Dias Loureiro
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"BPN: Dias Loureiro mentiu à comissão de inquérito, revela "Expresso"
14.02.2009 - 13h39 PÚBLICO
O ex-ministro Dias Loureiro disse no passado dia 27 de Janeiro à comissão de inquérito ao caso BPN, não saber da existência da Excellence Assets Fund, que permitiu uma compra ruinosa de duas empresas tecnológicas em Porto Rico, da qual resultou um prejuízo de 38 milhões de dólares. O semanário “Expresso”, garante, porém, na sua edição de hoje, que o Dias Loureiro assinou dois contratos onde esse fundo é parte.
“Ou seja, além de ter participado em todo o negócio”, como semanário já tinha divulgado na semana passada, Dias Loureiro “não disse a verdade ao Parlamento, o que é considerado grave, uma vez que as Comissões de Inquérito funcionam com a mesma dignidade que os inquéritos da Justiça”, avança a edição de hoje do “Expresso”.
Confrontado pelo semanário, o ex-ministro da Administração Interna negou ter mentido quando disse desconhecer o Excellence Assets Fund. "Disse aquilo de que me lembro", disse. "Toda a operação definitiva não fui eu que tratei. Estive envolvido na fase inicial. Quem terá depois tratado da compra foi Jorge Vieira Jordão, o mesmo que já havia dito à comissão", indicou ainda ao jornal.
Dias Loureiro sublinhou ainda, confrontado com as perguntas do "Expresso": "Não me lembro dos contratos, posso ter assinado, se vocês o dizem, mas não tenho memória. Foram dois actos isolados. Não tenho arquivo nenhum. Sei que assinei o memorando de entendimento no início do contrato e mais nada".
Quando questionado acerca do Excellence Assets Fund, na tarde do dia 27 de Janeiro, Dias Loureiro disse taxativamente: "Nunca ouvi falar nesse fundo". "E tem ideia de o BPN ou a Sociedade Lusa de Negócios (SLN) alguma vez terem adquirido este fundo?" - perguntaram ainda os deputados. "Não, não tenho", voltou a responder o ex-administrador da SLN, avança o "Expresso".
O semanário teve, porém, acesso a dois documentos com a assinatura do actual Conselheiro de Estado e nos quais fica provado que foi usado esse fundo para fazer a compra de duas empresas tecnológicas de Porto Rico, a Biometrics e a Nova Tech, que vieram a revelar-se duas "tecnológicas-fantasma" . "No início do negócio foi neste fundo que ficou estacionada a participação do BPN em Porto Rico e o fundo voltou a ser parte no contrato que encerrou o negócio em 2002", escreve o jornal.
"O contrato de promessa de compra de 2626 acções do Excellence (com sede nas Ilhas Caimão) por parte da SLN, foi assinado por Dias Loureiro e Oliveira Costa em 30 de Novembro de 2001. O encerramento foi assinado em 22 de Julho de 2002, deixando um prejuízo de 38 milhões de dólares no grupo BPN", pode ainda ler-se no semanário.
"Não cometi nenhuma ilegalidade. Esse é o meu sentimento profundo. Acreditava em quem me dizia que as coisas eram feitas daquela maneira", disse ainda.
Questionado pelo semanário se, face à documentação, sente alguma necessidade de ir prestar novos esclarecimentos ao Parlamento diz que não. "Não lhes menti em nada. Falei da estrutura do negócio e expliquei tudo. Nunca menti na comissão, disse aquilo de que me lembro"."
Fonte: Público
Mário Crespo vs Maria José Morgado: Caso Freeport
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SERÁ CULPA DOS PODERES OCULTOS?
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PEDIDO DE ESCLARECIMENTO
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Reportando-me às notícias publicadas pelos Jornais em epígrafe, em 31.01.2009, sobre o processo FREEPORT, venho pedir a algúem, mais esclarecido que eu, que me explique como é isto possível, pois com os elementos facultados, a minha confusão é enorme. Refiro-me à mãe do sr primeiro-ministro, D. Maria Adelaide de Carvalho Monteiro, nascida em 1931:
Jornal 24 Horas:
- Divorciada nos anos 60 de Fernando Pinto de Sousa, “viveu modestamente em Cascais como empregada doméstica, tricotando botinhas e cachecóis…”.
Correio da Manhã:
- Admitamos que, na sequência do divórcio ficou com o chalet (r/c e 1º andar) cuja fotografia se reproduz.
