Porque continuo a Acreditar em ti!
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Apesar de tudo, continuo a gostar muito de ti e sei que um dia, tal como o Peter Pan, conseguirás voar e transformar os teus sonhos em realidade!
Há momentos e palavras inesquecíveis. É isso que guardamos para toda a Vida... O Tempo não os apagará!
Um beijo muito grande,
Alberta
APRENDI...
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Aprendi...
"Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a Vida faça o resto.
Aprendi que não importa o quanto certas coisas são importantes para mim, há pessoas que não ligam e eu jamais conseguirei convencê-las.
Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos, que posso usar os meus atractivos por apenas 15 minutos, mas depois disso é preciso saber do que estou a falar.
Eu aprendi que posso fazer algo num minuto, mas depois ter que responder por isso o resto da vida.
Aprendi que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência, mas que também posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.
Aprendi que é preciso escolher entre controlar os pensamentos ou ser controlado por eles e que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem.
Aprendi que perdoar exige muita prática e que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.
Aprendi que nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.
Aprendi que posso ficar furiosa, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel.
Eu aprendi que jamais posso dizer a uma criança que os seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o Mundo se eu conseguisse convencê-la disso.
Eu aprendi que o meu melhor amigo vai magoar-me de vez em quando, e que eu tenho que me acostumar com isso e que não basta ser perdoado pelos outros, é preciso eu perdoar-me primeiro.
Aprendi que, não importa o quanto o meu coração esteja a sofrer, o Mundo não vai parar por causa disso.
Eu aprendi que muitas circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou hoje, mas não pelas escolhas que eu faço como adulto.
Aprendi que numa zanga preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não me quero envolver, e que quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem ou se amem quando não discutem.
Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão magoar-se e eu também. Isso faz parte da vida.
Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.
Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.
Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério.
Aprendi que os amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas que é preciso mostrar que são amigos.
Aprendi que o amor de certas pessoas se vai embora da nossa vida, mesmo que desejemos retê-los para sempre.
Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.
William Shakespeare, adaptado por mim
Já tinha lido este texto em diversos sítios da Web, várias vezes, e sempre o achei bonito, mas nunca como agora me fez tanto sentido!
Sócrates disse...
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Mas nada nem ninguém condenou Portugal e os Portugueses ao insucesso.
É portanto clara a nossa tarefa, como é clara a nossa ambição:
transformar o Portugal das fatalidades no Portugal das oportunidades."

E que irá fazer mais, até lá, para convencer alguns portugueses, aqueles que se dispersaram do PS e que votaram noutros partidos, nas Europeias?
Difamação? Não, é direito à crítica
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Ministério Público manda arquivar queixa de Sócrates contra João Miguel Tavares
Ontem às 12:43
O Ministério Público mandou arquivar a queixa do primeiro-ministro e líder do PS, José Sócrates, contra João Miguel Tavares, por considerar que o jornalista não ultrapassou os limites na crítica que fez a Sócrates, enquanto figura pública.
O Ministério Público mandou arquivar a queixa do primeiro-ministro contra o jornalista João Miguel Tavares que num texto publicado no Diário de Notícias comparou o apelo à moral na política feito por José Sócrates à «defesa da monogamia por parte de Cicciolina».
«As expressões utilizadas pelo arguido João Miguel Tavares dirigidas ao primeiro-ministro, figura pública, ainda que acintosas e indelicadas, devem ser apreciadas no contexto e conjuntura em que foram publicadas, e inserem-se no direito à critica, insusceptíveis de causar ofensa jurídica penalmente relevante», afirmou o Ministério Público.
Desta forma, o Ministério Público considerou que o jornalista do Diário de Notícias no seu artigo «José Sócrates, o Cristo da Política Portuguesa» não ultrapassou os limites na crítica que fez ao chefe do Governo e líder do PS, enquanto figura pública.
Ui Ui
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Robert Palmer, Bad Case of Loving You (Doctor, Doctor)
Elogio à Amizade
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Na nossa vida em sociedade temos que conviver com pessoas, ou ter vários tipos de relacionamentos com as pessoas, relacionamentos mais próximos ou mais distantes, em que encontramos receptividade ou não.
Há pessoas que, sem nos conhecerem bem fazem juízos precipitados sobre nós, outras que interpretam de forma errada tudo aquilo que fazemos, e até mesmo tudo aquilo que não fazemos.
Outras que não cobram as nossas atitudes, porque é mais cómodo formar esses tais juízos e acreditam que somos apenas aquilo que é mais visível, é mais cómodo pensar que somos sempre piores porque, de contrário, atormentamos as suas consciências.
Encontramos, por outro lado, pessoas que nos cobram a perfeição, como se fosse possível alguém ser perfeito e que só sabem ver o que há de negativo em nós, como se apenas um erro, uma falha ou um deslize, anulasse quaisquer das nossas boas acções ou das nossas qualidades, vendo só os nossos defeitos e por mais que tentemos fazer o nosso melhor, tentam sempre rebaixar-nos, colocando-se numa posição de superioridade e de valores morais, erroneamente, acima dos nossos.
