Poema de despedida
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Te digo adiós y acaso, te quiero todavía.Quizá no he de olvidarte, pero te digo adiós.
No se si me quisiste...No se si te quería...
O tal vez nos quisimos demasiado los dos.
Este cariño triste y apasionado y loco,
me lo sembré en el alma para quererte a ti.
No se si te amé mucho...No se si te amé poco.
Pero si se que nunca volveré a amar así.
Me queda tu sonrisa dormida en mi recuerdo,
y el corazón me dice que no te olvidaré;
pero al quedarme solo; sabiendo que te pierdo,
tal vez empiezo a amarte como jamás te amé.
Te digo adiós y acaso en esta despedida
mi más hermoso sueño muere dentro de mí...
Pero te digo adiós para toda la vida,
aunque toda la vida siga pensando en ti.
José Angel Buesa
Entrevista de embalar
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A custo lá aguentei os 52 minutos, não por efervescer com o que ouvi, mas porque precisei de beber dois Expressos para não ferrar a dormir, tal é a languidez vocal dos intervenientes. Aqueles dois parecem que estão a narrar, bem mal, O Príncipe Feliz para crianças de três anos.
Se querem ver, aconselho que seja bem pela fresquinha:
Sempre contigo e para ti!
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Pepa:
Há palavras que só dizemos a pessoas muito especiais, que amamos muito, mas as palavras são relativamente fáceis de pronunciar, mas demonstrar esse amor incondicional, de uma forma que te faça sentir melhor, não é uma tarefa tão acessível.
Lembro-me da sensação única de te pegar ao colo, um mar de emoções, fortes, intensas, lindo demais.
Tentei acompanhar-te sempre, pegar-te ao colo e amparar-te, no meio do mar revolto que foi, e é a minha vida. Nunca sabemos se estamos a fazer o melhor, ou da melhor maneira, vamos fazendo com todo o amor. Amor esse único, amor de Mãe!
Ontem acordar com a tua sombra na penumbra do meu quarto, o teu cheiro, aí senti-te.
Foi mesmo bom acordar com esse teu cheiro e doce, acordar com as tuas festas.
A distância é difícil de gerir, fazes-me muita falta, até a cinza que vais espalhando com essa profunda falta de jeito para fumares, terá sido pelos anos de criticas durante a infância cheia do fumo do meu SG filtro?
Mas estou e estarei sempre contigo, o tempo voou depressa demais, cresceste num ápice, queria que voltasses a caber nos meus joelhos, onde sorrias com um olhar atento, sereno e feliz!
Apenas uns kms nos separam, não exijas tanto de ti, caminha devagar, enche o peito de ar, junto ao mar, deixa-te embalar pelo maior desejo que tenho na vida, é que tu e a Mana sejam felizes. Vive um dia de cada vez, tenta procurar a força do mar, o brilho do sol, espreita a beleza da lua, não deixes que gente mesquinha te amarrote, és nova, tens um caminho na frente a percorrer.
Tens muita gente que te ama e que te quer ver feliz, esquece algumas pessoas que infelizmente todos “levamos” com elas, no fundo o que as move é a inveja, por nós nos movermos por outros valores e princípios.
Sentada aqui no jardim, sonho que uma estrela cheia de magia me invada e inspire, para que tu sintas todo o meu amor, toda a minha força, para que sintas mais forte!
Com todo o meu amor.
Beijo grande
Mãe
Socas bem mas não me encantas
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Etiquetas: Estado da NaçãoTénue linha da Vida
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Helena, minha querida Amiga, estas palavras são para ti.
Há 25 anos que te conheço!
Não sei por onde começar, estou confusa com os últimos acontecimentos. Não estava a contar ver-te assim já sem forças, ainda “ontem”, há uma semana, estavas bem.
Ontem pareceu-me ouvir as tuas gargalhadas... Quantas vezes passavas horas a falar comigo, desabafando as tuas queixas da vida, tão injusta e dura, mas sempre com coragem de vencer as contrariedades.
Ai, minha cara amiga... Como a vida é tão injusta!
Agora, os teus olhos perderam o brilho que tantas vezes demonstravas ter nas tuas gargalhadas, na tua alegria e no optimismo que tinhas estampado no rosto e nesses olhos esverdeados.
Sofreste sempre ao lado de um homem, alcoolizado, que nunca te deu qualquer carinho, egoísta, que só te trouxe desgostos, que te agrediu, magoou e, durante todos estes anos não soube dar-te o que merecias e de quem, apesar de tudo, nunca quiseste separar-te, por pena e por vergonha.
