Liberdade
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Em miúdos chamamos liberdade a poder comer um gelado de pau e não de copo; chamamos liberdade a poder sujar a roupa e brincar em qualquer lado; chamamos liberdade a poder desarrumar o quarto todo e ficar rodeado de brinquedos de todas as cores, que levam a nossa imaginação a outro mundo.
Ao crescer, sentimo-nos mais livres, as chaves de casa, a ida ao cinema à noite, o primeiro copo, o primeiro beijo, a primeira paixão, a amizade que vai durar para sempre. Vamos para aqui e para ali, e a liberdade são os nossos amigos, isso sim, esses que nos acompanham nesse conjunto de fases, que, em suma, são um número de acontecimentos parvos que fazem parte de crescer, sorrir e viver, e que, consequentemente, nos fazem amadurecer.
Começam também a surgir as primeiras zangas, as desilusões, aquela fase em que dá vontade de gritar com todos, de que tudo vá para outro lado, de ficar isolado apenas a ouvir a música aos berros, a chorar e a comer chocolate, o amigo que mais tarde acaba por engordar e o qual temos de abandonar porque começa a aparecer a banhinha de lado e o corpo de pequenina desaparece.
Aí vem a liberdade de ir a casa de A, de B, de C, de ir almoçar fora, ir sair e não ter horas para voltar, dançar, beber, saltar, gritar, estudar e não fazer que estudar. Preocupações de futuro, notas a ter de subir, objectivos a alcançar e um meio social para manter! Ir à festa da Joana, da Rita, da Ana e da Mariana. Ai as unhas estragadas, por pintar, ai o top que já se usou ontem, a saia que aperta, o soutien que não condiz com as cuecas.
Idas ao ginásio, dietas malucas, depressões, dias em que o período parece nunca acabar e que dá a sensação de se ser a mulher mais feia do mundo, ou então, dias em que parece que brilhamos, que o sorriso é observado por tudo e todos, que o colar condiz, o decote fica bem e as calças estão mais largas, vem a sensação do estar gira e de ser aceite pelo mundo.
Mas afinal, o conceito de liberdade no meio disso é o quê? Ser rebelde e não estudar? Estudar e não viver? Fumar, beber e curtir? Acreditar nos sonhos cor-de-rosa? Ver tudo escuro?
A cabeça é um ser estranho, muito complicado. Há que saber aceitá-la, entendê-la, estudá-la, saber contrariá-la e ainda, aprender a fazê-la crescer.
Ao olhar à minha volta, sei que o que mais tenho é esse mundo, do qual me tento afastar e, embora saiba que dentro dele estou várias vezes e que por todas as fases passei, tento ter consciência dessa minha parte que entra no ser estranho e complicado, a cabeça.
Sei que cada um a complica à sua maneira, ao seu jeito, mas também sei que é bom reconhecer isso e no mínimo, pode-se dizer que é o primeiro passo para tentar alterar essa tendência que é o da opção fácil.
“Hoje não estou bem, porquê? Não sei.” Típica resposta… também minha, mas porquê? Qual a razão do não estar bem? Talvez seja essa a questão mais importante que ninguém faz, ou que ninguém tem a coragem de fazer.
Vivemos numa sociedade de aparências, de preocupações sem razão, e isso vê-se nos jovens, e quando crítico, critico-me a mim também, mas tento ter esta preocupação e alertar-me a mim mesma.
Ser livre, neste momento, acho que também passa por aí, por saber rir, aproveitar, tirar partido de todos os momentos, ver sempre um pedacinho especial e sentir o bom desse mesmo pedacinho, porque tudo tem um lado bom, há que aprender a saber vê-lo, saboreá-lo e guardá-lo para quando o pedacinho maus tentar sobrepor-se.
Conciliar o viver com o saber viver e o ter de viver, é o objectivo. Isto é, desfrutar de todos os momentos, aprender a superar os maus, crescer com eles e a aceitar que eles vão estar sempre presentes, sempre. Desilusões, tristezas, irão acompanhar-nos neste longo percurso, temos de as aceitar e de perceber que são elas que nos fazem crescer. No meio destas despreocupadas preocupações tem de haver a força para um dia ultrapassar uma preocupação a sério, tem de haver a força de saber sorrir, sempre, de se saber viver, de se ser livre e aproveitar o simples gesto de comer uma bolacha, de andar de carro ou até de passar de um lado da rua para o outro.
Nós damos a cor à nossa vida, é isso que temos de fazer, é essa a nossa liberdade e aquilo que um dia nos fará concluir um percurso de vida, aquele por que lutamos.