A satisfação desta Vida é que no meio de todas estas pessoas, encontramos outras que nos oferecem uma palavra amiga, um ombro ou um abraço, e que conseguem enxergar muito além, pela abertura que demonstram no bem e que não se importam com a “roupa” que vestimos, interessadas apenas em nos olhar bem dentro dos olhos e saber através deles o que estamos a sentir naquele momento, demonstrando-nos que sentimentos de fraternidade podem surgir de quem menos esperamos.
Já me enganei em relação a muitas pessoas, mas a Vida encarregou-se de me dar grandes lições. Em algumas ocasiões, vi que as pessoas que eu considerava como mais amigas me davam “facadas pelas costas” e que aquelas que eu considerava como menos amigas, me comoveram, dando-me a mão quando eu precisei, sem que necessitasse de o pedir.
Aprendi com isso que um amigo de verdade não é aquele com o qual temos mais afinidades ou que está mais próximo de nós... É aquele que está ali inesperadamente onde menos contamos, ou aquele que sabe ser amigo mesmo quando não é, propriamente, o nosso melhor amigo.
A amizade não é um rótulo, mas traduz-se em acções e gestos de carinho e entrega desinteressada. Não depende de conhecermos bem o outro, mas do querer bem, sem a intenção de receber algo em troca ou esperar uma oportunidade para sobressair, por interesse de reconhecimento.
Essas sim, podemos considerar amizades inesperadas e muito especiais, daquelas que ficam nos nossos corações. As outras, que antes se intitulavam de especiais, essas, lamentavelmente, não passam de meras desilusões.
A Vida é uma aprendizagem constante e é bom sentirmo-nos acarinhados e mimados nos piores momentos, com um ombro ou uma palavra amiga por pessoas que se desdobram para nos dar amor, independentemente dos problemas por que estejam a passar, não se votando à indiferença e ao silêncio, que nestas alturas só nos magoam porque esquecidos, quando mais precisamos!
Àquelas, a minha gratidão e um bem-haja eterno. Não esquecerei!
Poema de despedida
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Te digo adiós y acaso, te quiero todavía.Quizá no he de olvidarte, pero te digo adiós.
No se si me quisiste...No se si te quería...
O tal vez nos quisimos demasiado los dos.
Este cariño triste y apasionado y loco,
me lo sembré en el alma para quererte a ti.
No se si te amé mucho...No se si te amé poco.
Pero si se que nunca volveré a amar así.
Me queda tu sonrisa dormida en mi recuerdo,
y el corazón me dice que no te olvidaré;
pero al quedarme solo; sabiendo que te pierdo,
tal vez empiezo a amarte como jamás te amé.
Te digo adiós y acaso en esta despedida
mi más hermoso sueño muere dentro de mí...
Pero te digo adiós para toda la vida,
aunque toda la vida siga pensando en ti.
José Angel Buesa
Entrevista de embalar
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A custo lá aguentei os 52 minutos, não por efervescer com o que ouvi, mas porque precisei de beber dois Expressos para não ferrar a dormir, tal é a languidez vocal dos intervenientes. Aqueles dois parecem que estão a narrar, bem mal, O Príncipe Feliz para crianças de três anos.
Se querem ver, aconselho que seja bem pela fresquinha:
Sempre contigo e para ti!
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Pepa:
Há palavras que só dizemos a pessoas muito especiais, que amamos muito, mas as palavras são relativamente fáceis de pronunciar, mas demonstrar esse amor incondicional, de uma forma que te faça sentir melhor, não é uma tarefa tão acessível.
Lembro-me da sensação única de te pegar ao colo, um mar de emoções, fortes, intensas, lindo demais.
Tentei acompanhar-te sempre, pegar-te ao colo e amparar-te, no meio do mar revolto que foi, e é a minha vida. Nunca sabemos se estamos a fazer o melhor, ou da melhor maneira, vamos fazendo com todo o amor. Amor esse único, amor de Mãe!
Ontem acordar com a tua sombra na penumbra do meu quarto, o teu cheiro, aí senti-te.
Foi mesmo bom acordar com esse teu cheiro e doce, acordar com as tuas festas.
A distância é difícil de gerir, fazes-me muita falta, até a cinza que vais espalhando com essa profunda falta de jeito para fumares, terá sido pelos anos de criticas durante a infância cheia do fumo do meu SG filtro?
Mas estou e estarei sempre contigo, o tempo voou depressa demais, cresceste num ápice, queria que voltasses a caber nos meus joelhos, onde sorrias com um olhar atento, sereno e feliz!
Apenas uns kms nos separam, não exijas tanto de ti, caminha devagar, enche o peito de ar, junto ao mar, deixa-te embalar pelo maior desejo que tenho na vida, é que tu e a Mana sejam felizes. Vive um dia de cada vez, tenta procurar a força do mar, o brilho do sol, espreita a beleza da lua, não deixes que gente mesquinha te amarrote, és nova, tens um caminho na frente a percorrer.
Tens muita gente que te ama e que te quer ver feliz, esquece algumas pessoas que infelizmente todos “levamos” com elas, no fundo o que as move é a inveja, por nós nos movermos por outros valores e princípios.
