Entre facistas e mafiosos
Postado por
Curiosa Qb
em segunda-feira, 24 de novembro de 2008
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Alberto João Jardim, no recente congresso da JSD Madeirense, disse sobre o PS:
«Aquilo não é um partido político, aquilo é uma organização que, às vezes, Meu Deus, até me faz lembrar a máfia siciliana, é que não tem princípios, nem valores, o partido diz-se socialista mas não é socialista, promete uma coisa, faz outra, a única coisa que nós dizemos que é constante naquele partido é a conquista do poder e a sua manutenção a qualquer preço»
Que mal pergunte: há alguém que queira deixar o poder depois de o ter?
Ó Vitinho, então agora como é?!
Postado por
Anónimo
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A Banca portuguesa está em crise.
Nunca há culpados, não há ninguém!
Mas precisa de um ar de “Brise”...
Muito mau cheiro já de lá vem.
O Vitinho dizia que não sabia
Da crise do BCP
Será uma mania, serão os óculos?
Então não vê, não sabe porquê?
De rabo colado ao poder
Do BdP diz que não sai
A ver vamos, vamos ver
Se sair de lá, vai ou não vai
Tem o apoio deste insane Governo
Que até o BPN nacionalizou
Esconder que a Banca está um inferno
Para onde esta comédia deslizou
Ninguém sabe onde ou como vai parar
Esta crise de “quebra-nozes”
Culpados aqui também os há
Veremos se, no Natal, haverá filhoses
Já ouvimos tantas e tantas bocas
Qual delas mais contraditória
Já começam a sair das tocas
Os protagonistas desta história
Nunca há culpados, não há ninguém!
Mas precisa de um ar de “Brise”...
Muito mau cheiro já de lá vem.
O Vitinho dizia que não sabia
Da crise do BCP
Será uma mania, serão os óculos?
Então não vê, não sabe porquê?
De rabo colado ao poder
Do BdP diz que não sai
A ver vamos, vamos ver
Se sair de lá, vai ou não vai
Tem o apoio deste insane Governo
Que até o BPN nacionalizou
Esconder que a Banca está um inferno
Para onde esta comédia deslizou
Ninguém sabe onde ou como vai parar
Esta crise de “quebra-nozes”
Culpados aqui também os há
Veremos se, no Natal, haverá filhoses
Já ouvimos tantas e tantas bocas
Qual delas mais contraditória
Já começam a sair das tocas
Os protagonistas desta história
Acuda-nos Deus no meio de tudo isto
Parece o tira-tira, rapa-rapa
Tudo é tão sinistro e nunca visto
Tudo há de mau debaixo da capa!
Aguardemos os novos desenvolvimentos...
Mais oportunistas hão-de aparecer.
É mais um corrúpio de acontecimentos,
Será mais um “polvo” que está a nascer!
Outrora um País de fama e orgulho,
Hoje neste "rectângulo" tudo acontece!!
Todos gritam, pisam e fazem barulho...
Somos um Povo que não merece.
Alberta Manso
Partida de um Anjo
Postado por
Anónimo
em sexta-feira, 21 de novembro de 2008
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Era uma vez um ser lindo e perfeito, um daqueles seres a que chamamos anjo bom!
Um dia, olhei para o lado e vi-o ali, a sorrir para mim, sorri também e fiquei com medo... medo de um sentimento tão forte que começava a nascer no peito e que parecia querer transbordar cá para fora! Senti um medo terrível de contemplar toda aquela beleza e perfeição, medo de o ter, porque era demasiado bom para mim.
Porém, lentamente, comecei a senti-lo cada vez mais fraco, cada vez mais triste... mas firme sempre ao meu lado!
Até que me apercebi que já não tinha mais nada para lhe dar, nem ele a mim, e eu olhei para o meu Anjo e vi o cansaço e a tristeza que eu, de certo modo, lhe ia provocando e previ que, mais dia menos dia, ele deixaria de ser o meu Anjo do Amor.
A determinada altura, também já exausta de tudo, já não sentia o mesmo por este Anjo!! Preferia o outro, aquele que era aberto para mim e que agora se fechava na sua concha, que antes conversava muito comigo e que agora se calava cada vez mais, que antes me contava os seus mais íntimos pensamentos e que agora os guardava, que antes partilhava tudo comigo e que agora se resguardava, que antes era alegre e que agora era muito triste... queria aquele Anjo que me dava Vida e Esperança, me fazia rir e sentir bem, e que agora me fazia ficar confusa, insegura, triste e com uma dor permanente no coração...
Sei que ele tentou sempre recobrar forças, dar-me uma última réstia de amor... sempre senti isso, mas deixei de ter força para entender e aguentar os seus silêncios, as suas tristezas e, no extremo, a sua dor infinita e sempre constante...
Cheguei à conclusão que o meu Anjo mudou, que tenta percorrer um caminho... que eu desconheço, porque já não fala comigo sobre si... fechou nas suas asas!!!
E eu comecei a sentir-me desiludida, impotente, incapaz, absorvendo todo aquele sofrimento!
