Criação da Ordem dos Psicólogos
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No dia 18 de Julho de 2008, pelas 13.30h, foi aprovado, na Assembleia da República, com o consenso de todos os partidos com assento parlamentar, a criação da Ordem dos Psicólogos (OP).
Foi a conclusão de um longo processo de espera, que envolveu um intenso empenho pessoal e profissional de toda a equipa da APOP e de todos os psicólogos que se associaram a nós, ao longo dos anos, os quais queremos felicitar e apresentar o nosso sincero agradecimento por toda a disponibilidade manifestada para com a Associação, desde 2002, e que sempre acreditaram nesta causa, reconhecendo como fundamental a criação deste Organismo como defensor da classe e de todos os portugueses que recorrem aos serviços prestados pela Psicologia.
Inicia-se assim uma nova fase no panorama da Psicologia em Portugal: depois da criação, a instalação.
A tarefa de instalar a Ordem dos Psicólogos requer um trabalho intenso, por e para todos os psicólogos, o qual apenas depende do profissionalismo, rigor e competência de todos.
É ainda precoce indicar quais os procedimentos exactos para efeitos de registo e inscrição na Ordem visto estarmos a aguardar a publicação em Diário da República. Podemos, no entanto, confirmar as seguintes informações:
.........* Para o exercício da Psicologia, em qualquer área, será obrigatória a inscrição na Ordem dos Psicólogos;
.........* Aos inscritos, será emitida, pela Ordem, uma Cédula Profissional;
.........* O Código de Ética e Deontologia Profissional dos Psicólogos será apresentado e votado, na OP, documento este que abrangerá todos os inscritos na Ordem dos Psicólogos.
É do nosso total interesse e dever informar todos os Psicólogos, através da Mailing, da Imprensa e do nosso Site, sempre que houver novas informações relativas aos procedimentos necessários e obrigatórios para a regularização da sua situação.
Contamos que seja para muito breve.
A Direcção da APOP
A história dos 3 porquinhos (contra as insónias)
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O filho quer dormir e pede ao pai (engenheiro) para contar uma história e ele conta a dos três Porquinhos.
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Meu Filho, era uma vez três porquinhos (P1, P2 e P3) e um Lobo Mau, por definição, LM, que vivia atormentando os coitadinhos.
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P1 era sabido e fazia Engenharia Elétrica e já era formado em Engenharia Civil.
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P2 era arquiteto e vivia em fúteis devaneios estéticos absolutamente desprovidos de cálculos rigorosos.
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P3 fazia Comunicação e Expressão Visual na ECA.
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LM, na Escala Oficial da ABNT, para medição da Maldade (EOMM) era considerado Mau nível 8,75 (arredondando a partir da 3ª casa decimal para cima). LM também era um mega investidor imobiliário sem escrúpulos e cobiçava a propriedade que pertencia aos Pn (onde 'n' é um número natural e varia entre 1 e 3), visto que o terreno era de boa conformidade geológica e configuração topográfica, localizado próximo a Granja Viana.
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Mas nesse promissor perímetro P1 construiu uma casa de tijolos, sensata e logicamente planejada, toda protegida e com mecanismos automáticos.
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Já P2 montou uma casa de blocos articulados feitos de mogno que mais parecia um castelo lego tresloucado.
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Enquanto P3 planejou no Autocad e montou ele mesmo, com barbantes e isopor como fundamentos, uma cabana de palha com teto solar, e achava aquilo 'o máximo'.
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Um dia, LM foi ate a propriedade dos suínos e disse, encontrando P3:
- 'Uahahhahaha, corra, P3, porque vou gritar, e vou gritar e chamar o Conselho de Engenharia Civil para denunciar sua casa de palha projetada por um formando em Comunicação e Expressão Visual!'
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Ao que P3 correu para sua amada cabana, mas quando chegou lá os fiscais do CREA já haviam posto tudo abaixo. Então P3 correu para a casa de P2.