Sentada aqui no jardim, sonho que uma estrela cheia de magia me invada e inspire, para que tu sintas todo o meu amor, toda a minha força, para que sintas mais forte!
Com todo o meu amor.
Beijo grande
Mãe
Socas bem mas não me encantas
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Etiquetas: Estado da NaçãoTénue linha da Vida
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Helena, minha querida Amiga, estas palavras são para ti.
Há 25 anos que te conheço!
Não sei por onde começar, estou confusa com os últimos acontecimentos. Não estava a contar ver-te assim já sem forças, ainda “ontem”, há uma semana, estavas bem.
Ontem pareceu-me ouvir as tuas gargalhadas... Quantas vezes passavas horas a falar comigo, desabafando as tuas queixas da vida, tão injusta e dura, mas sempre com coragem de vencer as contrariedades.
Ai, minha cara amiga... Como a vida é tão injusta!
Agora, os teus olhos perderam o brilho que tantas vezes demonstravas ter nas tuas gargalhadas, na tua alegria e no optimismo que tinhas estampado no rosto e nesses olhos esverdeados.
Sofreste sempre ao lado de um homem, alcoolizado, que nunca te deu qualquer carinho, egoísta, que só te trouxe desgostos, que te agrediu, magoou e, durante todos estes anos não soube dar-te o que merecias e de quem, apesar de tudo, nunca quiseste separar-te, por pena e por vergonha.
Tudo fizeste para criar teus filhos, sozinha, com os parcos e míseros tostões que ganhavas ao serviço dos outros. Pelo menos, os teus filhos amam-te, acarinham-te, mimam-te.
Já não nos olhas de frente, com aquele teu habitual olhar limpo, tens medo de ver pena e comiseração nos nossos, pelo que estás a passar.
Ontem, à noite, quando vieste ter comigo ao Hospital, já não vi a luz daquele sorriso de outrora, este estava apagado... tive até a sensação que pairavas no ar e nem me vias à tua frente, caminhavas a meu lado, como se alguém te impelisse, empurrando-te por trás para te obrigar a avançar e a mover os pés um à frente do outro arrastando-os como que a tactear o caminho.
Até uma simples infecção urinária tinha que te chatear, nesta altura!
Não sabes nem imaginas como me senti.
Saber que dentro em breve vou ter de me despedir de ti porque esse mal te está a consumir, dói cá dentro e dói a todos os que gostam de ti.
Resignaste à tua sorte e ao teu destino... até nisso, o sofrimento de uma vida inteira já não te dá forças para te revoltares, para lutares mais ainda pela vida... fechaste-te ao Mundo, enfias-te entre as quatro paredes desse quarto, não queres ver ninguém.
Sabes que a linha entre a vida e a morte se aproxima, já te desenganaram... é tarde demais... não há nada a fazer.
Nunca pensaste que tal coisa te podia acontecer... pois... quem vive para os outros e em função dos outros, esquece-se de si próprio.
Porque te esqueceste assim de ti? Porque não estiveste atenta a essas dores que já te incomodavam há tanto tempo e não desconfiaste que essa ***** te estava a invadir? Porque não me disseste pelo menos o que estavas a sentir? Porque deixaste que isso te acontecesse? Sabes que podias contar comigo... eu estava aqui e tu nunca me disseste nada.
Não me querias incomodar!? Tudo teria feito para que não tivesses encontrado essa porta sem saída na qual te encontras agora. Sabes que tudo teria feito para te ajudar. Tudo teria feito. Nem vendo o exemplo da minha Mãe, cuidaste de ti!
Ai, minha amiga, sinto-me impotente para te ajudar como tanto gostaria e merecias.
Há quem diga que o nosso destino está traçado mas eu não sei se é bem assim. Podemos estar pré-destinados para tal, mas cabe-nos lutar sempre para o contrariar, pelo menos tentar.
Sei que, em breve, terei que me despedir de ti, mas custa-me aceitar isso, não quero... ainda é cedo... gosto muito de ti. Já tenho saudades das tuas gargalhadas.
Estás a passar aquela fase em que é preciso ordenar ideias e a energia que aí gastas derruba-te.
“Já não há remédio. Dentro em pouco irei. Ele... ele pouco me importa, mas os meus netos, os meus filhos! Vocês...”
Não vi revolta, apenas uma tristeza profunda, a resignação na inevitabilidade, do querer de Deus, como dizes.
Não consegui dizer nada... Apenas te abracei.
Nuvem!
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Ousar sair de mim para a vida,
Abandonar esta capa escura
Sair da minha própria solidão,
Onde me perdi da minha alma!
Sonho muitas vezes contigo,
Imagino-te como uma luz,
Quente, laranja, e terna,
Algo que se apodera da minha dor.
Uma força que me entende,
Me quer só por eu ser triste.
Nada espera de mim, nada exige,
Apenas salvar-me do pântano.
És uma nuvem, um pedaço de algodão.
Levas-me recolhida em ti.
Fazes-me viajar entra o azul e laranja,
À procura de recanto cheio de mel.
