Portugal no seu pior!
...
Grão a grão... enche a pandilha o tacho
...
Etiquetas: Sem comentários, Trocas e BaldrocasCasa Pia: Investigação
...
Para além do testemunho de duas vítimas - o Ricardo e o André -, “neste excelente trabalho de investigação sobre o caso judicial mais mediático (e prolongado) da História de Portugal, podemos ouvir, entre outros, os depoimentos de Dias André (inspector da PJ), Álvaro Carvalho (psiquiatra) e Catalina Pestana (ex-Provedora)” [JPG].
.
Uma reportagem a não perder, no site da TVI (se tiver o Real Player) ou no Apdeites V2 (caso não tenha) onde o JPG disponibiliza uma playlist do Youtube.
Nova versão de Eu tenho 2 Amores de Marco Paulo
...
Os meus computadoresEm nada são iguais
E até o Hugo Chavez
É deles que gosta mais
Abro o Excel e aparece
O Orçamento, que ternura
Tão leve que até parece
Fruto da minha loucura
Mas o Word ciumento
Quer brilhar na sua vez
Neste texto que é bem técnico
Ele corrige o inglês
Os meus computadores
Em nada são iguais
E até o Hugo Chavez
É deles que gosta mais
E minha mão sobre o rato
Sem saber o que fazer
Imprimo outro diploma
Pr'aumentar ao meu saber
Que o Magalhães não encrave
Eu já pedi tanta vez
Pois enquanto ele trabalha
Faz feliz um português
Lalala-rala-ralala
Lalala-rala-rala
Lalala-rala-ralala
Lalala-rala-rala
Lalala-rala-ralala...
Princípio sem fim
...
Das crianças abusadas durante décadas nesta instituição, dez delas têm a coragem de relatar e enfrentar a atroz violência de que foram alvo e fazem questão de estarem presentes aquando da leitura da sentença, as outras, saberá Deus quantas, seguem a sua vida como só elas sabem, pois a quem nunca sentiu na pele os abusos que se cravam na alma jamais poderá vislumbrar tamanho sofrimento, resta a compreensão, a empatia, a disponibilidade, o auxilio.
Dos apontados como abusadores, apenas sete respondem como arguidos, os outros escaparam-se nos meandros das leis e decisões judiciais, nas prescrições dos crimes cometidos, no silêncio compadrio que os escuda, nas relações sociais, na cobardia de quem sabe, no medo paralisante de quem sofre.
Há quem diga que ontem começou o princípio do fim. Discordo. Não há Estado que vele pelas crianças que tem à sua guarda. Não há justiça que penalize todos os culpados. Não há condenação que ponha fim ao sofrimento das vítimas. Não há como devolver a inocência roubada.
Vídeo via JPG no Apdeites V2, que disponibiliza uma playlist sobre a “Casa Pia”
Entre facistas e mafiosos
...
Alberto João Jardim, no recente congresso da JSD Madeirense, disse sobre o PS:
«Aquilo não é um partido político, aquilo é uma organização que, às vezes, Meu Deus, até me faz lembrar a máfia siciliana, é que não tem princípios, nem valores, o partido diz-se socialista mas não é socialista, promete uma coisa, faz outra, a única coisa que nós dizemos que é constante naquele partido é a conquista do poder e a sua manutenção a qualquer preço»
Que mal pergunte: há alguém que queira deixar o poder depois de o ter?
Ó Vitinho, então agora como é?!
...
Nunca há culpados, não há ninguém!
Mas precisa de um ar de “Brise”...
Muito mau cheiro já de lá vem.
O Vitinho dizia que não sabia
Da crise do BCP
Será uma mania, serão os óculos?
Então não vê, não sabe porquê?
De rabo colado ao poder
Do BdP diz que não sai
A ver vamos, vamos ver
Se sair de lá, vai ou não vai
Tem o apoio deste insane Governo
Que até o BPN nacionalizou
Esconder que a Banca está um inferno
Para onde esta comédia deslizou
Ninguém sabe onde ou como vai parar
Esta crise de “quebra-nozes”
Culpados aqui também os há
Veremos se, no Natal, haverá filhoses
Já ouvimos tantas e tantas bocas
Qual delas mais contraditória
Já começam a sair das tocas
Os protagonistas desta história
Acuda-nos Deus no meio de tudo isto
Parece o tira-tira, rapa-rapa
Tudo é tão sinistro e nunca visto
Tudo há de mau debaixo da capa!
Aguardemos os novos desenvolvimentos...
Mais oportunistas hão-de aparecer.
É mais um corrúpio de acontecimentos,
Será mais um “polvo” que está a nascer!
Outrora um País de fama e orgulho,
Hoje neste "rectângulo" tudo acontece!!
Todos gritam, pisam e fazem barulho...
Somos um Povo que não merece.
Partida de um Anjo
...

Um dia, olhei para o lado e vi-o ali, a sorrir para mim, sorri também e fiquei com medo... medo de um sentimento tão forte que começava a nascer no peito e que parecia querer transbordar cá para fora! Senti um medo terrível de contemplar toda aquela beleza e perfeição, medo de o ter, porque era demasiado bom para mim.
Era tão belo e perfeito que eu comecei a viver apenas dele e para ele... Só que, sem me dar conta, comecei a sugar-lhe toda a beleza e perfeição para me alimentar dele... Muitas vezes pensei que ele iria fraquejar, desistir de mim mas, como anjo bom que era, não desistiu, ficou sempre comigo, como havia prometido!
Porém, lentamente, comecei a senti-lo cada vez mais fraco, cada vez mais triste... mas firme sempre ao meu lado!
Até que me apercebi que já não tinha mais nada para lhe dar, nem ele a mim, e eu olhei para o meu Anjo e vi o cansaço e a tristeza que eu, de certo modo, lhe ia provocando e previ que, mais dia menos dia, ele deixaria de ser o meu Anjo do Amor.
A determinada altura, também já exausta de tudo, já não sentia o mesmo por este Anjo!! Preferia o outro, aquele que era aberto para mim e que agora se fechava na sua concha, que antes conversava muito comigo e que agora se calava cada vez mais, que antes me contava os seus mais íntimos pensamentos e que agora os guardava, que antes partilhava tudo comigo e que agora se resguardava, que antes era alegre e que agora era muito triste... queria aquele Anjo que me dava Vida e Esperança, me fazia rir e sentir bem, e que agora me fazia ficar confusa, insegura, triste e com uma dor permanente no coração...