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Mas quando chegou lá, encontrou LM à porta, batendo com força e gritando:
- 'Abra essa porta, P2, ou vou gritar, gritar e gritar e chamar o Greenpeace, para denunciar que você usou madeira nobre de áreas não-reflorestadas e areia de praia para misturar no cimento.'
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Antes que P2 alcançasse a porta, esta foi posta a baixo por uma multidão ensandecida de ecos-chatos que invadiram o ambiente, vandalizaram tudo e ocuparam os destroços, pixando e entoando palavras de ordem.
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Ao que segue P3 e P2 correm para a casa de P1. Quando chegaram na casa de P1, este os recebe, e os dois caem ofegantes na sala de entrada.
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- P1: O que houve?
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- P2: LM, lobo mau por definição, nível 8.75, destruiu nossas casas e desapropriou os terrenos.
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- P3: Não temos para onde ir. E agora, que eu farei? Sou apenas um formando em Comunicação e Expressão Visual!
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Tum-tum-tum-tum-tuuummm!!!! (isto é somente uma simulação de batidas à porta, meu filho! o som correto não é esse.)
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- LM: P1, abra essa porta e assine este contrato de transferência de posse de imóvel, ou eu vou gritar e gritar e chamar os fiscais do Conselho Regional de Engenharia em cima de você!!!, e se for preciso até a turma do Meio Ambiente e aquele tal de CONFEA.
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Como P1 não abria (apesar da insistência covarde do porco arquiteto e do...do... comunicador e expressivo visual) LM chamou os fiscais, e estes fizeram testes de robustez do projeto, inspeções sanitárias, projeções geomorfológicas, exames de agentes físico-estressores, cálculos com muitas integrais, matrizes, e geometria analítica avançada, e nada acharam de errado. Então LM gritou e gritou pela segunda vez, e veio o Greenpeace, mas todo o projeto e implementação da casa de P1 era ecologicamente correta.
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Cansado e esbaforido, o vilão lupino resolveu agir de forma irracional (porém super comum nos contos de fada): ele pessoalmente escalou a casa de P1 pela parede, subiu ate a chaminé e resolveu entrar por esta, para invadir.
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Mas quando ele pulou para dentro da chaminé, um dispositivo mecatrônico instalado por P1 captou sua presença por um sensor térmico e ativou uma catapulta que, com uma força de 33.300 N (Newtons), impulsionou LM para cima com uma inclinação de 32,3° em relação ao solo.
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Este subiu aos céus, numa trajetória parabólica estreita, alcançando o ápice, onde sua velocidade chegou a zero, a 200 metros do chão.
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Agora, meu filho, antes que você pegue num repousar gostoso e o Papai te cubra com este edredom macio e quente, admitindo que a gravidade vale 9,8 m/s² e que um lobo adulto médio pese 60 kg, calcule:
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a) o deslocamento no eixo 'x', tomando como referencial a chaminé.
b) a velocidade de queda de LM quando este tocou o chão (considere o atrito pela viscosidade do ar).
- Já calculou? Então durma bem, meu filho...
Teria Sócrates contado esta história ao filho, depois de ter obtido a licenciatura na UnI?
Exames nacionais...
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SIC: Pergunto-lhe, Sra Ministra, se o Ministério anda a fazer exames mais fáceis ou se os alunos andam a estudar muito?
Maria de Lurdes Rodrigues (MLR): Sabe, eu não me consigo pronunciar dessa forma tão superficial. Como também considero superficial dizer que o exame de hoje ou de ontem foi a sério e que as provas de aferição não são a sério. Sabe que é muito desmobilizador para os professores e para as escolas dizer que aquilo que é um trabalho em que eles investem, só porque ele tem resultados positivos não é a sério.