Este sonho consola-me de ti,
Dá alguma paz no meio da dor.
Dor forte, persistente, que me dobra,
Haverá entre as nuvens um pote de mel?
À noite tento encontrar-te,
Procuro-te até atrás da lua.
Na sua beleza límpida,
Esse poder que sonho em ti!
De me envolveres num abraço,
Que me tire o preto, do pântano.
Me devolva a vida e a paz,
Um sorriso com sabor a mel!
Que embales à luz do luar,
Me aqueças com o teu sorriso.
Aí sei que a guerra terminou,
Chegou a hora do reencontro.
Maria
Contemporâneos - Jornal Nacional de 6ªFeira
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Lino chuta para a frente!
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Via Económico:
Mário Lino
TGV fica para a "próxima legislatura"
Ana Baptista 16/06/09 11:40
O ministro das Obras Públicas explicou hoje que o contrato de concessão do TGV só será assinado depois das eleições legislativas.
Mário Lino enumerou as diferentes fases do processo para concluir "que só na próxima legislatura é que o contrato de concessão será assinado".
O governante reafirmou que as propostas estão na fase final de apreciação e que a comissão que acompanha o processo vai apresentar as conclusões em Julho.
Há, no entanto, duas fases anteriores à atribuição do contrato de concessão: a aprovação do Presidente da República e o financiamento do projecto junto da banca.
Por tudo isto, Mário Lino considera ser impossível que o processo fique fechado antes das próximas eleições legislativas.
Ontem, no Parlamento, o ministro das Obras Públicas disse não acreditar que Cavaco Silva vete o TGV e reafirmou que a alta velocidade "é uma prioridade política" do Governo.
Hoje o Diário Económico avança que empresários como António Mota, Soares Franco e Francisco Van Zeller, estão contra o adiamento do projecto de alta velocidade.
Aconteceu: 15/6 - Dia Internacional de Sensibilização sobre a Prevenção da Violência Contra as Pessoas Idosas.
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Idosos: Abusos estão "no armário" e precisam fazer o mesmo caminho da violência contra mulheres
A violência contra idosos está ainda "no armário" na sociedade portuguesa e precisa de fazer o mesmo caminho de divulgação que aconteceu com a violência doméstica contra as mulheres, apontaram hoje vários especialistas num seminário em Lisboa.
No Dia Internacional de Sensibilização sobre a Prevenção da Violência contra as Pessoas Idosas, técnicos de assistência social e profissionais de saúde concordaram no diagnóstico da falta de visibilidade do problema, que impede que sejam feitas mais queixas, aliada a factores como a vergonha ou a falta de conhecimento das vítimas.
Outra das conclusões indicada como alarmante é o facto de os abusos e a violência - física, mental ou financeira - serem praticados por familiares, o que contraria a ideia da instituição familiar como reduto de afecto e carinho para com os idosos.
A jurista Paula Guimarães, coordenadora de um grupo de trabalho constituído pela Direcção-Geral de Saúde, disse à Agência Lusa que está em preparação uma campanha para "democratizar o acesso à informação e fazer um alerta à sociedade" para as formas de violência contra idosos.
A apropriação de dinheiro e a colocação sem consentimento em lares - que configura muitas vezes um crime de sequestro - são algumas das formas de violência que "não são qualificadas como tal" na sociedade portuguesa, referiu.
Paula Guimarães, que indicou a violência sobre idosos como "problema de saúde público", referiu que se conhece apenas a "ponta do icebergue", sem números fiáveis quanto à ocorrência de casos de abuso.
Pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, José Félix afirmou que no caso da violência doméstica sobre as mulheres foram precisos "dez anos de alertas" para que o fenómeno seja hoje reconhecido e combatido.
No caso da violência contra idosos, será preciso o mesmo investimento na "reconfiguração do enquadramento cultural" que ponha em destaque "a dignidade, o poder e o papel" dos idosos, para que deixem de ser vistos como "empecilhos".
José Ferreira Alves, psicólogo da Universidade do Minho, indicou alguns "sinais vermelhos" na identificação de situações.
No caso das vítimas verificam-se tendências suicidas, recorrência de ferimentos "acidentais", sintomas depressivos, queixas vagas e alterações de comportamento, enquanto no caso dos agressores há uma atenção "exagerada" dada à vítima, controlo das suas actividades ou presença constante, precisou José Ferreira Alves.
Quanto ao perfil do abusador, Maria Vacas, da APAV, referiu que é comum ter um "historial de consumo de álcool ou drogas", apontando também circunstâncias que podem levar alguém que está no papel de "cuidador" de um idoso a tornar-se abusivo: o stresse de ter que lhe dedicar tempo, com prejuízo da sua vida pessoal, ou a necessidade de tarefas repetitivas.
Fora do circuito da assistência social, da psicologia ou da saúde, a jornalista Ana Catarina Santos, autora de uma reportagem radiofónica premiada pela Assistência Médica Internacional (AMI), destacou a necessidade de os técnicos se "abrirem para o exterior" como forma de o problema se tornar mais visível, o que muitas vezes não acontece em nome da protecção da "privacidade" ou por "desconfiança" em relação ao jornalista e receio de que a comunicação social "vampirize" as situações.
