Ilhas!
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Pedaços de nós isolados em pequenas ilhas, refúgios de dor, de saudades. Espaços vitais para nos recolhermos! Pararmos para não nos esquecermos da nossa essência, dos nossos valores e princípios. Nessa luta interior de não cedermos a essa gente excitada, embrulhada em momentos de êxtase, pintalgados de álcool, ou de brilho com banho de oiro. Malta daqui e de acolá convencida que esses momentos são os que realmente contam! Esquecidos da sua simples condição humana, que também adoece, cai, tropeça...
Esse sentimento tão bonito e grande, solidariedade!
Por vezes é necessário o silêncio, para nos ouvirmos. A ausência para entendermos de quem realmente gostamos e quem realmente nos faz falta. O mundo cada vez roda mais depressa, pela dificuldade ou quase impossibilidade de as pessoas quererem pensar. Vivem para essa aparência, entre o mau "génio" e a falta de coragem para com sinceridade, esclarecer o que está mal, o que não lhes agrada, nesse esforço que deveria ser um gosto pela conquista do entrelaçar e cruzar de sentimentos e palavras.
Sinto-me tantas vezes deslocada na minha roupa supimpa do outlet, assim como que quase ridícula perante essas "marcas potentes", imaculadas a qualquer critica. Tantas vezes brigo assim de mim para mim, na procura desse, que só pode ser defeito meu, de não ser capaz de ir fingindo que nada se passa, quando de facto passa-se. Não falo de capas, pois essas todos temos que ter, falo mesmo dessa mágoa de alguns gestos tão mesquinhos capazes de fazer sangrar. Esses olhares de cima do ombro que quando estamos mais frágeis nos fazem sentir assim tão insignificantes.
Na confusão que me faz esse milagroso estado de graça que de repente alguém nos envolve, com um toque de varinha viramos quase génios, passamos a ser "adorados", diferentes, fazem-nos sentir assim embrulhados numa áurea, conseguem fazer com que o nosso coração ceda assim a esses amores repentinos e desmesurados, aos quais já tinhamos prometido não ceder. Mas tantas vezes não nos é possível resistir, nessa imensa solidão que tantas vezes nos atinge, assim nos vamos afundando mais nessa distância da verdade e da ilusão.
Às vezes é mesmo preciso parar, ganhar alguma distância, para que não nos deixarmos abater nesse abismo de diferenças! Ganhar alguma lucidez, e nesse recolhimento chorar essas lágrimas que já vão ganhando ferrugem, de tanto serem engolidas, lamber as feridas e tentar preservar o melhor que possamos ter em nós.
A verdade!
Iniciativa Legislativa de Cidadãos Contra o Acordo Ortográfico
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O texto completo da ILC pode ser lido em http://ilcao.cedilha.net/.
No mesmo endereço, para além de todas as informações sobre a iniciativa, encontra o impresso de subscrição: http://ilcao.cedilha.net/docs/ilcassinaturaindividual.pdf
Assinar a ILC contra o AO? Fácil! Basta imprimir, preencher, assinar e enviar para o endereço
Apartado 53
2776-901 Carcavelos
Para preencher o impresso de subscrição, precisa de saber qual é o seu número de Eleitor e Freguesia/Concelho onde se recenseou. Se não sabe, entre no endereço http://www.recenseamento.mai.gov.pt/ e «Indique o Nome ou Número de Identificação e Data de Nascimento».
Estamos de volta
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CC&Cª em manutenção
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Perante ultimatos deste género, ficamo-nos pelo ou… e assim sendo, voltaremos à plataforma de comentários do Blogger, salvaguardando que os comentários aqui deixados amteriormente já foram guardados em ficheiro, até que se encontre uma solução para os repor, pois estão temporariamente “desaparecidos”.
Aproveitaremos esta reviravolta para dar um novo look a este espaço, que terá uma construção gradual e umas afinações pelo caminho, tentando ser o mais breves quanto possível.
Tentáculos
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Etiquetas: Estado da Nação, Figuras Públicas, Lei e Justiça, Liberdade, Organizações e Instituições, Trocas e BaldrocasNomeação a nomeação, enchem os politiqueiros o Tacho
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Via Público:
Para ler mais CLICK AQUI.“O segundo Governo de José Sócrates já nomeou 1361 pessoas desde que assumiu funções no final de Outubro"
Fonte da imagem: Boa Sociedade
Prossegue a limpeza
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Alguém duvida que vivemos numa ditadura encapotada de slogans democráticos?
Para memória futura, aqui fica a transcrição da crónica de Mário Crespo, copiada no site do Instituto Francisco Sá Carneiro:
O Fim da Linha
Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.