Sei que ele tentou sempre recobrar forças, dar-me uma última réstia de amor... sempre senti isso, mas deixei de ter força para entender e aguentar os seus silêncios, as suas tristezas e, no extremo, a sua dor infinita e sempre constante...
Cheguei à conclusão que o meu Anjo mudou, que tenta percorrer um caminho... que eu desconheço, porque já não fala comigo sobre si... fechou nas suas asas!!!
E eu comecei a sentir-me desiludida, impotente, incapaz, absorvendo todo aquele sofrimento!
Comecei a achar que o meu Anjo do Amor já não tentava voar comigo, já não sonhava comigo, já não queria acabar os seus dias comigo, nem aterrar naquele mundo que sonhámos criar para nós, longe daqui e de todos, em busca da nossa felicidade...
Esgotamos as palavras... Já nada do que eu digo tem valor e quando parece ter ou sou sempre exigente, ou centro tudo em mim, ou sou dura ou sou injusta!!!
Preferimos calar-nos, já não nos entendemos nem nos vemos mutuamente como portos seguros.
E para não o fazer sofrer mais por um amor sem futuro, mandei-o embora!
E ele foi, cansado de tudo, triste, abatido, sem beleza, perfeição ou amor para dar.
Depois de ele ir, apercebi-me que já não tinha mais nada, que era ele a fonte de tudo aquilo que eu tinha, a fonte da minha Vida onde eu tinha ido beber um amor que nunca tinha sentido antes.
Era ele o meu Sol... eu apenas reflectia a beleza e a Luz que provinha dele... e quis tê-lo de volta! Mas o meu Anjo já cansado, desta vez, não voltou atrás!...
Agora apenas continua aqui... sinto-o, mas como Anjo Amigo, pousado ao meu lado, ensaiando o seu voo, recuperando as forças necessárias para isso.
Sei que um dia as vai recuperar, juntamente com toda a luz e beleza que lhe roubei e, então, ele voará para longe!...
Será o Anjo Amigo e Amor de alguém, provavelmente... Espero que ele seja muito feliz... que encontre não uma humana mimada e egoísta, mas outro Anjo tão belo e perfeito como ele, fazendo aquilo que eu não consegui... Fazendo-o FELIZ!
Comigo ficará apenas como Anjo Memória!
Cobardia? Não! Coragem
...
Sinto-me um palhaço de mim mesmo, o desespero cresce em mim, porque será que ninguém se dá conta que o meu sorriso é triste e desconsolado!
Não sei para onde ir, como começo uma vida cortada e recortada pelos meus vícios, pelos meus fantasmas, fiquei preso ao passado.
Perdi-me pelos fascínios das luzes, pela batida acelerada do meu coração, pelo timbre da música, esqueci-me de ver as cores, a letra da música, deixei-me embalar pela fantasia do momento, pela loucura, pela minha falta de coragem de me enfrentar.
Entrei mil vezes pela última vez, voltei a entrar, a tratar-me, magoei muita gente, perdi muita gente…
Acima de tudo é um bicho que me morde e persegue, não desiste de me tentar levar.
Estou cansado desta luta sem tréguas, estou com medo de não conseguir resistir, de mais uma vez ter que voltar tudo ao principio…
Isso sei, que não vou aguentar mais uma vez.
Sinto-me num beco sem saída, num abismo.
Aqui estou sentado, perdido, magoado, desiludido comigo mesmo, e só!
Não sei para que lado me hei-de virar, sei o que esperam de mim, mas sei o que não tenho, e que acho que nunca vou ter.
Esta luta mata-me, consome-me.
Aqui sentado neste sofá, nesta casa triste, num sítio triste, percebo que já não tenho, onde nunca tive, o meu lugar no mundo!
No meu mundo interior, na sociedade, deixei-me chegar a este ponto, errei demais, sinto-me num ponto que já não há retorno.
Bate-me uma ideia, persistentemente na cabeça, mais uma única vez, que seja de vez!
Decido partir, rendo-me à minha incapacidade de lidar comigo mesmo!
In-group
...
A base do futebol é a competição e as claques agem de igual forma, surgindo, como em qualquer outro grupo, a categorização “nós” e “eles”. Ora, esta categorização parte da coesão em “nós” e como em grupo tudo é mais fácil (cooperação), provocar o conflito com “eles” é pão com manteiga quando os interesses são objectivos em determinadas situações, sejam elas o grito mais forte, a “curva” mais colorida ou a pilhagem, assistindo-se a atitudes competitivas que atingem formas elevadas de hostilidade e agressão com vista à superioridade. Quando a prática de tais atitudes tem avaliação positiva, as estratégias refinam-se e a prática criminal é legitimada no grupo desde que este subsista. Os comportamentos são desviantes, mas nada pesam face ao sentido de pertença interiorizado.
Tu/em Mim
...
Será isso ou apenas tentas curar-te em mim?
Usas-me como eu fosse um espelho,
Inventas histórias semelhantes às minhas.
Se choro, choras também,
Se rio, cobras-me o riso.
Se sopro, sopras por tabela,
Se te amo, amas-me mais.
Queres que afinal seja quem?
Será que apenas queres ser eu em ti?
Usufruis da minha força, mas apoderas-te dela,
Inventas-te em mim, para teres vida própria.
Vive por ti, e não através de mim,
Nunca te escondi a minha solidão.
Sou um bicho-do-mato, uma concha fechada,
Não te apoderes de mim, eu sou do mundo!
Pedaços vividos...
...
Todos acreditamos em alguma coisa, e eu acredito em muitas coisas,talvez um tanto loucas e estapafúrdias, para muitos... Mas, são as minhas coisas!...
É curiosa a fragilidade humana face a situações que parecem avassaladoras... e é suposto sermos cada vez mais fortes, consoante vamos passando por elas, mas na prática somos sempre surpreendidos numa curva, e a nossa capacidade de resistência não é tão sólida quanto suponhamos, e pensamos em desistir porque nos cansamos de lutar...
O caminho que tentamos percorrer tem destas coisas!
Desistir será o melhor? Ou devemos continuar a lutar na esperança de um dia sairmos vitoriosos porque alcançamos a felicidade que tanto almejamos?
Fico sempre nesta dúvida, mas creio que desistir é cobardia... E embora às vezes me sinta tentada a fazê-lo, jurei que não o ia fazer.
Porquê?!
Um grito de revolta!
...
Uma das muitas razões que se organizou o Magusto, foi para ajudar quem precisa de apoio, de um sorriso, de amor e de amizade. Ele ajudou uma das pessoas que mais amo na vida.