APN
Lusa/fim
Num paraíso fiscal...
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Os Contemporâneos, na RTP a 14/06/2009
... tous ont besoin d'Amour...
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Etiquetas: Afectividade, Estados de alma, Sem comentários, Sociedade, Via mailFinanciamento das campanhas partidárias às eleições para o PE
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Saudade!
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Nove anos passados e ainda me parece que foi ontem! Já não sinto o mesmo desespero, mas acordo sempre neste dia com um nó da garganta, uma angústia, uma tristeza e uma grande saudade.
Infelizmente já vi muita gente partir, mas Tu, Pai, Riqui, Papi, fazes-me muita falta. Meu Pai, meu amigo e meu companheiro.
Tantas horas de conversa, ensinaste-me tanta coisa, ficou um vazio tão grande.
Pouco tempo depois veio o Puto Maravilha, o Luís que por uma coincidência fez hoje a primeira Comunhão, estranha esta vida! É confuso neste dia ter uma festa, confesso que passei o dia baralhada com esta coincidência.
É um míudo de uma afectividade, uma ternura, aqui há uns tempos dormiu cá em casa, comigo, acordei com ele a abraçar-me. Tem os teus olhos doces!
Mas continuo por vezes a achar que te vislumbro no meio das pessoas que passam na rua, tento olhar o mar e sentir a tua força.
Tanta gente que perdemos, uns que partem como tu, outros o ritmo da vida afasta-os, outros perdem-se por aí!
Tantas vezes nos sentimos sós, no meio de tantos, que são os primeiros por vezes a esquecerem-se de todo o afecto e atenção que lhes demos.
Parece que de repente tudo mudou, se inverteu, os princípios, valores, a solidariedade, parecemos tontos no meio de um mundo dourado, que não existe. Vale a aparência, o dinheiro, a posição, nem sei bem de que!
Enfim continuo a tentar manter-me em mim, com aquilo que me ensinaste, o brilho da alma, o coração quente, seguindo segura, mas sempre contigo!
Seguro
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Passo a passo, este deputado socialista, tem demonstrado a coragem que falta aos da oposição que nas votações me fazem lembrar um rebanho cor-de-rosa.
Dos quantos deambulam por S. Bento, António José Seguro, emerge com uma postura anti-establishment.
Para os chocar bem basta o que não omittimos. Isto dicto, passemos ao problema *
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Discursou o Presidente da República, nas recentes comemorações do 10 de junho, que “em tempos reconhecidamente difíceis como aqueles em que vivemos, não é aceitável que existam Portugueses que se considerem dispensados de dar o seu contributo, por mais pequeno que seja.O alheamento não é uma forma adequada – nem, certamente, eficaz - de enfrentar os desafios e resolver as dificuldades. Pelo contrário, níveis de abstenção como aquele que se verificou nas eleições de domingo passado são um sintoma de desistência, de resignação, que só empobrecem a democracia.”
Que dirá Aníbal Cavaco Silva aos portugueses que tiveram intenções de votar, e que se viram impedidos pelo sistema de o fazer? Não serão as falhas do Cartão de Cidadão, um contributo para a reflexão no nível de abstenção?
No fim de contas, apesar de a abstenção ter subido 1,84%, o número de cidadãos recenseados aumentou 8,98% e os votantes 1,64%.
De olhos bem fechados (Eyes Wide Shut)
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Realizador: Stanley Kubrick (1999)
Para os que o viram, recordem. Para os que não viram ainda, não percam.
Eu adorei.
Os escândalos sucedem-se
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Despacho n.º 9810/2009
Assim, nos termos do disposto no artigo 2.º do Decreto -Lei n.º 331/88, de 27 de Setembro, determina -se o seguinte:
2 — O presente despacho produz efeitos desde 1 de Novembro de 2008.
Ora, pois então!...
Os professores e os outros trabalhadores que têm que se deslocar das suas residências, para trabalhar a quilómetros de distância, deixando filhos, cônjuge, pais com idade avançada... que paguem dos seus gordos, chorudos e imerecidos salários!!!!
Nas eleições europeias todos manifestamos o nosso sentir derrotando estes xuxalistas nas urnas.
Em breve seremos chamados a exercer de novo esse direito, nas próximas legislativas.
Será possível que esta corja ganhe as eleições, que se aproximam?
Será possível que andemos todos "zombies"????
Chego a sentir náuseas só de pensar nisso...
