Pasmem-se, se ainda conseguirem!
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Oh "Zézito" já que não ouves ninguém ....ouve-te!
SILÊNCIO TRISTE
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Um pedaço de mim quer viver
Outro desistir, parar para sempre..
Que futuro mais para acontecer?
Estou no vazio, no vácuo perdida...
Ofuscando meu olhar errante...
Um pedaço lindo de mim se vai,
Entre amor, tristeza e desamor
Meu ser nada quer ou deseja mais,
Somente se contorce em aguda dor...
O vento varre, longe, todas as emoções,
Palavras lindas ditas e esquecidas...
Hoje tão sem sentido, sem paixão...
Pela crueza da razão vencidas!
Parte de mim vagueia, pelo além
E a outra parte, quase vazia, também!
Apdeites em tribunal
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Na próxima 4.ª Feira, dia 6 de Maio, às 10 horas da manhã, no Tribunal Judicial de Montemor-O-Velho, tem início o julgamento em que sou acusado pelos crimes de difamação e de ofensa a organismo, serviço ou pessoa colectiva, sendo arguido como autor material de dois crimes de gravações e fotografias ilícitas.
A cronologia dos acontecimentos que deram origem a este processo-crime, bem como outros conteúdos atinentes ao assunto, e em especial a conversa telefónica em causa, todos esses materiais foram aqui reunidos e publicados em página própria, a 17 de Fevereiro de 2007.
Serve este “post” como convite aos visitantes e amigos do Apdeites para que estejam presentes na referida audiência, que é pública.
Um abraço sentido a todos aqueles que até agora me apoiaram solidária e corajosamente.
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Que a verdade e a justiça prevaleçam. Força!
“Os partidos trabalham em função do assalto ao orçamento”
Parabéns Mães!
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A elas que conseguem na correria do dia a dia, dar esse abraço aos seus filhos, esquecer as injustiças no trabalho, a falta de dinheiro, o limite esgotado do cartão de crédito, mas que conseguem olhar as suas crianças com ternura e que para eles guardam um abraço!
Às Mães que se separam e criam os seus filhos sozinhas, neste Estado em que os pais têm direitos mas não cumprem os deveres mais básicos.
A ti Mãe que apenas te sei imaginar, nesse regaço que tanto precisei e que não encontrei, esse cheiro que guardo na minha imaginação, a torradas e mel, a perfume com número francês!
Ás minhas filhas com as quais pude fazer justiça ao nome de Mãe, com elas aprendi a ser Mãe de corpo e coração inteiros.
Essa corrente de amor incondicional que nos une para sempre, que nos faz ter todos os sentidos em alerta máximo, na busca dos nossos filhos, independentemente da idade ou tamanho que tenham.
Que nunca nos esqueçamos que além de os educar, temos o dever de os formar, a serem seres humanos dignos desse nome, boas pessoas, solidárias e atentas ao próximo.
A todas as Mães os meus parabéns!
Procuro por ti!
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Não sei de ti, onde paras, que fazes, que pensas…Sinto a tua falta, perco-me, desoriento-me, não sei para onde ir, nem o que pensar!
Às vezes és assim, isolas-te de ti e de mim, precisas de tempo, de espaço, falo de ti ou de mim?
Sinceramente não sei de quem falo, provavelmente de mim e de ti, talvez não tenhamos sabido fazer um espaço comum, o tal de nós!
Tempos bons, preenchidos de bocados de céu, bocados de sonho salgados e doces, num banho de corpos unidos e suados.
A tua boca na minha testa, a tua mão na minha alma, a partilha do bom da vida, da recordação dos sorrisos de criança, as diabruras, os passeios na quinta, as idas ao circo e ao cinema.
Essa partilha da alma e do coração de uma vida cheia de amores e de emoções quentes com cheiro a torradas e mel.
A felicidade contida na esperança de uma vida com futuro sorridente e cheio de amor para dar e receber, a crença de a continuação dessa serenidade. Talvez a recusa em embarcar numa paixão assolapada, numa viagem perto da loucura, onde haveria nem o meu nem o teu, apenas o nosso!
A chegada dessa idade malandra, nem para trás nem para a frente, que nos deixa exauridos de estacionados. Talvez rendidos em nome do eventual sucesso dos filhos, mas não é só isso que queremos, não!
A nossa alma reclama o sonho de volta, o coração emana desejos de beijos e abraços, o corpo implora pela nossa não rendição, e nós estamos assim de estacionados, quebrados pelos desgostos e contratempos, mas será que não valerá a pena, continuar a lutar, contra essa maré que nos turva a força de amar?
Assim sigo sonhando com esse “sonho” de te voltar a encontrar, seja em que corpo for, seja em que dia for, assim te busco na cama ainda quente desde o dia em que te foste. Embalada nessa recordação meiga, desse beijo salgado e doce, que despertava o meu corpo, apesar do sonho pesado, de um dia longo e cansativo.
Despertavas-me apenas com um leve toque ao longo de meu corpo, esse arrepio fantástico na minha espinha, embrulhando-me na união do meu corpo ao teu corpo, perdia-me de mim na loucura do desejo dessa entrega da alma, corpo e coração. Tu sorrias com serenidade de tanto amor impossível, tornado realidade naquele momento único, ao lusco- fusco apenas adivinhava os contornos do teu corpo imponente ao render da minha entrega, o teu sorriso preenchia-me a alma, fazia-me sentir que era tua e para ti.
Momentos bonitos de entrega total terão sido apenas um sonho em que te desejei?
Sei que não, sei que a nossa verdade amada perdura em mim, e em ti, também! Não sei se o nome certo é nós, também pouco me importa, o que realmente conta é esse bocado conquistado à dureza da vida, esse pedaço de algodão doce roubado à lua, com sabor a mar, essa recordação doce que me faz procurar-te na cama, na busca desse sorriso sereno e doce.
A vida segue impiedosa sem hesitar na contagem do tempo, à nossa volta, para além de nós tudo se modifica, uns crescem, outros partem, e cá continuamos meios rendidos a todas estas transformações.
Mas no fundo seguimos sonhando porque temos uma réstia de esperança de voltar a viver um amor, ainda que seja mais sereno mas que seja puro e verdadeiro!
Um dia numa noite de lua cheia e temperatura amena quem sabe?