SIC: Tenho muita pena mas, neste contexto, tenho que me socorrer de autoridades como o Professor Nuno Crato que diz que há exames de preparação que são ridiculamente simples - e a expressão é dele -; tenho que me socorrer da Associação Nacional de Pais que vai ao encontro também desta expressão; tenho que me socorrer de um alerta lançado pelo Professor Paulo Heytor Pinto, da Associação Nacional de Professores de Português que diz que os professores só estão a ensinar para os exames...
MLR: Bom! Cada um socorre-se do que quer, cada um faz as suas escolhas...
SIC: Estou a socorrer-me de fontes credíveis!
MLR: Com certeza, são as fontes credíveis para si. Para mim, fonte credível é o Ministério da Educação e o instituto que promove a realização dos exames e que o faz com todo o rigor e com todas as exigências. É muito fácil...
SIC: Não são fáceis demais...?
MLR: Eu não me consigo pronunciar, sabe? O Sr consegue pronunciar-se, essas pessoas também. Eu não consigo pronunciar-me. Sabe porquê?
SIC: Eu não me lembro de os meus exames serem fáceis demais...
MLR: Sabe porquê?
SIC: ... E acredito que quem a está a ouvir e a ver em casa também não tenha essa ideia.
MLR: Não... Eu gostava que me desse a oportunidade de responder. Já me fez três ou quatro perguntas e não me deu oportunidade de responder a nenhuma. Mas gostava de ter a oportunidade de responder, com toda a traquilidade, dizer-lhe o seguinte. O nível de complexidade de uma prova não se avalia assim pela opinião, pela sua opinião, a opinião dessas pessoas ou a minha. O nível de complexidade...
SIC: Por muito boas que essas pessoas sejam, no domínio das suas competências...
MLR: Se me permitir falar eu volto à SIC com toda a boa vontade. Mas se o Sr me interromper, não me deixar falar, não é possível esta entrevista.
SIC: Faça o favor.
MLR: Bom! Que é que eu gostava de lhe dizer? Que o nível de complexidade de uma prova tem técnicas para ser avaliada. Não é a sua opinião, a opinião dessas pessoas ou a minha. O que conta, um dos principais indicadores que se usa, usam-se técnicas estatísticas para avaliar o nível de complexidade e uma das medidas mais simples é a curva de distribuição dos resultados. E quando apenas 5% dos alunos conseguem completar a totalidade de uma prova com êxito, isso diz tudo - ou diz alguma coisa - sobre a complexidade de uma prova. Foi o que aconteceu com todas estas que estão a ser feitas. As provas são calibradas e ajustadas ao nível de exigência daquilo que é o programa. Não é o nível de exigência que o Sr tem na cabeça ou que algum desses peritos tem na cabeça. É o nível de exigência do programa e isso é que é feito. Com todo o rigor e com toda a exigência.
SIC: Então a Sra Ministra considera que estes especialistas estão a exigir demais?
MLR: Deixe-me acabar. Se não me deixa acabar, eu não consigo. O que eu considero é que…
SIC: Permita-me lembrar-lhe, Sra Ministra isto não é um monólogo...
MLR: Deixe-me acabar.
SIC: ...E por isso eu pergunto-lhe, Sra Ministra, se na sua opinião estes especialistas estão a exigir demais?
MLR: Deixe-me acabar. O Sr já me fez essa pergunta e ainda não me deixou acabar a minha resposta. Primeiro...
SIC: Porque ainda não me respondeu.
MLR: Primeiro ponto, o nível de complexidade de uma prova tem técnicas, não é uma questão de opinião, é uma questão de validação técnica, com recurso a técnicas estatísticas também. E essas pessoas, com a precipitação com que se pronunciaram, de certeza absoluta que não tiveram o rigor e exigência que pretendem para os outros. Depois...
SIC: Eu diria que o Professor Nuno Crato é um reputadíssimo dominador do assunto.
MLR: Depois, eu gostava de lhe dizer que há uns quantos pessimistas de serviço neste país. Muito pessimista.