Era um rapaz humilde, amigo, simpático, tinha sempre um sorriso, uma piada.
Uma das últimas vezes que estive com ele, foi cá em casa, jantamos, e fomos ver uma Amiga minha cantar, que ele adorou ouvi-la, ela canta e encanta.
A última vez que o vi foi no Magusto, rimo-nos como sempre, mas achei-o com um olhar triste.
Não consigo evitar as lágrimas, tanta gente comentou que cinco euros era caro! Será tão difícil entender que um momento mau, um caminho errado, um vício, seja ele qual for, droga, álcool, jogo, podem acontecer a todos, em qualquer família, extracto social, com dinheiro, sem dinheiro????
Lembro-me da Petição contra os abusos sexuais nas Crianças, que isso era só na “gente pobre” que essas coisas aconteciam.
Antes de mais quero agradecer a todos que me ajudaram no Magusto, nomeadamente à Alberta, à Curiosa, e aos meus Amigos da Faculdade.
Mas não posso, não quero, não exprimir aqui o meu grito de revolta para este país de merda, que não tem meios, vontade, de ajudar na reinserção das pessoas com problemas de álcool, de droga, que não apoia nem ajuda os deficientes.
E um grito de revolta para aqueles que só ajudam em causas que saiam nas revistas, que tenham projecção para os próprios, para esta sociedade que só pensa em dinheiro, pseudo fama, carros e merdas.
Gente fútil e oca, gente estúpida!
Desculpem o meu desabafo, a dor às vezes fala mais alto, e hoje Amigo choro por ti!
E guardo no meu coração o teu sorriso para sempre!
Até sempre!
Ilhas em Movimento: base de dados para identificar pedófilos
...
"Uma base que contenha os dados de todos aqueles que foram acusados e condenados pelo crime de abuso sexual de crianças. Este é móbil da petição que dentro em breve irá circular pelos Açores.
A ideia nasceu da associação açoriana "Ilhas em Movimento", e tem como objectivo afastar de creches, escolas, jardins-de-infância, ATL e alas de pediatria dos hospitais, pessoas condenadas pela prática de pedofilia.
Habituado às lides jurídicas, "o advogado é uma pessoa que tem uma grande vocação para a intervenção social porque lida directamente com temáticas sociais", Ricardo Pacheco, da associação "Ilhas em Movimento, e mentor deste projecto inédito em Portugal, explica, ao ´Diário dos Açores´, a importância desta iniciativa.
"As pessoas, se calhar, desconhecem. Eu conheço porque trabalho nos tribunais e já tive vários casos desses. A verdade é que semanalmente há casos de abusos sexuais de menores a serem julgados nos Açores", afirma o advogado. E continua "nós não temos uma mão de pessoas acusadas e condenadas pela prática de pedofilia. Temos largas dezenas de pessoas sentenciadas por este crime", confessa o responsável pelas "Ilhas em Movimento". Questionado acerca da necessidade de estas pessoas serem reintegradas pelo crime que cometeram e de a existência de uma base desse género pôr em risco a privacidade dos condenados, Ricardo Pacheco salienta que a finalidade deste banco de dados não é tornar público quem são essas pessoas. O propósito é, acima de tudo, proteger as crianças de potenciais reincidentes. O advogado sublinha que é imperiosa a criação de um banco de dados contendo essas informações para que, em determinadas áreas da nossa sociedade, "os possíveis empregadores saibam que estas não são as pessoas mais indicadas para desempenhar estas mesmas funções". Ricardo Pacheco defende que os condenados por abuso sexual de menores, depois de cumprida a pena, devem ser reintegrados. Contudo nunca em áreas que envolvam crianças, (como creches, escolas, colégios, ATL, e jardins-de-infância), pois o perigo dos pedófilos voltarem a cometer o mesmo crime é elevado. De acordo com o presidente da associação "Ilhas em Movimento", esta base de dados vem, sobretudo, proteger as crianças e "livrá-las" de situações cujas marcas ficam para sempre.
Ricardo Pacheco explicou ao nosso jornal que, no caso de vir a concretizar-se, esta base de dados é pioneira em Portugal. Em França, o presidente Nicolas Sarkozy lançou esta medida há alguns anos e a mesma revelou-se um sucesso, adianta Ricardo Pacheco.
[…]"
Considero que a criação de semelhante base de dados é importantíssima para a salvaguarda das crianças e que os crimes de abuso sexual deveriam constar perpetuamente no cadastro dos que por tal foram condenados, contudo, e sem disprimor a esta acção, não me parece que esta luta se deva delimitar a regiões.
Compreendo que acções mais localizadas têm muitas vezes resultados mais efectivos e que o importante é dar o primeiro passo, mas a pedofilia não tem rosto quanto mais regiões, pelo que uma intervenção nacional - talvez em parceria com associações (?) que incidem na infância e/ou neste flagelo do abuso sexual – urge, já ontem era tarde.
Arguademos a referida Petição.
Agrupamento Rosa
...
Colegas,
Já hoje, 2ª feira, dia 17 de Novembro, pelas 21 horas, Maria de Lurdes Rodrigues vai reunir, com professores militantes do PS, na sede no Largo do Rato.
Era óptimo que os Professores PS que, como todos nós, sofrem no dia-a-dia a sua prepotência e arrogância, estivessem presentes, sem medo, e testemunhassem, o descalabro em que ela e a sua equipa estão a transformar a escola pública manifestando o seu total desacordo com o Estatuto da Carreira Docente e com este modelo de Avaliação Docente!
Por favor, passem palavra!
Manifestação de Professores 15 Nov' 08
...
.
Para ver galeria de imagens desta manifestação, click AQUI
Round 3: encarregados de educação em acção
...
Nós os Pais e Encarregados de Educação autores desta petição, nós os que frequentemente olhamos os nossos filhos enquanto brincam e se divertem, e invariavelmente os imaginamos daqui a muitos anos com os seus e os nossos sonhos, desejando que alcancem uma vida plena. Nós, aqueles que projectam para os seus filhos as competências para a participação numa sociedade de sucesso, e que neles vêem o futuro e a garantia de uma herança cultural colectiva; nós, esses mesmos, também temos uma palavra a dizer.Sucitamente, nesta Petição é requerido:
[...]
A presente petição à Ex.ma Senhora Ministra da Educação é subscrita por aqueles que depositam toda a sua esperança nos filhos. Aqueles que nada guardam ou poupam, para que as futuras gerações de portugueses possam partilhar um futuro colectivo melhor, e com isso serem eles próprios melhores homens e mulheres, mais bem preparados, mais capacitados, com mais oportunidades e com melhores perspectivas. Somos pais, e esta é a nossa missão.