Um sorriso e... uma lágrima
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Um pai, acompanhando uma criança, com cerca de 5 anos, entrou no Serviço de Radiologia, do Hospital de Braga, para fazer um TAC.
A criança, por se ter debruçado numa varanda com uma altura de cerca de 3 metros de altura, tinha caído e fracturado a cabeça... Foi operada de urgência.
Entraram ambos na sala de exames e a criança pedia-lhe que não lhe largasse a mão, apertando-a com tamanha força que os nós dos dedos se viam de tão brancos...
Terminado o exame, a porta abriu-se...
O pai (que tinha permanecido no interior da sala de exames com o filho, assistindo ao exame) perguntou à técnica se estava tudo bem, fixando-a na busca de certezas, perante a incerteza e dúvida que lhe pairavam no coração...
“Sim. Está tudo bem. Ele está muito bem. Fique tranquilo. A operação correu muito bem e ele vai ficar melhor... Vai ver que dentro em breve irá ter alta e poderá voltar para casa.”
Num gesto de gratidão, aquele pai agarrou nas mãos da Técnica e beijou-lhas, com as lágrimas a caírem-lhe pela cara abaixo:
“Muito obrigado! Muito obrigado, minha senhora! Graças a Deus!... Sabe, eu e a minha esposa estamos à espera de outro filho... aconteceu este acidente... mas agora já lhe posso dizer que o nosso filho está bem! Temia por ela e por ele. Graças a Deus... Nem imagina a nossa aflição e angústia...”
A Técnica olhou para aqueles olhos... um misto de sofrimento e ansiedade desvaneceu-se... dando lugar a um sorriso aberto...
Despediu-se e virando as costas, com os olhos marejados de lágrimas, regressou ao interior da sala de exames, ao sítio de onde partem as “sentenças” de vida ou de morte anunciada...
Sentiu-se gratificada por aquele gesto... por ter visto esperança e gratidão espelhadas naquele rosto e, naqueles olhos, uma alegria tão grande!...
Embrenhou-se, de novo, no seu trabalho...
Muitos outros doentes aguardavam, porém, a sua “sentença”... Mas também, uma palavra amiga, de conforto, de carinho... não de um pai... mas de esperança em melhores dias!
Hoje, foi um dia daqueles... pesados!
Há diversas modalidades de Estado: os estados socialistas, os estados corporativos e o estado a que isto chegou!
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Nota: O título desta mensagem brota das palavras que o Capitão Salgueiro Maia dirigiu a 240 militares na Escola Prática de Cavalaria de Santarém, na madrugada de 25 de Abril de 1974, antes de partir para Lisboa com a coluna de carros de combate.
"Há diversas modalidades de Estado: os estados socialistas, os estados corporativos e o estado a que isto chegou! Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos. De maneira que quem quiser, vem comigo para Lisboa e acabamos com isto. Quem é voluntário sai e forma. Quem não quiser vir não é obrigado e fica aqui."
Todos os homens deram um passo em frente e rumaram à capital, sob o seu comando.
Quase...
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Quase
Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num grande mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...
Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!
De tudo houve um começo ... e tudo errou...
— Ai a dor de ser — quase, dor sem fim...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...
Momentos de alma que,desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...
Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol — vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...
Um pouco mais de sol — e fora brasa,
Um pouco mais de azul — e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
Mário de Sá Carneiro
Contadores de Gás, Água e Luz
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Os consumidores vão deixar de pagar os alugueres de contadores de água, luz ou gás a partir de 26 de Maio próximo. Nesta data entra também em vigor a proibição de cobrança bimestral ou trimestral destes serviços, segundo um diploma que foi ontem publicado na edição do Diário da República. A factura de todos aqueles serviços públicos vai ser obrigatoriamente enviada mensalmente, evitando o acumular de dois ou três meses de facturação, indica a Lei 12/2008, ontem publicada no boletim oficial e que altera um diploma de 1996 sobre os 'serviços públicos essenciais'. A nova legislação passa a considerar o telefone fixo também como um serviço essencial e inclui igualmente nesta figura as comunicações móveis e via Internet, além do gás natural, serviços postais, gestão do lixo doméstico e recolha e tratamento dos esgotos. O diploma põe fim à cobrança pelo aluguer dos contadores feita pelas empresas que fazem o abastecimento de água, gás e electricidade. Também o prazo para a suspensão do fornecimento destes serviços, por falta de pagamento, passa a ser de dez dias após esse incumprimento , mais dois dias do que estava previsto no actual regime. Outra mudança importante é o facto de o diploma abranger igualmente os prestadores privados daqueles serviços, classificando-os como serviço público,
independentemente da natureza jurídica da entidade que o presta.
