dinheiro, sem dinheiro????
Lembro-me da Petição contra os abusos sexuais nas Crianças, que isso era só na “gente pobre” que essas coisas aconteciam.
Antes de mais quero agradecer a todos que me ajudaram no Magusto, nomeadamente à Alberta, à Curiosa, e aos meus Amigos da Faculdade.
Mas não posso, não quero, não exprimir aqui o meu grito de revolta para este país de merda, que não tem meios, vontade, de ajudar na reinserção das pessoas com problemas de álcool, de droga, que não apoia nem ajuda os deficientes.
E um grito de revolta para aqueles que só ajudam em causas que saiam nas revistas, que tenham projecção para os próprios, para esta sociedade que só pensa em dinheiro, pseudo fama, carros e merdas.
Gente fútil e oca, gente estúpida!
Desculpem o meu desabafo, a dor às vezes fala mais alto, e hoje Amigo choro por ti!
E guardo no meu coração o teu sorriso para sempre!
Até sempre!
Ilhas em Movimento: base de dados para identificar pedófilos
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"Uma base que contenha os dados de todos aqueles que foram acusados e condenados pelo crime de abuso sexual de crianças. Este é móbil da petição que dentro em breve irá circular pelos Açores.
A ideia nasceu da associação açoriana "Ilhas em Movimento", e tem como objectivo afastar de creches, escolas, jardins-de-infância, ATL e alas de pediatria dos hospitais, pessoas condenadas pela prática de pedofilia.
Habituado às lides jurídicas, "o advogado é uma pessoa que tem uma grande vocação para a intervenção social porque lida directamente com temáticas sociais", Ricardo Pacheco, da associação "Ilhas em Movimento, e mentor deste projecto inédito em Portugal, explica, ao ´Diário dos Açores´, a importância desta iniciativa.
"As pessoas, se calhar, desconhecem. Eu conheço porque trabalho nos tribunais e já tive vários casos desses. A verdade é que semanalmente há casos de abusos sexuais de menores a serem julgados nos Açores", afirma o advogado. E continua "nós não temos uma mão de pessoas acusadas e condenadas pela prática de pedofilia. Temos largas dezenas de pessoas sentenciadas por este crime", confessa o responsável pelas "Ilhas em Movimento". Questionado acerca da necessidade de estas pessoas serem reintegradas pelo crime que cometeram e de a existência de uma base desse género pôr em risco a privacidade dos condenados, Ricardo Pacheco salienta que a finalidade deste banco de dados não é tornar público quem são essas pessoas. O propósito é, acima de tudo, proteger as crianças de potenciais reincidentes. O advogado sublinha que é imperiosa a criação de um banco de dados contendo essas informações para que, em determinadas áreas da nossa sociedade, "os possíveis empregadores saibam que estas não são as pessoas mais indicadas para desempenhar estas mesmas funções". Ricardo Pacheco defende que os condenados por abuso sexual de menores, depois de cumprida a pena, devem ser reintegrados. Contudo nunca em áreas que envolvam crianças, (como creches, escolas, colégios, ATL, e jardins-de-infância), pois o perigo dos pedófilos voltarem a cometer o mesmo crime é elevado. De acordo com o presidente da associação "Ilhas em Movimento", esta base de dados vem, sobretudo, proteger as crianças e "livrá-las" de situações cujas marcas ficam para sempre.
Ricardo Pacheco explicou ao nosso jornal que, no caso de vir a concretizar-se, esta base de dados é pioneira em Portugal. Em França, o presidente Nicolas Sarkozy lançou esta medida há alguns anos e a mesma revelou-se um sucesso, adianta Ricardo Pacheco.
[…]"
Considero que a criação de semelhante base de dados é importantíssima para a salvaguarda das crianças e que os crimes de abuso sexual deveriam constar perpetuamente no cadastro dos que por tal foram condenados, contudo, e sem disprimor a esta acção, não me parece que esta luta se deva delimitar a regiões.
Compreendo que acções mais localizadas têm muitas vezes resultados mais efectivos e que o importante é dar o primeiro passo, mas a pedofilia não tem rosto quanto mais regiões, pelo que uma intervenção nacional - talvez em parceria com associações (?) que incidem na infância e/ou neste flagelo do abuso sexual – urge, já ontem era tarde.
Arguademos a referida Petição.



