Recolha de livros para Cabo Verde, Sal e Boavista
Postado por
Maria Sá Carneiro
em quinta-feira, 10 de setembro de 2009
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Fotografias: Manuela Sá Carneiro
"Já vos dei conta neste blog duma Escolinha que funciona na Boavista, Cabo Verde graças à generosidade de um casal, os donos do fabuloso restaurante em Sal-Rei, o RIBA D´OLTE da Maria Santos Silva e do marido, o Pedro Neves Mota (que cozinha divinalmente e que está aqui nesta fotografia).
Pois bem, faço-vos chegar uma lista de livros para os miudos dessa Escolinha, lista que a Maria acaba de me enviar.
Obrigado."
Uma flor chamada maria, Alves Redol (JÁ TEMOS ESTE, obrigada Sofia Almeida Santos)
O gato gonçalves, Inês Pupo
O lápis do André, Inês Pupo
Banho e o Duche, Mariana Magalhães
A princesa malcriada, Mariana Magalhães
O tesouro, Manuel Alto Pina
A vaca da vizinha é mais grande que a minha, Manuel Pires
Onde Meto o meu nome, Gonçalo Areias
Trava-Linguas, Luisa Costa Gomes
Os opostos, André Letria
Às vezes (muitas) lá venho eu aqui solicitar-vos material para os Projectos Escolares de Cabo Verde (Sal e Boavista). Continuando nesta mesma linha, acrescento que os livros infantis que pedi aqui (post anterior) carecem de rectificação. Para isso copio para este post o texto recebido pela Gestora do projecto, a MARIA SANTOS SILVA:
"já me esquecia de te dizer algo importante:aquela lista de livros pode incluir outros títulos quaisquer que as pessoas tenham em casa ou em segunda mão e já não queiram, concerteza. desde que os livros estejam minimamente bons ainda para ler a historinha tudo o que vem á rede é peixe!
mais uma vez obrigada
Namaste"
Eu e a minha prima Manuela Sá Carneiro vamos no dia 21 deste mês às 17h e 30m, voo directo Sata, Port/Sal, quem não conseguir contribuir agora, ajudará na próxima campanha a decorrer nos meses de Novembro e Dezembro.
Além de livros poderão contribuir com jogos infantis, material escolar.
Desde já muito obrigado!
Namaste
Baba Nan Kevalam
Tudo isto é amor
Reflexos de Luz
Postado por
Maria Sá Carneiro
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Pedaços de mim embrenhados na luz do mundo, deste mundo e de todos os mundos por onde vagueio, perdida na sombra, ao frio, procuro luz de Mãe, luz de Pai e de Tio, palcos cobertos de figurantes num cenário perfeito de luz e de contrastes, onde só eu mesma me encontro deslocada, colada com cuspe a um filme que aderi por medo.Medo de te ver luz branca, brilhante, pura como eu sempre procurei, mas onde não há lugar a fantasias rosa, pois tu luz não te deixas enganar na minha velha cantiga, de rocha segura!
Bem sabes que por dentro estou a ficar oca e vazia, de tanto brincar às cores, que em nada condizem com a minha alma, e o meu coração dorido. Naquele dia em que te vi, pela primeira vez, sentiste ansiedade no meu olhar, como tenho buscado por ti toda a vida, quando sempre estiveste dentro de mim, a meu lado, esperando que eu parasse para te puder contemplar.
Atropelei-me para não parar, a dor era insuportável para o conseguir fazer, assim segui correndo, contra mim e contra todos, ignorando os teus ténues e firmes avisos, que….Estavas mesmo à minha frente, baralhei mundos, semeei tempestades e bonanças, para pura e simplesmente:
Não te ver luz!
Quanta cobardia agora me dou conta, tanta coragem engalanada, quanta correria e canseira, tantos figurantes desperdiçados em filmes perdidos em nome de coisa nenhuma!
Assustada por te encontrar, para ser branda com as palavras, mas determinada a não me perder mais de ti, a dar-me esse tempo, pois o luto já terminou neste e no outro mundo há muito, chega de mentir a mim mesma, por isso colei-me nesse olhar puro, mas forte que me trespassou mas ao mesmo tempo, me deu uma nova esperança, que não terei que me mutilar mais para poder ser apenas eu!
Maria
Fotografia – Manuela de Sá Carneiro
Vinicius de Moraes - SOLIDÃO
Postado por
Anónimo
em segunda-feira, 24 de agosto de 2009
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A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.
A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflecte. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o património de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.
Politicagem
Postado por
Curiosa Qb
em sexta-feira, 14 de agosto de 2009
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