Divulgar o mais possível…
Cobardia de viver
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Sobretudo a partir de uma certa idade, em que já não somos novos, mas também ainda não temos as desculpas de sermos velhos. Que já não carece, que já não adianta, que estamos velhos, sendo que a idade deveria ser, um sinal de sabedoria, como no oriente, e não só, como na sociedade, sobretudo europeia, sinonimo de inutilidade, e de fardo para os mais novos.
Hoje dei por mim a pensar na estupidez em que estruturei a minha vida, nas defesas que construi, nas barreiras que criei à vida.
A idade foi avançando, os desgostos sucederam-se, condicionaram a minha maneira de estar na vida, sem que me tivesse dado conta.
A morte rondou-me vezes demais, chegou em forma de acidente brutal, de doenças sem retorno, a canseira de ter que aguentar, de ter que reagir, de como se diz, tocar a vida para a frente.
Dei-me conta que vesti essa armadura de guerreira, sem querer, empurrada pela necessidade de mostrar que era capaz, mordi-me por dentro, enrolei-me, numa suposta força hereditária.
Em teorias absolutistas de verdades imutáveis, fui correndo, fugindo de mim, atafulhando-me de trabalhos impossíveis, de metas impossíveis, de objectivos impróprios para cardíacos.
Coragem, determinação, força, eram os meus predicados preferidos.
Hoje dou-me conta que me enrolei, que fugi dos meus problemas, que construi uma vida para fugir à verdade.
A verdade é que "ganhei" medo de viver, que corri, fugi para a frente, para não enfrentar os meus desgostos, para não ter tempo, sequer de pensar.
Trabalhei, construi a minha vida de trabalho, de maneira a ter sempre montes de trabalho...
De maneira a não poder usufruir da vida, a não pensar, a no fundo a não viver.
Mas, nunca é tarde...
Just Drive
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Basta um segundo, um baixar de olhos, para a gente se distrair.
Choca-me muito a quantidade de pessoas que guiam a falar ao telefone, acho que eu nestes anos todos, só o fiz meia dúzia de vezes, e fui apanhada duas vezes. Cem euros de multa!
Lembro-me sempre da mãe de um amigo meu, já com uma certa idade, que há uns anos, sempre que ia a Lisboa, comentava que as pessoas iam de mal a pior, porque falavam sózinhas nos carros.
Mas não é possível guiar bem, com cuidado, com atenção à condução, a falar ao telemóvel, por muito que se esteja habituado, a atenção está na conversa ao telemóvel.
Vê-se fazer barbaridades ao volante, muitas vezes quando ultrapassamos o carro "bárbaro", verificamos que o seu condutor vai ao telefone.
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Ao meu Peixinho do Mar:
Sabes, tenho muito orgulho em ti. Muito, soubeste aguentar-te estes anos, com a verdade, de cabeça erguida, segura do que tinhas visto, sem deixar que o tempo apagasse as tuas certezas.
Apesar da inevitável pressão, de muita gente que prefere as inverdades, do que as verdades incómodas.
Estive como não podia deixar de ser contigo, desde o primeiro minuto, e estarei o resto da minha vida, por seres minha filha, por seres assim, simplesmente, corajosa, cheia de força, lutadora, uma força da vida.
Tenho muito orgulho em ti, por tudo o que és, e por tudo que tentas ser.
Demorou a ser reposta a verdade, mas foi hoje.
Acabou-se a injustiça, a mentira não compensa, a verdade vem sempre ao de cima.
És um exemplo para mim, és uma motivação, um desafio, um amor incondicional.
O melhor de mim!
Amo-te Querida Filha!
Em 2023... nova capa da Revista Visão
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Scuts
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Aqui fica, à V/ consideração.O Governo prepara-se para colocar portagens nas SCUTS do Grande Porto, Costa da Prata e Litoral Norte.Vias fundamentais como a A29, A28 e A42 vão passar a ter portagens, provavelmente ainda nos próximos meses, sem que existam alternativas viáveis.É urgente protestar!Assine o abaixo-assinado em:http://www.naoasportagensnasscuts.com/index.phpJuntos podemos fazer a diferença e impedir este ataque aos nossos direitos! Passe a palavra!
Insastifação
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Vai cada dia ganhando terreno, espaço, para estender os seus tentáculos, apoderar-se da nossa alma, do nosso coração.
