Parabéns Chica, 18 anos!
Postado por
Maria Sá Carneiro
em domingo, 26 de abril de 2009
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Parece que foi ontem, mas é sempre assim, não nos damos conta do tempo passar por nós, e sobretudo pelos filhos.Nasceste antes do tempo, apressada, minúscula, com problemas tubos e angústias. Foi um primeiro mês duro, não comias, emagrecias, enfim uns dias longos!
Eras muito pequena, mas nasceste com uns pulmões, que a casa ia abaixo. Dormias o dia todo, fazias os encantos das visitas. Que querida, bonita, sossegada!
Berravas a noite toda, era um desespero, as horas passavam, e tu nada, olho aberto, desperta como se fossem sete da manhã.
Eras um bebé lindo de morrer, careca, sorridente!
Fazias asneiras a torto e a direito, fizeste tudo cedo, sentar, andar e falar.
Falavas tão bem que impressionavas toda a gente, portantos! Dizias tu desmultiplicando-te em gestos, fazias o encanto do teu Avô.
Limpaste tão bem o meu telemóvel com ajax, que ele ficou limpo de vez, amei ver-te crescer! Mesmo Filha!
Passamos tempos complicados as duas, aqui no Porto! Tirando o teu acordar, e alguns dias mais irritadiços…
Queria dar-te os parabéns pelos teus 18 anos Chi!
E dizer-te que és uma das minhas melhores amigas, que és uma excelente companhia, tens um carácter, uma postura de uma honestidade emocional e intelectual fora de série, és um amor de Filha!
O resto já tu sabes querida!
Tenho muito orgulho em ti!
Amo-te Querida Chi, meu Peixinho do Mar!
Vivência ou utopia?
Postado por
Curiosa Qb
em sábado, 25 de abril de 2009
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"Existem três tipos de Estado:
o Estado Capitalista, o Estado Comunista e o Estado a que isto chegou"
Salgueiro Maia
o Estado Capitalista, o Estado Comunista e o Estado a que isto chegou"
Salgueiro Maia
Fonte da imagem: Cravado No CarmoNota: LIBERDADE e REVOLUÇÃO DOS CRAVOS na Wikipédia
Que os tem no sítio
Postado por
Curiosa Qb
em quinta-feira, 23 de abril de 2009
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José Eduardo Moniz reage publicamente às afirmações de José Sócrates (na entrevista que concedeu à RTP) sobre o jornalismo da TVI.
TVI, Jornal Nacional, 22/04/2009
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Nota: de acordo com a Marktest, na primeira quinzena de Abril, a TVI teve uma audiência média diária de 6,2 milhões de indivíduos, com um share médio mensal de 35,9%, seguida da SIC com 28,2% e por fim a RTP1 com 17,8%.
Enlouqueço-me!
Postado por
Maria Sá Carneiro
em quarta-feira, 22 de abril de 2009
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Estala-me a cabeça, dói-me, enlouqueço em mim, giro à roda de muitas, sem saber a esta hora que pele visto.
Sinto-me a enlouquecer, esqueci-me da minha pele/capa, fingimento de mim para mim e para os outros!
Como hei-de andar, para onde? Ajudem-me, esvaneço-me no horizonte de mim, começo a tornar-me numa linha longínqua.
Terá sido no pensamento em ti e de ti, terás mesclado o meu destino? A mistura do nosso suor, as gotas da paixão, na união pura e simples, terá baralhado o meu caminho?
Por ventura ter-me-ás feito acreditar que a pele que dispo para ti, se colou em nós? Que o meu corpo me traiu na entrega ao teu, os pensamentos voam desordenados numa ânsia do teu beijo, do teu corpo, da força do teu abraço! Esse abraço forte que me toca no fundo do coração. Sim é verdade, fecho os olhos devagar, deixo-me ir, abandono-me em ti, colo-me no teu cheiro quente e forte, finalmente descanso na paz nesse momento único e grande.