Comecei a achar que o meu Anjo do Amor já não tentava voar comigo, já não sonhava comigo, já não queria acabar os seus dias comigo, nem aterrar naquele mundo que sonhámos criar para nós, longe daqui e de todos, em busca da nossa felicidade...
Esgotamos as palavras... Já nada do que eu digo tem valor e quando parece ter ou sou sempre exigente, ou centro tudo em mim, ou sou dura ou sou injusta!!!
Preferimos calar-nos, já não nos entendemos nem nos vemos mutuamente como portos seguros.
E para não o fazer sofrer mais por um amor sem futuro, mandei-o embora!
E ele foi, cansado de tudo, triste, abatido, sem beleza, perfeição ou amor para dar.
Depois de ele ir, apercebi-me que já não tinha mais nada, que era ele a fonte de tudo aquilo que eu tinha, a fonte da minha Vida onde eu tinha ido beber um amor que nunca tinha sentido antes.
Era ele o meu Sol... eu apenas reflectia a beleza e a Luz que provinha dele... e quis tê-lo de volta! Mas o meu Anjo já cansado, desta vez, não voltou atrás!...
Agora apenas continua aqui... sinto-o, mas como Anjo Amigo, pousado ao meu lado, ensaiando o seu voo, recuperando as forças necessárias para isso.
Sei que um dia as vai recuperar, juntamente com toda a luz e beleza que lhe roubei e, então, ele voará para longe!...
Será o Anjo Amigo e Amor de alguém, provavelmente... Espero que ele seja muito feliz... que encontre não uma humana mimada e egoísta, mas outro Anjo tão belo e perfeito como ele, fazendo aquilo que eu não consegui... Fazendo-o FELIZ!
Comigo ficará apenas como Anjo Memória!
Um dia, olhei para o lado e vi-o ali, a sorrir para mim, sorri também e fiquei com medo... medo de um sentimento tão forte que começava a nascer no peito e que parecia querer transbordar cá para fora! Senti um medo terrível de contemplar toda aquela beleza e perfeição, medo de o ter, porque era demasiado bom para mim.
Mas aos poucos eu fui cedendo àquele amor recém-nascido por um anjo... E fui feliz, muito feliz com o meu Anjo Amor!
Era tão belo e perfeito que eu comecei a viver apenas dele e para ele... Só que, sem me dar conta, comecei a sugar-lhe toda a beleza e perfeição para me alimentar dele... Muitas vezes pensei que ele iria fraquejar, desistir de mim mas, como anjo bom que era, não desistiu, ficou sempre comigo, como havia prometido!
Era tão belo e perfeito que eu comecei a viver apenas dele e para ele... Só que, sem me dar conta, comecei a sugar-lhe toda a beleza e perfeição para me alimentar dele... Muitas vezes pensei que ele iria fraquejar, desistir de mim mas, como anjo bom que era, não desistiu, ficou sempre comigo, como havia prometido!
Porém, lentamente, comecei a senti-lo cada vez mais fraco, cada vez mais triste... mas firme sempre ao meu lado!
Até que me apercebi que já não tinha mais nada para lhe dar, nem ele a mim, e eu olhei para o meu Anjo e vi o cansaço e a tristeza que eu, de certo modo, lhe ia provocando e previ que, mais dia menos dia, ele deixaria de ser o meu Anjo do Amor.
A determinada altura, também já exausta de tudo, já não sentia o mesmo por este Anjo!! Preferia o outro, aquele que era aberto para mim e que agora se fechava na sua concha, que antes conversava muito comigo e que agora se calava cada vez mais, que antes me contava os seus mais íntimos pensamentos e que agora os guardava, que antes partilhava tudo comigo e que agora se resguardava, que antes era alegre e que agora era muito triste... queria aquele Anjo que me dava Vida e Esperança, me fazia rir e sentir bem, e que agora me fazia ficar confusa, insegura, triste e com uma dor permanente no coração...
Sei que ele tentou sempre recobrar forças, dar-me uma última réstia de amor... sempre senti isso, mas deixei de ter força para entender e aguentar os seus silêncios, as suas tristezas e, no extremo, a sua dor infinita e sempre constante...
Já não via nele aquela intensidade e vontade que ele tinha de se dar, de alimentar o nosso voo conjunto, já só via fragmentos...
Cheguei à conclusão que o meu Anjo mudou, que tenta percorrer um caminho... que eu desconheço, porque já não fala comigo sobre si... fechou nas suas asas!!!
E eu comecei a sentir-me desiludida, impotente, incapaz, absorvendo todo aquele sofrimento!
Comecei a achar que o meu Anjo do Amor já não tentava voar comigo, já não sonhava comigo, já não queria acabar os seus dias comigo, nem aterrar naquele mundo que sonhámos criar para nós, longe daqui e de todos, em busca da nossa felicidade...
Esgotamos as palavras... Já nada do que eu digo tem valor e quando parece ter ou sou sempre exigente, ou centro tudo em mim, ou sou dura ou sou injusta!!!