Vivemos a época do teclado, "teclas mesmo de onde", é do "hi5 que te conheço"?
Bem, eu não sou grande exemplo, como tal sinto-me à vontade para criticar, estarei mesmo a fazer,de certa maneira, uma auto-análise, uma reflexão, ou, mesmo quem sabe a ralhar comigo.
Também a lareira acesa, a música quente que toca, afasta-me dos livros, que deveria estar a ler e a estudar, arrasta-me para este teclado que dá forma ao meu pensamento, aos meus sentimentos, aos meus medos, enfim respiro ao fim de mais um dia de trabalho, onde tento desesperadamente contratar empregados, num país em pouca gente quer trabalhar.
Parece que nada chega, nada arranca a esta gente um sorriso, uma emoção forte, uma vontade de dar um abraço. Tudo é pouco, tudo é nada.
Estamos a ficar menos gente, menos humanos, cada vez mais somos agressivos. Buzinamos se o carro da frente não arranca logo que o semáforo muda. Disputamos os lugares de estacionamento como se deles dependesse a nossa vida.
Justificamos tudo com a famosa falta de tempo, quando o que realmente acho e sinto, é que perdemos a coragem para sermos nós próprios, para amarmos o próximo.
Falta-nos encantamento, paixão e amor. Pela natureza, pelo próximo, vivemos na era das modas, que vão e vêem como as ondas do mar.
Parece que o mais importante é a marca do carro, a marca da roupa, e a nossa identidade fica na fronteira de que marca?
Maria Sá Carneiro
O beijo
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Solidão
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É a ausência de um sorriso, de um abraço, de um olhar compreensivo, quando nos sentimos abandonados e perdidos.
Quantas vezes precisávamos de um sorriso, de um simples olhar.
Numa época em está na moda "as almas partidas", perdidas, desencontradas, como se se tratasse de uma bandeira que se agita em busca da diferença.
Para quê tanto afinco em busca da diferença, quando não há duas pessoas iguais?
Porque não procuramos as afinidades? Porque não buscamos aqueles com que nos identificamos?
Julgo que nos centramos em demasia em nós próprios. Partimos de nós, olhamos primeiro para nós, fazemos tudo por comparação a nós.
Perdemos a capacidade de ser solidários, amigos, e acima de tudo, de sermos companheiros. De partilhar!
E o vazio chega devagar, de pantufas... só ouvimos um leve ruído, ao longe... Vai entrando em nós, mais um dia sem um sorriso, sem um olhar.
Às vezes sacudimos, afastamos esse sentimento de abandono, mas ele volta. Oh! Se volta, nem pede licença... Volta em forma de pesadelo, de azia, de desconforto - um dia é um simples mal- estar, uma semana depois é um arrepio... um valente pesadelo!
Interrogamos-nos porquê, o que se passa, será o dia cinzento, será a altura do mês?
É o cansaço de lutar... De precisar de pedir, de dar e pouco receber. O sentir que a infância triste volta, neste mundo de hoje tão frio e egoísta...
Façamos mais e melhor!
Renascer de uma insónia...
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Levantei-me e saí para a varanda comprida do andar da casa onde moro, nos arredores da minha cidade - Braga.
Ainda estava escuro. O silêncio só era quebrado pelo zumbido dos insectos nocturnos, o latido de algum cão da vizinhança, o cantar de um galo madrugador. Acima da minha cabeça bilhões de estrelas tremeluziam no céu. emitindo a sua ténue luz. Enquanto as admirava, senti a aragem macia que tocava o meu rosto, enchia os meus pulmões com o oxigênio dos campos em redor.
Procurei sentar-me comodamente, numa cadeira que mantenho na varanda, quer de inverno, quer de verão, para que pudesse apreciar aquela oferta da natureza, assistir àquela cena, sentindo-me convidada pelo próprio destino, bendizendo aquela inesperada insónia...
Naquela minha solitária contemplação, fui de súbito maravilhada pela aparição, a oriente, de uma enorme massa rubra, que aos poucos começou a clarear o horizonte com a sua cor de chumbo, empurrando para o lado as sombras da noite. Depois, aquela imagem, como que de uma nódoa de sangue se tratásse, mais esférica, mais brilhante, transformou-se num dourado sol nascente, que salpicou algumas nuvens, com todos os matizes dos seus raios de luz.
Enquanto isso acontecia, ouvia a orquestra do trinado dos pássaros cantando, que alegravam aquele espectáculo, com a sua estridente música.
