BlogConf
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Crendo eu que as inscrições foram superiores às participações, tenho uma enorme curiosidade (que poderia ser a minha pergunta, caso me tivesse inscrito na conferência que a priori, julgo eu, não me seleccionaria) em conhecer os critérios de triagem, e já agora, o autor desse hipotético ranking de bloggers que considera que aqueles vinte são os principais (disse Sócrates) e não outros, quiçá doutra batuta.
Resumindo e baralhando, tal qual disseram no início, esta BlogConf foi uma acção de campanha, sobre a qual eu realço que é eleitoral e tem o mote Sócrates 09. Ilações? Quanto a mim foi uma fantochada em que Sócrates falou, falou, falou, falou, falou... para decompor o baluarte oposicionista que reside na blogosfera.
Fica o registo da BlogConf (com duração de 3:43:08):
Adenda [05/08/09 às 20:07h]: o vídeo (acima) da BlogConf foi disponibilizado em exclusivo no canal (Sapo) Sócrates 2009, e como é referido no mesmo, trata-se da versão integral. É interessante visionar a “maratona” de mais de 3h, pois assiste-se a pérolas que estão omissas nos vídeos fraccionados.
Como nos relata o JPG, o CC&Cª é (à presente data) o único blog a postar esta versão.
UM SEM FIM DE TI EM MIM
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Podes nunca vir a ler isto, ou até podes ler, mas não me importo!
Há sentimentos que nascem apenas de um olhar ou de um simples momento ou gesto, de um mar de emoções que sentimos sem saber bem como, mas que nunca esquecemos!
Já conheci muitas pessoas, já fiz muitas asneiras, já cresci também, mas nunca imaginei que pudesse encontrar alguém como tu!
A verdade é que aprendi a respeitar, a conhecer, a admirar e a amar a pessoa maravilhosa que és: o teu jeito inocente, o teu sorriso lindo, que tão bem conheço, o teu carinho, a tua força, o teu coração, vou guardar tudo como o meu bem mais precioso.
Continuo com a minha alma viva de ti e para ti, tenho tantas saudades tuas, do tempo que passou e do que já passamos. Estás sempre aqui e no peito guardo todos os nossos momentos, as tuas palavras enternecedoras de amor, as nossas gargalhadas e sorrisos... Coisas nossas, que tento perpetuar nos meus sonhos!
Sim, guardo, e sim tenho saudades!
Talvez um dia, quem sabe, nos voltemos a encontrar! Talvez tu me procures ou eu não aguente mais de saudades e te procure... talvez, aí, seja tudo melhor e diferente.
Apeteceu-me escrever tudo isto para tentar lavar a alma, para não chorar mais e dizer-te tudo o que tu até já sabes de cor.
Apeteceu-me pura e simplesmente, porque dói estar sem te ver, sinto-me só sem o teu toque, os teus dedos entrelaçados nos meus, o calor do teu corpo, o teu abraço quente, o teu olhar doce, o teu sorriso, o teu cheiro...
Apeteceu-me apenas e só desabafar para dentro de mim!!!!!!
Espiral da Vida
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Se observarmos bem tudo o que o acontece na Natureza é feito em círculos.Os pássaros fazem os seus ninhos em círculos.
O sol nasce e desaparece em círculo, retornando outra vez ao ponto de partida.
As flores são constituídas por pétalas sobrepostas em camadas circulares...
Os pingos da chuva tombam e deixam ondas circulares nos mares, num lago ou numa simples poça de água.
Lágrima de saudade!
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Ricardo Reis
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Nada teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Ricardo Reis
@!!*#?*#
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Fonte da imagem: Banca de Jornais - Sapo Notícias
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Adenda [18/07/2009 às 01:23h]: está disponível online o artigo que ilustra a capa AQUI, e um outro subsequente AQUI que relata o facto deste pedófilo estar em liberdade após ter sido apanhado em flagrante (pela PSP e duas Magistradas) a abusar duma criança.
"Matemática de mendigo"
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Nesta reflexão, recordo-me quando há poucos dias fui ao Centro de Saúde e dei comigo a observar a diversidade dos que como eu esperavam. Reconheço o meu juízo estereotipado, mas não pude deixar de constatar que os que me pareceram mais “necessitados” não lhes faltava a tecnologia da moda nem os trocos para as máquinas dos “comes e bebes”, enquanto outros aparentemente “estáveis” contavam a custo as moedas para pagar a comparticipação da consulta e tiravam da mala uma merenda recheada de marcas brancas.
Estas parcas palavras ficam aquém do que eventualmente poderá traduzir a dependência institucional que em muito fomenta o parasitar na sociedade, assim como a angústia dos que lutam incessantemente.