Preferimos calar-nos, já não nos entendemos nem nos vemos mutuamente como portos seguros.
E para não o fazer sofrer mais por um amor sem futuro, mandei-o embora!
E ele foi, cansado de tudo, triste, abatido, sem beleza, perfeição ou amor para dar.
Depois de ele ir, apercebi-me que já não tinha mais nada, que era ele a fonte de tudo aquilo que eu tinha, a fonte da minha Vida onde eu tinha ido beber um amor que nunca tinha sentido antes.
Era ele o meu Sol... eu apenas reflectia a beleza e a Luz que provinha dele... e quis tê-lo de volta! Mas o meu Anjo já cansado, desta vez, não voltou atrás!...
Agora apenas continua aqui... sinto-o, mas como Anjo Amigo, pousado ao meu lado, ensaiando o seu voo, recuperando as forças necessárias para isso.
Sei que um dia as vai recuperar, juntamente com toda a luz e beleza que lhe roubei e, então, ele voará para longe!...
Será o Anjo Amigo e Amor de alguém, provavelmente... Espero que ele seja muito feliz... que encontre não uma humana mimada e egoísta, mas outro Anjo tão belo e perfeito como ele, fazendo aquilo que eu não consegui... Fazendo-o FELIZ!
Comigo ficará apenas como Anjo Memória!
Cobardia? Não! Coragem
Postado por
Maria Sá Carneiro
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Cheguei a casa cansado de lutar, de fingir que está tudo bem, cada vez que sorrio, parece que a minha pele estala.
Sinto-me um palhaço de mim mesmo, o desespero cresce em mim, porque será que ninguém se dá conta que o meu sorriso é triste e desconsolado!
Não sei para onde ir, como começo uma vida cortada e recortada pelos meus vícios, pelos meus fantasmas, fiquei preso ao passado.
Perdi-me pelos fascínios das luzes, pela batida acelerada do meu coração, pelo timbre da música, esqueci-me de ver as cores, a letra da música, deixei-me embalar pela fantasia do momento, pela loucura, pela minha falta de coragem de me enfrentar.
Entrei mil vezes pela última vez, voltei a entrar, a tratar-me, magoei muita gente, perdi muita gente…
Acima de tudo é um bicho que me morde e persegue, não desiste de me tentar levar.
Estou cansado desta luta sem tréguas, estou com medo de não conseguir resistir, de mais uma vez ter que voltar tudo ao principio…
Isso sei, que não vou aguentar mais uma vez.
Sinto-me num beco sem saída, num abismo.
Aqui estou sentado, perdido, magoado, desiludido comigo mesmo, e só!
Não sei para que lado me hei-de virar, sei o que esperam de mim, mas sei o que não tenho, e que acho que nunca vou ter.
Esta luta mata-me, consome-me.
Aqui sentado neste sofá, nesta casa triste, num sítio triste, percebo que já não tenho, onde nunca tive, o meu lugar no mundo!
No meu mundo interior, na sociedade, deixei-me chegar a este ponto, errei demais, sinto-me num ponto que já não há retorno.
Bate-me uma ideia, persistentemente na cabeça, mais uma única vez, que seja de vez!
Decido partir, rendo-me à minha incapacidade de lidar comigo mesmo!
Sinto-me um palhaço de mim mesmo, o desespero cresce em mim, porque será que ninguém se dá conta que o meu sorriso é triste e desconsolado!
Não sei para onde ir, como começo uma vida cortada e recortada pelos meus vícios, pelos meus fantasmas, fiquei preso ao passado.
Perdi-me pelos fascínios das luzes, pela batida acelerada do meu coração, pelo timbre da música, esqueci-me de ver as cores, a letra da música, deixei-me embalar pela fantasia do momento, pela loucura, pela minha falta de coragem de me enfrentar.
Entrei mil vezes pela última vez, voltei a entrar, a tratar-me, magoei muita gente, perdi muita gente…
Acima de tudo é um bicho que me morde e persegue, não desiste de me tentar levar.
Estou cansado desta luta sem tréguas, estou com medo de não conseguir resistir, de mais uma vez ter que voltar tudo ao principio…
Isso sei, que não vou aguentar mais uma vez.
Sinto-me num beco sem saída, num abismo.
Aqui estou sentado, perdido, magoado, desiludido comigo mesmo, e só!
Não sei para que lado me hei-de virar, sei o que esperam de mim, mas sei o que não tenho, e que acho que nunca vou ter.
Esta luta mata-me, consome-me.
Aqui sentado neste sofá, nesta casa triste, num sítio triste, percebo que já não tenho, onde nunca tive, o meu lugar no mundo!
No meu mundo interior, na sociedade, deixei-me chegar a este ponto, errei demais, sinto-me num ponto que já não há retorno.
Bate-me uma ideia, persistentemente na cabeça, mais uma única vez, que seja de vez!
Decido partir, rendo-me à minha incapacidade de lidar comigo mesmo!