Tudo fizeste para criar teus filhos, sozinha, com os parcos e míseros tostões que ganhavas ao serviço dos outros. Pelo menos, os teus filhos amam-te, acarinham-te, mimam-te.
Já não nos olhas de frente, com aquele teu habitual olhar limpo, tens medo de ver pena e comiseração nos nossos, pelo que estás a passar.
Ontem, à noite, quando vieste ter comigo ao Hospital, já não vi a luz daquele sorriso de outrora, este estava apagado... tive até a sensação que pairavas no ar e nem me vias à tua frente, caminhavas a meu lado, como se alguém te impelisse, empurrando-te por trás para te obrigar a avançar e a mover os pés um à frente do outro arrastando-os como que a tactear o caminho.
Até uma simples infecção urinária tinha que te chatear, nesta altura!
Não sabes nem imaginas como me senti.
Saber que dentro em breve vou ter de me despedir de ti porque esse mal te está a consumir, dói cá dentro e dói a todos os que gostam de ti.
Resignaste à tua sorte e ao teu destino... até nisso, o sofrimento de uma vida inteira já não te dá forças para te revoltares, para lutares mais ainda pela vida... fechaste-te ao Mundo, enfias-te entre as quatro paredes desse quarto, não queres ver ninguém.
Sabes que a linha entre a vida e a morte se aproxima, já te desenganaram... é tarde demais... não há nada a fazer.
Nunca pensaste que tal coisa te podia acontecer... pois... quem vive para os outros e em função dos outros, esquece-se de si próprio.
Porque te esqueceste assim de ti? Porque não estiveste atenta a essas dores que já te incomodavam há tanto tempo e não desconfiaste que essa ***** te estava a invadir? Porque não me disseste pelo menos o que estavas a sentir? Porque deixaste que isso te acontecesse? Sabes que podias contar comigo... eu estava aqui e tu nunca me disseste nada.
Não me querias incomodar!? Tudo teria feito para que não tivesses encontrado essa porta sem saída na qual te encontras agora. Sabes que tudo teria feito para te ajudar. Tudo teria feito. Nem vendo o exemplo da minha Mãe, cuidaste de ti!
Ai, minha amiga, sinto-me impotente para te ajudar como tanto gostaria e merecias.
Há quem diga que o nosso destino está traçado mas eu não sei se é bem assim. Podemos estar pré-destinados para tal, mas cabe-nos lutar sempre para o contrariar, pelo menos tentar.
Sei que, em breve, terei que me despedir de ti, mas custa-me aceitar isso, não quero... ainda é cedo... gosto muito de ti. Já tenho saudades das tuas gargalhadas.
Estás a passar aquela fase em que é preciso ordenar ideias e a energia que aí gastas derruba-te.
“Já não há remédio. Dentro em pouco irei. Ele... ele pouco me importa, mas os meus netos, os meus filhos! Vocês...”
Não vi revolta, apenas uma tristeza profunda, a resignação na inevitabilidade, do querer de Deus, como dizes.
Não consegui dizer nada... Apenas te abracei.
Nuvem!
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Ousar sair de mim para a vida,
Abandonar esta capa escura
Sair da minha própria solidão,
Onde me perdi da minha alma!
Sonho muitas vezes contigo,
Imagino-te como uma luz,
Quente, laranja, e terna,
Algo que se apodera da minha dor.
Uma força que me entende,
Me quer só por eu ser triste.
Nada espera de mim, nada exige,
Apenas salvar-me do pântano.
És uma nuvem, um pedaço de algodão.
Levas-me recolhida em ti.
Fazes-me viajar entra o azul e laranja,
À procura de recanto cheio de mel.
Este sonho consola-me de ti,
Dá alguma paz no meio da dor.
Dor forte, persistente, que me dobra,
Haverá entre as nuvens um pote de mel?
À noite tento encontrar-te,
Procuro-te até atrás da lua.
Na sua beleza límpida,
Esse poder que sonho em ti!
De me envolveres num abraço,
Que me tire o preto, do pântano.
Me devolva a vida e a paz,
Um sorriso com sabor a mel!
Que embales à luz do luar,
Me aqueças com o teu sorriso.
Aí sei que a guerra terminou,
Chegou a hora do reencontro.
Maria
Contemporâneos - Jornal Nacional de 6ªFeira
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