Seguro
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Passo a passo, este deputado socialista, tem demonstrado a coragem que falta aos da oposição que nas votações me fazem lembrar um rebanho cor-de-rosa.
Dos quantos deambulam por S. Bento, António José Seguro, emerge com uma postura anti-establishment.
Para os chocar bem basta o que não omittimos. Isto dicto, passemos ao problema *
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Discursou o Presidente da República, nas recentes comemorações do 10 de junho, que “em tempos reconhecidamente difíceis como aqueles em que vivemos, não é aceitável que existam Portugueses que se considerem dispensados de dar o seu contributo, por mais pequeno que seja.O alheamento não é uma forma adequada – nem, certamente, eficaz - de enfrentar os desafios e resolver as dificuldades. Pelo contrário, níveis de abstenção como aquele que se verificou nas eleições de domingo passado são um sintoma de desistência, de resignação, que só empobrecem a democracia.”
Que dirá Aníbal Cavaco Silva aos portugueses que tiveram intenções de votar, e que se viram impedidos pelo sistema de o fazer? Não serão as falhas do Cartão de Cidadão, um contributo para a reflexão no nível de abstenção?
No fim de contas, apesar de a abstenção ter subido 1,84%, o número de cidadãos recenseados aumentou 8,98% e os votantes 1,64%.
De olhos bem fechados (Eyes Wide Shut)
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Realizador: Stanley Kubrick (1999)
Para os que o viram, recordem. Para os que não viram ainda, não percam.
Eu adorei.
Os escândalos sucedem-se
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Despacho n.º 9810/2009
Assim, nos termos do disposto no artigo 2.º do Decreto -Lei n.º 331/88, de 27 de Setembro, determina -se o seguinte:
2 — O presente despacho produz efeitos desde 1 de Novembro de 2008.
Ora, pois então!...
Os professores e os outros trabalhadores que têm que se deslocar das suas residências, para trabalhar a quilómetros de distância, deixando filhos, cônjuge, pais com idade avançada... que paguem dos seus gordos, chorudos e imerecidos salários!!!!
Nas eleições europeias todos manifestamos o nosso sentir derrotando estes xuxalistas nas urnas.
Em breve seremos chamados a exercer de novo esse direito, nas próximas legislativas.
Será possível que esta corja ganhe as eleições, que se aproximam?
Será possível que andemos todos "zombies"????
Chego a sentir náuseas só de pensar nisso...
Sobre eleições, votos e anulações
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[…]
- Nos termos do nº 1 do artigo 98º da Lei nº 14/79, de 16 de Maio (lei eleitoral da Assembleia da República, aplicável à eleição para o Parlamento Europeu), considera-se voto em branco o do boletim de voto que não tenha sido objecto de qualquer tipo de marca;
- Em qualquer eleição, a declaração de vontade em que se traduz o voto tem que ser feita através de uma cruz assinalada dentro de um quadrado do boletim de voto correspondente a uma lista concorrente à eleição;
- Só a manifestação de vontade expressa dessa forma torna o voto válido para efeitos do apuramento do número de votos recebidos por cada lista e da sua conversão em mandatos, nos termos estabelecidos no artigo 16º da referida lei eleitoral, de acordo com o método de representação proporcional;
- Assim, os votos em branco, bem como os votos nulos, não sendo votos validamente expressos relativamente a cada lista concorrente à eleição, não têm influência no apuramento do número de votos e da sua conversão em mandatos;
- Deste modo, ainda que o número de votos em branco seja maioritário, a eleição é válida, na medida em que existem votos validamente expressos e que apenas esses contam para efeitos de apuramento dos mandatos a atribuir.
[…]
Posto isto, depreendo que, se nas próximas eleições legislativas concorrerem todos os partidos existentes e que, hipoteticamente, só votarem em causa própria os filiados dos respectivos partidos, ganharia o partido com mais inscritos.
De facto, seria curioso aceder ao número real de filiados em cada partido (coisa que ainda não consegui), para aferir a proporcionalidade de voto nas últimas eleições.
Eleições Europeias: resultados globais em 2004 e 2009
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.Numa análise a grosso modo, sem ser especialista em estatística nem tão-pouco politóloga, verifico que a percentagem de votos perdida pelo PS (17,96%) abrange mais os 14,62% somados pela abstenção, partidos com acréscimo de votação e partidos a eleições pela primeira vez, do que o aumento em 6,81% do PPD/PSD partilhados com o CDS-PP, o que tendo em conta os mandatos caberia 5,45% ao PPD/PSD e 1,36% ao CDS-PP.
Com Vital ou sem ele, não creio que o PS atingisse resultados diferentes destes. A expressão dos cidadãos votantes denota claramente o desagrado com o governo vigente e com a alternativa mais evidente (não fosse o Rangel e o PSD teria ficado mais abaixo), onde o BE ganha notoriamente terreno.