Para salvaguarda do significado do presente documento e da integridade intelectual dos subscritores, deixamos aqui uma forte advertência a todos aqueles que nos lêem e que ponderam subscrever esta petição:
Em boa verdade, não há ninguém que possa afirmar não ter qualquer ligação à educação. Em cada família há um aluno, em cada professor uma família. É especialmente a estes últimos, e a todos os que desenvolvem a sua actividade profissional na área educativa que pedimos um esforço adicional. Antes de prosseguirem para a leitura do texto da petição, saiam da frente do computador e procurem os vossos filhos. Olhem-nos e admirem-nos. Imaginem o que o futuro lhes reserva e tudo aquilo que para eles desejam. Depois, apenas e só depois deste exercício, regressem e leiam o texto da petição com olhos e alma de pais. Só assim – na qualidade de Pais e Encarregados de Educação - a vossa subscrição será verdadeira, integra e intelectualmente honesta.
O assunto é demasiado sério, e merece algum cuidado.
Leia atentamente a petição, subscreva e divulgue.
Muito obrigado.
[…]
“1 - A suspensão do Decreto-Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro, que regulamenta o regime de avaliação de desempenho do pessoal docente do pré-escolar e dos ensinos básico e secundário;
2 - A urgente abertura de um processo negocial, que promova um amplo debate nacional e uma reflexão séria sobre os objectivos nacionais a atingir através das políticas educativas;
3 - A abertura de um processo de revisão da lei 3/2008 de 18 de janeiro, que aprova o Estatuto do Aluno dos Ensinos Básico e Secundário, de forma a consagrar princípios de justiça e uma cultura de empenho, rigor, esforço e exigência na vida escolar dos nossos filhos e futuros pais, líderes e garantes deste país.”
Para ler e assinar, click AQUI.
Angústia
...
O sol põe-se, magnifico, lindo de morrer!
A luz laranja atinge-me a alma,
Não quero chorar, mas não me consigo conter!
Elas teimam em escorrer-me pelo canto dos olhos,
Tento disfarçar a custo, mas elas teimosas…
Mancham o pouco direito que tento entender,
Nada consigo entender, a não ser a força da dor.
Ela puxa-me, empurra-me para o abismo,
Tento contraria-la, tento ligar-me ao por do sol.
Ainda sinto a nostalgia dos meus que partiram,
Não consigo alcançar nada do que me propus.
Sinto que falhei, sinto um enorme vazio!
Não sou de ter pena de mim.
Quero abandonar-me, odeio este estado,
Não consigo limitar-me, nem render-me
Continuo a sonhar de olhos abertos,
Daquilo que jamais alancarei.
Sou generosa no dar, ridícula a pedir.
Só queria um raio de luz!
Silêncio
...
Essa “arma” que tanta gente a sente como tal,
Esse recanto que por vezes é o único que temos.
Esse sítio onde por vezes nos temos que refugiar,
Esse canto dentro de nós, quando tudo parece ter falhado.
A paz imposta a nós próprios, o silêncio,
Nada conseguimos dizer por dor, cansaço.
Quando as palavras não saiem sozinhas,
Saiem com lágrimas que não consegues conter.
Esse silêncio que ninguém reconhece como dor,
Esse cansaço que ainda te é cobrado.
Esse egoísmo de teres de pertencer a todos,
Essa posse que ainda te faz chorar mais.
A dor e o desânimo apoderam-se de ti,
Nada te alivia a não ser o raiar da lua.
Quando a vês, linda, uma bola transparente,
Sai-te uma lágrima, pois era aí que querias estar.
Esta é a vida que sempre disseste não ias ter,
Este é o castigo que te impõem por seres diferente.
Esta busca do amor e da partilha,
Esta é aquela que não aceitam, a verdadeira!
Desculpem mas não resisti...
...
É susceptivel de ferir sensibilidades.
Contudo, não resisti a colocá-lo aqui.Ai, ai, ai ...
...

Se comprarmos produtos hortícolas, o dinheiro vai para Espanha, França ou Holanda, pela certa. Se comprarmos um bom carro, o destino do dinheiro será a Alemanha. Se comprarmos inutilidades, ele vai para a Formosa. Nenhum desse dinheiro ajudará a economia nacional.
A única maneira de manter esse dinheiro dentro de portas é gastá-lo com algumas senhoras, que exercem a profissão mais antiga do Mundo, e vinho verde, que são os únicos produtos ainda produzidos em Portugal."
Esta é a perspectiva do Dr. Marc Faber, analista económico americano.
CONCORDO!
MAS ATENÇÃO QUE GASTAR DINHEIRO COM AQUELAS “SENHORAS” É ESTAR A DÁ-LO AO BRASIL E AOS PAÍSES DE LESTE!
TRISTE PAÍS ESTE EM QUE ATÉ AS PROSTITUTAS JÁ VÊM DE FORA!
BEM... NEM TUDO É ASSIM TÃO MAU!!!!
AINDA NOS RESTA O VINHO VERDE!
Constância do desconhecimento
...
Para além de ser um licenciado que coordena mestrados, sendo tratado na resenha pessoal do seu livro "Coerência e Rigor" por Professor Catedrático, a cereja desta figura reside no facto de ser o Governador do Banco de Portugal em que o seu elevado salário é proporcional ao seu desconhecimento de “trocas e baldrocas” a que deveria estar atento, fiscalizar e actuar com a eficácia que é esperada ao cargo que ocupa.
Mais uma a juntar ao rol da ignorância: esta lágrima governativa desconhecia que Manuel Sebastião (actual presidente da Autoridade da Concorrência) tratou dum negócio imobiliário a Manuel Pinho (actual Ministro da Economia), enquanto o Sebastião ainda era um dos administradores da sua equipa no BdP e o Pinho era contemporaneamente dirigente no Banco Espírito Santo – leia AQUI ou veja ALI.
Na governação em Portugal, com estes exemplos e outros seus análogos, estou crente que ética e deontologia é algo que se extinguiu.
8 ou 80
...
Convenhamos que o método de avaliação imposto por este (des)governo é de bradar aos céus, mas que se saiba a Madeira ainda é Portugal e isto de avaliar a grosso pela mesma bitola não me agrada.
Os professores têm-se insurgido contra o presente modelo e não contra a avaliação de desempenho em si, por conseguinte, seria no mínimo de “bom-tom” que os que leccionam na Madeira não aceitassem a benesse desta portaria, que fizessem jus às palavras de ordem desta classe profissional e exigissem serem avaliados condignamente.