Posto isto, transcrevo o texto recebido por mail que esquece a fatia dos quantos apenas recebem 450€ por mês e trabalham 40 ou mais horas semanais:
Preste atenção nesta interessante pesquisa de um estagiário de Matemática:
Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no verde). Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para facturar pelo menos € 0,10, o que numa hora dará: 60 x 0,10 = € 6,00. Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá facturado: 25 x 8 x 6 = 1.200,00€. Será que isso é uma conta maluca?Bom, 6€ por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem doa nunca dá somente 10 cêntimos e sim 20, 50 e às vezes até 1,00€. Mas, tudo bem, se ele facturar metade, 3€ por hora terá 600€ no final do mês, que é o salário de um estagiário com uma carga de 35 horas semanais ou 7 horas por dia. Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de € 1,00 (o que não é raro), ele pode descansar tranquilo debaixo de uma árvore por mais 9 mudanças do sinal de trânsito, sem nenhum chefe para o chatear por causa disto.
Mas considerando que é apenas teoria, vamos ao mundo real. De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmolas, e que sempre vejo trocar seus os rendimentos na padaria em frente aos semáforos. Perguntei-lhe quanto é que ela facturava por dia. Imaginem o que ela respondeu?
É isso mesmo, de 35 a 40€ em média, o que dá 25 (dias por mês) x 35 = 875€ ou 25 x 40 = 1000€ mensais.
Moral da História:
Peça esmolas. É mais fácil e melhor que arranjar um emprego.
Viva a Matemática.
SAUDADE
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Sabes, ainda vivo dentro do nosso sonho, onde tu estás, e estarás, sempre presente...
Comecei por te admirar, depois a conhecer-te melhor e a amar-te...
Agora? Agora, ainda vives em mim, ainda te amo!
Lembro-me dos teus olhos... esse olhar meigo, quantas vezes provocante, ao mesmo tempo indagador, perscrutador e atento a todos os pormenores. Quando me olhavas assim, as nossas almas fundiam-se! Não me importava se era de tristeza ou receio do que o futuro nos pudesse reservar... naquele momento o teu olhar era meu, só meu... estavas ali, comigo, para mim!
Ainda sinto, mesmo à distância, as tuas mãos a tocar nas minhas, a forma doce e meio tímida como lhes pegavas, a emoção que sentia quando as agarravas e entrelaçavas os teus dedos nos meus, fazendo-me sentir no céu, invadida pela paz.
Não consigo apagar da minha memória a tua boca... aquele primeiro beijo, roubado… a que eu, meia trémula, mas desejosa, correspondi... E todos os que vieram a seguir, quentes e doces, fazendo crescer em mim o desejo de te beijar de novo, prolongando o desejo, sem parar…
Os nossos abraços, sempre meigos, ternos, sem importar o seu motivo, pareciam querer fundir-nos...
O som da tua voz, sempre suave e quente no meu ouvido... faziam-me arrepiar!
Vieste ter comigo a primeira vez... levaste-me contigo, como se me estivesses a tirar deste mundo para me levares para o teu e quisesses que eu lá ficasse para sempre... foi o nosso primeiro encontro, a nossa primeira vez!
Adorava saber que me esperavas para me levar contigo ao lado, não importava o destino, ficava louca e ansiosa, com o coração aos pulos quase a saltar do peito, numa euforia que tinha de conter! Já não sou nenhuma adolescente, porém ainda corria ao teu encontro, como uma colegial, quando descia de elevador, aqueles breves segundos eram intermináveis e não passavam tão rápido como eu desejava para ir ao teu encontro.
Os passeios que demos, os sítios onde me levavas.
Tudo o que me surpreendia e me amarrava, me encantava, subjugava-me... Estar ao teu lado, olhar para ti, não me importar com o que nos rodeava.
Aquela carta que me escreveste, com aquele remetente, que tanto me fez rir... A tua caligrafia, quase ilegível, que me obrigou a voltar atrás para a reler, devorando as tuas palavras! Quantas vezes já li e reli aquela carta!
Aquele livro... com um prefácio onde falas de ti, naquela dedicatória... Guardei-o e sempre que a saudade me toca, abro-o e releio-a novamente.
Os teus mimos. Como tu me mimaste e eu, feliz, te sorria!
Tudo com um toque que transbordava a ti, ao que tu és... Amor, carinho, amor, ternura, amor, entrega, amor, sedução... amor e mais amor, só amor.
Meu Deus, se tivéssemos o dom de fazer parar o Tempo!
Tenho saudades de ti! Muitas... Tantas!
"Zézito had a dream!
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Seria o Jamais, o Pino, Lino, Toureiro?? Ou todos?
Convite
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Oléééé!!!

Tudo oferecido pelo Ministro da Economia, Exmo. Senhor Dr. Manuel Pinho, no recinto da Assembleia da República.
Desperate Goofy II
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P.S.: será que alguém de Carnaxide pode corrigir a Ana Lourenço, que o correcto é “aceite” e não “aceitado”?
Desperate Goofy
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Fonte do vídeo: Activismo de Sofá
A demissão de Manuel Pinho contenta a oposição, mas deve deixar o próprio em júbilo. Notava-se pelo seu tom de voz característico que devia andar agastado com tantas gaffes sucessivas.
Metade de mim!