Sobre eleições, votos e anulações
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[…]
- Nos termos do nº 1 do artigo 98º da Lei nº 14/79, de 16 de Maio (lei eleitoral da Assembleia da República, aplicável à eleição para o Parlamento Europeu), considera-se voto em branco o do boletim de voto que não tenha sido objecto de qualquer tipo de marca;
- Em qualquer eleição, a declaração de vontade em que se traduz o voto tem que ser feita através de uma cruz assinalada dentro de um quadrado do boletim de voto correspondente a uma lista concorrente à eleição;
- Só a manifestação de vontade expressa dessa forma torna o voto válido para efeitos do apuramento do número de votos recebidos por cada lista e da sua conversão em mandatos, nos termos estabelecidos no artigo 16º da referida lei eleitoral, de acordo com o método de representação proporcional;
- Assim, os votos em branco, bem como os votos nulos, não sendo votos validamente expressos relativamente a cada lista concorrente à eleição, não têm influência no apuramento do número de votos e da sua conversão em mandatos;
- Deste modo, ainda que o número de votos em branco seja maioritário, a eleição é válida, na medida em que existem votos validamente expressos e que apenas esses contam para efeitos de apuramento dos mandatos a atribuir.
[…]
Posto isto, depreendo que, se nas próximas eleições legislativas concorrerem todos os partidos existentes e que, hipoteticamente, só votarem em causa própria os filiados dos respectivos partidos, ganharia o partido com mais inscritos.
De facto, seria curioso aceder ao número real de filiados em cada partido (coisa que ainda não consegui), para aferir a proporcionalidade de voto nas últimas eleições.
Eleições Europeias: resultados globais em 2004 e 2009
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.Numa análise a grosso modo, sem ser especialista em estatística nem tão-pouco politóloga, verifico que a percentagem de votos perdida pelo PS (17,96%) abrange mais os 14,62% somados pela abstenção, partidos com acréscimo de votação e partidos a eleições pela primeira vez, do que o aumento em 6,81% do PPD/PSD partilhados com o CDS-PP, o que tendo em conta os mandatos caberia 5,45% ao PPD/PSD e 1,36% ao CDS-PP.
Com Vital ou sem ele, não creio que o PS atingisse resultados diferentes destes. A expressão dos cidadãos votantes denota claramente o desagrado com o governo vigente e com a alternativa mais evidente (não fosse o Rangel e o PSD teria ficado mais abaixo), onde o BE ganha notoriamente terreno.
Uma carta para Ti
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Talvez já não seja possível reencontrar o que nos uniu...
Tenho consciência de ter errado muito e não sabes o quanto e como lamento não ter sido capaz de aprender com os erros, nesta minha ânsia cega de te viver!
Por isso, humildemente, peço-te desculpa por...
... tudo o que te disse..
... não te ter compreendido,
... te ter magoado,
... te ter feito sofrer assim,
... te ter desiludido tanto,
... ter sido impulsiva, ríspida, obsessiva, ciumenta, exigente e, por vezes, egoísta,
... me zangar tantas vezes contigo, sem razões para isso,
... ter deixado que a raiva e o desespero fossem mais fortes que eu,
... não ter conseguido conter as lágrimas, quando as saudades eram muitas,
... não ter sabido entender os teus silêncios,
... não te ter dado todo o carinho que me mereces,
... não conseguir esquecer o que passamos juntos,
... desejar tanto que tudo volte a ser como era,
... não desistir de lutar por ti,
... não saber quem fui e quem sou,
... por não te ter dado a paz que tanto merecias,
... ainda assim te amar tanto!
Sei que foi por tudo isto que te perdi!
Perdi-te!
Perdi-me e perdi o amor da minha vida!
Mas tu vais ficar sempre comigo, porque dificilmente te vou conseguir esquecer...
É com o coração nas mãos que, também humildemente, te digo obrigada:
... por teres feito parte da minha Vida,
... por me teres mostrado o que é o verdadeiro amor,
... por me teres feito sorrir,
... por me teres amado tanto,
... por me teres feito, tantas vezes, feliz,
... por me teres feito sentir tão especial e importante,
... por todas as emoções que me fizeste viver
... por teres acreditado em mim,
... pelas tuas palavras de amor e carinho,
... por teres sido tão meu amigo,
... pelos abraços que demos,
... por me teres tocado desta forma...
... pelas lágrimas que sei que derramaste por mim,
... por me teres ensinado que nem sempre as coisas correm como desejamos,
... por teres olhado para mim,
... por todo o teu Amor!
Nunca te vou esquecer, mas se isso, algum dia, acontecer, é porque morri!
Olhos nos olhos é isto que te queria dizer!
Alguma esperança!
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É a derrota da arrogância, a derrota dos abusos de poder, da corrupção, da desonestidade, da censura.
O que se passa é que voltamos a ter medo de falar, de perder os empregos, de problemas gravíssimos do desemprego, da pobreza, de insegurança total, e da falência de todos os valores essenciais à dignidade humana, desde logo prevista na nossa Constituição.
Escândalos atrás de escândalos, corrupção instalada em todos os sectores, pelo maestro Sócrates.
Espero que seja uma viragem desta viagem que nos tem conduzido a um abismo, um ponto de viragem e a contagem decrescente para a saída de Sócrates.
Sinto esta derrota do PS como um sinal e um renascer da esperança de um futuro mais promissor.
Aqui continuaremos como sempre a denunciar a verdade, venha ela de onde vier!
A Internet em Tribunal/ João Pedro Graça!
...