Haja bom senso.
“A Policia teve de apreender ovos”
...
Nesta euforia grupal, resta saber o nível de compreensão dos manifestantes ao dito Estatuto do Aluno - meia dúzia organizou, duas centenas foram atrás e claro está que professores se abeiraram, ficando a faltar a presença dos pais, esses benfadados educadores que ainda não agiram contra a letargia intelectual que as medidas de ensino cultivam nos seus filhos.
Quanto aos arremeços, apenas lhes faço um reparo: tendo em conta a crise e o preço dos bens alimentares, atirar ovos assemelha-se a sacrilégio, mais valia atirarem os restos podres que os mercados vazam nos contentores, saía mais barato e sempre tinha outro perfume, o odor deste (des)governo.
Teatro no Comadres
...
CENAS DA VIDA DE UM PROFESSOR
CENA 1
(O professor passa apressado em frente à barbearia.
BARBEIRO:
Já não vem ao seu barbeiro!
Dispensou o meu serviço?
PROFESSOR:
CENA 2
(O professor está em casa a preparar aulas. Ouve o telefone e atende. É a mãe.)
MÃE:
Não ligas à tua mãe!
E andei-te eu a criar!...
PROFESSOR:
CENA 3
(O professor está em casa a corrigir testes. Tocam à campainha.
IRMÃO:
Há tempos que te não via.
Já não telefonas, não sais...
Como eras... quem diria...
PROFESSOR:
Já nem janto nem almoço.
Sabes que esta vida é dura.
IRMÃO:
Mais parece uma prisão.
Voltaste à ditadura.
CENA 4
(O professor passa apressado em frente de um restaurante.
DONO REST.:
Que antes comia aqui
Cabidela e feijoada?...
PROFESSOR:
Dentro do meu pensamento.
Só há trabalho e mais nada.
CENA 5
(O professor está no quarto com a esposa.)
ESPOSA:
Já não sinto em ti calor.
Ponho roupa provocante,
Mas tu pareces distante.
Olhas triste para a janela...
PROFESSOR:
Mas só penso na Ministra,
Já só me excito com ela.
CENA 6
(O professor está em casa, de volta dos livros.
Que já não falas comigo...
Perdeste a devoção?
Sou santo conhecedor.
Sinto tua angústia e dor
Dentro do teu coração.
PROFESSOR:
Dirigia-te oração,
Era teu adorador.
Mas com esta profissão,
Já não tenho tempo, não.
É vida de professor...
Menino Jesus, livra-te de ires para professor!
CENA 7
(O professor está no quarto, a colocar roupa numa mala de viagem.
FILHO:
Estás a pensar dar à sola?
Deixas-me a mim e à mamã?
PROFESSOR:
Vou viver para a minha escola.
Já lá fico para amanhã.
(O professor vai à igreja confessar-se ao padre.)
PROFESSOR:
PADRE:
A Deus Pai pede perdão.
Compensa o tempo perdido.
Regressa à tua missão.
CENA 9
(O professor vai a uma consulta de psiquiatria.
PROFESSOR:
O que seria de mim
Sem poder ir trabalhar?!
CENA 10
(O professor está já morto e enterrado. Vê-se a lápide.
Ouve-se uma voz narrando o que aí está escrito.)
VOZ:
Faleceu de exaustão,
No meio da papelada.
Abençoado sejas.
Ficarás sempre no meu coração.
Corrida "Sempre Mulher"
...
É efectivamente uma acção a louvar, mas atentem a quem a SIC (a RTP idem) deu mais destaque do que à causa em si:
.
Visto o vídeo, que acham do outro padrinho famoso?
Não viram outro famoso sem ser o Tony?
Então eu dou uma pista: está estampado nas T-shirts dos participantes.
Round 2: sem ligações a sindicatos e/ou partidos
Crescer
...

Este texto é dedicado à Margarida, não à Magi, não à Guida, não a esses n “nomes” que a famelga te trata, mas sim à Margarida Mulher.
Este ano da tua vida foi um ano de loucos, de desencontros, de rupturas, de decisões, de partidas forçadas de uns, mais ou menos naturais de outros, de mudanças e revoluções, sem falar de alguns acontecimentos graves, como o do dia 1.
Quero dizer-te que me surpreendeste muito, que ultrapassaste muito as minhas expectativas, nem sequer em sonhos, te julguei ver tão bem.
O sofrimento de infância e de adolescência, só ambas sabemos o que foi, a maioria nem acredita, é mais fácil para todos…
Muitos por falta de coragem, outros por egoísmo, e alguns por hipocrisia, enfim que se lixem todos!
Queria dizer-te que me orgulho muito de ti, que estes meses foram uma lição para mim, ver-te crescer, amadurecer, tiveste a coragem para parar, pensar, e assumir-te. Pouca gente consegue inverter um ciclo tão mau de correntes, amarras, vícios, sinto-me e sentirei sempre culpada por não te ter ajudado mais cedo.
Sabes, ver-te sorrir, dançar, trabalhar, lutar é para mim uma enorme alegria, orgulho e incentivo para eu também lutar por aquilo de mais verdadeiro que tenho dentro de mim.
Todos temos um caminho longo e às vezes muito doloroso para a verdade e a essência que há em nós.
O teu sorriso dá-me paz, segurança, do fundo do coração, o meu abraço para todo o resto dos nossos dias.
Adoro-te
Tenho aprendido que...
...

Muitas vezes temos dificuldade em expressar o que sentimos pelas pessoas, achamos que elas sabem e que isso é suficiente. Mas quem não gosta de um abraço, um carinho, uma palavra amiga, uma palavra de amor ?! Quem não precisa disso ? Há pessoas a morrer de fome no Mundo, mas quantas pessoas há que estão, também, a morrer de solidão ?!
Recebemos com frequência mensagens, por e-mail, dizendo que devemos dizer às pessoas o quanto as amamos porque nunca sabemos se é a última vez que as vemos.
Um dos maiores prazeres da vida é ver a felicidade das pessoas que amamos ou de quem gostamos muito.
Há algum tempo disse a uma pessoa, num momento em que ela não estava bem:
"- Não fiques triste. Se ficas triste, eu também fico triste. E eu não gosto de me ver triste..."
Ela sorriu.
E nessa frase, aparentemente egoísta, eu disse uma grande verdade! Sim, porque no fundo se não fazemos as pessoas felizes por elas mesmas, devemos fazê-lo por nós mesmos.
