Lino chuta para a frente!
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Via Económico:
Mário Lino
TGV fica para a "próxima legislatura"
Ana Baptista 16/06/09 11:40
O ministro das Obras Públicas explicou hoje que o contrato de concessão do TGV só será assinado depois das eleições legislativas.
Mário Lino enumerou as diferentes fases do processo para concluir "que só na próxima legislatura é que o contrato de concessão será assinado".
O governante reafirmou que as propostas estão na fase final de apreciação e que a comissão que acompanha o processo vai apresentar as conclusões em Julho.
Há, no entanto, duas fases anteriores à atribuição do contrato de concessão: a aprovação do Presidente da República e o financiamento do projecto junto da banca.
Por tudo isto, Mário Lino considera ser impossível que o processo fique fechado antes das próximas eleições legislativas.
Ontem, no Parlamento, o ministro das Obras Públicas disse não acreditar que Cavaco Silva vete o TGV e reafirmou que a alta velocidade "é uma prioridade política" do Governo.
Hoje o Diário Económico avança que empresários como António Mota, Soares Franco e Francisco Van Zeller, estão contra o adiamento do projecto de alta velocidade.
Aconteceu: 15/6 - Dia Internacional de Sensibilização sobre a Prevenção da Violência Contra as Pessoas Idosas.
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Idosos: Abusos estão "no armário" e precisam fazer o mesmo caminho da violência contra mulheres
A violência contra idosos está ainda "no armário" na sociedade portuguesa e precisa de fazer o mesmo caminho de divulgação que aconteceu com a violência doméstica contra as mulheres, apontaram hoje vários especialistas num seminário em Lisboa.
No Dia Internacional de Sensibilização sobre a Prevenção da Violência contra as Pessoas Idosas, técnicos de assistência social e profissionais de saúde concordaram no diagnóstico da falta de visibilidade do problema, que impede que sejam feitas mais queixas, aliada a factores como a vergonha ou a falta de conhecimento das vítimas.
Outra das conclusões indicada como alarmante é o facto de os abusos e a violência - física, mental ou financeira - serem praticados por familiares, o que contraria a ideia da instituição familiar como reduto de afecto e carinho para com os idosos.
A jurista Paula Guimarães, coordenadora de um grupo de trabalho constituído pela Direcção-Geral de Saúde, disse à Agência Lusa que está em preparação uma campanha para "democratizar o acesso à informação e fazer um alerta à sociedade" para as formas de violência contra idosos.
A apropriação de dinheiro e a colocação sem consentimento em lares - que configura muitas vezes um crime de sequestro - são algumas das formas de violência que "não são qualificadas como tal" na sociedade portuguesa, referiu.
Paula Guimarães, que indicou a violência sobre idosos como "problema de saúde público", referiu que se conhece apenas a "ponta do icebergue", sem números fiáveis quanto à ocorrência de casos de abuso.
Pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, José Félix afirmou que no caso da violência doméstica sobre as mulheres foram precisos "dez anos de alertas" para que o fenómeno seja hoje reconhecido e combatido.
No caso da violência contra idosos, será preciso o mesmo investimento na "reconfiguração do enquadramento cultural" que ponha em destaque "a dignidade, o poder e o papel" dos idosos, para que deixem de ser vistos como "empecilhos".
José Ferreira Alves, psicólogo da Universidade do Minho, indicou alguns "sinais vermelhos" na identificação de situações.
No caso das vítimas verificam-se tendências suicidas, recorrência de ferimentos "acidentais", sintomas depressivos, queixas vagas e alterações de comportamento, enquanto no caso dos agressores há uma atenção "exagerada" dada à vítima, controlo das suas actividades ou presença constante, precisou José Ferreira Alves.
Quanto ao perfil do abusador, Maria Vacas, da APAV, referiu que é comum ter um "historial de consumo de álcool ou drogas", apontando também circunstâncias que podem levar alguém que está no papel de "cuidador" de um idoso a tornar-se abusivo: o stresse de ter que lhe dedicar tempo, com prejuízo da sua vida pessoal, ou a necessidade de tarefas repetitivas.
Fora do circuito da assistência social, da psicologia ou da saúde, a jornalista Ana Catarina Santos, autora de uma reportagem radiofónica premiada pela Assistência Médica Internacional (AMI), destacou a necessidade de os técnicos se "abrirem para o exterior" como forma de o problema se tornar mais visível, o que muitas vezes não acontece em nome da protecção da "privacidade" ou por "desconfiança" em relação ao jornalista e receio de que a comunicação social "vampirize" as situações.
APN
Lusa/fim
Num paraíso fiscal...
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Os Contemporâneos, na RTP a 14/06/2009
... tous ont besoin d'Amour...
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Etiquetas: Afectividade, Estados de alma, Sem comentários, Sociedade, Via mailFinanciamento das campanhas partidárias às eleições para o PE
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Saudade!
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Nove anos passados e ainda me parece que foi ontem! Já não sinto o mesmo desespero, mas acordo sempre neste dia com um nó da garganta, uma angústia, uma tristeza e uma grande saudade.
Infelizmente já vi muita gente partir, mas Tu, Pai, Riqui, Papi, fazes-me muita falta. Meu Pai, meu amigo e meu companheiro.
Tantas horas de conversa, ensinaste-me tanta coisa, ficou um vazio tão grande.
Pouco tempo depois veio o Puto Maravilha, o Luís que por uma coincidência fez hoje a primeira Comunhão, estranha esta vida! É confuso neste dia ter uma festa, confesso que passei o dia baralhada com esta coincidência.
É um míudo de uma afectividade, uma ternura, aqui há uns tempos dormiu cá em casa, comigo, acordei com ele a abraçar-me. Tem os teus olhos doces!
Mas continuo por vezes a achar que te vislumbro no meio das pessoas que passam na rua, tento olhar o mar e sentir a tua força.
Tanta gente que perdemos, uns que partem como tu, outros o ritmo da vida afasta-os, outros perdem-se por aí!
Tantas vezes nos sentimos sós, no meio de tantos, que são os primeiros por vezes a esquecerem-se de todo o afecto e atenção que lhes demos.
Parece que de repente tudo mudou, se inverteu, os princípios, valores, a solidariedade, parecemos tontos no meio de um mundo dourado, que não existe. Vale a aparência, o dinheiro, a posição, nem sei bem de que!
Enfim continuo a tentar manter-me em mim, com aquilo que me ensinaste, o brilho da alma, o coração quente, seguindo segura, mas sempre contigo!