SIC: É o caso destas pessoas?
MLR: O que acontece é o país tem que estar sempre mal, e os alunos têm que ser sempre maus. Quando os resultados são por si maus e revelam fragilidades nos conhecimentos e nas competências, aí está a prova que o país está mal.
SIC: Os pais também estão pessimistas, Sra Ministra?
MLR: Quando melhora, como o país não pode melhorar, são as provas que estão erradas. Mas isso faz parte...
SIC: Inclui os pais nesse pessimismo, Sra Ministra?
MLR: Não incluo nada, estou-lhe a responder a si.
SIC: É que eu tenho aqui uma situação da Confederação Nacional das Associações de Pais a dizer assim, o seu Presidente a dizer assim: Está tudo bem com os alunos até chegarem ao primeiro ano da faculdade e ser o descalabro, porque não têm competências nem aprenderam a estudar sozinhos. São os pais que dizem.
MLR: Com certeza. Mas sabe, eu não me pronuncio, eu tenho obrigação de ser exigente. Eu não me pronuncio sobre opiniões. Eu pronuncio-me sobre testes técnicos que são feitos às provas, sobre documentação que é necessário exigir quando se faz uma prova de aferição. O Sr terá oportunidade, se quiser, de convidar o director do GAVE e ele explica-lhe o que é preciso, do ponto de vista técnico, para fazer uma técn... hum... uma prova e para avaliar o nível da sua complexidade. E portanto, isto não é uma questão de opinião. E devíamos ser mais cautelosos e mais respeitadores do trabalho que os professores e as escolas fazem. Porque essas pessoas, não as vi pronunciarem-se sobre: Plano Nacional de Leitura e mais horas de trabalho na área da leitura em todas as escolas; Plano de Acção da Matemática e mais horas de trabalho para a Matemática em todas as escolas; orientações claras sobre o tempo de trabalho tanto na Matemática como na Leitura em todas as escolas; formação contínua para milhares de professores, do 1º e do 2º ciclo, em Português e Matemática. Eu gostava que o Sr e essas suas fontes, se pronunciassem sobre factos concretos: sobre as horas de trabalho, que escolas e professores tiveram, neste ano para melhorar...
SIC: Neste caso, Sra Ministra, as pessoas pronunciam-se sobre aquilo que pode ser corrigido.
MLR: Não são fontes fidedignas, são opiniões. Gostava ainda de dizer-lhe uma coisa. O facto de muitos jovens acerca do teste: que se sentem confortáveis, aliviados por terem passado um momento em relação ao qual…
SIC: Não é só isso, eles disseram que é fácil.
MLR: O facto de eles dizerem que é fácil não significa que a prova seja fácil. Como lhe disse, a simplicidade ou a complexidade de uma prova tem técnicas específicas...
FIM
Haja paciência p'ra ler isto... quanto tempo perdido!!!...
Da investigação judiciária ao affair político: "Caso Maddie" não está arquivado
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Sobre o motivo que leva a este arquivamento ainda não li nem ouvi nada que foque a estapafúrdia contradição do despacho – corrijo, acabei de ouvir na SIC Notícias, às 07:03 enquanto escrevia este post, algo sobre declarações semelhantes de Alípio Ribeiro ao Diário Económico -, isto porque assenta em três pessoas que «eram suspeitos porque eram arguidos, ou arguidos porque eram suspeitos» [cit. Paulo Sargento em “Maddie: caso arquivado”, na SIC Notícias 21/07/2008], sob as quais não se conseguiu provar culpabilidade, e não no desaparecimento propriamente dito da menina, que infelizmente não retornará. Assim sendo, enquanto leiga, considero que o despacho apenas se devia cingir aos constituídos arguidos e às medidas de coacção que lhes foram aplicadas, tanto que o prazo de investigação do desaparecimento ainda não prescreveu (veja-se como exemplo Jorge Sepúlveda desaparecido há quase 17 anos) como bem sabe, ou deveria saber, Pinto Monteiro.