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Acordei meia perdida com o chilrear dos passarinhos, a luz batia, ténue, na janela. Metade de mim buscava o teu corpo, o teu cheiro, o teu desejo gravado na memória do que tinha sido o adormecer. A outra metade, recolhida, ensonada, apenas buscava a tua mão, o teu colo e a tua protecção!
Senti-me perdida nas minhas duas metades. Aos poucos fui-me dando conta que elas raramente se juntam. Embrulham-se no desejo de ser amada e de amar, nesse sentimento forte da paixão da entrega dos nossos corpos, suados e trémulos. A paixão é uma entrega sem igual, o entrelaçar dos corpos, como se apenas se tratasse de um só corpo, as mentes atadas no mais profundo jogo de sedução, o toque, o beijo, o olhar que nos despe a alma, e aquele abraço no fim… A troca de olhares cúmplices, e aquele abraço que nos embala num sono profundo e sonhado de um amanhã mais tranquilo, na esperança do nosso pequeno lugar ao sol!
Mas como me vou dando conta que metade de mim é uma menina perdida na luz do luar, com tanto medo da tempestade, da trovoada... Carente, envergonhada, a precisar do teu regaço, da tua protecção!
Viro-me e reviro-me, zangada por ser assim, porque temo que o tempo te afaste e te canse, de ser o “guiador da noite”!
Encontro de novo a mulher forte, que tão bem te sabe amar, que te desamarra os atilhos que a vida te foi impondo, que afasta o posso, e te transforma no quero!
E, soubesse eu cantar, embalava-te ao som da minha menina triste, que tu com o teu olhar perdido de amor, saberias afastar. Com o teu expirar ias consegui-la afastar de mim, para eu puder ser livre de vez, da dor.
É muitas vezes neste caminho inseguro que me canso de mim.
É uma Chuva que cai
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Eu nos outros!
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Queria que os meus dedos voassem pelo teclado fora, escrever ao ritmo do meu pensamento, dos meus eternos dilemas e dúvidas!
Nem que fosse por momentos queria agradar a todos e a ninguém, queria não ter tanta paixão dentro de mim, tanto para dar, acima de tudo queria ter a coragem de pensar primeiro em mim, depois nos outros, filhas excluídas.
Apenas deixar a vida fluir ao ritmo da brisa fresca e calma, do laisser-faire, laissez-passer.
Muitas vezes penso o que teria sido a minha vida, se tivesse dito alguns nãos, como o deveria ter feito.
Talvez tenha crescido com muitas imagens de heróis, de gente que tudo esperava de mim, e que tão pouco amor me deu. Serão tantos desses desgostos, tantos desses esforços que trouxeram até aqui, tornando-me até um pouco tonta em face dos outros, sempre a querer agradar, uma palerma do faz o favor e obrigado!
Não sei bem, se me arrependo ou me rebento de ser assim, talvez um pouco das duas. Habituei-me ao facto de não me darem amor, de não ser merecedora de amor, acho que sempre me senti a mais.
Viver o fruto antes do tempo, assim me disse alguém, mas eu não fui capaz de ouvir, escutar e entender. Pena…
Por vezes necessitamos parar, pensar, olhar para dentro de nós, tentar entender porque ainda sofremos de dores tão longínquas no tempo e no espaço. Alguém me disse uma vez, alguém que mal me conhece…Inquietude!
Há muito tempo que uma palavra não me soava tão verdade, “como uma luva”.
Essa inquietude que muda de cor, de nome, de luz, é provavelmente esse “buraco” que me ficou de pequena, que me tornou insegura, e frágil.
Uma aparente força, um ar de prontidão de guerra, que deixa em mim um lastro de dor.
Às vezes sorrio para dentro ao ouvir, como consegues?
É apenas uma questão de não ter alternativa, ou de não a conseguir criar!
Enfim pensamentos soltos, num mundo que cada vez mais vive de si para si, em que nos sentimos desenquadrados!
Em altura de muito trabalho, e de necessidade de reflectir, provavelmente será mais complicado ter tempo e alma para escrever.
Mas vou voltando!
E para o vosso e meu bem, espero melhor, do que esta enfadonha!
Talvez!
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Em bicos dos pés sonhei em ti,Tal era a minha vontade de ser.
Ser eu verdadeira para ti,
Apenas e simplesmente eu.
Não sei porque me julguei capaz,
Mas senti que te ia mostrar a lua!
Fazer sentir-te a força do mar,
Mostrar-te as cores do sol.
Sonhei fazer-te feliz,
Com as minhas poesias pobres.
Mas com o calor do meu beijo,
O abraço fechado e cúmplice!
Falhei como sempre falhei,
As empreitadas do amor.
Talvez o meu jeito desajeitado,
O meu medo dos equilíbrios!
Não serei o que esperavas,
Pior, não serei o que julgava ser!
Serei talvez uma sombra de mim,
Que por vezes a luz trespassa!
Continuarei presa em mim,
Refém do que não fui capaz.
Uma luz apagada e triste!



