Convite
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Oléééé!!!

Tudo oferecido pelo Ministro da Economia, Exmo. Senhor Dr. Manuel Pinho, no recinto da Assembleia da República.
Desperate Goofy II
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P.S.: será que alguém de Carnaxide pode corrigir a Ana Lourenço, que o correcto é “aceite” e não “aceitado”?
Desperate Goofy
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Fonte do vídeo: Activismo de Sofá
A demissão de Manuel Pinho contenta a oposição, mas deve deixar o próprio em júbilo. Notava-se pelo seu tom de voz característico que devia andar agastado com tantas gaffes sucessivas.
Metade de mim!
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Acordei meia perdida com o chilrear dos passarinhos, a luz batia, ténue, na janela. Metade de mim buscava o teu corpo, o teu cheiro, o teu desejo gravado na memória do que tinha sido o adormecer. A outra metade, recolhida, ensonada, apenas buscava a tua mão, o teu colo e a tua protecção!
Senti-me perdida nas minhas duas metades. Aos poucos fui-me dando conta que elas raramente se juntam. Embrulham-se no desejo de ser amada e de amar, nesse sentimento forte da paixão da entrega dos nossos corpos, suados e trémulos. A paixão é uma entrega sem igual, o entrelaçar dos corpos, como se apenas se tratasse de um só corpo, as mentes atadas no mais profundo jogo de sedução, o toque, o beijo, o olhar que nos despe a alma, e aquele abraço no fim… A troca de olhares cúmplices, e aquele abraço que nos embala num sono profundo e sonhado de um amanhã mais tranquilo, na esperança do nosso pequeno lugar ao sol!
Mas como me vou dando conta que metade de mim é uma menina perdida na luz do luar, com tanto medo da tempestade, da trovoada... Carente, envergonhada, a precisar do teu regaço, da tua protecção!
Viro-me e reviro-me, zangada por ser assim, porque temo que o tempo te afaste e te canse, de ser o “guiador da noite”!
Encontro de novo a mulher forte, que tão bem te sabe amar, que te desamarra os atilhos que a vida te foi impondo, que afasta o posso, e te transforma no quero!
E, soubesse eu cantar, embalava-te ao som da minha menina triste, que tu com o teu olhar perdido de amor, saberias afastar. Com o teu expirar ias consegui-la afastar de mim, para eu puder ser livre de vez, da dor.
É muitas vezes neste caminho inseguro que me canso de mim.
É uma Chuva que cai
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Eu nos outros!
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Queria que os meus dedos voassem pelo teclado fora, escrever ao ritmo do meu pensamento, dos meus eternos dilemas e dúvidas!
Nem que fosse por momentos queria agradar a todos e a ninguém, queria não ter tanta paixão dentro de mim, tanto para dar, acima de tudo queria ter a coragem de pensar primeiro em mim, depois nos outros, filhas excluídas.
Apenas deixar a vida fluir ao ritmo da brisa fresca e calma, do laisser-faire, laissez-passer.
Muitas vezes penso o que teria sido a minha vida, se tivesse dito alguns nãos, como o deveria ter feito.
Talvez tenha crescido com muitas imagens de heróis, de gente que tudo esperava de mim, e que tão pouco amor me deu. Serão tantos desses desgostos, tantos desses esforços que trouxeram até aqui, tornando-me até um pouco tonta em face dos outros, sempre a querer agradar, uma palerma do faz o favor e obrigado!
Não sei bem, se me arrependo ou me rebento de ser assim, talvez um pouco das duas. Habituei-me ao facto de não me darem amor, de não ser merecedora de amor, acho que sempre me senti a mais.
Viver o fruto antes do tempo, assim me disse alguém, mas eu não fui capaz de ouvir, escutar e entender. Pena…
Por vezes necessitamos parar, pensar, olhar para dentro de nós, tentar entender porque ainda sofremos de dores tão longínquas no tempo e no espaço. Alguém me disse uma vez, alguém que mal me conhece…Inquietude!
Há muito tempo que uma palavra não me soava tão verdade, “como uma luva”.
Essa inquietude que muda de cor, de nome, de luz, é provavelmente esse “buraco” que me ficou de pequena, que me tornou insegura, e frágil.
Uma aparente força, um ar de prontidão de guerra, que deixa em mim um lastro de dor.
Às vezes sorrio para dentro ao ouvir, como consegues?
É apenas uma questão de não ter alternativa, ou de não a conseguir criar!
Enfim pensamentos soltos, num mundo que cada vez mais vive de si para si, em que nos sentimos desenquadrados!
Em altura de muito trabalho, e de necessidade de reflectir, provavelmente será mais complicado ter tempo e alma para escrever.
Mas vou voltando!
E para o vosso e meu bem, espero melhor, do que esta enfadonha!
Talvez!
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Em bicos dos pés sonhei em ti,Tal era a minha vontade de ser.
Ser eu verdadeira para ti,
Apenas e simplesmente eu.
Não sei porque me julguei capaz,
Mas senti que te ia mostrar a lua!
Fazer sentir-te a força do mar,
Mostrar-te as cores do sol.
Sonhei fazer-te feliz,
Com as minhas poesias pobres.
Mas com o calor do meu beijo,
O abraço fechado e cúmplice!
Falhei como sempre falhei,
As empreitadas do amor.
Talvez o meu jeito desajeitado,
O meu medo dos equilíbrios!
Não serei o que esperavas,
Pior, não serei o que julgava ser!
Serei talvez uma sombra de mim,
Que por vezes a luz trespassa!
Continuarei presa em mim,
Refém do que não fui capaz.
Uma luz apagada e triste!