Esta é mais uma gaffe a ser aproveitada pelos McCann, tão bem auxiliados por Clarence Mitchell (assessor de comunicação cedido aos McCann pelo Primeiro-ministro inglês), que ajuda à ridicularização do funcionamento policial e da justiça em Portugal, alegando que se desistiu de procurar Madeleine, enquanto se preparam para nos processar com a ajuda de Rogério Alves, acção que Robert Murat de certo também não descuidará. E digo “nos processar” porque as indemnizações vão ser pagas por todos os portugueses que engrossam os cofres do Estado, e não pelos altos intervenientes nacionais responsáveis pelos excêntricos contornos deste caso.
As alegadas pressões e interferências do governo português e subsequentemente da direcção da PJ na investigação, mesmo que não comprováveis, moralmente são consideradas como obstrução à investigação e à justiça, havendo a crença que se assim não fosse a PJ teria sido mais célere e cometido menos erros, ou não fosse esta a investigação mais dispendiosa que se conhece na justiça portuguesa. Denote-se aqui a subserviência a “terras de sua Majestade” para manter a simpatia de Gordon Brown que, tal qual José Sócrates, já não agrada à maioria dos eleitores.
Miguel Sousa Tavares escreveu no Expresso que «[...] Mais de um ano depois, vai-se levantar a infame suspeição sobre um casal que teve o azar de perder a filha em Portugal e sobre um inglês que teve o azar de ser vizinho do aldeamento e ter levantado suspeitas a uma jornalista […]». Concordo no que respeita a Murat mas não sobre os McCann. Primeiro, é habitual, não só em Portugal, os pais serem à partida suspeitos do desaparecimento dos seus filhos, logo não é infame, por mais que seja confuso ao amor da paternidade, há muitos pais que nunca o deveriam ser; segundo, o “azar” supremo é da inocente criança, mas se nos cingirmos ao “azar” implícito nas palavras de Miguel Sousa Tavares, o “azar” foi de Portugal, em uns ingleses de um elevado nível social terem perdido cá a filha, pois é um casal que começou logo a mover influências antes de dar o alerta do desaparecimento da menina às autoridades portuguesas, e amealhou uma exorbitante quantia em donativos com a qual contornou habilmente a justiça, enquanto outros de baixos rendimentos e/ou menos inteligentes não têm a mesma facilmente. Relembro a Miguel Sousa Tavares que o Reino Unido “ganha-nos” de longe em termos de crianças desaparecidas, pais considerados suspeitos, crimes por resolver e processos arquivados. Relembro também, que não serem portugueses é a sorte dos McCann, pois caso fossem Tugas ainda levavam com a acusação de crime de abandono (artigo 138º do CPP), à conta do qual alguns pais azarados perderam a custódia dos filhos ou já cumpriram pena, aliás, neste âmbito em Inglaterra teria sido retirada a custódia dos gémeos, quer fossem dessa nacionalidade quer fossem emigrantes.
Este caso é aberrante desde o início. Uma inocente criança que desaparece e que não se prevê que seja encontrada com vida. Uns pais que dispensam o serviço gratuito de amas, enquanto fazem jantaradas noite após noite com os amigos, e com um esquema de comunicação extremamente bem montado. Um apartamento que não é selado desde a chegada da GNR até o término da investigação. Um circo mediático, cá e lá. Interferência do governo britânico e falta de verticalidade ao português, PGR e PJ. O afastamento aparatoso do inspector Gonçalo Amaral**. A reviravolta nas análises do laboratório inglês (Forensic Science Service) que processou as amostras recolhidas. Os arguidos e cruciais testemunhas fora de Portugal. A reconstituição da noite do crime que não foi feita… Uma inocente criança que desaparece e que não se prevê que seja encontrada com vida. Este caso é aberrante desde o início.