A paz de um momento único, no meio de uma vida de alguém que sonhou em criança ser, aquilo que erradamente julgou bom. Uma guerreira de fé e de luta, numa busca inconsciente que se venceria a si mesma, que nessa derrota enunciada descobriria um herói! O tal!
Cavaleiro da paz e do amor, que ela, pequena, sempre mendigou, daqueles que endeusou, em Mitos, pequenos pecados carnais, em gestos inocentes, de quem ainda não sabe o abecedário nem as regras sociais.
O tal, saiu um mendigo de uma pequenez humana que depressa num monstro devorador da sua alma se tornou, e de perda em perda, assim cheguei a ti… Pequena outra vez, por caminhos penosos de quem se bate num tique permanente, pelo seu desamor, pelo facto de ter que mendigar, de quem de direito/dever, no mínimo um regaço teria de ter tido!
Assim atraquei no teu porto seguro, menina pequena num corpo de mulher que te devora, na ânsia de recuperar anos idos, amores perdidos, erroneamente passeie pela sombra até chegar a ti, agora vou pelo brilho das estrelas, pela luz da lua, pelo brilho do sol, hesito muitas vezes, escondo-me num jogo de sombras e reflexos, mas finalmente, vou tendo o meu regaço! :)
Inquietude!
Postado por
Maria Sá Carneiro
em terça-feira, 21 de abril de 2009
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Alguém me disse que eu tinha em mim inquietude, gostei! Costumam dizer-me um milhão de vezes “tem calma”, não te enerves, vai devagar…
Inquietude gostei, assim como se fosse uma busca em mim de mim, de mim nos outros, por aí, na lua, no sol, no mar, onde esteja a força da vida, a corrente da paixão, o brilho!
O pedido “calma” desperta-me angústia, juízo de valor, critica de ânimo leve, inquietude fez-me soar uma campainha, um alarme.
Inquietude acorda em mim, um bicho que me desperta para a vida.
Como se eu fosse feita de fases como a lua, umas bonitas, com brilho, outras definhando à procura do resto.
Fez-me sorrir porque a vida corrida faz-nos um bocado de disto, daquilo, tantos sonhos e esperanças, transformadas em “no possível”, na conta do banco, na crise, na precaução, e como eu não gosto dessas amarras e tantas outras!
Certos assim vamos indo num caminho que se vai estreitando conforme a idade vai avançando, num passo desacertado com um ar acertado, mas mil vezes com a alma em pedaços.
Muitos de nós não somos só esse produto mal acabado em que a vida nos transformou, somos carne, somos paixão, dor, alma e ardor.
Com um ar acelarado para não notarem o nosso ar aparvalhado, seguimos num caminho contrário, à nossa essência, à verdade da nossa alma, e ao gemer do nosso coração.
Afinal quem nos pode julgar, tanta exigência social, tantos deveres, tantas obrigações de darmos aos nossos filhos o que não nos deram de amor, liberdade, fraternidade e amizade, ao mesmo tempo prepara-los para o futuro mais incerto dos últimos trinta anos.
Apesar de tudo isso, ficamos nós, entre o passado recente e o resto do futuro, eu não consigo deixar de sentir essa inquietude, essa força que me invade quando menos espero, esse brilho que me transporta para além de mim, me une ao mar, à lua, ao calor do sol, e me faz sonhar, fazer versos, desejar ser livre da minha carga pesada muitas vezes para os meus ombros que rangem ao seu peso!
Quero esquivar-me deste espaço físico, onde espero um amor puro e forte, uma paixão desmedida, onde eu vou ser o resto da miúda exaurida na paixão imensa de entrar no mar numa noite quente de luar, nua para ti de preconceitos, etiquetas e papel de embrulho.
No teu abraço fechado, nos teus braços fortes, sei que me vou perder em ti, no teu cheiro e no teu calor.
Vou voltar a orgulhar-me da minha capacidade de amar, vou tocar-te todos os dias como se fosse a primeira vez e a ultima vez, em que me entrelaço em ti, me envolvo nesse brilho da minha inquietude de ser para ti.
Inquietude sim, isso sim!
Um manifesto sinal que ainda não me rendi, nem a mim!