Isso faz com que nos sintamos queridos ou amados no dobro... até no triplo.
Não é importante que as pessoas saibam o quanto somos ou são importantes nas suas/nossas vidas? O quanto nosso dia pode ficar iluminado com um sorriso ou um gesto inesperado?
É como que um pouco de ar fresco entrando por uma janela aberta, quando precisamos respirar. Renova o espírito !
E de espírito renovado, o dia fica diferente... O mundo fica diferente quando distribuímos carinho, afecto e amor.
Esta é a minha pequena lição. Não a pretendo dar, apenas a tenho vindo a aprender, cada vez com mais intensidade!
Fragmentos
...
Não sei onde me perdi, se numa esquina, numa avenida, se dentro de alguém que amei.
Perdi-me mim, baralhei-me, compliquei-me, parti-me. A alma partiu-se, fragmentou-se.
Não sei se foi por ter sido mal amada, se foi por amar demais quem não merecia.
Se me entreguei demais, se me atirei de cabeça, alma e coração, nos braços não daquele que estava na minha frente, mas daquele que trazia comigo desde míuda, o sonho do amor-perfeito.
Todos guardamos no mais profundo intimo, sonhos, desejos de crianças, que nunca conseguimos realizar. Alguns desistem, enterram tudo isso num qualquer arquivo morto, para não sentirem dor.
Outros sonham, esperam, desejam, desesperam, choram, vivem na fronteira entre desistir e o não serem capazes de se render “à vidinha” quadrada sem sal.
Quem não quer viver a chama da paixão, o coração a bater descompassadamente por “aquele”, o tal. Para nós o mais bonito, o mais meigo, o amor-perfeito.
É nesse é, será, não é, que a minha alma se partiu, que perdi o rumo certo a seguir, porque sabes?
Amei-te com todas as minhas forças, dei-te o melhor e o pior de mim, despi-me da minha pele para ser apenas e unicamente tua!
Ser tua e para ti, dar-te a conhecer todos os meus poros, todo o meu eu, entreguei-me de alma e coração.
Despi-me de todos os preconceitos de uma educação rígida, para ser tua amante, mulher e companheira, briguei com as regras que me incutiram desde sempre, ultrapassei-me na esperança de me misturar contigo, de nos fundirmos num só corpo, num só coração e numa só alma.
Foste a minha vida, a minha esperança, de deixar a menina triste a quem roubaram a infância, foste o meu sol, o meu arco-íris.
Uma coisa te podes gabar, fizeste de mim outra pessoa!
Uma mulher triste!
Madeira: ou vai ou racha.
...
.
Já perdi a conta aos impropérios que o Alberto João Jardim lança a quem não tem o mesmo bailado que ele, especialmente aos do "caantenaante". Aliás, praguejar é a sua imagem de marca.
Aparte (não amnésica) da acção extrema de exibir uma bandeira Nazi, as palavras que o deputado do PND – José Manuel Coelho – dirigiu ao hemiciclo madeirense, são um appetizer face ao que o presidente do Governo Regional tem vociferado ao longo dos anos. No entanto, nem o PND tem a longevidade do PSD, nem o José tem as costas do João.
No intermédio, que lá na Madeira os deputados sabem rodar a baiana, lá isso sabem.
Conferência: Maddie, Joana e a Investigação Criminal
...
Pequeno Auditório do Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz
Moderador: Professor Carlos Fernandes (Professor Catedrático da Universidade de Aveiro)
Preço: 5 €
Para informações e/ou inscrições: Serviço Educativo
Centro de Artes e Espectáculos, Rua Abade Pedro, 3080-0847 Figueira da Foz
Telf: 233407200
Magusto - Angariação de Fundos
...

Maria Sá Carneiro
Até um dia...
...
"A Vida é um ponto de interrogação. Sei que nada é eterno, nada é garantido... Não tenho certezas... Apenas sei o que sinto, aquilo que quero, o que tenho, do que gosto, o que detesto... Mudamos de opinião e de gosto demasiadas vezes, demasiado rápido... Muitas vezes, levamos tempo a digerir o que nos acontece e a acomodarmo-nos com essa mudança, uma transformação por vezes incerta e arriscada, e questionamo-nos... Será que o passado irá estar sempre presente, como pegadas que ficam marcadas na areia molhada?
Talvez!... E também há sempre coisas do passado das quais não nos queremos separar...
Tenho uma nuvem a pairar sobre mim... parece ter vindo para ficar... até um dia!!
Oportuno
...
Via mail do Lumife, que remete para a publicação da Maria no Diário Gráfico
"A CULPA É TODA SUA, SRª MINISTRA!"
...
"AS ESCOLAS PORTUGUESAS ESTÃO UM VERDADEIRO CAOS!!!!
Depois de ouvir hoje o que disse a Srª Ministra, depois de ler os desabafos de muitos colegas nossos, na minha Escola, na blogosfera, invadiu-me uma raiva que não consigo mais conter e gostaria de a gritar ao Mundo..
Dizia a Srª Ministra, com o seu ar sereno, que “o processo de avaliação de desempenho dos professores está a avançar de "forma normal e com grande sentido de responsabilidade" na maioria das escolas.” e eu pergunto Srª Ministra:- Quem tenta enganar? Os Professores? Os Pais dos alunos? A opinião pública? A Comunicação social? Quem? A si própria? O seu governo?
Na maioria das Escolas, Srª Ministra, a situação é esta:
- Os Professores estão cansados, desmotivados, não aguentam tanto trabalho para nada. Reuniões, grelhas, objectivos, mais reuniões, relatório, mais reuniões... e continua assim, semana atrás de semana. Resultado:
Os Professores não têm tempo para aquilo que gostam de fazer: ENSINAR!!!
A CULPA É TODA SUA, SRª MINISTRA!.
Na maioria das escolas, muitos Professores que até agora eram empenhados na preparação das suas aulas, limitam-se a fazer o mais fácil, não têm tempo para pesquisa, para partilhar com os alunos. Os alunos não aprendem!
A CULPA É TODA SUA, SRª MINISTRA!.
Na maioria das Escolas muitos Professores que tinham ainda TANTO para dar à Escola, eram o pilar da Escola, uma referência para os mais novos, estão a abandonar, vão para a APOSENTAÇÃO, mesmo com penalizações graves! É fácil perceber: por cada três que saem, entram apenas dois, com vencimentos muito mais baixos. O factor economicista sempre à frente!