* Com base no relatório da PJ os McCann foram constituídos arguidos «face à mera possibilidade do seu envolvimento com o eventual cadáver» de Madeleine, após os cães, cedidos pela polícia inglesa, terem farejado odor de cadáver (no apartamento, num canteiro exterior, em roupas de Kate e de Madeleine, e eventualmente no peluche da menina) e vestígios de sangue humano (igualmente no apartamento e no veículo alugado 3 semanas após a sua filha desaparecer) [págs. 37-40]. No que respeita a Murat, este estatuto decidiu-se com base no testemunho duma jornalista britânica «a qual estranhara o especial empenho e curiosidade de Murat neste caso, o que lhe recordara um outro ocorrido no Reino Unido com contornos semelhantes e em que os culpados tinham participado activamente em buscas» [págs. 27-28].
** Avança o Correio da Manhã (final do texto), que o seu livro “A Verdade da Mentira” vai ser distribuído no próximo dia 24 com a edição desse jornal.
A fina flor do entulho
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O 25 de Abril trouxe nos a liberdade, muito desprezada, por alguns saudosistas, que nunca conheceram, o peso e a mordaça da censura.
Portugal é um país peculiar, onde a falta de memória vive de braço dado com a melancolia daquilo que já fomos - Grandes Descobridores - com um sentimento mesquinho de inveja do que os outros são, têm, conseguem.
O Estado Novo tão criticado pelos socialistas, pelo atraso que impôs ao nosso povo, pela taxa de analfabetismo, enfim por muitas razões, e razões válidas, é nos dias de hoje o responsável por este Estado que, teimosamente, de maneira desonesta insiste em adulterar e envelhecer.
De guerreiros, presos e torturados, passaram a carrascos de um povo que está a ficar sem dinheiro, sem coragem, sem força, a desesperar.
O governo socialista está a conseguir um novo tipo de processo de educação, que não o do analfabetismo descarado, mas um processo muito mais maquiavélico, aliás o grande prazer de Sócrates. Fazer mal a tudo e a todos, com aquele sorriso cínico, diria mesmo nojento.
Investe-se na deseducação, no facilitismo, e como não podia deixar de ser, visto o Primeiro-ministro ser o tal Sócrates, o rei da aparência, um Master em ilusionismo.
Curiosamente, fazendo um pequeno "desvio", ainda tenho aqui em casa uma entrevista da Maria Barroso, que relativamente, e de uma forma muito baixa, dizia do meu Tio Francisco:
"Um homem que não consegue governar a sua própria casa, como há-de governar o país?"
Se pensarmos bem, o que sabemos sobre Sócrates, numa época em que tudo se sabe, tudo se publica?
Bem, sabemos algumas coisas de relevo: que faz afincadamente “jogging”, que tem uma namorada, mas que não deve ter tempo para "praticar" o namoro, para bem do país, na opinião do próprio claro, e sabemos que tudo faz para que nada saibamos.
Essa postura e atitude do "nosso" primeiro, reflecte-se, na sua forma de governar, de uma maneira assustadora.
Exames fáceis para alterar o “ranking”, à medida do projecto "prêt-à-porté" da "nossa" bela Milú.
Como calar essas pragas, que lhe atiram com tantos números, que a pobre Milú tem tanta dificuldade em ler?
Assim vamos assistindo, mais uma vez, na maneira mais desonesta, mais arrepiante, de como tornar um povo estúpido, que não questione as politicas governamentais, tornando a educação num processo de desagregação, que "deite" cá para fora ora desordeiros ora gente sem ambição.
A todos espera o mesmo - o deserto, o desemprego, o sonho do euro milhões - enquanto lhes vão tirando os poucos tostões!
Bem, sempre têm o livro de reclamações para se vingarem da sua vidinha desgraçada!...
Continuem a votar nessa Gentalha…