Aquela transição mágica da noite para o dia, das trevas para a luz, foi para mim algo indescritível! Penso que nem as mais hábeis palavras, nem as mais aveludadas tintas podem retratá-la!
O despertar desta aurora marcou o resto do meu dia e felicitei-me pelo acaso de ter assistido àquele amanhecer inesquecível que valeu por todas as manhãs perdidas na minha vida... habitualmente porque acordo tarde, já que o meu sono teima sempre em se prolongar para além do razoável! O cansaço, habitualmente sempre mais forte, raramente me permite usufruir de um espectáculo tão esplendoroso como o romper da aurora.
Senti-me a receber os seus fluidos vaporosos, com novo alento para enfrentar o tumulto de outras vidas e paixões humanas, com que me deparo tantas vezes no meu dia-a-dia!
Há muitos anos que tal não me acontecia... bendita insónia!!!
Perco este milagre todas as manhãs e ele repete-se gratuitamente... para todos nós... passando-nos, muitas vezes, desapercebido... quando basta, simplesmente, que ergamos os olhos para vê-lo!... Ou talvez uma insónia!!
Abuso sexual de menores
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Transcrevo o artigo de opinião da jornalista Patrícia Pires, sempre atenta a esta temática, e com o qual me identifico:
..Crimes sexuais contra menores triplicaram entre 2002 e 2007..
Os números não enganam, mas eu preferia que fosse o algodão. O mesmo algodão que usamos para tratar as feridas das nossas crianças. Mas há feridas que o algodão não limpa e os números, longe dos reais, são assustadores..
Esta semana foram conhecidas as conclusões de um relatório elaborado pelo Grupo de Prevenção do Abuso e do Comércio Sexual de Crianças Institucionalizadas, dirigido por Maria José Morgado e criado por decisão do procurador-geral da República, Pinto Monteiro. Entre 2002 e 2007 os crimes sexuais contra menores triplicaram..
Outra conclusão terrível: o número de crimes envolvendo crianças menores de 5 anos tem vindo sempre a aumentar..
Portugal foi abalado há cinco anos com o escândalo da Casa Pia, mas mesmo assim parece não ter acordado para o drama do abuso sexual de menores e da pedofilia. Mas não estamos sós. O caso de Mari Luz, a menina assassinada em Huelva, Espanha, revelou que os outros sistemas judiciais também não estão preparados para lidar com este tipo de crimes e predadores..
Quem os protege? Como podemos agir? Fechar em casa, às sete chaves, todas as crianças? Não. O maior perigo está aí. Dentro de casa. Na família e naqueles que lhes são mais próximos. E, agora, também no computador, com a internet..
A pedofilia é dos crimes com maior nível de reincidência. Pode a Justiça fazer mais? Pode e deve. Pode, principalmente, não perder de vista quem já foi condenado por este tipo de crime..
Os crimes sexuais triplicaram, mas a maioria não apresenta queixa. E este fenómeno não é exclusivo de países, sociedades ou religiões. É, de facto, mundial. Ter consciência deste drama pode ser o primeiro passo para o caminho..
Mas o mundo ainda não acordou."
- O que dizem as crianças abusadas? (click em notícia)
Portugal no seu Melhor!
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Hoje sexta-feira recebi uma carta registada com aviso de recepção, do dito empregado, a comunicar o seu despedimento.
Dentro do envelope, estava outro envelope. O primeiro dirigido, à minha empresa, contendo simplesmente outro envelope.
Pasme-se o "outro envelope", era dirigido ao próprio empregado, e continha a sua carta de despedimento.
Explico outra vez, também tive que raciocinar!
Ele mandou a carta para ele próprio! A carta datava de 17 de Março, assim sendo, ele só me telefonou, pois deve ter ficado baralhado, aliás, como eu própria fiquei, ao receber a sua própria carta de demissão em casa.
Seriam as maravilhas do "Eng" do simplex.???
Bem, ainda bem que ele vai ter formação.
Este é o nosso país, mas também, o rapaz nem é engenheiro.
Maria Sá Carneiro
Sobre a terra, e sobre o mar...
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- O Parlamento Europeu diz que sim, talvez, mas... investiguem, investiguem, investiguem...
- Sócrates nega autorização, e segundo Ana Gomes, o Governo mandou "esquecer" Paulo Portas e Figueiredo Lopes;
- Carlos César admitiu nunca ter visto provas, mas não exclui que tenha acontecido;
- No entanto, no Parlamento Europeu, o relatório sobre os voos da CIA é aprovado pela maioria.