Não lhe passa pela cabeça, Srª Ministra, o potencial humano que as Escolas estão a perder e os efeitos de tal fuga!
A CULPA É TODA SUA, SRª MINISTRA!
.Na maioria das Escolas, há Professores de baixa médica, Professores esgotados que não aguentam mais esta loucura, que metem atestados e então vem outro professor substituir ou não vem… não faz mal! os alunos terão a farsa das aulas de substituição e, em vez de terem Português ou Matemática, têm aula com um Professor de Ed. Física ou Geografia… tanto faz, o que interessa é ter tudo ocupadinho, Professores e Alunos. Srª Ministra, são muitas aulas em que os alunos não têm aulas com o SEU professor, porque este está doente, em que a matéria não é leccionada.
A CULPA É TODA SUA, SRª MINISTRA!.
Na maioria das Escolas, os Professores andam às voltas com o novo Estatuto do Aluno. A Srª Ministra mandou cá para fora um documento em que obriga os alunos que faltam a fazerem uma prova de recuperação mesmo que faltem porque não lhes apetece, um documento que não prevê distinção entre os alunos que faltam porque estão doentes e aqueles que ficaram a dormir até mais tarde. Os Professores têm que fazer a prova! Fazer a prova, prepará-la, corrigi-la, plano de recuperação…quantas horas implica tudo isto, Srª Ministra? Solução fácil! Esqueçamo-nos de marcar faltas! Se isto é para ser a brincar, nós fazemos-lhe a vontade.
A CULPA É TODA SUA, SRª MINISTRA!.
Os Professores que até ao ano lectivo anterior eram uma classe que partilhava, onde não se sentia, regra geral, a competição, deixaram de confiar uns nos outros, vivem em função da avaliação de desempenho, num verdadeiro egoísmo. Desconfiam do colega que o vai avaliar, querem apanhar as quotas dos Excelentes ou Muito Bom. O mau estar nas Escolas é geral, um clima de desconfiança instalou-se!
A CULPA É TODA SUA, SRª MINISTRA!.
E dirá a Srª Ministra: “Os Professores não querem ser avaliados”. Engana-se Srª Ministra “Os Professores querem ser avaliados!!!!" Sempre foram, tal como Vossa Excelência é e será avaliada (talvez não precise de tanta grelha, mas será!!). Os Professores fazem um trabalho público! São avaliados diariamente. QUEREM UMA AVALIAÇÃO SÉRIA e não um faz-de-conta.
.Mas acha, Srª MINISTRA, que é avaliar seriamente um Professor, quando:1 – Um colega (que pode ter menos habilitações e não é da área disciplinar) vai assistir a TRÊS aulas em 150 aulas que um Professor dá à turma? É tão fácil BRILHAR em três aulas, mesmo que nas outras 147 não se faça nada! Os Professores já tiveram aulas assistidas nos estágios…. Sabem fazê-lo. Não têm medo disso, Srª Ministra!!! Isto é avaliação séria, Srª Ministra?
2 – Um colega Coordenador de Departamento é de Francês/Inglês (excelente profissional na sua área, mas como viveu muitos anos em França, tem dificuldades na língua Portuguesa) vai avaliar um colega de Estudos Portugueses que, por não ter tido tantos cargos como o primeiro,
não é TITULAR e por isso vai ser avaliado nas suas aulas de Português (com 30 anos de serviço) pelo primeiro. Isto é avaliação séria, Srª Ministra?3 – Um colega de Educação Tecnológica, com uma licenciatura da Universidade Aberta obtida há alguns anos, vai avaliar colegas de MATEMÁTICA do seu Departamento (Ciências Exactas), alguns já com o Mestrado na área (Repito: os colegas são excelentes profissionais, mas não PODEM SER avaliadores de quem tem mais ou diferentes habilitações do que eles. Eles não têm culpa e muitos desejavam não representar tal papel). Isto é avaliação séria, Srª Ministra?
4 – Um dos elementos da avaliação dos alunos é a progressão dos resultados escolares dos seus alunos. Srª Ministra, é tão fácil falsear a progressão dos resultados escolares dos alunos…se NÃO formos sérios e quisermos contribuir apenas para o sucesso estatístico. Acha que os Professores, sabendo que estes dados contam para a sua avaliação, vão dar classificações baixas? Isto é avaliação séria, Srª Ministra?
5 – E o dito portefólio ou “dossier pedagógico” ser outro factor na avaliação?! É tão fácil, hoje em dia, enchê-lo com materiais LINDOS, pedagógicos….mesmo que os alunos nem os tenham visto, mesmo que estes materiais não sejam nossos. Isto é avaliação séria, Srª Ministra?
E finalmente, uma das aberrações do 2/20086 – O Presidente do Conselho Executivo, e simultaneamente Presidente do Conselho Pedagógico, não precisa ser TITULAR! Como explica isto Srª Ministra? A senhora Ministra criou esta distinção entre TITULARES e PROFESSOR! Então os Professores TITULARES não seriam aqueles que iriam desempenhar as funções de maior responsabilidade nas Escolas, um grupo altamente qualificado? Ou será que o Presidente do CE e do CP não é um cargo de responsabilidade? Como justifica que não seja necessário o título de TITULAR, se para outros cargos de menor importância, como Coordenador de Departamento ou de Directores de turma tal cargo é exigido? EXPLIQUE Srª Ministra! E quando este mesmo Presidente do Conselho Executivo tem apenas o equivalente ao antigo 7º ano (ou seja, é bacharel, depois de uma formação à distância de alguns meses)? Há TANTOS nas nossas escolas! Vai avaliar colegas com mestrados e licenciaturas? É ele que vai avaliar TODOS os colegas da Escola. Muitas vezes, para além de ter habilitação muito inferior aos avaliados, há anos que não lecciona! Isto é avaliação séria, Srª Ministra?
7 – Claro que há Professores, como há médicos, como há advogados, como há MINISTROS menos competentes. Mas acha que é assim que a situação vai melhorar? Quem não é tão bom profissional, vai continuar a não sê-lo e os bons agora também não têm tempo para o ser. Por que razão não se ajuda com avaliação formativa aqueles que têm mais dificuldades, sem o intuito de os penalizar? Acha que é justo um avaliador faltar às aulas das suas turmas (12avaliadosx3 aulas de 90mn= é só fazer as contas) para ir avaliar colegas? E os alunos ficam entregues a outros Professores que podem não ser seus? Então primeiro a avaliação dos Professores e depois a dos alunos? Isto é avaliação séria, Srª Ministra?