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Qui 15:34
No passado dia 2, foi lida no Tribunal de Montemor-O-Velho a sentença do meu julgamento, já aqui antes referido, facto que teve alguma repercussão em diversos órgãos de comunicação social1 e também em alguns blogs.
Absolvido do crime de calúnia e difamação, fui no entanto condenado a uma pena de multa (800 €), pelo crime de gravação ilícita. De realçar, esclarecendo as pessoas menos ao corrente destas coisas da Justiça, que as penas de multa revertem para o Estado e não para quem se queixa ou acusa.
De todas as incidências deste julgamento, de evidentes complexidade e especificidade, ressaltam principalmente dois factos: por um lado, tratou-se de um caso inédito, ou seja, para o qual não existiam nem precedentes nem, por conseguinte, qualquer espécie de jurisprudência; por outro lado, e também nisso houve total ineditismo, a minha defesa foi assumida - tanto pelo meu advogado como pelas minhas testemunhas - por simples solidariedade para com a causa da transparência, da honestidade e da hombridade na Internet, este meio virtual em que todos os que por aqui andam cada vez mais estão entregues exclusivamente a si próprios... sem rei nem lei que lhes valha.
Parece-me de realçar que apenas quanto ao crime de gravação ilícita não vingou a tese da defesa, que propugnava a exclusão de ilicitude tendo em atenção os fins em vista, ou seja, a legítima defesa (não própria, mas alheia); e isto sucedeu exclusivamente porque o crime de gravação ilícita foi por mim confessado, de forma expressa e, porque não dizê-lo, com orgulho. A absolvição quanto aos restantes crimes de que vinha acusado resultou de ter verificado o Tribunal não ter havido qualquer animus difamandi na divulgação da referida gravação. Mesmo não tendo sido relevado o facto de que não teci quaisquer considerações sobre os conteúdos publicados, deixando a cada qual que os lesse, visse ou ouvisse a liberdade para tirar as suas próprias conclusões, ficou claro que não tive outra intenção que não fosse a de alertar a comunidade cibernética para uma prática irregular, a qual poderia vir a prejudicar elementos, indivíduos dessa mesma comunidade virtual, pelo menos tanto como a mim próprio a dita prática prejudicou.
Na minha opinião (e espero não constitua ainda delito exprimir o que nos vai na alma), não fui total e absolutamente absolvido porque a mesma comunidade à qual o meu alerta se destinava resolveu, grosso modo, alhear-se da questão; se, em vez dos "apenas" 7 bloggers que depuseram a favor da causa lá tivessem estado 70 (por exemplo), estou certo de que as coisas teriam sido diferentes; se tivesse havido uma vaga de fundo, caso a "blogosfera" em particular se tivesse mobilizado por algo que lhe dizia inteiramente respeito, então sim, teria ficado provado por inteiro que se tratou de um acto de cidadania e que a cidadania, pelo menos até ver, não deve nem pode ser confundida com um crime, mesmo que ou especialmente se confesso.
Não conhecia pessoalmente nenhuma das minhas testemunhas, à data dos factos de que fui acusado. Foram pessoas que se solidarizaram comigo porque reconheceram mérito numa causa que era (e é ainda) também de todos e de cada um deles. Para esses verdadeiros heróis da luta por uma comunidade virtual honesta e transparente que ali estiveram, com tanto sacrifício pessoal e de forma tão corajosa, daqui envio uma palavra de profundo apreço e um grande abraço de imensa gratidão.
Poucos mas bons, como se costuma dizer. E se não há dúvidas sobre o modo como foram bons, todos eles, já não será tão fácil apurar porque terão sido apenas estes 7 a estar no julgamento, reafirmando o carácter cívico da acção que lhe deu origem. Mas também sobre isto tenho uma opinião. Pessoalíssima, obviamente.
A Internet é uma coisa muito recente, em Portugal. No caso particular dos blogs e, mais recentemente ainda, das redes sociais, estamos numa idade equivalente à pré-adolescência, com todos os problemas comportamentais, erráticos e por vezes descabidos, que são característica intrínseca de um corpo em formação. E a isto, que já não seria pouco, acresce uma particularidade, também ela idiossincraticamente aplicada ao caso português e também ela típica dessas idades irresponsáveis e frenéticas: os "gangs". Quando eu era garoto, chamava-se "gandulos" àqueles que entretinham todo o seu tempo a partir vidros ou a riscar automóveis, por exemplo.
Pois na "web" portuguesa, aos seus 8 ou 9 ou 10 anos, assiste-se a algo muito semelhante: grupos mais ou menos organizados que se guerreiam mutuamente por puro ócio e que, já com alguns laivos de hierarquia interna e de correlações de poder, são no seu conjunto capazes de provocar estragos sérios na própria estrutura social... virtual. Alguns desses "gandulos" arvoram-se mesmo em pequenos chefes de clã (o gang), com o seu inevitável e perigoso séquito de "seguidores", e parece até já ser possível verificar, sem grande esforço ou perspicácia, que existe por aí um "chefinho" máximo, espécie de "Papa" das diversas comanditas, que a si mesmo atribui extraordinários poderes... como o decidir se determinada coisa ou causa interessa ou não aos demais.