- Admitamos ainda, que em 1998, altura em que comprou o apartamento na Rua Braamcamp, o fez com o produto da venda da vivenda referida, feita nesse mesmo ano de 1998. Ainda nesse mesmo ano, declarou às Finanças um rendimento anual inferior a 250€, o que pressupõe não ter qualquer pensão de valor superior, nem da Segurança Social nem da CGA.
Jornal 24 Horas:
Entretanto morre-lhe o marido, Júlio Araújo Monteiro, pai de José Sócrates, que lhe deixa “uma pequena fortuna, de cujos rendimentos em parte vive hoje”.
Correio da Manhã:
Porque neste momento, aufere do Instituto Financeiro da Segurança Social, organismo público que faz a gestão do orçamento da Segurança Social, uma pensão superior a 3.000€, seria lícito deduzir, caso não tivesse tido outro emprego a partir dos 65 anos, e que considerando a idade normal para a pensão de 65 anos, a mesma lhe teria sido concedida em 1996.
Só que, porque em 1998 a dita pensão não consta dos seus rendimentos, forçoso será considerar que a partir desse mesmo ano (1998) desempenhou um lugar que acabou por lhe garantir uma pensão de 3.000€, valor mínimo.
Abstraindo a aplicação da formula de cálculo actual, a pensão teria sido calculada sobre os 10 melhores anos de 15 anos de contribuições, com um valor de 2%/ano e uma taxa global de pensão de 80% ...
POIS... É A PARTIR DAQUI QUE ME PERCO!...
* porque o I.F.S.S. não funciona como entidade bancária que paga dividendos face a investimentos ali feitos (depósitos);
* porque em 1998 o seu rendimento foi de 250€;
* para poder usufruir em 2008 de uma pensão de 3.000€, será porque [ainda que considerando que já descontava para a Segurança Social como empregada doméstica e perfez os 15 anos para poder ter direito a pensão], durante o período (pós 1998), nos ditos melhores 10 anos, a remuneração mensal foi tal que deu uma média de 3.750/mês para efeitos do cálculo da pensão final?!
Ora:
» Como em nenhum dos jornais se fala em habilitações que a senhora tenha adquirido, nem frequentado nenhum programa "Novas Oportunidades", que lhe permitisse ultrapassar o tal serviço doméstico remunerado, parece poder depreender-se que as habilitações que tinha nos anos 60 eram as mesmas que tinha quando ocupou o tal lugar que lhe rendeu os ditos 3.750€/mês.
Será possível que informem quais foram as funções desempenhadas pela referida senhora, que lhe permitem, AGORA, receber tal pensão?
Eu só queria entender...
Alberta
Enamoramento
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A nossa casaA nossa casa, Amor, a nossa casa!
Onde está ela, Amor, que não a vejo?
Na minha doida fantasia em brasa
Constrói-a, num instante, o meu desejo!
Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa?
Sonho... que eu e tu, dois pobrezinhos,
Andamos de mãos dadas, nos caminhos
Duma terra de rosas, num jardim,
Num país de ilusão que nunca vi...
E que eu moro - tão bom! - dentro de ti
E tu, ó meu Amor, dentro de mim...
Florbela Espanca
Nota: São Valentim na Wikipédia
Mais uma "negociata"!
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“Setúbal: iniciado abate de sobreiros, Quercus inconformada
A promotora imobiliária Pluripar iniciou, esta quarta-feira, o abate de 1.331 sobreiros no Vale da Rosa, em Setúbal, apesar da providência cautelar interposta segunda-feira pela Quercus no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, refere a Lusa.
Por volta das 9h00, uma dezena de homens munidos de auto-serras iniciaram o abate de sobreiros devidamente autorizado pela Autoridade Florestal Nacional, perante o olhar atento da GNR e dos dirigentes da Quercus, Domingos Patacho e Francisco Ferreira.
«Para a Quercus é uma batalha perdida porque o objectivo era que não se cortassem estes sobreiros, que têm dezenas, nalguns casos centenas, de anos», disse o vice-presidente da Quercus, Francisco Ferreira, lembrando que o tribunal «tem 48 horas para se pronunciar sobre a providência cautelar».
«Os sobreiros que hoje estão a ser abatidos correspondem à área de um centro comercial (a ser construído no futuro) que teve imprescindível utilidade pública à custa de um despacho, feito um mês antes das eleições autárquicas de Dezembro de 2001, dos então ministros do Ambiente, José Sócrates, e da Agricultura, Capoulas Santos», frisou o vice-presidente da Quercus.
A urbanização do Vale da Rosa, com 7.500 fogos, um centro comercial e um complexo desportivo, inclui também inclui o futuro estádio municipal, que a autarquia já se comprometeu a ceder ao Vitória de Setúbal."
Fonte: IOL Diário