Srª Ministra:- Sou uma professora que, tal como milhares neste país (a senhora viu quantos no 8 de Março, mas fez que não viu!), dediquei toda a minha vida ao Ensino. Dei sempre o meu melhor, trabalhei com gosto para os meus alunos, férias, fins-de-semana, noites; gosto de ensinar mas sinto-me REVOLTADA por a srª Ministra nos ter tirado (ou querer tirar) esse grande prazer: ENSINAR!
- Sou uma Professora que, tal como milhares neste país, poderia ir agora para a reforma, mesmo com penalizações, mas VOU RESISTIR, não vou deixar que me obriguem a abandonar com mágoa, os meus alunos, a minha Escola!
- Sou uma Professora que confio no bom senso e tenho esperança que ainda vá a horas de não deixar a degradação atingir, ainda mais as nossas escolas.
- Srª Ministra oiça gente que sabe, (muita gente) dizer que é um crime o que se está a passar nas escolas portuguesas. Medina Carreira disse há poucos dias que se os pais tivessem a verdadeira percepção do que se está a passar na Escola em Portugal, viriam para a rua. Ele sabe do que fala.
- Srª Ministra OIÇA os Professores. Eles estão nas Escolas, no terreno. Mais do que ninguém, eles estão a dizer-lhe que assim NÃO teremos sucesso educativo. Assim, o sucesso será apenas ESTATÍSTICO e ECONÓMICO!
OS PROFESSORES (na sua maioria) SÃO SÉRIOS! QUEREM ENSINAR E QUEREM QUE OS SEUS ALUNOS APRENDAM! CONFIE NELES! OIÇA-NOS SRª MINISTRA!.
E para terminar, um poema de Alberto Caeiro que encontrei hoje no blog Terrear e uma frase de JMA..
Des (aprender).
Procuro despir-me do que aprendi,Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,Desembrulhar-me e ser eu.....
“A grande e inadiável urgência de desaprender. De ver. Mesmo que isso nos custe. Porque a alternativa só pode ser a cegueira”JMA in blog Terrear..
P.S. Peço desculpa a quem me ler, pela agressividade de algumas expressões, mas tenho de soltar este grito de REVOLTA! Aos puristas linguísticos, também, mas a intenção não foi fazer prosa. Imaginei a Srª Ministra à minha frente e pus no papel aquilo que gostaria de lhe dizer.
Peço desculpa também por não me identificar (por enquanto). Não o costumo fazer, as as razões são óbvias!.
UM ENORME BEM-HAJA A TODOS OS PROFESSORES!"
Amizade
...

Conhecia-a por causa da Petição Prol das Crianças Vítimas de Crimes Sexuais. Encontramo-nos num parque no Porto. Disse-me "estarei no meio de dois postes", à entrada. Ao qual eu respondi "vou de Jeep".
Cheguei à hora combinada, e de facto lá estava no meio de dois postes. Sorri-me ao vê-la, muito direita e decidida numa entrada enorme. De facto a aparência era de uma pessoa frágil, mas o olhar era de uma pessoa cheia de força, energia, contagiante mesmo.
Um olhar directo e transparente senti logo respeito por ela, identifiquei-me com as suas razões, opiniões e o seu espírito de luta.
Nessa luta difícil que foi a recolha de assinaturas, em que a minha filha Chica chegou a ser insultada e maltratada, em que ouvimos respostas inacreditáveis, foi para mim um apoio importante, uma das pessoas que mais assinaturas recolheu, porta à porta.
Pena que o esforço todo feito por tantas pessoas não tenha tido um fim melhor, mais eficiente e mais digno. Merecíamos e as Crianças tinham esse direito.
Bem não me quero dispersar…
Sei que esta minha Amiga está numa fase menos boa da vida, vim aqui dedicar-lhe algumas palavras, na esperança de lhe arrancar um sorriso.
Dizer-lhe que estou por aqui, à distancia de um toque.
A vida por vezes é dura demais, com quem não merece.
Desejo-lhe as melhoras, coragem e ânimo.
Um beijo e fico à espera de um toque.
Nós e os Outros
...
Hoje queria voar de mim, sair daqui, abandonar-me, despir-me de mim, desta pele cansada. Sinto-me estacionada, parada, com dificuldade de andar.Nem eu própria me entendo, me reconheço, me sinto em mim.
Quero crer que quando as coisas estão mais equilibradas, é estranho, bizarro, parece sempre que vai acontecer alguma coisa.
Dou por mim muitas vezes a pensar que se calhar não sei viver, sem ser a correr contra a vida, desafiando a morte.
Hoje ligou-me um amigo meu, com quem já não falava há muito tempo, e ficou tão espantado com as minhas repostas, que reconheço que me fez confusão, não sou de me lamentar, mas de facto este ano tem sido um verdadeiro inferno. Ele estava boquiaberto por estar tudo bem, é certo que depois da tempestade vem a bonança, dizem…
Mas voltando ao começo, não me perdendo em atalhos sem nenhuma saída digna, arrastando-me em explicações cientificas, e nesta altura já é só bocejos.
Queria sair de mim, sentir-me livre, coesa e segura. Voar para longe deste pequeno país onde tudo é uma bandalheira.
Queria tocar o céu, ver o nascer do sol, o por do sol, sem ter tantas defesas, sem me sentir tão presa à educação que me deram. No fundo ser mais livre do contexto social que me impingiram, deste conjunto de regras que mesmo com muita luta, alguns cunhos me amarram.
Tenho aprendido tanta coisa no centro, nesta fase de organização do Magusto, a animação com que cada caixa é recebida, os sorrisos ao verem cada peça, tanta coisa nos irrita, pequenas contrariedades que no fundo nada valem.
É uma experiência única, sinto-me pequena ao lado de todos eles.
Habituamo-nos a queixarmos nos de tudo e de nada, parece que o tempo nos come a verdadeira essência, a paixão pela verdade, pela vida, pelo amor ao próximo. Tudo nos irrita, os pobres, os arrumadores, os velhos na rua, parece que neles vemos partes de nós, medo do futuro, do abandono, nesta sociedade consumista e maldosa.
Vale tanta a pena ajudar, numa causa, uma pessoa, é mel para a alma, não conseguiremos ser mais Gente?
Voemos nem que sejam por breves momentos, dediquemos algum do nosso tempo para os outros. Tenhamos a coragem de nos levantarmos do nosso sofá já moldado ao nosso corpo, larguemos as novelas que negamos ver, e vamos voar, ajudar, lavar a nossa alma.

.jpg)








