Nem só de futebol vive o SLBenfica: PARABÉNS TELMA MONTEIRO
ERC e o destaque dado pelos Media aos acusados do Processo "Casa Pia"
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Que os Media não sejam isentos, não traz novidade.
Que a ERC se pronuncie, idem.
Que estes comunicados não tenham consequências, aspas aspas.
1. Na sequência da sentença do tribunal de primeira instância sobre o processo "Casa Pia", têm-se sucedido na imprensa, rádio e televisão, entrevistas a alguns dos acusados, em desrespeito, por vezes grosseiro, pelo princípio do equilíbrio, da equidistância e da igualdade de tratamento de todos os agentes envolvidos no processo.
2. O Conselho Regulador tem presente o impacto mediático do processo acima referido, e a sua indiscutível relevância no plano do exercício da liberdade de informar. Nada obsta a que os jornalistas, como qualquer cidadão, possam ter, a esse propósito, convicções, mais ou menos marcadas. Mas não pode o Conselho deixar de chamar a atenção para o facto de que os órgãos de comunicação social estão obrigados a informar de modo isento e com um mínimo de distanciamento, para mais a respeito de uma temática de tão especial sensibilidade como a que foi tratada no processo "Casa Pia".
3. Assim, o Conselho Regulador vê com preocupação, e não pode deixar de reprovar, a mediatização conferida pela generalidade dos órgãos de comunicação social a um dos condenados pelo referido Tribunal - o ex-apresentador de televisão Carlos Cruz -, em particular o canal generalista do serviço público de televisão que, nos últimos dias, lhe concedeu lugar de especial destaque, e mesmo protagonismo, em pelo menos três dos seus programas de informação de maior audiência.
4. Sem colocar em causa os princípios consagrados na Constituição e na Lei sobre a liberdade de imprensa - antes os reafirmando -, o Conselho Regulador recorda as especiais responsabilidades do serviço público de televisão no cumprimento dos princípios éticos e deontológicos do jornalismo e no respeito pelas decisões dos tribunais num Estado de Direito.
5. Não deve, com efeito, a invocação da liberdade de informar e de livre determinação de critérios editoriais servir, ainda que de forma involuntária, para transmitir convicções próprias ou para uma procura de audiências a qualquer custo, com prejuízo do equilíbrio, isenção e imparcialidade a que está, de modo reforçado, obrigado o serviço público de televisão.
Lisboa, 10 de Setembro de 2010
Por acórdão: Vítimas “de facto”
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Neste sistema promíscuo em toda a sua transversalidade, é provável que os vis criminosos não venham a cumprir a sua pena, no entanto, se bem que moralmente a culpa já tivesse sido imposta, faltava esta atribuição jurídica para validar as atrocidades, para auxiliar os jovens a encerrarem este capítulo, se tal for possível, porque a inocência que lhes roubaram, jamais lhes poderá ser restituída.
Na sentença ontem proferida, a justiça foi a exequível nesta moldura penal. Quanto a mim, mesmo que invés do cúmulo fossem 5, 6 ou 7 anos por cada vítima, por cada acto, seja ele de violação, lenocínio ou mesmo por encobrimento, seria leve demais.
Sempre acreditei nestes jovens e louvo-lhes a resiliência, desejando que doravante os dias lhes sejam risonhos, que os seus projectos se concretizem.
Até lá...
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Já zangados?
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Etiquetas: Figuras Públicas, Humor, Via mailEstou que nem posso…
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Ilhas!
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Pedaços de nós isolados em pequenas ilhas, refúgios de dor, de saudades. Espaços vitais para nos recolhermos! Pararmos para não nos esquecermos da nossa essência, dos nossos valores e princípios. Nessa luta interior de não cedermos a essa gente excitada, embrulhada em momentos de êxtase, pintalgados de álcool, ou de brilho com banho de oiro. Malta daqui e de acolá convencida que esses momentos são os que realmente contam! Esquecidos da sua simples condição humana, que também adoece, cai, tropeça...
Esse sentimento tão bonito e grande, solidariedade!
Por vezes é necessário o silêncio, para nos ouvirmos. A ausência para entendermos de quem realmente gostamos e quem realmente nos faz falta. O mundo cada vez roda mais depressa, pela dificuldade ou quase impossibilidade de as pessoas quererem pensar. Vivem para essa aparência, entre o mau "génio" e a falta de coragem para com sinceridade, esclarecer o que está mal, o que não lhes agrada, nesse esforço que deveria ser um gosto pela conquista do entrelaçar e cruzar de sentimentos e palavras.
Sinto-me tantas vezes deslocada na minha roupa supimpa do outlet, assim como que quase ridícula perante essas "marcas potentes", imaculadas a qualquer critica. Tantas vezes brigo assim de mim para mim, na procura desse, que só pode ser defeito meu, de não ser capaz de ir fingindo que nada se passa, quando de facto passa-se. Não falo de capas, pois essas todos temos que ter, falo mesmo dessa mágoa de alguns gestos tão mesquinhos capazes de fazer sangrar. Esses olhares de cima do ombro que quando estamos mais frágeis nos fazem sentir assim tão insignificantes.
Na confusão que me faz esse milagroso estado de graça que de repente alguém nos envolve, com um toque de varinha viramos quase génios, passamos a ser "adorados", diferentes, fazem-nos sentir assim embrulhados numa áurea, conseguem fazer com que o nosso coração ceda assim a esses amores repentinos e desmesurados, aos quais já tinhamos prometido não ceder. Mas tantas vezes não nos é possível resistir, nessa imensa solidão que tantas vezes nos atinge, assim nos vamos afundando mais nessa distância da verdade e da ilusão.
Às vezes é mesmo preciso parar, ganhar alguma distância, para que não nos deixarmos abater nesse abismo de diferenças! Ganhar alguma lucidez, e nesse recolhimento chorar essas lágrimas que já vão ganhando ferrugem, de tanto serem engolidas, lamber as feridas e tentar preservar o melhor que possamos ter em nós.
A verdade!