O caso agora julgado foi um exemplo paradigmático dessas "coisas" que ao dito "chefinho" não convinham, vá-se lá saber "alegadamente" por que bulas. Tivesse ele ou um dos seus apaniguados dado o devido destaque ao sucedido e outro galo cantaria, com toda a certeza. Aliás, bastaria não ter instigado outros à traição, como fez aquele e fizeram estes, e já tudo teria sido diferente.
Mas não percamos mais tempo com ruins defuntos, porém. Parece-me ter ficado clara e suficientemente explicada a razão pela qual não se mobilizou a "lusosfera" em peso por uma causa que era (e continua a ser) sua.
Este julgamento não mexeu em um átomo de qualquer das minhas convicções. Continuo a acreditar que nós existimos para o bem e não para o mal - e que isso vale tanto na vida quotidiana como no mais cibernético dos mundos. Continuo a acreditar que existe gente boa, solidária e corajosa, gente que lutará até ao fim na defesa da Justiça e dos seus semelhantes - mesmo daqueles que, pela sua cobardia e desfaçatez, deveriam apenas ser votados ao mais profundo desprezo. Continuo a acreditar que existe uma Justiça divina, superior, supremamente absoluta, que pode tardar mas que nunca falha.
O futuro a Deus pertence. Se este mesmo Deus quiser, e se a saúde o permitir, cá estaremos - um dia destes - para relatar o que se seguir, se se seguir e se isso for de algum proveito para alguém.
1 Tanto a notícia original, da Agência Lusa, como as respectivas reproduções ou adaptações contêm diversas inexactidões, lacunas e até mesmo opiniões onde deveriam estar apenas factos, sendo tudo isso facilmente perceptível para quem estiver minimamente dentro do assunto.
João Pedro Graça
Fonte:http://apdeites2.cedilha.net/
Novas Oportunidades!
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Etiquetas: Figuras Públicas, Humor, Via mailApdeites em Tribunal: leitura de sentença
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Por ser um caso que assenta em actos agregados à internet, não há jurisprudência, ou seja, é pioneiro. Para melhor percepção dos acontecimentos, transcreve-se a excelente síntese de Denúncia Coimbrã:
O proprietário de uma firma (virtual) de “webhosting” acusa um ex-cliente de calúnia e difamação por ter colocado online uma conversa telefónica em que o dito se acusa a si mesmo de se ter apropriado de um domínio web que pertencia ao cliente; a intenção do cliente era tão-somente a de alertar a comunidade cibernética para as práticas criminosas de um fornecedor de alojamentos virtuais português.
A ilicitude da gravação sem consentimento daquela conversa telefónica (dita “privada”) serve assim de pretexto para um processo-crime em que está a em causa a legitimidade da sua publicação em forma de alerta geral; ou seja, por um lado temos o “direito à palavra” (do assistente) e pelo outro temos a defesa dos interesses alheios, de toda uma comunidade que aos mesmos ficaria exposta… caso o assunto não fosse comprovadamente divulgado.
O grave desta história, que mais parece uma estória, é que o cliente ficou sem 3 anos de trabalho. Ou seja, a firma em causa apagou 3 anos de trabalho e mais de 200 mil link´s de toda uma rede que entretanto se foi gerando e construindo.
Ao João Pedro Graça, reitero a minha solidariedade, certa que a justiça estará do seu lado.
Perseverança na luta dos Professores
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Via Jornal Público:
O surgimento e acção dos movimentos independentes de professores mudou a luta destes? Porquê? Como? Ou foram os sindicatos que “venceram”?
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Fátima Gomes, professora de Barcelos - “Não se deverá colocar a questão no domínio de uma luta entre movimentos independentes e sindicatos. A “luta” é comum e é contra as medidas do Ministério da Educação, não só no que respeita a avaliação de desempenho, mas, muito especialmente, no que toca o próprio conceito que preside à dita “reforma educativa”. Enquanto agentes desta reforma, sabemos, melhor que ninguém, o quanto esta “reforma” põe em causa todo o sistema de ensino público e compromete uma reforma real que tenha em vista a melhoria da qualidade da escola pública.Contudo, é inegável que o surgimento dos Movimentos mudou completamente o quadro de acção da luta de professores. Aliás, é um fenómeno único relativamente a qualquer classe profissional: os professores foram capazes de se organizar, movidos por um genuíno sentimento de contestação dos princípios e de revolta face ao desprezo como estavam publicamente a ser tratados, transcendendo as organizações tradicionais. Este fenómeno ainda será estudado, já que revela uma alteração de mentalidades e dos modos de actuação, fruto de uma dinâmica que envolve a sociedade, o acesso à informação e a capacidade de comunicar globalmente. Os sindicatos de professores tiveram de lidar com o exercício de opinião dos professores, directamente, e este é um fenómeno que, a breve prazo, se estenderá aos próprios partidos políticos. Os sindicatos não “venceram”, e para já, também não “perderam”, os sindicatos tiveram de se adaptar a uma situação inteiramente nova… e ainda o estão a procurar fazer.”
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